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Arqueólogos acham indícios da conquista de Davi sobre os edomitas

Escavações no vale de Timna mostram que local foi edificado por Edom

Indícios da conquista de Davi sobre os edomitas

Enquanto escavam as ruínas de uma mina de cobre que pertencia ao rei Salomão, pesquisadores descobriram uma muralha datando do século 10 a.C. O sítio arqueológico de Timna, na região do deserto de Arava, extremo sul de Israel também revelou o que pode ser a comprovação da captura de parte do território de Edom nos dias do rei Davi.

O muro da fortificação originalmente media centenas de metros de comprimento e 5 de altura. Muitas pedras grandes foram encontradas perto da edificação. Lançadas por fundas e possivelmente catapultas rudimentares para derrubar a estrutura, seriam consideradas a evidência da grande batalha descrita em 2 Samuel 8:13, quando foram derrotados os edomitas.

“Temos provas arqueológicas mais que suficientes para concluir que os mineiros que trabalhavam nas minas de Timna não eram humildes escravos, como se supunha. Eles mais provavelmente eram mineiros experientes que supervisionavam o complexo e que coordenavam o trabalho dos aprendizes”, explica o dr. Erez Ben-Yosef, da Universidade de Tel Aviv, líder da equipe que encontrou o muro.

“Estamos descobrindo cada vez mais evidências de uma sociedade concentrada e hierárquica, que interagia extensivamente com seus vizinhos, o que é corroborado pelos textos da Bíblia e de outras fontes”, pontua o arqueólogo.

 No mesmo complexo foram encontradas minas que pertenciam ao rei Salomão, sucessor do rei Davi. O Vale de Timna, tombado como parque nacional, era um distrito de produção de cobre, vindo de milhares de minas e preparado em dezenas de locais de fundição. Fragmentos de fornos, roupas, tecidos e cordas foram descobertos na escavação, bem como uma série de restos de alimentos. Devido à extrema aridez da região, eles ficaram muito bem conservados após milhares de anos.

Na Bíblia, o local também é chamado de “Vale do Sal”, por ficar ao sul do Mar Morto, famoso pela alta concentração salina. Existem diversas menções a ele. Na principal batalha, Davi e Joabe abateram 18.000 edomitas (2 Sa 8:13; 1Rs 11:15; 1Cr 18:12; Sal 60).

Os arqueólogos enviaram caroços de azeitonas e de tâmaras encontrados no local para a Universidade de Oxford, onde foram analisados. São do século X a.C, período durante o qual, de acordo com a Bíblia, Davi e Salomão governavam o antigo Israel. Com informações de United With Israel e Gospel Prime

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Israel

Turquia não devolverá prova da ligação dos judeus com Jerusalém

“Inscrição de Siloé” é menção extrabíblica da cidade, gravada em pedra

Turquia não devolve prova da ligação dos judeus com Jerusalém

Apesar da retomada das relações diplomáticas no final do ano passado, a Turquia não devolverá a Israel a tabuleta conhecida como “As Inscrições de Siloé”. O registro, de 2.700 anos de idade, feito em pedra, traz escritos feitos no túnel do rei Ezequias, que supria de água a fonte de Gion, no tanque de Siloé, no leste de Jerusalém.

O texto é considerado um dos mais antigos escritos sobre Jerusalém fora da Bíblia. A mensagem, grafada em um alfabeto paleo-hebraico, tem grande importância arqueológica, pois confirma a inequívoca ligação dos judeus com sua capital.

Ela descreve a construção mencionada no Antigo Testamento (2 Rs 20 e 2 Cr 30). A tradução da mensagem seria: “E esta foi a maneira em que foi perfurado: Enquanto [. . .] ainda havia [. . .] machados, cada homem em direção ao seu companheiro, e quando ainda faltavam três côvados para serem perfurados, [ouviu-se] a voz dum homem chamando seu companheiro, pois havia uma sobreposição na rocha à direita [e à esquerda]. Quando o túnel foi aberto, os cavouqueiros cortaram (a rocha), cada homem em direção ao seu companheiro, machado contra machado; e a água fluiu da fonte em direção ao reservatório por 1.200 côvados, e a altura da rocha acima da(s) cabeça(s) dos cavouqueiros era de 100 côvados.”

