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Por que que Jesus virá como um “relâmpago?”

“Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até o ocidente, assim será também a vinda do Filho do Homem” – Mateus 24.27.
Mateus ao relatar a Vinda do Senhor usou uma metáfora interessante e curiosa, vamos com cuidado analisá-la na esfera científica para podermos entender um pouco a respeito desta manifestação que em breve ocorrerá. (Ap 3.11)
Existem algumas diferenças básicas entre raio, relâmpago e trovão. Na prática:
(1) O raio é uma descarga elétrica produzida entre as nuvens e o solo;   É importante saber que descarga elétrica atmosférica é um fenômeno natural absolutamente imprevisível e aleatório.

(2) O relâmpago é a descarga visível, que apresenta trajetórias sinuosas e com ramificações irregulares;
(3) O relâmpago sempre vem acompanhado de ondas sonoras, que são chamadas de trovão.  Deu para entender? (Êx 20.18)
Vamos explicar melhor o mistério:  (1 Co 15.51)
Os raios são produzidos pelas diferenças de potencial na atmosfera. Eles podem ser raios (1) da nuvem para o solo; (2) raios do solo para a nuvem e (3 ) raios entre nuvens. Os raios têm uma natureza elétrica.  (1 Ts 4.15-17)
A descarga se liberta da nuvem e cria uma corrente iônica que é um tipo de ligação química (são uniões estabelecidas entre átomos para formarem moléculas) baseada na atração eletrostática (Atração entre cargas opostas positivas e negativas) entre dois íons (carregados com cargas opostas que aumenta à medida que se aproxima do solo. Os dois ou mais íons logo se atraem devido a forças eletrostáticas (interagem através da atração gravitacional) (Fp 3.21)
Assim, o raio, o relâmpago e o trovão sempre atuam juntos, temos aqui mais um símbolo ou revelação da Trindade Divina, que sempre atuam em harmonia. (Mt 3.16,17).
Quando os raios se formam em temperaturas muito elevadas, o aquecimento do ar provoca uma expansão explosiva de gases atmosféricos. Esse processo resulta numa onda de choque, formada pela compressão e pela rarefação. Esse fenômeno é chamado de trovão, aquele barulho assustador que ouvimos durante tempestades. (Ap 10.1-4)
Apenas 1% da energia do raio é convertida em ruído (trovão). O restante é liberado em forma de luz que risca o céu velozmente formando o relâmpago…”Assim será a vinda do Filho do Homem” (Mt 24.27b)
“Por isso, estai vós apercebidos também, porque o Filho do Homem há de vir à hora em que não penseis.”( Mt. 24.44)
Pastor Antonio Romero Filho
Consultas: https://pt.wikipedia.org/ – http://www.sitedecuriosidades.com/ – Bíblia Sagrada.

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O imensurável poder da Palavra de Deus

4. A Bacia de Bronze (Êx 30.17-21; 38.8).
A Bacia, palavra hebraica “Kiyyor” significa “bacia, pote ou tacho”. Utensílio de Bronze maciço polido, designado como Pia ou Lavatório de Bronze, contendo água e apoiada num pedestal ou base. Formando um conjunto dividido em duas partes, “uma bacia de bronze com uma base ou suporte de bronze”.

Foi feita com bronze dos espelhos das mulheres que ofertaram ao Senhor. Continha água que deveria ser usada para limpeza dos sacerdotes. Os sacerdotes deveriam lavar as mãos e os pés na bacia antes de qualquer tarefa no Santuário. Moisés lavou inteiramente Arão e seus filhos na limpeza inicial da consagração.

Não há nenhum registro do modelo ou das medidas da bacia de bronze. Também não temos informações de como ela era transportada pelo deserto, sejam varas ou barras. A bacia deveria ser aspergida com sangue, ungida com azeite e conter água para a limpeza. A sua posição, seria no pátio entre a Tenda e o altar de bronze. Quando em trânsito pelo deserto, não era coberta como os demais móveis sagrados.

