Autor: Ângelo Medrado
Pr. Batista, Avivado, Bacharel em Teologia, PhDr. Pedagogo Holístico docente Restaurador, Reverendo pela International Minystry of Restoration - USA - Autor dos Livros: A Maçonaria e o Cristianismo, O Cristão e a Maçonaria, A Religião do Anticristo, Vendas Alto Nível com Análise Transacional, Comportamento Gerencial.
Casado, 4 filhos, 6 netos, 2 bisnetos.
POR QUE TENHO DIFICULDADES FINANCEIRAS?
Preletor: Pedro Leal Junior
Mesmo o dizimista passa por crise econômica e precisa de princípios
Tenho sido procurado por muitas pessoas a respeito de dificuldades na área financeira. Juntamente com as lutas vem a pergunta: “Se sou dizimista e ofertante, por que tenho dificuldades financeiras?”.
Este é um assunto que daria várias páginas de um artigo, ou até mesmo, vários artigos. Minha formação em Economia e prática profissional acumulada na área contribuíram para estudar o assunto à luz da Palavra de Deus, questionando assim o nosso “sistema globalizado”.
Não se trata de um estudo teológico, mas, sim, de princípios que Deus tem ministrado na minha vida e da minha família. Muitos destes princípios não fui eu quem os elaborou. Tenho ouvido de pregadores, pastores e líderes evangélicos e todos têm sido uma realidade em nossa vida.
1 – Princípio da posse – Sl 24:1
Precisamos reconhecer que tudo o que temos pertence a Deus. Ele apenas permite que temporariamente desfrutemos de alguns benefícios, como casa, carros, roupas, bens etc.. Importante nunca perdermos de vista que devemos ser bons mordomos de tudo que Deus nos deu.
2 – Princípio da fidelidade – Ml 3:8-10
Ser fiel no dízimo e nas ofertas. Não é “pagar” o dízimo e sim devolver a Deus o que lhe pertence. Deus definitivamente não precisa do nosso dinheiro, afinal de contas, Ele é dono de todo ouro e toda prata. O que Ele quer é a fidelidade do nosso coração.
3 – Princípio da benção – Ml 3:11
Como economista, aprendi a exatidão da matemática. Como cristão aprendi que 90 é mais do que 100. Só em Deus 90% pode ser mais do que 100%. Hoje eu entendo que consigo viver melhor com 90% dos meus rendimentos, do que vivia antes com os 100%. Responda-me uma pergunta: Você prefere 100% com o devorador na sua vida ou 90% com as janelas do céu abertas?
4 – Princípio da Soberania – Rm 11:36
Dele. É por causa da vontade soberana de Deus que você tem o que tem, trabalha onde trabalha e ganha o que ganha. Por meio Dele – é por causa da atividade soberana de Deus na sua vida, dando-lhe saúde, renovando a cada dia a sua misericórdia sobre você, dando-lhe capacidade, inteligência, etc. é que você pode produzir algo. Para Ele – TUDO deve voltar pata Ele, dando-lhe a glória soberana.
5 – Princípio do simples – Mt 6:33
Devemos aprender a viver o simples de Deus. Que coisas são estas às quais se refere o texto? Leia comigo a partir do verso 25. Estas coisas são: comida, bebida e vestimenta – o simples de Deus. Aqui cabe um alerta ao consumismo pregado pelo sistema do mundo.
6 – Princípio da boa administração – Lc 14:28-33
Boa administração. Um controle simples, porém eficiente de orçamento doméstico ou um fluxo de caixa da sua igreja ou organização. Regra básica: não posso gastar mais do que ganho. Óbvio? Se fosse tão óbvio assim para todos, não precisaria escrever este artigo.
7 – Princípio da “quitação” – Rm 13:8
Isso mesmo. Não dever, quitar nossos compromissos. Certa vez ouvi uma definição de crédito que me chamou a atenção: Crédito é o meio pelo qual compramos o que não precisamos, com o dinheiro que não temos, para agradar as pessoas de quem não gostamos. Forte não? Mas crédito sem controle vira dívida.
