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MACEDO E AS VÍTIMAS DAS RELIGIÕES

 

Para Bispo é melhor ser ateu do que ser vítima das religiões

Em um texto publicado no dia 8 de março o bispo Edir Macedo fala sobre a religiosidade que faz com que as pessoas fiquem acomodadas na miséria.
Para o líder da Igreja Universal do Reino de Deus é melhor ser ateu do que ser vítima das religiões.
“O mal trabalha forte com as religiões para manter suas vítimas resignadas com suas mazelas. Neste caso, é melhor ser ateu”, escreveu em seu blog.
Macedo fala que as religiões dão nomes diferentes para o comodismo “o padre diz ser a cruz, o espírita o carma, o pastor a provação, outros o destino. Em cada um há uma palavra diferente e justificadora para acomodar a todos”.
De acordo com ele, as pessoas precisam se revoltar contra essas situações e assim conseguir vencê-las e sair da miséria, do conformismo. Em sua tese é esse sentimento de conformismo que engessa a fé é gerado por religiosos e foram os religiosos que mataram a Cristo.
Só consegue vencer o conformismo quem se revolta contra ele e usa a fé para vencer. “A fé depende da revolta para se manifestar. Não há como vencer o mal sem atitude de revolta”, encerra o bispo.

Data: 14/3/2011
Fonte: GospelPrime

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Supremo Tribunal da Inglaterra decide que cristãos podem dar sua aprovação ao sexo homossexual

 

Christine Dhanagom

LONDRES, Inglaterra, 8 de março de 2011 (Notícias Pró-Família) — Depois da decisão do Supremo Tribunal de Londres da semana passada decidindo que um casal cristão pode ser proibido de cuidar de órfãos devido à sua indisposição de apoiar o estilo de vida homossexual, alguns comentaristas estão apontando para o fato de que a decisão equivale a um veredicto sobre o que é e não é a autêntica doutrina cristã.

A decisão do tribunal concluiu que Eunice e Owen Johns não haviam sido vítimas de discriminação religiosa quando a municipalidade de Derby rejeitou sua inscrição de pais adotivos, com base na alegada incapacidade do casal cristão de “promover a diversidade”.

Apesar da declaração do casal numa conversa com uma assistente social de que as convicções deles com relação à homossexualidade “têm como base suas convicções e opiniões religiosas”, tanto a Comissão de Pais Adotivos quanto o Supremo Tribunal tentaram separar a religião do casal de suas opiniões a favor do casamento tradicional a fim de evitar acusações de discriminação religiosa.

De acordo com a decisão do tribunal, numa reunião da Comissão de Pais Adotivos de 2007 que estava considerando a inscrição do casal, a Comissão expressou preocupação de que sua decisão pareceria discriminatória contra o casal cristão com base religiosa.

A Comissão escreveu: “A secretaria precisa tomar cuidado para não parecer estar cometendo discriminação contra eles com base religiosa. A questão não foi provocada simplesmente por causa da religião deles, pois há pessoas homofóbicas que não são cristãs”.

Em sua análise da ação da municipalidade defendendo suas ações, o tribunal comentou: “o acusado [a municipalidade] diz que tem aprovado pais adotivos que são cristãos muito firmes que têm convicções ortodoxas… e pais adotivos muçulmanos devotos que semelhantemente são leais à sua religião, mas que em ambos os exemplos são capazes de valorizar a diversidade apesar de suas profundas convicções religiosas”.

Recusando anular a decisão da municipalidade, o tribunal concordou que a decisão não era discriminação porque era baseada no fato de que o casal cristão desaprova a homossexualidade, não por causa do fato de que sua religião cristã desaprova a homossexualidade.

De acordo com a autoridade judicial mais elevada do Reino Unido, então essas duas coisas são evidentemente separáveis em princípio.

David Cameron, primeiro-ministro britânico, também deu sua sugestão com sua própria interpretação do Cristianismo, que apoia a diferença que o tribunal fez. De acordo com uma reportagem de terça-feira no jornalDerby Telegraph, quando lhe perguntaram se o Cristianismo é incompatível com a aceitação da homossexualidade, o sr. Cameron respondeu: “Penso que os cristãos têm de ser tolerantes, acolhedores e liberais”.

Em resposta a esses dois acontecimentos, um popular blogueiro conservador do Reino Unido, que escreve sob o pseudônimo de “Arcebispo Cranmer”, escreveu na terça-feira passada: “Ontem, o Supremo Tribunal varreu para o lixo 2.000 anos de ortodoxia e tradição cristã ao divorciar a ética sexual do Cristianismo… É uma manifesta falsidade os juízes do Supremo Tribunal afirmarem que as convicções morais que um cristão tem sobre sexo nada têm a ver com sua fé cristã”.

“Cranmer” assemelhou a decisão a um veredicto de 2009 dado pelo Supremo Tribunal da Inglaterra contra uma escola de judeus ortodoxos. A escola havia proibido a entrada de um estudante potencial cuja mãe era uma mulher convertida ao judaísmo na base de que o estudante não era etnicamente semítico; daí, não era judeu.

