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Um israelense muçulmano entrou com um ação milionária contra a filial da Coca-Cola em Israel.

Ele pede uma indenização de 1.2 bilhão de shekalim (US$ 330 milhões) porque a fórmula da bebida conteria álcool, bebiba proibida pelo Islã. O queixoso alega que toma Coca-Cola há anos e que teria ido contra os preceitos de sua religião sem saber.
A ação foi impetrada numa corte de Jerusalém depois que uma rádio americana publicou o que alegou ser a verdadeira fórmula da bebida, que mantém a receita em segredo há 125 anos. A fórmula conteria o ingrediente “7X”, que usa álcool como solvente.
A ação pede uma compensação de mil shekels (US$ 275) para cada um dos 1,2 milhão de muçulmanos que moram em Israel.

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Estudos

Cérebro não precisa da visão para ‘ler’ textos, diz pesquisa

Estudo com deficientes visuais lendo em Braille mostra que mesmas áreas do cérebro da leitura visual são ativadas

22 de fevereiro de 2011 | 14h 55

estadão.com.br

SÃO PAULO – A porção do cérebro responsável pela leitura visual não precisa da visão. Foi o que determinou um novo estudo analisando imagens do cérebro de cegos lendo em Braille. A descoberta desafia a noção de que o cérebro é dividido em regiões especializadas no processamento da informação vinda de sentidos diferentes, segundo os pesquisadores da Universidade Hebraica de Jerusalém e da França.

Karl-Heinz Wellmann/Divulgação

Karl-Heinz Wellmann/Divulgação

Livro escrito em Braille

O cérebro não é uma máquina sensorial, embora muitas vezes se pareça com uma; ele é uma máquina de realização de tarefas, afirmaram os pesquisadores responsáveis pela pesquisa. Uma área em particular é responsável por uma função única, nesse caso, pela leitura, independentemente do sentido envolvido na modalidade.

Diferentemente de outras tarefas realizadas pelo cérebro, a leitura é uma invenção recente, de cerca de 5.400 anos de idade – o Braille tem apenas 200 anos – não havendo tempo suficiente para que o cérebro tenha evoluído um módulo específico dedicado a essa tarefa.

Ainda assim, tomografias mostraram que uma parte muito específica do cérebro, conhecida como Área de Formação Visual das Palavras, foi usada pelo órgão para a realização dessa tarefa em específico. Mas ninguém sabia o que aconteceria no cérebro de um cego lendo em Braille, pois nesse caso não ocorre nenhum tipo de experiência visual durante a leitura.

No estudo, a equipe utilizou ressonâncias magnéticas para observar o cérebro de deficientes visuais de nascença lendo palavras ou sinais sem sentido em Braille. Quando liam palavras reais, a área do cérebro acionada no processo de leitura era as mesma acionada no processo de leitura visual.



Tópicos: Leitura, Cérebro, Vida, Ciência

Descoberta na Etiópia dá pistas sobre origens do homem

 

MAGGIE FOX
da Reuters, em Washington

Um esqueleto humano de 4,4 milhões de anos mostra que os humanos não evoluíram de ancestrais semelhantes aos chimpanzés, relataram pesquisadores nesta quinta-feira (1º).

Em vez disso, o elo perdido –o ancestral comum aos humanos e aos macacos de hoje– era diferente de ambos e os macacos evoluíram tanto quanto os humanos a partir desse ancestral comum, afirmaram eles.

Reuters

Descoberta de esqueleto humano do _Ardipithecus ramidus_ na Etiópia lança luz sobre origens do homem

Descoberta de esqueleto humano do Ardipithecus ramidus na Etiópia lança luz sobre origens do homem

Os pesquisadores salientaram que "Ardi" deve ser agora o hominídeo mais antigo que se conhece –mas não é o elo perdido. "Em 4,4 milhões de anos, encontramos algo um tanto perto disso", disse Tim White, da Universidade da Califórnia em Berkeley, que ajudou a coordenar a equipe de pesquisa.

Eles descreveram o esqueleto parcial de uma fêmea do Ardipithecus ramidus. A espécie hominídea viveu há 4,4 milhões de anos no que agora é a Etiópia.

A criatura de 1,2 metro é um milhão de anos mais velha que "Lucy" –o esqueleto de uma outra espécie, chamada Australopithecus afarensis, um dos pré-humanos mais conhecidos.

O estudo genético sugere que os humanos e nossos parentes mais próximos, os chimpanzés, diferenciaram-se há 6 milhões ou 7 milhões de anos, embora algumas pesquisas sugiram que isso pode ter ocorrido há 4 milhões de anos.

"Ardi" é claramente um ancestral humano e seus descendentes não viraram chimpanzés ou macacos, relataram os pesquisadores na revista "Science".

Ela tinha uma cabeça semelhante a de macaco e dedos dos pés oponíveis que permitiam que ela subisse em árvores com facilidade, mas suas mãos, pulsos e pélvis mostram que ela caminhava como um humano moderno e não como um chimpanzé ou um gorila.

"As pessoas meio que assumiram que os chimpanzés modernos não evoluíram muito, que o último ancestral comum era mais ou menos como um chimpanzé e de que a linhagem humana passou por toda a evolução", afirmou White.

Mas "Ardi" é "ainda mais primitiva que um chimpanzé", disse White.

Reprodução/Science

Crânio e mandíbula do _Ardipithecus ramidus_, descrito como o mais antigo esqueleto de ancestral humano

Crânio e mandíbula do Ardipithecus ramidus, descrito como o mais antigo esqueleto de ancestral humano