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Programa bloqueia propagandas que pregam o evangelho

GODBLOCK


Este site americano oferece o GodBlock (Bloqueie Deus, na tradução) que, conforme sugere o nome, bloqueia nas páginas da internet as propagandas religiosas, como que às vezes o Google coloca em blogs.

O site afirma que o filtro se destina aos pais e às escolas que desejam proteger as crianças da doutrinação da religião, qualquer que seja ela. “Quando instalado corretamente, o GodBlock analisa cada página acessada pelo seu filho, antes de carregá-la, e verifica se há textos sagrados, nomes ou figuras e símbolos religiosos.”

Explica que o programinha surgiu em reação à tendência cada vez mais forte nos Estados Unidos da pregação de fundamentalistas evangélicos, mórmons, batistas, muçulmanos e judeus que “dificultam o avanço da ciência e corrompe a mente das crianças”.

O programa é de graça, mas o site pede donativo de US$ 5 (R$ 8,5). O doador terá direito a dez adesivos com o logo do GodBlock. Também vende camisetas com o símbolo. O site publica comentários de internautas, como de Poulter L. Martin: “Finalmente, alguém pensou em proteger as crianças”.

Data: 14/7/2010 09:56:36
Fonte: E-Paulo Lopes

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Marcelo Crivella sai a cata de voto cristão

Esquenta a briga pelos votos evangélicos. Para o senador Marcelo Crivella (PRB), o deputado Pastor Manoel Ferreira (PR) vai contra princípios cristãos ao acusá-lo de traição. Ferreira afirmou que, em 2002, sua candidatura ao Senado foi inviabilizada por uma manobra de Crivella: o lançamento, para o mesmo cargo, da vereadora Liliam Sá.

Crivella diz não ter sido responsável pela candidatura da vereadora e ressalta: “Quem guarda mágoa por oito anos não cumpre o Pai Nosso, que prevê perdão aos inimigos.”

Acordos

Como o Informe revelou, Ferreira, da Assembleia de Deus, vai apoiar Jorge Picciani (PMDB) para o Senado. Crivella, que é bispo licenciado da Igreja Universal, tentará a reeleição e fechou acordo com outro candidato evangélico ao Senado, Waguinho (PTdoB).

Trair e coçar…

Por falar nisso: o site de Picciani registra o apoio de candidatos a deputado de partidos que, em tese, seriam seus adversários: Graça Pereira (DEM), Kerly (PSDB) e André Corrêa (PPS).

Data: 19/8/2010
Fonte: O Dia Online

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Cristina Kirchner critica a igreja por lei que permite casamento gay


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A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, comparou hoje a resistência da Igreja Católica à lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo à “época das Cruzadas”, na tentativa de convencer os senadores, inclusive os governistas, para que aprovem a medida nesta quarta-feira.

A declaração da presidente, que falou sobre o tema em visita à China, responde às ações da Igreja no país contra a medida, que já foi sancionada pela Câmara dos Deputados e deverá ser votada pelos senadores nesta quarta-feira.

Segundo fontes do Senado, de um total de 72 legisladores, 34 estão decididos a votar contra, 26 a favor e o restante ainda não teria definido sua posição.

Cristina disse estar “surpresa” e “preocupada” por “expressões que falam de um projeto do demônio”, em referência a um documento distribuído nas missas de ontem, e afirmou ainda que essas declarações “remetem aos tempos da Inquisição”.

Membros de colégios católicos e de entidades religiosas, por sua vez, anunciaram que irão se reunir amanhã em frente ao Congresso para rechaçar o projeto. Na mesma região, organizações de defesa dos direitos dos homossexuais pretendem realizar uma mobilização a favor da norma.

Entre os que se posicionam contra a medida está o arcebispo de Buenos Aires, cardeal Jorge Bergoglio, que também é forte opositor ao governo de Cristina.

A medida também causou uma ruptura no governo, já que há senadores governistas que não apoiam esta iniciativa. Contudo, entre os que respaldam a proposta está o governador da província de Santa Fé, Hermes Binner, do Partido Socialista, distanciado do governo e que possui dois assentos no Legislativo.

Já o senador Ernesto Sanz, da União Cívica Radical (UCR), partido de oposição dos ex-presidentes Raúl Alfonsín e Fernando de la Rúa, argumentou que não houve um “debate suficiente”. Anunciando que irá votar favoravelmente à norma, ele previu que senadores da UCR, que é a segunda maior força do Parlamento e que representam províncias de origem conservadora “vão votar contra o projeto”.

Entre a população também foi registrada uma divisão de opiniões. Em Buenos Aires, pesquisas indicam que a maioria da população aprova o matrimônio igual para todos. Já no interior do país, boa parte dos cidadãos é refratária a mudanças no modelo familiar tradicional.

Fonte: Ansa