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OS CURDOS SÃO OS EVANGÉLICOS DO MUNDO MUÇULMANO

Por que não podemos simplesmente ouvir os curdos?
POR MIKE EVANS

Curdos iraquianos acenam bandeiras do Curdistão iraquiano durante uma manifestação

Curdos iraquianos acenam bandeiras do Curdistão iraquiano durante uma manifestação. (crédito da foto: SAFIN HAMED / AFP)

A Turquia está se preparando para lançar um ataque ao nordeste da Síria, na mesma área em que os militares dos EUA estão trabalhando com tropas curdas para reduzir os insurgentes do ISIS. A Casa Branca declarou que os EUA agora serão retirados, permitindo que as forças turcas expulsem os curdos da Síria. Este é um anúncio comovente. Os curdos são os evangélicos do mundo muçulmano.

Os Estados Unidos nunca tiveram apoiadores mais fortes na região. Esta não é a primeira vez que os EUA dão as costas a este aliado. Os curdos estavam com os Estados Unidos contra Saddam Hussein e foram gaseados pelas forças armadas do ditador com uma combinação de gás mostarda e vários agentes nervosos. Cerca de 5.000 civis foram mortos e 10.000 ficaram feridos. Muitos outros sucumbiram aos efeitos posteriores dos ataques de defeitos congênitos e outras doenças causadas pelos produtos químicos.

Agora, centenas de soldados dos EUA serão removidos, abrindo a porta para mais um ataque total contra os curdos. Segundo a Fox News, o Pentágono foi “completamente pego de surpresa” pelo anúncio. O presidente Donald Trump sente-se justificado em sua decisão de retirar as forças armadas dos EUA porque, como afirmou: “Os Estados Unidos deveriam estar na Síria por 30 dias, isso foi há muitos anos. Ficamos e nos aprofundamos cada vez mais na batalha, sem objetivo à vista. Quando cheguei a Washington, o ISIS corria desenfreado na área. Derrotamos rapidamente 100% do califado do ISIS. ”

Em sua declaração, ele acrescentou, sobre os combatentes do ISIS capturados: “Os Estados Unidos não os manterão por um período de muitos anos e um grande custo para o contribuinte dos Estados Unidos… .A Turquia agora será responsável por todos os combatentes do ISIS na área capturada sobre o ISIS. nos últimos dois anos … ”

O líder da Turquia, o presidente Recep Tayyip Erdogan, vê esse movimento como um grande passo na abordagem dos EUA. As Forças Democráticas da Síria (SDF), apoiadas pelos EUA e das quais os curdos fazem parte, perderam mais de 11.000 homens enquanto combatiam o ISIS na Síria. Seus líderes declararam seu compromisso de ajudar a Turquia e os EUA a manter a solidariedade na região.

O representante dos EUA e o democrata Ruben Gallego, do Arizona, um veterano da guerra no Iraque, twittou: “Permitir que a Turquia se mude para o norte da Síria é uma das medidas mais desestabilizadoras que podemos fazer no Oriente Médio. Os curdos nunca mais confiarão na América. Eles procurarão novas alianças ou independência para se protegerem. ”

Em maio de 2007, fui convidado pelo Presidente Massoud Barzani para uma visita de estado ao Curdistão. Enquanto estava lá, entrevistei o primeiro-ministro Nechervan Barzani, bem como muitos dos então membros do governo. Foi uma visita esclarecedora ao ouvir as histórias aterrorizantes daqueles que sobreviveram ao ataque de armas químicas. Durante esse período, também lancei The Final Move Beyond Iraq, um best-seller nº 1 do New York Times que previu o que ficou conhecido como ISIS.

Durante essa visita de estado, encontrei-me com praticamente todos os principais líderes do país e vi em primeira mão seu amor e admiração pela América e sua incrível moderação. As pessoas se referiram a Trump como Cyrus. Ciro, o Grande, era um medo, assim como os sábios que vieram a Belém para ver Jesus. Os curdos são descendentes dos antigos medos. Foram os líderes curdos que me disseram que o ISIS viria dois anos antes de sua constituição e que o Irã assumiria o Iraque e causaria estragos na região.

Por que não podemos simplesmente ouvir os curdos?

Mike Evans é o autor de best-sellers nº 1 do New York Times com 96 livros publicados. Ele é o fundador do Museu Amigos de Sião, em Jerusalém, do qual o falecido presidente Shimon Peres, nono presidente de Israel, presidia. Ele também atua na Iniciativa de Fé Evangélica Trump.

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Apos Trump retirar tropas, Turquia inicia operação militar contra curdos na Síria

Curdos haviam atuado com os Estados Unidos no combate ao Estado Islâmico.

Recep Tayyip Erdogan. (Foto: Murat Cetinmuhurdar/ Pool Photo via AP)

A Turquia iniciou nesta quarta-feira (9) uma operação militar na Síria, tendo como alvos a minoria curda, dois dias após o governo dos Estados Unidos retirar seus soldados da região.

Visto por muitos como um ditador, Recep Erdogan afirmou que seu bombardeio tinha o objetivo de criar uma “zona segura” e livre dos curdos que atuam no nordeste sírio.

Donald Trump, presidente americano, havia anunciado no domingo que retiraria as tropas americanas da fronteira entre Turquia e a Síria, afirmando que já era “hora de nós (EUA) sairmos dessas guerras sem fim, ridículas”.