Encontrada em 1880 por arqueólogos britânicos, foi cortada da parede do túnel uma década depois. Foi entregue ao Império Otomano, que controlava Jerusalém na época, acabou indo para o Museu Arqueológico de Istambul, onde está até hoje. O local tem em seu acervo outras duas relíquias judaicas descobertas na Terra Santa.

 Desde outubro de 2016, quando as Nações Unidas e a UNESCO passaram a negar os laços dos judeus com o Monte do Templo e com Jerusalém, tentado forçar sua entrega aos palestinos, o governo israelense vem usando como argumento a existência de vários registros extra bíblicos que provam o contrário.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu passou a dizer publicamente que tentaria reaver algumas dessas peças, incluindo a “Inscrição de Siloé”, que ele tentou repatriar pela primeira vez em 1998.

Em troca, ofereceu “qualquer coisa” que estivesse nos museus de Israel que pertencesse ao antigo Império Otomano. A Turquia não deu uma resposta pública na época e adotou a mesma estratégia agora. Com informações de Times of Israel e Gospel Prime

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Cientistas israelenses dizem saber o dia exato em que o “sol parou”

Data precisa da batalha de Josué coincide com registro de eclipse na região

Cientistas dizem saber o dia exato em que o sol parou

Segundo o relato bíblico, Josué orou e o “sol parou” para que os israelitas tivessem a mais épica de suas vitórias. Questionado durante séculos, o relato agora ganha uma explicação científica. Cientistas israelenses dizem ter descoberto a data que isso ocorreu e o que aconteceu nos céus naquele dia.
Usando dados da NASA, três cientistas da Universidade Ben Gurion em Beer Sheva afirmam que se tratava de um eclipse. A batalha ocorreu no dia 30 de outubro de 1207 a. C.

O capítulo 10 do Livro de Josué relata que logo após Josué e os israelitas entrarem na Terra Prometida, travaram uma batalha contra cinco exércitos. Também mostra Josué orando a Deus, pedindo ajuda e o sol parando no céu. O texto diz: “Sol, detém-te em Gibeom, e tu, lua, no vale de Ajalom” (Js 10:12). No original, o termo ‘detém’ é “dowm”.

Os pesquisadores levaram em consideração outras histórias antigas onde uma divindade para o sol, mas destacam que o relato bíblico é o único que também menciona o papel da lua. Isso os levou à conclusão de que se referia a um eclipse solar, quando a Lua passa entre o Sol e a Terra, bloqueando a luz solar.

 Eles afirma que o uso da palavra “dowm“, que ocorreria apenas uma outra vez na Bíblia (Salmos 37:7) com esse sentido, não seria “ficar parado”, como é tradicionalmente traduzido, mas seria “ficar escuro.”

A equipe multidisciplinar, liderada pelo Dr. Hezi Yitzhak, descobriu que ocorreu apenas um eclipse solar total naquela região entre os anos 1500 e 1000 a.C. É nesse período que a arqueologia mostra que os israelitas chegaram ali. O registro do eclipse permitiu que a data da batalha fosse identificada com precisão. Segundo a NASA, isso  ocorreu dia 30 de outubro de 1207 a.C .

Em seu artigo, publicado na edição mais recente da publicação científica “Beit Mikra: Revista de Estudo da Bíblia e seu mundo”, os cientistas também conseguiram identificar o que eles acreditam ser o local da batalha. Além disso, traçaram com precisão a rota de 30 quilômetros que Josué e os seus homens teriam caminhado durante a noite para alcançar Gibeom, ao norte de Jerusalém, e seu acampamento em Gilgal, na porção oriental de Jericó.

O artigo ressalta que não é possível determinar como eram as pedras de granizo que, segundo a história bíblica, matou muitas pessoas durante a batalha.

“Nem todo mundo gosta da ideia de usar a física para provar as coisas da Bíblia. Eu sei que isso pode ser interpretado como se você quisesse justificar sua fé”, sublinhou Yitzhak. “Nós não reivindicamos que podemos provar como tudo na Bíblia aconteceu, mas há registros de história e evidências arqueológicas por trás disso.”

Mesmo assim, eles não conseguiram justificar de como um eclipse, que deixa o céu escuro, teria ajudado os israelitas a vencer, uma vez que precisariam da luz para isso. Com informações Times of Israel e Gospel Prime