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Igreja funciona dentro de boate na rua Augusta; veja vídeo

 

JULIANA VAZ
DE SÃO PAULO

Rua Augusta, 486. Às 3h de um sábado, dezenas de pessoas se aglomeram em frente ao Clube Outs, uma das muitas casas noturnas da região.

Para entrar, é preciso enfrentar seguranças engravatados e desembolsar R$ 20. Lá dentro, flanelados, tatuados e emos dançam hits da música pop dos anos 1980 e 90.

Rodrigo Paiva/Folhapress

O pastor Junior Souza, 37, fundou há dois anos a Capital Augusta, igreja que funciona dentro do Clube Outs.

O pastor Junior Souza, 37, que fundou a Capital Augusta há dois anos, em frente à boate onde acontecem os cultos

No dia seguinte, por volta das 18h, a casa continua a mil. Mas as portas estão abertas a qualquer um. Sob a luz de holofotes, uma banda anima um público jovem. Num telão, letras de músicas sobre louvor e compaixão. No bar, as garrafas de Smirnoff e Heineken permanecem intocadas.

O show termina, e Junior Souza, 37, surge. Veste uma camiseta preta estampada com o símbolo matemático que representa o "diferente", tem o antebraço tatuado e brinco na orelha.

Dá alguns avisos, indica o lugar onde fica a caixinha de contribuições e anuncia pelo microfone: "Agora a gente vai fazer um intervalo e já continua o culto, beleza?".

A pausa serve para que os fiéis da Capital Augusta possam trocar ideias. A Capital, como os habitués a ela se referem, é uma igreja protestante, fundada em 2009 pelo pastor Junior. O grupo inicial era formado por músicos, designers e gente que "já vivia a vida da Augusta", segundo o pastor, que é professor de inglês e dá aulas na Faculdade Teológica Metodista Livre.

Quando o intervalo termina, Junior, de frente para um laptop, começa a ler um versículo da Bíblia. Carismático, ele às vezes quebra a leitura e traduz um trecho sagrado para uma fala informal.

A maioria dos presentes ainda não chegou aos 30 anos. São jovens antenados, que compartilham sua fé no Facebook e no Twitter. No site da igreja, são disponibilizados podcasts religiosos.

Dono de um corpo tatuado, o skatista e publicitário Bidu Oliveira, 20, diz que sofreu preconceito em outras igrejas e ali encontrou uma comunidade. "O foco aqui é Jesus", justifica.

A Capital permite a ingestão de bebidas alcoólicas, desde que com moderação. Sexo, melhor dentro do casamento. "O projeto ideal é a castidade, mas, se não é essa a sua realidade, vamos seguir o caminho da reparação", aponta o pastor. Gays são bem-vindos. "Na Augusta, é natural que eles frequentem. Nosso slogan é: ‘Proibido Pessoas Perfeitas’."

Além do culto no Outs, há reuniões semanais nas casas dos integrantes. "Ali dividimos as alegrias e frustrações da vida em SP", diz Junior, um paranaense de Assis Chateaubriand.

Antes de chegar à capital, ele era ligado, no interior, a uma igreja Vineyard, associação criada na Califórnia dos anos 1970. Não gosta de ser chamado de evangélico. "Tenho vergonha do que esse termo se tornou no Brasil", confessa.

Rodrigo Paiva/Folhapress

Culto da Capital Augusta, igreja que reúne cristãos protestantes aos domingos no Clube Outs

Culto da Capital Augusta, igreja que reúne cristãos protestantes aos domingos no Clube Outs, na rua Augusta

O aluguel do imóvel na Augusta é bancado por 12 pessoas da liderança da Capital. O dinheiro das doações, segundo o pastor, vai para missões religiosas e outras instituições. Valentim Van der Meer, promoter da boate, diz que aceitou alugar o espaço por simpatizar com a igreja. "É o mesmo público que frequenta o Outs na balada."

Por volta das 21h, o culto termina ao som de Metallica. Por uma coincidência irônica que só uma rua tão augusta pode permitir, a poucos metros dali, no número 501, fica o Inferno Club. "É legal ter uma igreja na porta do inferno, mas, infelizmente, ele não está acessível. Eles cobram o dobro do aluguel daqui", diz o pastor, rindo.

