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ORAÇÃO É RELACIONAMENTO

LIDERANÇA

 

A razão pela qual oramos é que simplesmente não podemos evitar a oração

Por: Rodolfo Garcia Montosa

     Deus inventou a oração e a instalou em nós. William James disse que " a razão pela qual oramos é que simplesmente não podemos evitar a oração". De verdade, todos temos a intuição de buscar a Deus através da oração. Prova disso é que, como uma criança chora quando está com fome, nos momentos de maior angústia e adversidade nossas entranhas clamarão pelo Senhor.
     Ao invés de enxergar a oração como uma disciplina, um sacrifício, ou um esforço para se obter um prêmio, devemos compreender que a oração é o desenvolvimento de um relacionamento natural com Deus. Esse ponto de partida é libertador, pois deixa de lado as muitas regras, modelos, legalismos que impomos a nós mesmos, nascendo a perspectiva de um relacionamento natural, prazeroso, verdadeiro, às vezes de lutas e entraves. A oração que Jesus ensinou, segundo esse texto, apresenta algumas dimensões desse relacionamento: 
      1. O relacionamento de amigos (v. 5-8 NVI "… suponham que um de vocês tenha um amigo…")

      Jesus está ensinando como orar.  Depois de expor a oração do Pai Nosso, ele traz uma figura bastante conhecida de todos os seus ouvintes como que dizendo: O que um amigo faz ao outro? Ele sabe que a oração é o ambiente onde transcorre a melhor amizade, pois podemos abrir nosso coração, necessidades, ou simplesmente estarmos juntos pelo prazer da convivência.
      Amigo que é amigo será sensível, atenderá nos momentos de lutas, muitas vezes oferecendo seu ombro e capacidade de ouvir. Assim como temos amigos na terra, podemos ter um amigo nos céus. Assim como Abraão viveu essa dimensão de relacionamento (Tiago 2.23), somos convidados a desenvolvermos essa amizade através da oração, afinal Jesus nos chamou de amigos (João 15.15).
      2. O relacionamento pai/filho (v 11-13 – NVI "… qual pai, entre vocês, se o filho pedir um peixe, em lugar disso lhe dará uma cobra?…")
      A segunda analogia de Cristo é ainda mais chocante. Como pai você consegue imaginar-se dando uma pedra (Mateus 7:9) para seu filho comer? Ou, pior ainda, dando-lhe um escorpião? O Senhor nos vê como filhos. Por essa razão ele abre-se para um relacionamento nessa dimensão. Como pai ele é provedor, responsável, cuidador, orientador e tantas virtudes mais que possam ser elencadas. Nós recebemos espírito de filhos, por isso podemos chamá-lo de papai (Romanos 8.15; Gálatas 4.6-7).
     Só os filhos têm acesso ao quarto dos pais, desfrutam das refeições juntos, levam "palmadas", são herdeiros e levam em seu DNA a semelhança hereditária. Como é bom ser filho e poder desfrutar dessa dimensão do relacionamento através da oração.
      3. O relacionamento noivo/noiva.
     Esse trecho não apresenta expressamente Jesus como noivo e seus discípulos como noiva, mas o narrador já havia revelado anteriormente essa analogia (Lucas 5.34-35). Aqui temos uma nova e amplificada dimensão de nosso relacionamento em oração. Essa analogia expressa o prazer de estar juntos, a alegria de sonhar juntos, o amor latente, as confidências, a proteção, o comprometimento. A oração é um grande momento de prazer, mas poucos se entregam nesta dimensão. Ela contém um potencial de alegria e júbilo, pois é o próprio Deus se movendo em nós através do seu Espírito Santo. Por causa dessa dimensão, temos todas as nossas necessidades supridas, nossa sede saciada, nossa alegria restabelecida (Apocalipse 22.17).
     Como disse Tim Stafford: "Não oramos para contar a Deus o que ele não sabe, nem para lembrá-lo do que esqueceu. Ele já cuida de tudo aquilo pelo que oramos. Quando oramos, ficamos perto de Deus". Isso basta! Comece a praticar suas orações nessa perspectiva de relacionar-se verdadeira e profundamente com o Pai. Sua vida certamente nunca mais será a mesma!

Data: 9/11/2010 09:44:33

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Papa é vaiado em visita à Espanha e critica lei do aborto no país

 

O papa afirmou ontem em Barcelona, onde foi vaiado, que a Igreja Católica se "opõe a todas as formas de negação da vida humana e apoia o que promova a ordem natural na esfera da instituição familiar", numa crítica indirecta à reforma da lei espanhola do aborto.

Proferidas na celebração a que presidiu na igreja da Sagrada Família, que Bento XVI consagrou como basílica, no segundo e último dia da sua visita a Espanha, aquelas palavras foram interpretadas como um ataque também ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Entre as 250 mil pessoas que esperavam ontem o chefe da Igreja Católica em vários pontos da capital catalã, incluindo 13 mil através de ecrãs gigantes na praça de touros, estavam duas centenas de homens e mulheres homossexuais, que se beijaram "apaixonadamente durante cinco minutos" à sua passagem e para os quais o papa "lançou um olhar furtivo", no relato da agência France Presse.

