O pastor acredita que essa aprovação seja uma porta aberta para outra questão, a aprovação da PL 122
Em entrevista Silas Malafaia afirma que STF “rasgou a Constituição”
Na última sexta-feira o pastor Silas Malafaia concedeu uma entrevista ao SRZD falando sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de aprovar a união estável entre pessoas do mesmo sexo.
A decisão tomada pelos ministros na quinta-feira, 5, deixou o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo indignado. Ele, que se manifestou contra essa aprovação e chegou a ser desrespeitado na internet por suas colocações, declarou que os ministros “rasgaram a Constituição Federal”.
“Homem e mulher, a lei define gênero. Para aprovar isso (a união entre homossexuais) teria que mudar a Constituição. O STF rasgou a Constituição. Ficamos a mercê da opinião pública”, disse Malafaia.
O pastor acredita que essa aprovação seja uma porta aberta para outra questão, a aprovação da PL 122 (Projeto de Lei), que criminaliza a homofobia. “Aprovando esta vergonha, os senhores estão abrindo as portas para que a PL 122, que é a lei mais esdrúxula que já vi na vida, seja aprovada no Congresso, favorecendo homossexuais, criminalizando a opinião e os heterossexuais”, afirmou.
Para impedir que isso aconteça Malafaia está promovendo uma manifestação contra a PL 122 e convida a todos a estarem com ele no dia 29 de junho em frente ao Congresso Nacional às 15h. “Vamos fazer um barulho pesado em frente ao Congresso. Convidamos qualquer um que seja contra essa vergonha a vir conosco: padre, deputado, pastor, todo mundo. Será um barulhão, mas uma ordem pacífica, claro.”
Fonte: Gospel Prime
Categoria: Noticias
Essam Sharaf adiou viagem para reunião de emergência; confrontos deixaram dez mortos e mais de cem feridos.
08 de maio de 2011 | 7h 30
O primeiro-ministro do Egito, Essam Sharaf, convocou uma reunião de emergência do gabinete de governo depois dos confrontos entre muçulmanos e cristãos durante a noite no Cairo, que deixaram dez mortos.
Segundo a imprensa estatal do país, Sharaf adiou uma viagem ao Barein e Emirados Árabes Unidos para discutir a violência religiosa no bairro de Imbaba que, além de dez mortos, também deixou mais de cem feridos.
"O primeiro-ministro Sharaf convocou uma reunião de emergência do gabinete de governo para discutir os eventos lamentáveis em Imbaba", afirmou Ahmed al-Saman, porta-voz do governo, à agência de notícias estatal Mena.
Os confrontos começaram depois que centenas de muçulmanos conservadores se reuniram em uma igreja alegando que uma mulher cristã que se converteu ao islamismo estava sendo mantida contra a vontade dentro da igreja.
Segundo a agência Mena, a mulher teria se casado com um muçulmano e queria se converter ao islamismo.
O que teria começado como uma discussão entre manifestantes, seguranças da igreja e moradores das proximidades evoluiu para um confronto envolvendo armas, bombas e pedras.
Duas igrejas e algumas casas do bairro foram incendiadas e foram necessárias algumas horas para que os serviços de emergência e militares controlassem a situação.
Segundo o correspondente da BBC no Cairo Jonathan Head, a ocorrência de outro episódio grave de violência em uma comunidade, enquanto o governo militar lidera um processo de transição hesitante é mais um motivo de preocupação para o Egito.
Movimento salafista
Testemunhas afirmaram que centenas de muçulmanos integrantes do movimento salafista se reuniram na Igreja Copta de Santa Mena, no bairro populoso de Imbaba, na noite de sábado.
Eles protestavam contra a alegação de que uma mulher cristã estava sendo mantida presa na igreja.
No entanto, uma pessoa que estava no local, um blogueiro chamado Mahmoud, disse à BBC que as pessoas que viram o início da violência afirmaram que os que começaram o confronto pareciam "bandidos comuns" ao invés de salafistas.
O blogueiro testemunhou o incêndio em uma segunda igreja e ajudou os bombeiros a apagar as chamas.
O grupo salafista, que adotou uma postura mais expressiva desde que Hosni Mubarak deixou a Presidência em fevereiro, já fez outras denúncias de mulheres sendo mantidas contra a vontade dentro de igrejas.
Em março 13 pessoas morreram em confrontos semelhantes em outro bairro. Em abril, manifestantes na cidade de Qena, sul do Egito, cortaram os transportes para o Cairo durante uma semana em protesto contra a indicação de um governador cristão para a região.
Cerca de 10% da população do Egito é formada por coptas. A maioria é de muçulmanos.
De acordo com o correspondente da BBC, esta minoria cristã agora teme pela própria segurança caso os muçulmanos conservadores consigam bons resultados nas eleições, marcadas para setembro. BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
O estadão.com
07/05/2011 – 20h36
DA FRANCE PRESSE, NO CAIRO
Pelo menos quatro pessoas morreram e mais de 20 ficaram feridas em confrontos entre muçulmanos e cristãos neste sábado à noite no Cairo, segundo um balanço provisório divulgado por uma fonte médica.
Estas fontes não puderam informar a religião das vítimas destes confrontos, que ocorreram no bairro de Imbaba, no noroeste da capital egípcia.
A confusão começou quando muçulmanos atacaram uma igreja copta com a intenção de libertar uma mulher cristã que estava, segundo eles, detida por querer se converter ao islã.
Um responsável pela igreja atacada, o padre Hermina, delarou à AFP que os mortos eram coptos e que faleceram em um ataque cometido por "agressores e salafistas (um movimento fundamentalista islâmico) que dispararam contra nós".
Um corpo coberto com um lençol sobre o qual repousava um evangelho jazia na igreja, onde podiam ser vistos rastros de sangue no chão.
Cerca de 20 pessoas, feridas a bala ou com fraturas, foram levadas de ambulância para quatro hospitais da cidade, segundo fontes médicas.
Os coptos, cristãos do Egito, representam entre 6 e 10% da população deste país, que tem mais de 80 milhões de pessoas.
Há meses as versões sobre a suposta conversão de mulheres cristãs ao islã que foram sequestradas e estariam presas em igrejas e monastérios provoca tensões entre estas duas comunidades.
Em entrevista Silas Malafaia afirma que STF “rasgou a Constituição”