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Em meio ao crescimento econômico, budismo avança na China

 

EFEPor María Esther Chía | EFE – 2 horas 3 minutos atrás

 

Embora o governo de Pequim continue controlando as práticas religiosas da sociedade, as crenças têm se tornado muito populares na China, sobretudo o budismo. Em todo o país, há mais de 13 mil templos budistas, além da estátua de Buda mais alta do mundo. E, de todas as variedades dessa religião, justo a tibetana é a mais popular.

Buda gigante de Leshan, na província de Sichuan

Buda gigante de Leshan, na província de Sichuan

O budismo foi introduzido na China proveniente da Índia por volta do século 1 e se transformou na religião de maior influência do império chinês após o século 4. Diz-se que um dos imperadores da Dinastia Han enviou uma delegação à Índia para trazer livros, estátuas e monges com os quais depois se traduziram os escritos divinos ao chinês.
A China, onde há mais de 13 mil templos budistas, abriga a escultura do Buda mais alta do mundo, de 128 metros de altura, o Buda do Templo de Primavera, em Lushan. Além disso, o budismo tibetano é o mais popular, não só na região do Tibete, mas também na da Mongólia Interior.
Esta religião, que durante a Revolução Cultural (1966-76) foi proibida e seus praticantes, perseguidos, detidos e, no caso dos monges e freiras, obrigados a se casar e viver em sociedade, hoje voltou a se difundir em abundância na China. Mas, por que de repente muitos cidadãos chineses decidiram se converter ao budismo? Por que ultimamente se começaram a construir mais templos budistas na China?
Renascimento religioso
Um estudo realizado pelo pesquisador Hongyi Harry Lai e publicada na revista dinamarquesa "The Copenhagen Journal of Asian Studies" explica que, desde 1979, apenas um ano depois da abertura econômica chinesa, o país experimentou o renascimento das religiões, especialmente do budismo.

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Perseguição Religiosa Cresce em Todo o Mundo

 

Por Portas Abertas|

INTERNACIONAL – Os cristãos estão sob ataque em muitos países com governos que reprimem a religião, ou são hostilizados na sociedade, segundo um novo relatório.

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(Foto: Divulgação)

Os cristãos estão sob ataque em muitos países com governos que reprimem a religião, ou são hostilizados na sociedade, segundo um novo relatório.

O relatório, feito pelo Fórum Pew Research Center sobre Religião e Vida Pública, olhou para as estatísticas e dados governamentais, que vão de 2006 a 2009, utilizando critérios como a repressão do governo sobre a religião e a hostilidade social, incluindo motivos religiosos, para saber quais foram os países menos tolerantes com a religião.

Cristãos em 130 países – 66% dos países do mundo – sofrem com as leis do governo e com o assédio social. Os muçulmanos, de acordo com o relatório da Pew, enfrentaram um assédio do governo e da sociedade um pouco menor, com incidentes reportados em 117 países. Muitas das regiões onde há perseguição indicam que há conflitos entre as duas religiões, segundo relatório.

A intolerância religiosa é mais alta no Oriente Médio e Europa. Embora o Oriente Médio seja predominantemente muçulmano, o relatório diz que os próprios muçulmanos sofrem mais oposição, com cristãos e judeus perseguindo com mais vigor.

O Egito mostrou um aumento maior na repressão do governo e na hostilidade social contra cristãos, sendo que o relatório relaciona tal dado com o fato de ter acontecido uma recente revolução democrática no país. Cristãos e muçulmanos têm constantes conflitos entre si, por isso há dificuldade de se expressar livremente a religião.

A França ficou em segundo lugar e recebeu muitas críticas por ter implementado leis antiburca no ano passado. O preconceito contra os muçulmanos tem aumentado.

“Em geral, a maioria dos países que tiveram aumento substancial de restrições governamentais ou hostilidade social envolvendo religião já tinha níveis altos ou muito altos de restrições e hostilidade religiosa”, disse o relatório.

Fonte: Fox News