Vale observar que, na minha concepção, dívida é aquilo que não conseguimos pagar. Um financiamento de um imóvel por longo prazo, por exemplo, terá suas parcelas a vencer. Este é um compromisso assumido, planejado, que no vencimento será quitado. Dívida é não pagá-lo.
8 – Princípio do Maná – Ex 16
Quando Deus dá o maná ao povo no deserto, Ele orienta o povo, através de Moisés, a não guardarem o maná para o dia seguinte. O povo deveria pegar somente a quantidade necessária para o dia. Porém, o povo desobedeceu, colhendo a mais e guardando. No verso 20 vemos que o maná cheirava mal e tinha bichos. Fazendo uma aplicação desta passagem, concluo que toda vez que desejamos algo ou nos apossamos (compramos) de algo que não é para nós naquele momento, vamos ter problemas (cheira mal / dá bichos).
Poderia escrever mais sobre esta área, mas creio que estes princípios (que assim denominei), já poderão ajudá-lo a fazer uma análise de como está sua vida nesta área.
Data: 1/7/2011 09:54:46
Nunca na história do protestantismo houve tanto desprezo pela pregação cristocêntrica
Por: Gutierres Siqueira
A igreja evangélica brasileira vive uma tragédia: a morte do púlpito. Nunca na história do protestantismo houve tanto desprezo pela pregação cristocêntrica, preparada com esmero e preocupada com a correta interpretação das Escrituras. O púlpito tem sido substituído pelo altar dos “levitas” ou para os ”sacrifícios” em dinheiro dos mercenários mercantilistas. A “pregação” da Palavra é, hoje, conceituada como qualquer um que sobe na plataforma e começa a falar ou gritar.
Talvez você, lendo esse texto, pense: – “Na minha igreja a pregação é sempre um espaço grande e recebemos visitas de diversos pregadores”. Esse artigo quer alertar que não basta um tempo grande para a pregação e nem que a plataforma esteja cheia de homens engravatados; antes é necessária a avaliação da qualidade dessa pregação. A pregação precisa ser avaliada, assim como fazia os cristãos bereanos, que por sua nobreza, comparam as homilias de Paulo com as Sagradas Escrituras.
Quais são as causas da “morte do púlpito” no evangelicalismo moderno?
A) Espiritualidade em baixa é igual à pregação sem qualidade.
A pobreza das pregações é evidente nesses últimos dias, pois isso é conseqüência direta da pobreza na vida cristã, pois como dizia Arthur Skevington Wood: “Leva-se uma vida inteira para preparar um sermão, porque é necessária uma vida inteira
para preparar um homem de Deus”. Enquanto a espiritualidade da Igreja estiver em baixa, a pregação, por mais espiritual que ela pareça ser, não passará de palavras jogada ao vento. Não basta uma pregação erudita, mas a erudição deve ser acompanhada de contrição, humildade e oração, pois bem escreveu E. M. Bounds: “Dedique-se ao estudo da santidade de vida universal. Sua utilidade depende disso. Seus sermões duram não mais do que uma ou duas horas; sua vida prega a semana inteira.”
Hoje existem muitas igrejas que oram “bastante”, são campanhas atrás de campanhas, mas essas orações não passam de busca “dos próprios deleites” ou de “determinações” de bênçãos. Ora, a oração sem a busca da face de Deus é uma característica do evangelicalismo contemporâneo. Uma igreja que ora errado, logo terá pregadores pobres.
B) A falta de preparo para pregar.
Erudição, esmero e homilética não são inimigos da espiritualidade. Um mito vigente na igreja brasileira é que quem se prepara muito para pregar, terá uma pregação “não ungida”. Isso é mera desculpa de pregador preguiçoso. Você, leitor, já deve ter visto alguém dizer: – “Quando cheguei aqui não sabia o que ia pregar, mas assim que subi nesse altar o Espírito Santo me revelou outra Palavra” ou “Eu não preparo pregação, o Espírito de Deus me revela”… São frases irresponsáveis e brincam com o Espírito Santo, atribuindo a Ele sua preguiça de passar várias horas em estudo e oração para pregar a Palavra.