A decisão do tribunal de que a escola poderia ser condenada por discriminação racial foi apoiada por seitas judaicas mais progressistas, que creem, diferente dos ortodoxos, que o judaísmo não tem conexões inerentes à identidade étnica.

Contudo, a decisão foi criticada por líderes judeus e especialistas legais como estabelecendo um perigoso precedente ao permitir que o tribunal dite para judeus ortodoxos o que é e o que não é parte integral da religião deles.

Agora, alguns estão questionando se a decisão da segunda-feira passada estabeleceu um precedente semelhante para o Cristianismo.

Numa análise do caso, Robert Pigott, correspondente de assuntos religiosos do noticiário BBC News, pareceu ecoar essa preocupação: “O tribunal fez diferença entre tipos de Cristianismo, dizendo que os cristãos em geral podem muito bem ser bons pais adotivos, enquanto pessoas com opiniões cristãs tradicionais como Eunice e Owen Johns não podem”.

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Estudos

Não se trata de pontos de contato da fé seu idiota! Foi uma das grandes declarações do Cristo!

Danilo Fernandes

Foram exatos catorze minutos, segundo a minha assistente. Eu apaguei deitado no divã defronte a minha mesa de trabalho. Foi sono tão tranquilo, em tão estampado sorriso, que ela mesma fez silêncio cooperando com a minha gazeta no meio do dia agitado. Desligou os quatros monitores, baixou as persianas e foi lanchar.

Eu não queria ir, mas insistiram. Logo na entrada uma rosa ungida. Eu rejeito e ainda faço a minha cara padrão de quando alguém me oferece sushi ou sashimi, refeições que detesto: Um olhar de nojo cinematográfico.

Cozinha japonesa e idolatria gospel são coisas que não entram na minha cabeça. Não são mesmo para se levar a sério. Alguém pode me dizer se dá para confiar numa cozinha onde servem a comida crua, mas cozinham o guardanapo? E idolatria em igreja evangélica? Se a fé do cidadão é daquelas que precisa de muleta, imagens, pontos de contato e que tais, porque procura uma igreja protestante? Vá procurar a sua turma na macumba ou na ICAR, meu camarada! Passa fora, pois aqui só contaminas o rebanho com heresias!

Como se vê, até em sonho a minha apologética é um tanto caceteira, risos.

Voltando ao sonho…

Lá estava eu naquele templo quase pagão. O pastor era conhecido. Igreja neopentecostal light para classe média. Numa conversa social já tínhamos quebrado o pau por conta de rosinhas, unguentos e outras pajelanças. Segundo ele: pontos de contato da fé, doutrina sustentada até nos atos do próprio Senhor Jesus.

Com todo o respeito, entre um gole de Coca-Cola zero e uma empadinha, já havia dito ao honorável pastor: Acorda Marcelo! Pensa: Moises está no monte falando com Deus e você é o camarada no sopé da montanha incentivando o povo a fazer ídolos. Fica depois esta gente toda que segue gente como você achando que está na igreja de Cristo… Caminham com ela a vida toda, mas jamais verão Israel! Ele ria. Eu bufava. Ele desafiou: Vá a um culto meu na próxima semana.

Então eu fui. Insistência de familiar. Pedido de amigo. Mas fui mordido. Não ia prestar.

Assiste a “pregação” deprimido. A passagem era João 9, aquela onde o Senhor cura um cego de nascença. A exejegue do “´Pr. Marcelo” usava o proceder incomum do Senhor no uso elementos – um lodo feito de Seu cuspe e terra para curar o homem cego de nascença, como sustentáculo da doutrina dos tais pontos de contato da fé e até dos atos proféticos, no comando de ação dado ao cego para que lavasse os seus olhos no tanque de Siloé, ato profético para efetivar a cura… Imagine!

Uma interpretação que sempre me entristeceu muito. Sempre a vi como um “deboche embasado” posto a justificar o uso de elementos orgânicos, minerais ungidos com a finalidade de cura e até mesmo aberrações e franca pajelança, como as toalhas suadas de Valdemiro Santiago, os bolos e rosas ungidos do RR Soares, os unguentos de Edir Macedo e as garrafadas do baixo gospel nacional. Nas Escrituras, temos o óleo dos enfermos. Ponto final.

No fim do culto, o “Pastor Marcelo” chama todos à frente. Cada um dos presentes recebeu uma latinha parecida com aquelas de pomada Minâncora. O conteúdo foi dado por mirra, óleo ungido e outros badulaques. Unção especial, panaceia para todo o mal. Obra e arte do nefasto pastor.

Quando me aproximo do “ungidão”, este na certeza de que a pregação havia me edificado, entrega-me a lata e dispara: Eu não disse que te convencia?

