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Lady Gaga comenta a canção “Judas” no Fantástico

 

Ela diz que usa a figura bíblica para falar de traição e de coisas que oprimem

Lady Gaga comenta a canção “Judas” no Fantástico

A cantora americana Lady Gaga disse em entrevista ao jornalista Zeca Camargo do Fantástico que seu novo hit “Judas” trata de uma grande traição.

O vídeo clipe dessa música foi lançado na última semana e traz a cantora vestida de Maria Madalena andando na garupa de uma moto dirigida por um homem que no lugar do capacete tem uma coroa de espinhos. Atrás dessa moto seguem outras com os motoqueiros vestidos com jaquetas de couro indicando o nome dos discípulos de Jesus.

A matéria foi ao ar no último domingo, 8, e Gaga explicou do que se trata essa canção: “Ele é uma figura bíblica ligada a uma grande traição. E eu uso essa imagem para falar de coisas que te oprimem. Pessoas, drogas, rebeldia, você precisa perdoar o Judas dentro de você para seguir adiante.”

A cantora disse que acredita que “todo mundo tem um Judas dentro de si.” A jovem disse também que foi criada na religião católica, mas que hoje seus fãs são seus maiores valores. “Eles são tudo para mim. Antes de dormir, eu olho para o teto e penso em como agradá-los cada vez mais.”

Questionada se ela não está criando polêmica de propósito, Gaga confessou que precisa fazer isso. “Eu não posso escrever um música sobre o que me fizeram acreditar na infância e negar os meus sentimentos. Seria um crime contra a minha visão artística e contra meus fãs.”

Para a E! Online, publicação norte-americana, Gaga confessou que a canção é uma metáfora sobre perdão e traição, mas que se trata mais de ex-namorados, traição do que reprovações bíblicas.

“Isso é realmente o que o vídeo é, é uma metáfora para o perdão e traição e as trevas sendo um dos desafios da vida em vez de ser um erro,” disse ela a Giuliana Rancic.

Ela confessa que não acredita que o Judas da Bíblia seja um mau caráter, mas alguém que não foi bem compreendido pelo mundo e uma parte de uma profecia global.

“Eu realmente não vejo o vídeo como uma instrução religiosa. Eu vejo isso como uma afirmação social. Eu vejo isso como uma afirmação cultural,” disse ela, ressaltando depois que respeita todas as crenças.

Fonte: Gospel Prime

Com informações The Christian Post

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Jornal judaico apaga Hillary Clinton de foto histórica

Por Redação Yahoo! Brasil | Yahoo! Notícias – seg, 9 de mai de 2011

  • Foto do presidente Barack Obama acompanhando a ação contra Bin Laden no Paquistão junto de sua equipe de segurança rodou o mundo e foi replicada por dezenas de jornais, revistas e sites. Muito se comentou sobre a atmosfera tensa da sala, evidenciada pela aparente expressão de nervosismo estampada no rosto da secretária de Estado, Hillary Clinton.
Segundo a própria Hillary, a mão levada à boca pode ter sido um gesto para conter uma tosse, e não uma expressão de tensão. De qualquer maneira, um jornal judaico editado em Nova York resolveu reescrever a história e apagou da foto a imagem da secretária de Estado – assim como a de outra mulher presente na sala, Audrey Tomason, diretora nacional de contraterrorismo. O veículo que publicou a foto alterada chama-se Der Tzitung e é um jornal hassídico, ramo ultra-ortodoxo do judaísmo.

Compare as duas fotografias:

A foto originalA foto original

A foto adulteradaA foto adulterada

Segundo o rabino Jason Miller, o jornal não publica nenhuma imagem de mulheres porque isso poderia ser considerado “sexualmente sugestivo”. Mas critica a decisão da empresa. “Para mim, esse ato de censura é uma violação do princípio judeu de não distorcer informações”, afirmou Miller.

Além disso, os editores do jornal violaram as regras estipuladas na página oficial da Casa Branca no Flickr, que estipulam que nenhuma imagem pode ser manipulada.

O governo dos EUA não se manifestou a respeito da adulteração da foto.

 

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Juristas e Igreja contestam a decisão do STF sobre união homoafetiva

 

Para o arcebispo do Rio, definição de família ‘não nasce do voto ou da opinião de um grupo’; para procurador, não é matéria de jurisdição

05 de maio de 2011 | 21h 16

Alexandre Gonçalves, Fernanda Bassette e Felipe Recondo, de O Estado de S. Paulo

A Igreja Católica e juristas contestaram nesta quinta-feira, 5, a decisão favorável à união estável homoafetiva, que dá aos homossexuais os mesmos direitos de casais heterossexuais, anunciado pela maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

"A definição do que é uma família não nasce do voto ou da opinião de um grupo majoritário. É algo de direito natural, está inscrito na própria condição humana", afirmou d. Orani João Tempesta, arcebispo do Rio.

D. Orani ressaltou que a Igreja Católica não é contrária aos "legítimos direitos das pessoas". Como exemplo, afirmou que recebem apoio da Igreja leis relacionadas à partilha de bens de pessoas do mesmo sexo que construíram um patrimônio juntas. Contudo, não seria possível admitir a equiparação legal com o casamento heterossexual, com o consequente reconhecimento dos direitos associados a uma família tradicional.

Crítico do ativismo judicial do Supremo, o jurista Ives Gandra Martins, de 76 anos, ex-professor titular de Direito Constitucional da Universidade Mackenzie, defende a mesma opinião. "Pessoalmente sou contra o casamento entre homossexuais, não contra a união. A união pode ser feita e tem outros tipos de garantias, como as patrimoniais. Minha posição doutrinária, sem nenhum preconceito contra os homossexuais, é que o casamento e a constituição de família só pode acontecer entre homem e mulher. Mas o Supremo é que manda e sou só um advogado."

Para Martins, o STF assumiu o papel do Congresso Nacional ao decidir sobre o tema. "Sempre fui contra o ativismo judiciário. O que a Constituição escreveu é o que tem que prevalecer. É evidente que não estou de acordo com os fundamentos da decisão. Entendo que o STF não pode se transformar num constituinte."

Lenio Streck, procurador de Justiça do Rio Grande do Sul, concorda com Martins e diz que a decisão sobre as uniões homoafetivas cabe ao Congresso. "Isso é o espaço para discussão do legislador, como se fez na Espanha e em Portugal. Lá esse assunto foi discutido pelo Parlamento. O Judiciário nesse ponto não pode substituir o legislador."

A partir de agora, a decisão vai prevalecer em todo o País. "Com advogado tenho que reconhecer que, indiscutivelmente, todos os julgadores terão que decidir de acordo com a decisão do STF", diz Martins.