Hoje, pregar com esboço em papel é quase um pecado em muitas igrejas; alguns olham com “cara feia” para os que levam algo escrito em sua homilia. Será que não sabem que um dos sermões mais impactantes da história, foi literalmente lido pelo pregador. Esse sermão era “Pecadores na mão de um Deus irado”, que Jonathan Edwards pregou em 08 de Julho de 1741 na capela de Enfield. O biógrafo de Edwards, J. Wilbur Chapman , relatou:
Edwards segurava o manuscrito tão perto dos olhos, que os ouvintes não podiam ver-lhe o rosto. Porém, com a continuação da leitura, o grande audi tório ficou abalado. Um homem correu para a frente, cla mando: Sr. Edwards, tenha compaixão! Outros se agarra ram aos bancos, pensando que iam cair no Inferno. Vi as colunas que eles abraçaram para se firmarem, pensando que o Juízo Final havia chegado.[1]
C) Ter uma visão pragmática sobre a pregação.
Para muitos, uma pregação só é válida se houver resultados. As pessoas não querem saber se o conteúdo da pregação é biblico ou herético, mas preferem esperar pelos resultados propagados pelo pregador. A primeira motivação dos pragmáticos é buscar a praticidade, portanto o pragmatismo é casado com o imediatismo, onde tudo tem quer ser aqui e agora.
O conceito de pregação “ungida” é bem pragmática, pois para boa parte da comunidade evangélica, a boa pregação tem que envolver o emocional, nesse contexto nasce frases do tipo “crente que não faz barulho está com defeito de fabricação”. Se não houver choro, gritos, pulos ou outras manifestações “espirituais”, a pregação perde o seu valor para aos cristãos atuais.
Pregadores pragmáticos gostam de ver seus ouvintes interagindo exageradamente no culto. É constante dos pregadores mandarem as pessoas glorificarem e até falar em línguas. Nesses cultos a justificativa para essas ordens é que “quando a glória daIgreja sobe, a glória do céu desce”. Não há respaldo bíblico para esse tipo de pensamento que é passado como algo bíblico. A emoção e as experiências fazem parte da vida cristã, mas não devem normatizar a liturgia ou direcionar os crentes, pois os verdadeiros cristãos tem a Palavra de Deus, e somente Ela, como regra de fé e prática.
D) Pastor-professor X pregador-ator
Eis o dilema existente no evangelicalismo moderno. O pastor-mestre foi substituído pelo pregador-carismático-ator. O mestre que orientava a sua congregação nas Sagradas Letras, sendo um homem de estudos e contemplativo, era característico de piedosos servos de Deus, como Charles Spurgeon, Jonathan Edwards, D. L. Moody etc.
O púlpito tem sido morto pelo estrelismo de pastores-atores, que confundem a plataforma da igreja com um palco para entretenimento, são pessoas que pregam o que a congregação quer ouvir e fazem de seus carismas uma imposição de sua pessoa. Quem estuda a história da igreja, verá que os piedosos servos de Deus, da Reforma as Grande Despertamento do século 18, eram homens de grande interesse pela pregação expositiva, onde o texto fala por si só. A partir do século 19, os sermões são cada vez mais temáticos e os pregadores mais articulados no estrelismo.
O Movimento Pentecostal peca, e gravemente, em não valorizar os sermões bem preparados e articulados, ungidos pelo Espírito Santo, para edificação da congregação. Em uma piedade aparente, muito exaltam a ignorância como virtude, justificando os sermões artificiais, sem profundidade e recheados de chicles, modismos e até heresias.

Rev. Ângelo Medrado, Bacharel em Teologia, Doutor em Novo Testamento,referendado pela International Ministry Of Restoration-USA e Multiuniversidade Cristocêntrica é presidente do site Primeira Igreja Virtual do Brasil e da Igreja Batista da Restauração de Vidas em Brasília DF., é autor de diversos livros entre eles: Maçonaria e Cristianismo, O cristão e a Maçonaria, A Religião do antiCristo, Vendas alto nível, com análise transacional e Comportamento Gerencial.
Data: 1/7/2011 08:49:20
