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“Um salto para os evangélicos”, diz André Mendonça após ser aprovado para o STF

Por 47 votos a 32, plenário do Senado aprova indicação de André Mendonça para ministro do STF.
FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO G1ATUALIZADO:
André Mendonça durante sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. (Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado)
André Mendonça durante sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. (Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado)

André Mendonça ocupará o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), após ter seu nome aprovado nesta quarta-feira (1º) por 47 votos a 32 — em votação secreta — pelo plenário do Senado.

Antes de ir ao plenário, o nome de Mendonça já havia sido aprovado por 18 votos a 9, em sabatina que durou oito horas na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Assim, o nome de André Mendonça tornou-se o cumprimento de promessa feita pelo presidente Jair Bolsonaro aos evangélicos, de um representante na Suprema Corte.

O ex-ministro da Justiça e ex-advogado-geral da União substituirá Marco Aurélio Mello, que se aposentou em julho.

No plenário, antes da votação, a relatora, senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), evangélica como André Mendonça, disse que a indicação foi transformada em uma disputa religiosa. Mendonça é pastor da Igreja Presbiteriana Esperança, em Brasília.

“Ninguém pode ser vetado pela sua condição religiosa, como este não é o critério para ser indicado para o Supremo Tribunal Federal. O que temos diante de nós é um técnico”, afirmou a senadora.

Antes mesmo da aposentadoria de Marco Aurélio Mello, o presidente Jair Bolsonaro já havia antecipado que pretendia indicar para o STF alguém com perfil “terrivelmente evangélico”.

Frente evangélica

Representantes de igrejas evangélicas se mobilizaram a fim de pressionar pela aprovação de André Mendonça.

“Meu compromisso de levar ao Supremo um ‘terrivelmente evangélico’ foi concretizado no dia de hoje”, escreveu Bolsonaro à noite em uma rede social.

Depois da votação no plenário, Mendonça agradeceu a senadores da Frente Parlamentar Evangélica e disse que a aprovação é “um salto para os evangélicos”, que, segundo afirmou, passarão a ter um representante no Supremo Tribunal Federal.

“É um passo para um homem, mas, na história dos evangélicos do Brasil, é um salto. É um passo para o homem, um salto para os evangélicos. Responsabilidade muito grande. Uma nação, 40% dessa população hoje é representada no STF”, declarou. Segundo ele, “o povo evangélico tem ajudado este país e quer continuar ajudando”.

André Mendonça tem 48 anos. Se não se aposentar antes, por iniciativa própria, poderá permanecer no Supremo até os 75, idade em que a aposentadoria é compulsória — na Câmara, tramita uma proposta que reduz essa idade para 70 anos.

A data de posse de André Mendonça ainda será agendada pelo presidente do STF, ministro Luiz Fux. Em nota, Fux disse que pretende realizar a cerimônia de posse até o fim do ano.

“Manifesto satisfação ímpar pela aprovação de André Mendonça porque sei dos seus méritos para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal. Além disso, em função da atuação na Advocacia Geral da União, domina os temas e procedimentos da Suprema Corte, que volta a ficar mais forte com sua composição completa. Pretendo dar posse ao novo ministro ainda neste ano”, afirmou o presidente do STF.

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Pastor é denunciado ao MP por usar termo “homossexualismo” em pregação

O pastor foi obrigado a se retratar durante culto por usar o termo ao alertar sobre campanhas LGBTQIA+.
FONTE: GUIAME
Pastor Carlos César Januário, da Primeira Igreja Batista de Ipiaú, na Bahia. (Foto: Reprodução/YouTube)
Pastor Carlos César Januário, da Primeira Igreja Batista de Ipiaú, na Bahia. (Foto: Reprodução/YouTube)

Um pastor da Primeira Igreja Batista de Ipiaú, no sul da Bahia, foi acusado de homofobia e denunciado ao Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) por usar o termo “homossexualismo” durante um culto que foi transmitido pela internet.

Por causa da denúncia, o pastor teve que assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e fez uma retratação pública em um culto no dia 10 de novembro, que também foi transmitido na internet.

Em uma pregação em 30 de junho, o pastor Carlos César Januário, o pastor alertou sua congregação sobre as campanhas do Dia do Orgulho LGBTQIA+, celebrado em 28 de junho.

“Nós estamos vendo o que está acontecendo com as crianças no mundo. Olha o que essa empresa de sanduíches está fazendo e outras que já fizeram também. A [empresa de cosméticos], que também faz promoção do homossexualismo. É para a gente não comprar mais perfume da Natura”, disse o pastor.

Veja a retratação pública do pastor:

O termo homossexualismo é considerado pejorativo devido ao sufixo “ismo”, por ser associado à doenças. Por isso, foi substituído pelo termo homossexualidade.

A denúncia foi feita pelo pelo servidor público federal Mateus Cayres, de 29 anos, que não estava presente no culto, mas afirma ter recebido de um fiel que gravou a mensagem.

A promotora de Justiça Alícia Violeta Botelho determinou através do TAC que o pastor deveria ler o conteúdo do acordo durante um culto, também transmitido através do YouTube, além de divulgar o conteúdo do termo nas redes sociais da igreja.

No documento, a defesa do pastor Carlos César esclarece que “não houve qualquer intenção discriminatória nas palavras proferidas durante o culto”. Lembra ainda que “no exercício de sua liberdade religiosa, utilizou-se de exemplo em que tomava por inadequada a conduta de duas empresas que realizaram campanhas publicitárias promovendo o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, uma delas aparentemente direcionada para crianças, instando fiéis a não adquirirem seus produtos”.

O pastor Carlos César ainda rechaçou “qualquer forma de violência e de discriminação a qualquer ser humano, seja qual for sua orientação sexual ou gênero com que se identifique”.

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Turquia bombardeia antigas comunidades cristãs, forçando fuga

Aldeias de comunidades cristãs viram cidades fantasmas após bombardeios.

Recep Tayyip Erdogan

Recep Tayyip Erdogan (Foto: Reprodução/Presidência da Turquia)

Cristãos enfrentam ataques na Síria, enquanto algumas das últimas comunidades cristãs antigas são bombardeadas por forças apoiadas pela Turquia.

De acordo com Faith Wire, existem bombardeios em andamento na cidade de Dil Dara que fica a apenas alguns quilômetros da fronteira turca, e é provável que as forças turcas estejam bombardeando esta aldeia, que era composta por cristãos e sírios.

O intuito é expulsar todos da área porque o plano da Turquia é tentar realojar toda essa área com os sírios árabes que fugiram como refugiados para a Turquia, que tem cerca de  2,3 milhões desses refugiados.

Segundo relatos dos moradores, os ataques acontecem todos os dias, e eles precisam dormir fora da aldeia com seus filhos e animais.

“Esta é a frente da frente e é nossa última posição ao norte de Tal Tamr, e costumávamos vir para a aldeia através da Estrada Seri Kaniye, mas não somos capazes de usar essa estrada agora”, disse o Comandante Aram das Forças de Defesa Sírias sobre o campo de batalha.

Existem aldeias cristãs abandonadas ao longo de todo o norte da Síria, onde as pessoas estavam no meio de um trabalho em um prédio da igreja que eles foram forçados a abandonar enquanto fugiam para salvar suas vidas.

Mesmo após a saída dos moradores, a Turquia continua bombardeando essas aldeias para impedi-los de retornar.