Por alguns minutos fiquei parado, a espera da saída do maior número de pessoas das proximidades. Estava decidido a admoestar aquele pastor de uma forma tão contundente que, ou ele partia para as para as vias de fato, ou dobrava seus joelhos e lançava a cara no pó.

Abri a lata e disse: Passe esta meleca nos seus olhos sua anta! Faça já! Pois não é possível que não consigas entender o que acabaste de ler! Ore para que o Senhor te perdoe por este unguento ridículo e implore ao Espírito Santo para que este lhe retire as escamas cobrindo olhos! Estão as Escrituras fechadas ao seu entendimento, ou és mesmo um charlatão?

O homem emudece. O povo observa. Eu tomo o microfone.

Será que és mesmo um idiota que não conseguiu entender que esta passagem da cura deste cego de nascença não é a descrição de mais um milagre, apenas diferenciada por uma pantomina qualquer usando lodo e um tanque de água?

Meu irmão, você não consegue perceber que está diante de uma passagem dos Evangelhos que é dos pilares, da nossa Fé? Um momento em que o Senhor Jesus se revela de uma forma única: Declara-se não somente o Messias, mas a própria a segunda pessoa da Trindade? O verbo presente desde o início?

Para começar era um sábado. E Ele decide fazer a cura, o que mais tarde suscitaria as críticas dos Fariseus. Contudo, Ele é o Senhor do sábado. O Messias. E esta foi a sua primeira declaração.

Ao cuspir na terra, diante dos olhos de todos. Jesus causa estranheza (e futuramente interpretações canhestras como a sua) ao se utilizar de elementos e rituais para operar um milagre. Na prática, um milagre prosaico, diante de corpos que foram ressuscitados e curas milagrosas onde nem mesmo foi necessária a Sua presença física, como no caso da cura do servo do Centurião.

Por que um Jesus que andava sobre as águas, curava os que tocavam em sua orla, os ventos e o mar obedeciam, precisaria se valer de um unguento, de um lodo ou lama de cuspe e terra para curar um cego? Certamente não era para justificar a idolatria e o paganismo na Igreja do porvir!

Não, meu pobre irmão! Naquele momento, o Senhor Jesus se volta ao próprio Pai, o criador. Revela-se como Aquele que estava presente desde a criação e para Quem e por Quem todas as coisas foram feitas.

Jesus inicia seu ato declarando que enquanto estiver no mundo, Ele é a luz do mundo e, diante dos olhos de quem podia enxergar, se revela o Senhor da Vida repetindo o gesto primordial da criação do homem, como visto no Gênesis.

Ao cuspir sobre a terra, lança a água que forma o barro e junto o sopro da vida saído de Sua boca. E agora, nas mãos do oleiro, há o barro que é a essência do ser.

Nas mãos do Cristo está a matriz que forma a suprema criação. Se um cientista moderno visse aquilo, no pouco entendimento que ao homem ainda é dado ter e saber, imaginaria que estavam ali, algo como células-tronco, daquelas que colocadas em um local onde havia um tecido rompido, um órgão danificado, tomam a forma e a função das células locais e destas criam novo órgão ou tecido.

E eis que assim fez o Senhor, àquele homem que, como fora dito, tinha os olhos fechados desde o nascimento. Por certo, nem mesmo olhos ele tinha, mas apenas pálpebras, ou um tecido qualquer a lhe cobrir as órbitas vazias…

Jesus derramou em suas órbitas a matéria da vida que repousava em suas mãos, não para sarar um olho doente, mas para criar novos olhos. E tendo feito nova criação, ordenou que se fizesse aquilo que está dado a fazer a toda nova criatura nascida em Cristo: Mandou que às aguas descesse os novos olhos, no tanque de Siloé, que significa o Enviado.

E o homem mergulhou às águas o que era novo em seu corpo, os olhos no lugar de órbitas vazias, de tão forma diferente ficou, que nem mesmo o reconheceram. Um novo semblante para uma nova criatura em Cristo. Um homem em parte refeito, de novo barro da vida, tudo diante de todos que não eram cegos ao entendimento da Verdade.

Enxergas agora que nesta sua lata de unguento não há nada que se relacione a este momento magistral? Enxergas agora o tamanho da sua estupidez? O que entendeste como um repositório de fé para uma cura milagrosa, a base para uma doutrina espúria de “pontos de contato da fé” é, na verdade, grande blasfêmia?

Em cristo somos livres de tudo que nos separa do Pai. Somos dignos. Qualquer véu, pedaço de pele ou escamas que nos cubram os olhos, aos nascidos de novo nada representam. Tudo podemos ver em Cristo.

Qualquer idolatria não nos põe em contato com a fé, mas nos afasta da presença do Senhor.

Logo algumas latas de unguento começaram a cair no chão de mármore. Depois muitas. Um barulho ensurdecedor Eu acordei com este som e tive impulso incontrolável de escrever sobre o que vivi em espírito e verdade.

Postou Danilo no Genizah