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Milhem Cortaz diz que superou vício em drogas após encontro com Deus

 

DE SÃO PAULO

Milhem Cortaz, 38, fez uma revelação curiosa ao programa "Ponto de Virada", da TV Cultura.

O capitão Fábio de "Tropa de Elite" disse que largou o vício em drogas após um "encontro com Deus".

"Quando cheguei [da Itália, onde morou por quatro anos], nunca mais cheirei", afirmou. "É um troço inexplicável na minha vida. Não fui pra clínica, não passei nada. Parece que eu nunca usei."

O ator, que fez novelas na Record, diz que não é evangélico ou religioso ortodoxo.

Além dele, participam dos próximos programas o cartunista Laerte, o maestro Júlio Medaglia, o radialista Daniel Daibem, a cineasta Tata Amaral, o escritor Marcelo Rubens Paiva, o músico Kiko Zambianchi, o desenhista Maurício de Souza, o ex-pugilista Éder Jofre, o jornalista José Simão, a coreógrafa Deborah Colker, o ex-jogador de futebol Raí e o ator e diretor José Celso Martinez Corrêa.

A entrevista vai ao ar no sábado (17), às 21h45.

Divulgação

Milhem Cortaz

O ator Milhem Cortaz durante entrevista ao "Ponto de Virada", da TV Cultura, na qual disse ter largado drogas

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Dalai Lama no Brasil: ‘Uma religião jamais será universal’

Budismo

veja.com

Em sua 4ª visita ao país, o líder espiritual tibetano defendeu a importância da coexistência entre diferentes abordagens religiosas, tema de seu último livro

Cecília Araújo

Dalai Lama Tenzin Gyatso está em São Paulo para uma série de palestras

Dalai Lama Tenzin Gyatso está em São Paulo para uma série de palestras (Frame/Folhapress)

"A diferença entre religiões é explorada por pessoas não bem intencionadas que visam à ascensão no poder"

O líder espiritual tibetano Tenzin Gyatzo, o atual Dalai Lama, é simpático, mas não excessivamente. Sua postura firme demonstra que não é utópico e tem plena consciência da realidade, tanto oriental quanto ocidental. Ele gosta de dar lições de vida e fazer piadas. Na frente das câmeras, brinca ao posar para fotos: tira os óculos, esconde o rosto atrás da tradicional roupa tibetana púrpura – e gargalha. Às vezes, também faz careta, mantendo o bom humor. Em sua quarta visita ao Brasil, para um ciclo de palestras em São Paulo, ele concedeu uma entrevista coletiva à imprensa, na qual falou principalmente de religiosidade. "Vim até aqui falar a vocês como um entre os 7 bilhões de seres humanos do planeta. Somos basicamente todos iguais, nos níveis físico e mental. Claro que temos diferenças de língua, raça e fé religiosa, mas tudo isso é secundário", iniciou sua fala ante os jornalistas, que ficaram restritos a questões sobre este e outros dois temas: negócios e ciência, deixando de fora qualquer assunto relacionado a política – mesmo após sua recente renúncia ao poder político no Tibete, no início de agosto, quando foi eleito o novo premiê do país, o advogado Lobsang Sangay.

Dalai Lama criticou os constantes conflitos religiosos, ressaltando a importância da harmonia e a consciência de igualdade. "A diferença entre religiões é explorada por pessoas não bem intencionadas que visam à ascensão no poder", lamentou. "Mesmo que tenham filosofias diferentes, as religiões defendem valores semelhantes para a conduta ética e trazem a mesma mensagem de amor, compaixão e perdão." Segundo ele, as ações dos humanos devem trazer conforto e prazer ao outro, não medo e dor. "Os sentimentos que são transmitidos voltam para você", enfatizou. Em seu novo livro, Toward a True Kinship of Faiths: How the World’s Religions Can Come Together (Em direção a um verdadeiro parentesco entre as crenças: como as religiões do mundo podem se unir, em tradução livre), ele fala exatamente dos traços comuns entre as religiões, tema que sempre lhe trouxe curiosidade. "Uma religião jamais será universal. Mesmo que fosse a melhor do mundo, não conseguiria suprir as necessidades espirituais de todos os seres humanos, pois as pessoas têm diferentes disposições mentais", observou, lembrando que, para alguns, a figura de um só criador não faz sentido, enquanto para outros, a própria religião é dispensável. "O importante é que os homens mantenham o bom senso e a ética. Dessa forma, a paz interior se estende para a família e a comunidade."

E definindo toda a população mundial como "irmãos e irmãs que compartilham a mesma casa", Dalai Lama aproveitou para entrar no tema sustentabilidade e elogiar a conscientização do Brasil que, segundo ele, é maior hoje do que era na época de sua primeira visita, em 1992. "Os governos estão mais entusiasmados com as questões ambientais. Em contrapartida, grandes países como a China e a Índia ainda priorizam os interesses nacionais em detrimento dos globais, o que não acho uma boa coisa", ponderou. Para ele, a promoção da paz e a proteção da natureza são igualmente importantes, como comer e beber. "Todos precisam das duas coisas." A mesma relação pode ser feita entre oração e meditação, que servem para recarregar as baterias, mas não são suficientes sem a prática de valores como amor e compaixão no dia-a-dia. "É importante não se deixar avassalar por sentimentos negativos, como raiva, ódio e medo, mesmo que não seja praticante", opinou. Aos jornalistas, deu um recado especial: "Vocês têm um papel importante da promoção desses valores, em meio às inúmeras catástrofes reportadas".