“Vamos combater onde tivermos benefício, e apenas combater para vencer. Turquia, Europa, Síria, Irã, Iraque, Rússia e os curdos agora vão ter que solucionar essa situação e (decidir) o que fazer com os combatentes do Estado Islâmico capturados em sua ‘região’”, escreveu Trump no Twitter.

Com a saída das tropas americanas, abriu-se espaço para a atual ofensiva turca no nordeste da Síria. Os curdos chegaram a atuar juntamente com os Estados Unidos no combate ao Estado Islâmico.

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Teólogos alertam que Turquia estaria formando a aliança de Gogue e Magogue

Muito do que acontece no Oriente Médio hoje se encaixa no contexto profético de Ezequiel 38-39

          Teólogos alertam que Turquia já prepara a aliança de Gogue e Magogue

O presidente da Turquia Recep Tayyip Erdogan ordenou um ataque das suas tropas contra as forças curdas no norte da Síria, acusando-os de terrorismo. Contudo, a maioria da população da região de Afrin é cristã e os pastores curdos estão fazendo um apelo contra o que chamam de “massacre injustificável”.

Segundo a CBN News, um dos programas de TV cristãos mais reconhecidos do mundo, hoje em dia a Turquia é a maior ameaça de Israel, pois está mostrando que pretende levar adiante seus planos de dominar as áreas controladas antigamente pelo Império Otomano.

Em reportagem recente, a CBN mostrou como o pastor Majeed Mohammed,  da Igreja Curda em Erbil, Iraque, está denunciando como Erdogan prepara o caminho para o renascimento do califado islâmico ao reunir as forças da “fraternidade islâmica” para conquistar mais territórios em nome da religião.

Para Majeed, os cristãos curdos precisam de ajuda e que o Ocidente precisa acordar para a estratégia turca que visa aniquilar os curdos na Síria e no Iraque enquanto amplia o domínio islâmico na região antes dominada pelos jihadistas do ISIS ou EI.

Erdogan está reunindo milícias islâmicas radicais para atacar os civis no norte da Síria usando tanques de última geração comprados da Rússia e realizando ataques aéreos pesados. O pastor destacou ainda que essa movimentação é religiosa, pois milhares de mesquitas dentro e fora da Turquia tem feito apelos para que Allah acabe com os curdos, enquanto os países do Ocidente nada fazem.

Os cristãos curdos destacam que, de maneira silenciosa, o presidente da Turquia vem armando, treinando e equipando milícias dentro da Síria como a Brigada Sultão Murad, o esquadrão de Hamza, o movimento Noor-aldeen e a Legião al-Sham – composta por 19 grupos terroristas islâmicos, incluindo a Brigada Suqoor al-Jabal.

Os líderes cristãos da região denunciam que nos sermões das sextas feiras – o dia sagrado dos muçulmanos – as mesquitas na Turquia, no Sudão, na Líbia, no Kuwait, no Catar, no Egito, na Síria e no Líbano, estão clamando que Allah prosperar seu novo sultão, Erdogan e o califado ele vai liderar.

Conforme lembra Majeed, no mundo muçulmano Erdogan tenta ser visto como o líder do “último califado do Islã” e está empenhado em “redesenhar” o mapa do Oriente Médio. Seu foco é chegar a Jerusalém e já mostrou isso em discursos como presidente da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI), que reúne 59 países, e tem mostrado intimidade até com o papa, com quem debate o assunto.

Sinais proféticos

O especialista do Oriente Médio Jonathan Spyer concorda que a invasão turca em Afrin teve consequências “bastante graves” e estranha que nenhum país ou a ONU tenham se manifestado contra. “As implicações são ruins do ponto de vista humanitário. Do ponto de vista político, eles também são bastante graves”, disse ele.

A judia messiânica Tzipe Barrow, comentarista da CBN, fez uma análise à luz das Escrituras e afirmou que muito do que acontece no Oriente Médio hoje se encaixa no contexto profético de Ezequiel 38-39.

Para Barrow, uma especialista em escatologia, as mudanças que ocorreram na Turquia desde que Erdogan foi eleito primeiro-ministro, em 2003, são significativas. Durante muito tempo o país manteve uma relação próxima com Israel gozavam, mas tudo mudou quando o novo mandatário iniciou esforços para transformar seu país novamente em um estado governado segundo as leis islâmicas.

Erdogan tem ligações fortes com grupos radicais no Irã, no Líbano, na Síria, além de ter se encontrado diversas vezes com representantes de grupos terroristas conhecidos, como a Irmandade Muçulmana, do Egito, e o Hamas, da Palestina. Seu discurso sempre é de crítica a Israel enquanto faz um apelo pela união dos muçulmanos.

“Parece que a Turquia está articulando a coalizão de nações que atacarão Israel”, aponta Barrow, “mais de 2.700 anos atrás, o profeta Ezequiel falou sobre a guerra de Gogue e Magogue, que inclui a Rússia (Magogue), o Irã  (Pérsia), o Sudão (Cuche), a Líbia (Pute) e Turquia (Togarma-Gomer). Desde sua ascensão ao poder há quase 15 anos, Erdogan não escondeu seu ódio contra Israel e o povo judeu”.

Todos os tratados militares recentes no Oriente Médio e no Norte da África envolvem diretamente a Turquia, a Rússia, ou ambos. Teólogos como Joel Richardson vêm apontando para isso há algum tempo. Ele inclusive já escreveu um livro sobre o assunto.