Israelenses encontram espada romana em Jerusalém

 

 

DA FRANCE PRESSE

Uma espada romana da época do Segundo Templo judaico foi encontrada recentemente em Jerusalém, informaram arqueólogos israelenses.

De acordo com um comunicado do Departamento de Antiguidades do país, emitido na segunda-feira, a espada de 60 centímetros estava junto a um estojo de couro –ambos considerados em bom estado de conservação.

Israel Antiquities Authority/France Presse

A espada encontrada em sítio arqueológico israelense mede 60 centímetros

A espada encontrada em sítio arqueológico israelense mede 60 centímetros

"Aparentemente a espada pertencia a um soldado da guarnição romana mobilizada em Israel antes do início da Grande Revolta dos judeus contra os romanos no ano 66 da era cristã", diz o comunicado.

As peças se encontravam em um antigo canal de 2.000 anos situado na cidade de David, no bairro árabe de Silwan, ao sul das muralhas da Cidade Santa, em Jerusalém.

A mesma fonte disse que o canal permitia abastecer com água da chuva a piscina bíblica de Siloé. "[Esse local] servia de refúgio aos habitantes de Jerusalém que fugiam dos romanos durante a destruição do Segundo Templo."

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curiosidades

Paleontólogos desvendam criatura associada ao Monstro do Lago Ness

 

REINALDO JOSÉ LOPES
EDITOR DE CIÊNCIA E SAÚDE

Fama de monstro, coração de mãe. Em síntese, esse é o retrato que uma dupla de paleontólogos traçou ao analisar um fóssil único: o de uma fêmea de plesiossauro grávida, com 80 milhões de anos.

A reputação dos plesiossauros anda manchada desde que esses répteis marinhos da Era dos Dinossauros foram associados ao célebre Monstro do Lago Ness, na Escócia. Faz quase um século que quem acredita na existência do bicho aposta que se trata de uma espécie sobrevivente de plesiossauro.

Dino-robô anda em ruas de Sydney para promover semana da ciência

Foto - monstro do Lago Ness

Ninguém nunca provou que Nessie (como o monstro é conhecido) existe mesmo, mas o fóssil estudado pelo argentino Luis Chiappe, do Museu de História Natural de Los Angeles, e Frank O’Keefe, da Universidade Marshall (EUA), mostra que o bicho estava mais para uma baleia do que para um lagarto quando o assunto era ter bebês.

S. Abramowicz/Dinosaur Institute

Ilustração artística do plesiossauro com seu filhote; fóssil encontrado em 1987 só foi estudado agora

Ilustração artística do plesiossauro com seu filhote; fóssil encontrado em 1987 só foi estudado agora

Até hoje, ninguém tinha muita certeza sobre o método reprodutivo adotado pelos plesiossauros. É verdade que os mares da época em que ele viveu estavam cheios de répteis que não botavam ovos e davam à luz seus filhotes dentro d’água, mas faltavam dados diretos sobre os bichos no registro fóssil.

DO BAÚ

Chiappe e O’Keefe mudaram isso ao resgatar da gaveta um esqueleto descoberto em 1987, no Estado americano do Kansas, mas nunca estudado. O exemplar de Polycotylus latippinus, que teria medido cinco metros quando vivo, estava misturado a uma estranha maçaroca de ossos menores e mais delicados.

Ocorre que esses ossos estavam posicionados "por dentro" do esqueleto principal. Embora a anatomia deles deixe claro que se trata da mesma espécie do bicho maior, o fóssil mais modesto está cheio de cartilagens e possui proporções do corpo que são típicas de um feto.

De quebra, não há sinais de que tenha sido devorado pelo grandalhão, o que faz com que a hipótese de gravidez seja a mais provável. Mais importante ainda, o bebê é grandalhão.

Ele e a mãe morreram antes do fim da gestação, mas os paleontólogos calculam que ele teria alcançado entre 35% e 50% do comprimento da genitora se tivesse nascido.

Essa proporção é fora de série mesmo entre os répteis aquáticos da Era dos Dinos. Mas bate com o que se vê entre bichos como orcas e outros mamíferos aquáticos de grande porte, por exemplo.

Dar à luz bebês grandalhões costuma ser uma estratégia evolutiva típica de espécies que investem muita energia nos filhos, cuidam muito deles mesmo depois do nascimento e formam grupos sociais grandes e estáveis.

Por isso mesmo, o estudo, que está na revista especializada "Science", aposta que o estilo de vida dos plesiossauros (ao menos no caso da espécie estudada) era surpreendentemente parecido com o de baleias, golfinhos "e outros mamíferos marinhos altamente sociais".

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Noticias

"Sou o único que pode decidir sobre minha reencarnação", diz dalai-lama

 

DA FRANCE PRESSE, EM TOULOUSE

O dalai-lama disse neste sábado em Toulouse, no sudeste da França, que o povo tibetano deve decidir se continua com a instituição do dalai-lama, mas que apenas ele pode "decidir sobre sua reencarnação".

Recentemente, o dalai-lama entregou seus poderes temporais a um novo primeiro-ministro, Lobsang Sangay.

Reuters

Dalai-lama, à direita, aparece com Richard Gere em um evento em Nova York (EUA)

Dalai-lama, à direita, aparece com Richard Gere em um evento em Nova York (EUA)

O líder espiritual dos tibetanos, que se encontra em Toulouse para participar de dois dias de ensinamentos e uma conferência, destacou diante da imprensa que levantou a questão "claramente" desde 1959 sobre se "a instituição do dalai-lama deve continuar". "É o povo quem deve decidir", afirmou.

"Atualmente parece que muitas das pessoas envolvidas na instituição do dalai-lama parecem estar a favor de que a mesma perdure", destacou o Prêmio Nobel da Paz, acrescentando que esta questão voltará a ser levantada durante a reunião de autoridades budistas em setembro.

Quando à "minha reencarnação, eu sou o único que tem o direito de decidir, e mais ninguém", insistiu.

Mais de 7.000 praticantes de budismo e simpatizantes seguiram no sábado em Toulouse o primeiro dos três dias de conferências do dalai-lama, que tem 76 anos.