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Papa diz que comunistas “roubaram” bandeira da pobreza da Igreja

O líder católico afirma que a defesa dos pobres é o centro do Evangelho

por Leiliane Roberta Lopes

  • gospelprime

 

Papa diz que comunistas “roubaram” bandeira da pobreza da Igreja
Papa diz que comunistas “roubaram” bandeira da pobreza

Em entrevista ao II Messaggero, um jornal de Roma, o Papa Francisco afirmou que os “comunistas roubaram a bandeira da pobreza” que Igreja deveria pregar.

Crítico ao sistema capitalista, o líder da Igreja Católica diz que atuar em favor dos mais pobres é uma luta cristã. “Eu só posso dizer que os comunistas têm roubado a nossa bandeira. A bandeira dos pobres é cristã. A pobreza está no centro de o Evangelho”, disse.

Ele também citou passagens bíblicas e afirmou que os comunistas estão 20 séculos atrasados. “Os comunistas dizem que tudo isso é comunismo. Claro, vinte séculos mais tarde”.

Quando fala contra o capitalismo, o Papa Francisco destaca que o sistema econômico global é insensível com os pobres por não compartilhar a riqueza com os que realmente precisam.

Em junho o pontífice criticou a riqueza gerada a partir da especulação financeira dizendo que ele é intolerável, em outras palavras Francisco afirmou que a especulação com commodities comprometeu o acesso dos pobres aos alimentos. Com informações Último Segundo.

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Papa é criticado e elogiado por batizar filho de pais solteiros, e incentivar amamentação na cerimônia

O líder da Igreja Católica promoveu um batizado de 32 bebês neste último fim de semana

Por Luciano Portela | Repórter do The Christian Post
 

O Papa Francisco foi criticado e elogiado ao mesmo tempo, por ter tomado a iniciativa de batizar uma criança filha de um casal visto como “solteiro” pela Igreja Católica, além de incentivar a amamentação dentro da Capela Sistina, no Palácio Apostólico do Vaticano.

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    (Foto: Reuters/Alessandro Bianchi)
    Papa Francisco é o líder católico desde início de 2013, sucedendo Bento XVI.

O líder da Igreja Católica promoveu um batizado de 32 bebês neste último fim de semana, e entre eles havia a pequena Giulia Scardia, de apenas sete meses de idade, filha de uma relação registrada apenas em cartório, de acordo com a agência de notícias Reuters.

O casal de pais concebeu seu matrimônio apenas por meio de um serviço público de uma prefeitura na Itália, e este tipo de casamento, longe do culto da igreja, não é validado pelo catolicismo. No entanto, o papa ressaltou que a filha não deveria ser colocada em uma segunda classe de fiéis por conta disso.

  • Para justificar sua situação com o marido, Nicoletta, a mãe de Giulia, afirmou que ela não se casou na igreja pelo fato do casal não ter se unido de forma muito rápida, sem “tempo hábil para organizar uma cerimônia na igreja”, relatou ela ao jornal italiano Corriere della Sera.

A decisão do papa criou uma enorme controvérsia entre os críticos, que se opuseram com opiniões que por um lado defendem o direito de uma criança ser recebida com o sacramento do batismo independente dos pais, e outro lado que questiona uma possível quebra da unidade familiar.

Para completar, o Papa Francisco também causou alvoroço ao convidar as mães a amamentarem seus filhos durante a cerimônia do batismo, ao percebe que as crianças poderiam estar com fome e não haveria razão para não alimentá-los.

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“Hoje o coro irá cantar, com o coro das crianças que vão fazer muito barulho. Alguns vão chorar, pois elas não se sentem confortáveis por estarem com fome. Mas se estiverem com fome, mães, os alimente, sem pensar duas vezes. Pois são as pessoas mais importantes aqui”, afirmou o pontífice.

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‘Não há um Deus católico, Jesus é meu professor e meu pastor’, diz papa Francisco

Líder do Vaticano revela mais detalhes sobre a reforma da Igreja

Por Maria Carolina Caiafa | Correspondente do The Christian Post

O papa Francisco, líder da Igreja Católica, segue firme no seu propósito de reforma, acreditando que essa deve ser o seu maior legado. “Este é o início de uma Igreja com uma organização não tão vertical, mas também horizontal”, demonstrou assim a base de suas ideias. E completou: “Estar aberto à modernidade é um dever”.

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    (Foto: Reuters/Alessandro Bianchi)
    Papa Francisco é o líder católico desde início de 2013, sucedendo Bento XVI.

Na terça-feira (1º), o grupo de oito cardeais convocados pelo argentino começou a apresentar os detalhes para a transformação, colhidos pelo mundo nos últimos meses. No entanto, as mudanças fazem parte de um longo processo.

Na mesma data, foi publicada uma entrevista com o pontífice no jornal italiano La Repubblica. Nessa, Francisco falou sobre sua fé pessoal ao editor ateu Eugenio Scalfari: “Não há um Deus católico, só há um Deus. Creio em Jesus Cristo e em sua encarnação. Jesus é meu professor e meu pastor. Deus, o pai […] é a luz e o criador. Ele é o meu ser”.

O religioso ainda alertou: “Religião sem misticismo é apenas filosofia”.

Outra revelação foi o elogio aos membros da Teologia da Libertação, tendência tradicionalmente atacada pelo Vaticano: “Isso [a perseguição católica] lhes deu um plus político à sua ideologia, mas muitos deles eram crentes com um alto conceito de humanidade”, defendeu Francisco.

Sobre sua escolha para suceder Bento XVI, feita por seus colegas cardeais, no dia 13 de março deste ano (2013), na Capela Sistina, ele comentou: “Minha cabeça estava completamente vazia e uma grande ansiedade caiu sobre mim. Para aliviá-la e relaxar, eu fechei meus olhos e todos os pensamentos se foram, até aquele de não aceitar, o que era permitido pelos procedimentos litúrgicos”.

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E mais uma vez o argentino Jorge Bergoglio falou de humildade. “Igreja missionária e pobre é mais válida do que nunca. […] Essa é a Igreja que Jesus pregava”, lembrou.

Ele criticou o egoísmo. “Não gosto da palavra narcisismo. […] Indica um amor fora de lugar por si mesmo. O verdadeiro problema é que os mais afetados por isso, que na realidade é uma espécie de desordem mental, são pessoas que têm muito poder. […] Muitas vezes, os chefes são narcisistas”, concluiu.

O papa deixou claro sua intenção de descentralização. “Essa visão centrada no Vaticano negligencia o mundo a seu redor e eu farei de tudo para mudá-la”.