1. O fato de ser feita de bronze maciço revela que é um símbolo de força, firmeza e juízo contra o pecado. A bacia de bronze representa este juízo operando através da Palavra de Deus, pois haverá um tempo de juízo para todos que não foram julgados (1 Pe 1.7).
2. Feito com espelhos, instrumentos de vaidade e orgulho, mas o Senhor os transformou em instrumento de purificação e limpeza, pois a Palavra de Deus é um espelho que nos permite enxergar de modo claro como realmente estamos e somos pelo poder da Palavra revelado pelo Espírito Santo (Tg 1.23). Há três palavras necessárias à discussão desta grande verdade:
• Revelação – Que é o processo de Deus manifestar a si próprio, e também sua mensagem, ou vontade, a mensageiros humanos (Jr 1.2).
• Iluminação – Que é o entendimento espiritual concedido pelo Espírito Santo a fim de habilitar o homem a assimilar a verdade revelada (Jo 14.16,17).
• Inspiração – Que é os escritores não funcionaram como simples robôs, mas que houve cooperação vital entre eles e o Espírito Santo que neles agia (Gl 1.11,12).
3. A água vinha provavelmente da Rocha ferida no deserto. Jesus Cristo providenciou através de sua morte, sepultamento e ressurreição purificação necessário para o homem aproximar-se de Deus, sem ser julgado pelo Senhor, isto, enfatiza a lavagem da água pela Palavra de Deus (Ef 5.26).
4. Lavar as “mãos e os pés”, antes de entrarem no Santuário, significa o ato da purificação diária pela Palavra de Deus, contra as contaminações pelo contato com este mundo pecaminoso, pois o nosso andar cristão e o nosso serviço no Santuário devem ser santificados diariamente (Jo 13.10). Os aspectos importantes de viver diariamente em contato com a Palavra (a bacia) antes de entrar no santuário do Senhor:
• Obediência proposital – (Mt 7.24-27): É o resultado de quem experimentou o novo nascimento.
• Crescimento natural – (Ef 4.15): É o único meio para o crescimento espiritual.
• Santificação individual – (Sl 119.9): É a fonte e arma contra a natureza humana pecaminosa.
• Direção sobrenatural – (Sl 119.105): É para ter lugar na carreira espiritual do crente regenerado.
5. Na limpeza inicial da consagração dos sacerdotes, temos o significado da lavagem de regeneração que se realizou uma vez só, mas a purificação deve ser um processo contínuo e diário, sem o qual é impossível ter comunhão perfeita com Deus (Tt 3.5).
6. O modelo, o tamanho da Bacia de Bronze e como era transportada no deserto, não está revelado, indicando que Cristo e sua Palavra são imensuráveis, insondáveis, e assim também não conhecemos todo o poder santificador, purificador e regenerador da Palavra de Deus (Hb 1.3).
7. Passos para uma vida cristã abundante: primeiro, devemos passar pela remissão do sangue, logo, somos consagrados para Deus pela unção do Espírito e continuamente devemos passar pelo processo da purificação e santificação pela Palavra de Deus, para desempenharmos um ministério frutífero (1 Jo 5.7,8).
8. Assim como a bacia de bronze estava posicionada entre o altar de bronze (a Obra Expiatória do Calvário) e a Tenda do Encontro (O Ministério santo), a gloriosa Palavra de Deus deve estar no centro de nossas vidas e ter prioridade em nosso ministério (Sl 119.97,105).
9. A base ou suporte de bronze revela que o Senhor Jesus Cristo sustenta todas as coisas pela Palavra do seu poder. A Igreja deve estar fundamentada, solidificada, edificada sobre a Palavra imutável de Deus (Hb 1.3). Vejamos as bases da autoridade da Palavra de Deus:
• Foi inspirada por Deus – Possui peculiaridade indiscutível em seu caráter, de ser nada menos que o poderoso decreto real divino (2 Tm 3.16).
• Foi escrita por homens escolhidos por Deus – A mensagem que receberam e pregaram era inspirada por Deus por isso ela não falha é de Deus (2 Pd 1.20).
• Foi autenticada por Jesus Cristo – São trinta e cinco referencias nos quatro Evangelhos citadas por Jesus que registram seu testemunho (Lc 24.44).
10. A bacia de bronze (a Palavra de Deus) é tudo quanto diz ser: (1) Foi inspirada por Deus (2 Tm 3.16); (2) Está completa (Ap 22.18); (3) Contém a mente de Deus (2 Pe 1.21); (4) Revela o futuro (2 Pe 1.19) e (5) Deus vela por sua Palavra gloriosa para cumpri-la (Jr 1.12):
• É Poder Eterno (Sl 119.89).
• É Poder Salvador (1 Pe 4.17).
• É Poder Santificador (Jo 17.17).
• É Poder Revelador (Sl 119.130).
• É Arma Poderosa (Ef 6.17).
• É Poder Capacitador (Jo 4.6).
• É Fogo Purificador (Jr 23.29).
• É Martelo Esmiuçador (Jr 23.29).
11. O mistério como a bacia de bronze era levada pelo deserto, pois a Bíblia não menciona se por varas ou barras, significa que a Palavra de Deus só pode ser conduzida pelo próprio Deus autor e consumador desta Palavra eterna (Is 55.11)