O Lama – Desde que assumiu o poder em 1950, aos 15 anos, Tenzin Gyatso se afastou da tradição "vajrayana" de isolamento e elegeu como missão espalhar pelo mundo os conceitos básicos do budismo e transformou a causa da libertação do Tibete em um tema mundialmente conhecido. Ele é o 14º de uma seita que está no poder desde o século XVII. Como todos seus antecessores, foi reconhecido como reencarnação do Dalai Lama quando criança, aos 3 anos, por meio de sonhos e presságios de monges budistas. Assim como o papa, ele é designado Sua Santidade. Sua forma de pregar a libertação do Tibete sem o uso da violência lhe rendeu um Nobel da Paz, em 1989. Sua primeira visita ao Brasil foi em 1992, durante a Eco-92. Os lamas são vistos pela população local como a reencarnação de Buda. Confira mais detalhes sobre o budismo e Dalai Lama na lista abaixo:

Status de papa

O Dalai Lama representa para os seguidores do budismo tibetano papel similar ao do papa para os católicos, ou mais do que isso: pois, para os fiéis daquela religião, os lamas são vistos como a reencarnação de Buda. Assim como o papa, ele é designado Sua Santidade. Uma característica marcante da versão tibetana do budismo é a participação intensa da população nos assuntos religiosos. No Tibete, o líder espiritual é venerado de tal forma que chega a dificultar o domínio chinês sobre sua cultura.

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O islamismo é uma religião violenta?

 

jihad-islamicaQuem representa o verdadeiro islã? A pergunta não é apenas irrespondível, ela é irrelevante. O problema não é a essência de uma questão abstrata – quem pode dizer o que é o verdadeiro cristianismo ou o verdadeiro judaísmo? – mas a ação de muçulmanos reais no mundo de hoje. Não há como negar o que foi afirmado corajosamente por Samuel Huntington em “O Choque de Civilizações”: o islamismo tem fronteiras sangrentas.

Da Nigéria ao Sudão, do Paquistão, à Indonésia e às Filipinas, alguns dos piores e mais odiosos atos de violência no mundo atual são cometidos por muçulmanos e em nome do islã. E então aconteceu o "11 de setembro" – o terrorismo islâmico indo muito além de suas fronteiras, para golpear o coração dos “satânicos cruzados".

Isso não prova nada sobre violência inerente; a ampla maioria dos muçulmanos é, obviamente, composta de pessoas pacíficas, vivendo dentro dos padrões de comportamento civilizado. Porém, a violência real, ávida pelo sangue de quase todas as civilizações não-muçulmanas, da hindu à animista africana, requer atenção.
Essa sensação de civilização em declínio – e da adoção do terror e da intimidação como caminho da restauração – ecoou num recente relatório das Nações Unidas que revelou com franqueza o vergonhoso fracasso árabe em modernizar-se. Uma coisa é os árabes ficarem para trás em relação ao Ocidente, mas continuarem mais atrasados do que a Coréia do Sul – que também foi colonizada e foi pobre, sendo desprovida da fantástica riqueza petrolífera do mundo islâmico – é uma completa humilhação.

Abdurrahman Wahid, ex-presidente da Indonésia e líder da maior sociedade islâmica do mundo, atribui as causas do radicalismo islâmico não apenas à falta de respeito e identidade próprios – sentimentos profundos de inadequação e derrota – mas também a uma enorme falha das lideranças muçulmanas moderadas. Os homicidas falam em nome do islã e a maioria pacífica não tem coragem de desafiá-los.

"O mundo islâmico atual é mantido prisioneiro", escreve Salman Rushdie, "não pelo Ocidente, mas por captores islâmicos, que estão lutando para manter fechado um mundo que uma pequena minoria, sem êxito, está tentando abrir… e a maioria permanece calada". Até que essa maioria se manifeste, as fronteiras do islã continuarão sangrentas. (The Jerusalem Post)

O islamismo é a segunda maior religião do mundo e, com raras exceções, todos os seus adeptos ficam calados quando ocorrem os diabólicos atos homicidas praticados em nome dele. Não há nação na Terra que proteja legalmente a quem se cala diante da violência e do homicídio. Visto que a lei moral original provém do Deus de Israel, Ezequiel 3:18 diz: "Quando eu disser ao perverso: Certamente, morrerás, e tu não o avisares e nada disseres para o advertir do seu mau caminho, para lhe salvar a vida, esse perverso morrerá na sua iniqüidade, mas o seu sangue da tua mão o requererei".

Assista o vídeo:

Fonte: CACP