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Uniesp terá de devolver verba desviada do Fies para pagar dízimo

 

Uniesp cobra mensalidades mais caras de alunos do Fies e usa os recursos para pagar dízimo a igrejas que indicam estudantes à instituição. A Uniesp terá que devolver os valores cobrados a mais de alunos custeados pelo Fies (financiamento estudantil), se ficar provado que houve fraude no uso dos recursos.

O anúncio do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, vem após reportagem da Folha no sábado que mostrou como o grupo de faculdades cobra mensalidades até três vezes mais caras de alunos do Fies e usa parte desses recursos para pagar dízimo a igrejas que indicam estudantes à instituição.

"Não haverá nenhuma tolerância a qualquer indício de fraude em relação ao Fies", disse o ministro. O MEC também estuda descredenciar todas as faculdades da Uniesp do financiamento estudantil, em medida cautelar, pois há indícios de que a instituição usou cursos cadastrados no Fies para conseguir financiamento para alunos de curso que não estavam habilitados no programa.

A pasta investiga ainda se há irregularidades na publicidade, que anuncia que pagará o financiamento de alunos com bom desempenho: ou seja, promete oferecer o curso gratuitamente. Mercadante disse ainda que o MEC vai oferecer todas as informações que tem à CGU (Controladoria-Geral da União), à Polícia Federal e ao Ministério Público. A Uniesp poderá sofrer processo civil e criminal caso as denúncias se comprovem.

Segundo o ministro, há um mês foi publicada portaria que obriga que faculdades particulares exponham, em todos os guichês de atendimentos e sites, de forma visível, os preços dos cursos.

Nesses avisos, deverá ficar claro que alunos do Fies não podem pagar mais.

Mercadante também anunciou que irá intensificar a fiscalização sobre o uso do Fies.

Questionada como é feita a fiscalização e o que vai mudar, a pasta informou que é feita pela Secretaria de Ensino Superior, sem dar detalhes. Disse que, em caso de suspeita de irregularidades, é instaurado processo administrativo. O órgão não especificou de que modo essa fiscalização será intensificada.

Segundo o MEC, há cerca de 100 mil contratos do Fies em vigor. A Uniesp nega que cobra a mais dos alunos.

Data: 22/3/2012 08:40:15
Fonte: Folha Online

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Líder muçulmano diz: Destruam todas as igrejas

 

Obama silencia enquanto o grão-mufti da Arábia Saudita mira no Cristianismo

Se o papa pedisse a destruição de todas as mesquitas na Europa, a gritaria seria cataclísmica. Especialistas iriam atacar a Igreja Católica sem dó nem piedade, a Casa Branca prontamente iria apresentar uma declaração de profunda preocupação, e manifestantes no Oriente Médio matariam uns aos outros em sua revolta. Mas quando o líder mais influente no mundo muçulmano lança uma fatwa (decreto islâmico) para destruir as igrejas cristãs, o silêncio é ensurdecedor.

No dia 12 de março, o xeique Abdul Aziz bin Abdullah, o grão-mufti da Arábia Saudita, declarou que é “necessário destruir todas as igrejas da região”. A decisão veio em resposta a uma dúvida de uma delegação do Kuwait sobre a legislação proposta para evitar a construção de igrejas no emirado. O mufti baseou sua decisão em uma história de que em seu leito de morte, Maomé declarou: “Não deve haver duas religiões na Península [árabe]”. Essa passagem tem sido muito usada para justificar a intolerância no reino saudita. Igrejas sempre foram proibidas na Arábia Saudita, e até recentemente judeus não eram sequer permitidos no país. Aqueles que desejam adorar da maneira de sua escolha devem fazê-lo escondido, em privado, e mesmo assim a polícia da moral é conhecida por aparecer inesperadamente e interromper a adoração.

Esse líder islâmico não é um pequeno imam radical tentando atiçar seus seguidores com discursos de ódio excessivo. A decisão tomada foi uma decisão pensada, determinada e específica de um dos mais importantes líderes do mundo muçulmano. A decisão não apenas cria uma obrigação religiosa para aqueles sobre os quais o mufti tem autoridade direta, como é também um sinal para outros no mundo muçulmano de que destruir igrejas é não só permitido, mas obrigatório.