12. A bacia de bronze era o único entre os outros móveis sagrados que quando em trânsito pelo deserto não era coberta, ou seja, a Palavra de Deus é a revelação do plano de salvação para todos aqueles que a lêem com o coração. Is 46.19)

Antonio Romero Filho

Editor e responsável pelo Portal Transcultural Christian News Brasil. Contatos pelo Email: [email protected].

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A importância dos dons espirituais

“Toda a verdadeira função do corpo de Cristo tem um membro capaz de executá-la, e cada membro tem uma função a executar”

Escrever sobre os dons, é tratar de um tema que envolve toda a comunidade cristã, já que, toda a pessoa salva possui pelo menos um dom, no entanto, de acordo com pesquisas do Instituto para o Desenvolvimento Natural da Igreja, com sede na Alemanha, 80% dos cristãos não sabem qual é o seu dom[1]. Essa situação é alarmante, pois os dons são armas espirituais à disposição dos que hão de herdar a vida eterna.

Sendo assim, cada cristão é um membro do corpo místico de Cristo na Terra, por isso deve procurar entender e buscar os dons que foram outorgados pelo Espírito Santo. O pastor Purkiser, da Igreja do Nazareno, tratando do tema, é enfático:

“Toda a verdadeira função do corpo de Cristo tem um membro capaz de executá-la, e cada membro tem uma função a executar”[2].

Paradoxalmente, muitos crentes passam anos na igreja sendo imparciais diante desse assunto, ignorando-o e gerando falta de conhecimento bíblico: “A respeito dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes” (1 Co 12.1). Todos nós fomos chamados por Deus para desempenhar uma função no Reino e precisamos ser equipados com os dons necessários para o serviço cristão.

O que são os dons?

No original grego a palavra Dom é “Charisma” que significa presente, manifestações do Espírito, oferecidos mediante a graça divina por parte de Deus como sendo o doador dos Dons. De acordo com o pastor Russel N.Champlim em sua enciclopédia. “Charisma indica os dons do Espírito, as suas graças, gratuitamente conferidas, para a obra do ministério (I Co 12:4, 9, 28, 30,31). Além disso, enfoca também o dom da graça, que nos traz a salvação’’[3].

Três Classes de Dons

Com esses Dons engrandecemos o reino de Deus, pois através de nossas vidas é manifesta a Glória de Deus; sendo concedidos mediante a graça de Deus.

“Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus” (I Pe 4.10).