Além dos custos da visita, estimados em 4,8 milhões de euros (não contando segurança e emergência médica) para 32 horas de permanência num país em crise, as posições da Igreja Católica em matéria sexual estiveram na origem da mobilização contra a visita de Bento XVI.

"Vai-te embora!" e "Pedófilo!", gritavam os activistas, em protesto contra a visita papal e apelando "a uma mudança de mentalidade no ensino católico que mantém uma atitude de oposição aos direitos (dos homossexuais) e às diferentes formas de amar", explicou um manifestante, Sergi Diaz.

Considerando que as condições de vida têm progredido nos campos técnico, social e cultural, o papa disse que "não podemos simplesmente ficar satisfeitos com esses avanços", pois, "ao lado deles devem estar também avanços morais como a defesa, cuidados e assistência às famílias, na medida em que o generoso e indissolúvel amor de um homem e uma mulher é o contexto eficaz e fundamento da vida humana desde a gestação, nascimento, crescimento e fim natural".

Reclamando uma natalidade "dignificada, valorizada e apoiada jurídica, social e legislativamente", Bento XVI defendeu medidas económicas e sociais que permitam "às mulheres encontrar a sua plena realização em casa e no trabalho, para que homem e mulher unidos em casamento possam formar uma família".

Segundo a última pesquisa do Centro de Investigações Sociológicas, 73,2% dos espanhóis declaram-se católicos, contra 80% em 2002.

Data: 9/11/2010 08:28:15
Fonte: NC

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PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA – Grupo anticristão ateia fogo em igreja em Jerusalém

 

 

Um incendiário não identificado em Israel ateou fogo no prédio de uma igreja em Jerusalém, que durante muito tempo vem sendo foco de hostilidades anticristãs num bairro de inclinação judaica ultra-ortodoxa, informaram representantes da igreja.

Em 29 de outubro, pouco antes de 1 hora da manhã, um homem quebrou os vidros da janela do porão do centro ministerial da Igreja da Aliança de Jerusalém e ateou fogo nos andares inferiores do prédio. Um morador da redondeza percebeu o fogo e chamou os bombeiros, que chegaram 20 minutos depois e encontraram todo o porão e o andar térreo da igreja ardendo em chamas. Os bombeiros apagaram o fogo, dissiparam a fumaça, e partiram após inspecionarem o restante do prédio, disse Jack Sara, o pastor da igreja.

A fumaça e o barulho das madeiras ardendo, despertaram dez trabalhadores voluntários que dormiam nos albergues da igreja. Os voluntários – cidadãos americanos e dinamarqueses em visita a Israel – foram levados para um hospital nas proximidades e receberam cuidados médicos contra intoxicação por fumaça; eles só receberam alta muitas horas depois, informaram os líderes da igreja incendiada.

Os prejuízos sofridos pela igreja por causa do ataque criminoso chegaram a 85 mil dólares. O fogo destruiu todo o porão, assim como as benfeitorias recentes. O Pastor Sara afirmou estar tendo dificuldade para entender como o incendiário pôde ter tido tanto ódio. Ele garantiu que o criminoso sabia que havia pessoas dentro da igreja, mas praticou a violência mesmo assim. “Sua intenção não foi só causar danos materiais, mas matar gente”, afirmou Sara. “Quem quer que tenha sido, teve a intenção de matar.”

De acordo com o pastor, os investigadores acreditaram inicialmente que o incêndio foi acidental. Depois, mudaram a versão, admitindo a participação de um incendiário, mas retornaram para a afirmação original de que foi um mero acidente. Embora a imprensa israelense tenha noticiado que os investigadores não anunciaram sua conclusão definitiva, Sara disse que os investigadores lhe confidenciaram que o incêndio tinha sido “muito suspeito”. Contrariando alguns relatos, ele garantiu que não havia velas acesas no porão quando o incêndio começou.

Sara afirmou que sua igreja por hospedar vários grupos religiosos, inclusive de cristãos árabes e de judeus messiânicos expatriados, recebe ameaças com freqüência. Ele disse já ter sofrido hostilidades “de todos os lados”, incluindo judeus ortodoxos, militantes palestinos, e até de comunidades cristãs ortodoxas.

Não é inédito que extremistas ultra-ortodoxos do judaísmo estejam envolvidos com incêndio de igrejas ou Bíblias em Israel. Não muito longe do centro ministerial situa-se a Igreja Batista da Rua Narkiss. Em 2007, esta igreja foi danificada por um incêndio que, acredita-se, tenha sido provocado por judeus ultra-ortodoxos. O prédio da igreja foi reconstruído no terreno de outra igreja que havia sido destruída há 25 anos por grupos anticristãos.

Data: 9/11/2010 08:32:13
Fonte: Portas Abertas