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PT e PSOL buscam meio de conquistar eleitores de igrejas evangélicas

Partidos de esquerda tentam reatar diálogo com segmento.

Marcha para Jesus. (Foto: Reprodução)

 

O Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) estão buscando meios para conquistar eleitores de igrejas evangélicas.

Com forte influência do marxismo em sua ideologia, os partidos estão preocupados com a dificuldade de diálogo com o segmento e estão buscando estudos para entender como podem se aproximar dos evangélicos.

Em julho, o PT realizou um encontro para discutir o tema, na Fundação Perseu Abramo, com direito a apresentação demográfica de José Eustáquio Reis, que apresentou um estudo de 31 páginas alertando para a mudança no perfil da população brasileira.

O demógrafo avalia que a mudança no perfil da população tem impacto no resultado das urnas, isso tem refletido no apoio do partido entre os católicos, que fizeram parte da origem do PT em 1980, por meio das Comunidades Eclesiais de Base.

Para o estudo apresentando por José, a queda do apoio dos católicos ao PT se deve ao forte investimento dos evangélicos na ocupação de espaços políticos e públicos.

O PSOL faz o mesmo debate interno, buscando meios para conquistar o eleitorado evangélico, mas não sinaliza que abrirá mão de suas ideologias.

Segundo o deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ), o novo governo estaria abrindo uma oportunidade para voltar a se posicionar entre as igrejas, pois acredita que a maioria dos evangélicos não concorda com as ideias do presidente da República.

Marco Feliciano fala sobre Marielle Franco e ataca postura da esquerda

Deputado pediu que as famílias das vítimas sejam respeitadas

         Feliciano fala sobre Marielle Franco e ataca postura da esquerda

As notícias do assassinato da vereadora Marielle Franco, do Rio de Janeiro, estampam a capa dos principais jornais do país hoje. Entre as muitas manifestações, a do deputado Marco Feliciano (Pode/SP) chama atenção.

Como faz rotineiramente, ele gravou um vídeo comentando os principais fatos do momento. Contudo, sua análise difere do senso comum da mídia.

Feliciano lembrou que a morte de Marielle e seu motorista Anderson apenas “engrossam os índices de mais de 60 mil assassinatos no país, ano após ano”.

Revelou que está orando pelas famílias das vítimas, mas tem dificuldade com a postura adotada por partidos como PSOL e PT. Mostrando imagens das manifestações feitas no Congresso, na noite de ontem (15), reclamou do “desfile de ódio e caça aos culpados”, onde todos queriam “faturar politicamente sobre dois cadáveres”.

O parlamentar acredita que os vídeos e notícias que correram o mundo “confundirá a todos”, pois o pedido de justiça para o caso da vereadora foi sobreposto por palavras de ordem contra intervenção militar, o governo atual e pedindo a extinção da Polícia Militar.

“O pior é que esses que levaram os manifestontos são figurinhas carimbadas, que protegem bandidos e que o uso de armas contra os policiais é até justificável. Que pregam contra o ódio, incentivando o ódio numa sórdida inversão de valores. Esquecem que a esquerda governou o país por 13 anos e são responsáveis pelo falta de segurança atual. Dividiram nosso povo em lutas de classes e desgraçaram a alegria de sermos irmãos. Esse é o presente do socialismo”, disparou.

Ao falar sobre a cobertura da mídia, Feliciano questionou: “E o motorista? Por que ninguém fala dele e, quando fala, é apenas uma notinha de rodapé!”.

Embora concorde que o assassinato da vereadora mereça repercussão, disse não entender por que não há o mesmo tratamento da imprensa quando as vítimas são os policiais cariocas, sendo que nesse ano já morreram mais de 100.

“A morte de uns no Brasil vale mais que a de outros? Uma vida vale mais que a outra?”, indagou o parlamentar, concluindo que há algo muito errado no país.

“Atitudes como essa são de verdadeiros papa-defuntos, que não estão preocupados com as vítimas e seus seguidores… Hipócritas, respeitem as dores das famílias”, asseverou, queixando-se da maneira como toda a questão foi politizada.

Além de defender a intervenção federal no Rio de Janeiro, pediu que “os esquerdistas não transformem isso numa luta política nesse momento”. Para o pastor, o momento é de orar pelas famílias. Concluiu sugerindo, em nome das famílias enlutadas de todo o Brasil em consequência da violência urbana, a hashtag #ANossaFamiliaMereceRespeito. com informações do Gospel Prime

Assista:

DESABAFO: POR QUE A VIDA DE UNS VALE MAIS QUE A VIDA DE OUTROS?