Graça etimologicamente falando significa Bondade Divina e na palavra podemos encontrar diversas maneiras de Deus expressar a sua graça:

“Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil” (I Co 12: 4-7).

Na Bíblia existem muitos dons, divididos em três classes, a saber: Os dons de serviço (Rm 12.6-8), os dons ministeriais (Ef 4:11), os dons do Espírito Santo (I Co 12:8-10) e outros dons encontrados em outros trechos da palavra, pois são manifestações da multiforme graça de Deus[4].

Cresce-se no Reino a partir do serviço

O homem é capacitado para o serviço cristão pelo Espírito Santo com dons e talentos (I Co 12:5; I Pe 4:10), que devem ser usados visando o serviço do Reino. Um talento é uma habilidade humana e natural com a qual se nasce ou é adquirida e pode ocorrer nas áreas da: música, oratória, administração e outras.  Já um Dom é um presente divino dado para ser usado no serviço Cristão.

Contudo muitos cristãos não desenvolvem seus dons, pois não valorizam seus talentos, outros ficam angustiados porque não sabem para que Deus os chamou, outros valorizam apenas os dons de poder e resumem os dons espirituais a Línguas, Interpretação Profecia e como não receberam estes carismas consideram-se como crentes sem dons, pois pensam que os seus dons mais interiorizados são apenas talentos naturais. Entretanto a exemplo de Jesus, devemos procurar servir, desenvolvendo nossas aptidões e assim fatalmente descobriremos em qual área da Diaconia o Senhor deseja nos usar.

Segundo o dicionário de Espiritualidade: “O papel do diácono é de ser um animador do serviço, da diaconia da igreja, nas comunidades cristãs locais, sinal e sinônimo do próprio Cristo Senhor, que não veio para ser servido, mas para servir[5]”. Pois quanto mais servimos, mais demonstramos nossa gratidão ao Senhor.

  A importância do Fruto do Espírito como plataforma

Um dos mais importantes pontos doutrinários da obra de Deus é o fruto do Espírito, que são os atributos da pessoa de Cristo em nossa vida. Essa doutrina nos ensina o caminho para a humildade, que é a beleza da santidade. Sem o fruto do Espírito, passamos a desenvolver um cristianismo teórico, sem vida. Sendo assim, devemos sempre lembrar que o fruto do Espírito é a nossa atitude para com Deus, enquanto o derramamento dos dons consiste na atitude de Deus para com a Igreja. Sobre esse ensino, vale a máxima ensinada por nosso Senhor Jesus Cristo: “Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração” (Mt 11.29).

Sendo assim, quando crescemos no conhecimento de Deus, passamos a refletir o Fruto do Espírito que significa expressões do caráter de Cristo em nossas vidas, e assim também iremos crescer espiritualmente, pois o Senhor irá derramar os seus dons sobre as nossas vidas.

Portanto, a verdadeira espiritualidade se manifesta através da piedade e da disciplina que são marcas de uma vida que produz o fruto do espírito que se manifesta no amor (I Co 13.1) e assim, certamente, iremos contribuir com o corpo de Cristo e com a igreja local, por meio de nossos dons pessoais. Por fim, empreender uma busca sincera para ser cheio do Espírito Santo e receber os dons do alto é uma atitude correta; o apóstolo Paulo nos orienta desta forma: ” Enchei-vos do Espírito “ (Ef 5.18) ”.

[1] SCHWARZ, Cristian. As 3 cores dos seus dons. Curitiba: Editora Evangélica Esperança, 2004.
[2] PURKISER, W.T. Os Dons do Espírito. Campinas: Casa Nazareno de Publicações.
[3] CHAMPLIM, Russel Norma. Enclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. São Paulo: Editora Hagnos, 2006.
[4] MARTINS, Orlando. Um presente de Deus para você. São Paulo: Editora Candeia, 2014.
[5] Stefano de Fiores e Tulio Goffi. Dicionário de Espiritualidade. São Paulo: Editora Paulus, 1993.