O governo de Obama ignora esses tipos de provocações por sua conta e risco. A Casa Branca colocou a aproximação internacional aos muçulmanos como prioridade de sua política externa num esforço para promover a imagem dos Estados Unidos como uma nação amiga do islamismo. Isso está sendo feito à custa da defesa dos direitos humanos e liberdades religiosas dos grupos minoritários no Oriente Médio. A região é uma encruzilhada crucial. Radicais islâmicos estão liderando a maré política contra a velha ordem autoritária e secularista. Eles estão testando as águas na sua relação com o mundo exterior, à procura de sinais do quão longe eles podem ir ao impor a sua visão radical de uma teocracia baseada na lei islâmica. Ignorar as declarações provocativas, como a do mufti, envia um sinal para esses grupos de que eles podem se engajar em um tipo de fanatismo e violência anticristã, sem consequências.

A campanha do sr. Obama para se aproximar do mundo muçulmano não conseguiu gerar a boa vontade que ele esperava. Em parte, isso foi porque ele sentiu que era melhor favorecer o preconceito do que impor respeito. Quando os membros da elite islâmica pedem o equivalente religioso da limpeza étnica, o líder do mundo livre deve responder, ou arriscar legitimar a opressão que se segue. Os Estados Unidos não deveriam se curvar aos mandos extremistas do grão-mufti, não importa quão desesperada a Casa Branca esteja para que ele goste dos americanos.

Traduzido por Eliseu P. L. J. do artigo do Washington Times: Destroy all churches

Fonte: www.juliosevero.com

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Receita Federal investiga líder da Mundial; Valdemiro responde à Universal

 

PorJussara Teixeira | Correspondente do The Christian Post

Após reportagem da Record exibida no domingo, 18, a Receita Federal anunciou que vai investigar o apóstolo Valdemiro Santiago, líder da Igreja Mundial do Poder de Deus, por enriquecimento ilícito.

  • Valdemiro Santiago

    (Foto: Divulgação)

 

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A emissora pertencente a Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, mostrou compras de propriedades no Mato Grosso no valor aproximado de R$ 50 milhões por parte de Valdemiro.

O líder da igreja Mundial do Reino de Deus, durante uma de suas reuniões na sede da igreja veiculada por emissoras de TV, respondeu ao que está sendo chamado de “Guerra Santa” pela mídia.

Em seu discurso, afirmou que a Record não usa sua programação para pregar o evangelho. “A emissora deles está avaliada em 4 bilhões. E o proprietário dela, o Macedo, não tem moral nenhuma para falar da vida dos outros”, rebateu.

Santiago revelou, segundo o site Na Telinha, que a Universal teria interesse em tirar seu programa religioso do ar e já teria empreendido ações para isso. “Alguém da Universal a chamou e perguntou: Você pode nos dar a lista onde a Mundial tem programas? Podemos pagá-la para que você nos ajude a tirar o Valdemiro de todas as televisões”.

O líder religioso disse “estar muito triste” com os acontecimentos dos últimos dias. “Eu sempre soube que seria bombardeado, perseguido… Mas quero pedir aos fiéis para que não deixem de ajudar essa obra, que já restaurou muitas vidas no Brasil e no mundo”, desabafou ele.

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A reportagem da Record mostrou documentos de um cartório em um município do Mato Grosso que atribuíam à WS Music, empresa de Valdemiro, a compra das fazendas. “Não tem minha assinatura nos documentos que mostraram. Meus advogados já estão cuidando disso”, afirmou o líder acusado.

A polêmica matéria rendeu à Record empate de audiência com a Globo, na noite de domingo. Segundo Valdemiro, a emissora de Macedo tem conseguido prejudicar as atividades de sua igreja, bem como a arrecadação de ofertas. “Muitos estão deixando de ajudar a obra de Deus por causa deles. Mas eles serão envergonhados, eu creio!”.

Em uma ação para arrecadar mais ofertas, ele organizou o “Mutirão da Fé”, onde espera reunir 100 mil pessoas com 70 reais de contribuição de cada uma. “Seja rico, seja pobre, seja pequeno, só não quero sacrifício. Jesus já fez o sacrifício por nós. Amém gente?”, manifestou-se ele aos fiéis.

“Estou precisando com urgência de 100 mil pessoas, até dia 30 de março, que venham investir nessa obra. Se eu sou homem de Deus, eu vou conseguir!”, continuou ele.

Segundo o apóstolo, o programa da Record em que foi veiculada a reportagem, o Domingo Espetacular, falhou ao dizer que o patrimônio da igreja é de R$ 50 milhões. “Só a Cidade Mundial foi orçada em 98 milhões de reais, à vista, ou 160 milhões via financiamento”, afirmou ele.

“Toda hora eles querem arrumar problema para mim. Eu desafio Edir Macedo para mostrar sua conta bancária perante a Justiça”, afirmou Santiago.

Valdemiro e sua esposa Franciele viajarão em breve em uma missão pela África, que já havia sido marcada antes da reportagem ser produzida pela Record.