DESABAFO: POR QUE A VIDA DE UNS VALE MAIS QUE A VIDA DE OUTROS?Vídeo Disponível Também no YouTube –> https://youtu.be/XMmnmLJbmjA#ANossaFamiliaMereceRespeito

PSOL lançará pastor candidato para enganar conservadores

Partido tenta se aproximar de evangélicos, apesar de agenda anticristã

          PSOL lançará pastor candidato para enganar conservadores

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) é um contrassenso até no nome da sigla. Afinal, os países de regime socialista sempre violentaram as liberdades individuais. Cuba, maior modelo dos psolistas, desde sua revolução acabou com a liberdade de culto e a Bíblia foi proibida por décadas.

A única tentativa bem-sucedida dos psolistas em eleger um evangélico mostrou claramente como funciona a lógica do partido. Eleito em 2014, o Cabo Daciolo foi expulso do PSOL pouco mais de um ano depois por defender suas convicções cristãs.

A nova experimentação para atrair “evangélicos de esquerda”, outro contrassenso que se encaixa bem no perfil do partido é o vereador de Niterói (RJ) Henrique Vieira, 30. Ele é pastor da Igreja Batista do Caminho e será lançado à Assembleia Legislativa do Rio.

Segundo a reportagem da Folha de São Paulo, essa candidatura “robusteceria planos da sigla em se aproximar de eleitorados tidos como inclinados a cair no colo da direita”. Vieira foi assessor de Marcelo Freixo, defensor da necessidade do PSOL “abrir um diálogo progressista” com aqueles que a esquerda sempre repudiou. Ou seja, tenta conquistar votos de evangélicos, apesar de agenda anticristã

“Não acho que evangélicos ou policiais têm que ser tratados como reacionários, porque esse rótulo não diz respeito à cabeça da maioria deles. Muitas vezes a esquerda constrói essas bolhas, que são muito aconchegantes, porque você fica falando entre os iguais. A gente está num momento em que tem que buscar o comum, mais do que o idêntico”, afirmou Freixo, que quando disputou o segundo turno com Marcelo Crivella (em 2016) sempre depreciou a religião do oponente.

Vieira já apareceu no programa Encontro com Fátima Bernardes algumas vezes, onde defendeu que evangélicos e umbandistas são irmãos. A partir de sua igreja surgiu o movimento “Frente Evangélica pela Legalização do Aborto” uma bandeira conhecida do PSOL.

Ele também é frequentador das reuniões do #342, um movimento político liderado por Paula Lavigne e Caetano Veloso que defendeu exposições como a do Quermuseu e ataca o deputado federal Marco Feliciano, desafeto de Jean Wyllys, o psolista mais ativo do Congresso.

Para seus apoiadores, segundo a Folha, o pastor Henrique Vieira seria um exemplo que “nem todo evangélico é fundamentalista” e não representa as “pregações cheias de ódio em programas de TV e muito menos à lamentável Frente Parlamentar Evangélica”.

Ele diz estar acostumado a ser criticado por ser “crente de esquerda” e reconhece que, para a maioria dos evangélicos os adjetivos mais comuns para ser referir a eles são “lobo, falso, imoral, herege”.

O líder batista tenta se apresentar como o oposto de quem defende os valores cristãos na TV. Usando todos os chavões típicos da esquerda, ele dispara: “Existe um referencial evangélico televisivo e político que é muito extremista. Costumo dizer que são púlpitos cheios de sangue, na medida em que reforçam discursos machistas, homofóbicos e racistas que estimulam violência contra mulheres, LGBTQ e irmãos e irmãs de matriz afrobrasileira.”

Não deixa de ser curioso ver um defensor do aborto falando em sangue, afinal, nas redes sociais celebrou o apoio “por unanimidade”, em assembleia de sua igreja, a ação no Supremo Tribunal Federal para descriminalizar o aborto. “Em canto, orações e debate, decidimos em favor de uma política de defesa da vida, porque a criminalização mata”, garante.

Mas esse talvez não sejam seu maior contrassenso. Em postagem no Facebook diz que Deus é uma “Mulher Preta carregando a maior resistência do mundo” e avisa aos críticos: “Se essa imagem parece incômoda e requerendo mil explicações, é fruto do patriarcado e do racismo”.

Comungante de uma teologia liberal que reúne, por exemplo, igrejas inclusivas –  apoiadoras do casamento gay defensora dos transgêneros como ‘imagem de Deus’ – Henrique Vieira parece desconhecer o significado do conceito bíblico de “pecado” e talvez seja uma boa representação de Mateus 7:15-20.

Em outubro será possível dizer se mais essa tentativa de ‘desconstrução’ do termo evangélico pela mídia brasileira está tendo o efeito desejado.