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Justiça manda jornais de Portugal desmentirem acusações contra IURD

Suposto tráfico de crianças operado pela igreja foi tema de reportagens

          Justiça manda jornais de Portugal desmentirem acusações contra IURD

No final o ano passado, a Igreja Universal do Reino de Deus foi tema de uma série de reportagens no canal TVI sobre um suposto esquema de tráfico de crianças realizado por pastores. A igreja sempre negou e diz que se trata de “um ataque midiático” por parte dos “grupos ligados à Igreja Católica”.

foco da série chamada “O Segredo dos deuses” era o Lar Universal, que foi mantido pela IURD portuguesa na década de 1990. O local acolhia crianças em situação de risco encaminhadas por hospitais, pela assistência social, pela polícia e pela Justiça.

A emissora TVI afirmava que várias crianças foram tiradas do país de forma irregular, adotados ilegalmente por bispos e pastores da Universal, incluindo os netos do bispo Edir Macedo. Eles foram os primeiros a se manifestarem, na época, pedindo direito de resposta e negando as acusações.

A igreja sempre tratou as acusações como caluniosas e conseguiu na justiça que as matérias veiculadas em jornais portugueses fossem desmentidas.

Os jornais Expresso e Correio da Manhã, os quais afirmaram que a Universal estaria envolvida numa “rede internacional de adoções ilegais” precisaram publicar um texto com o direito de resposta da Igreja.

Segundo a UNIcom, assessoria de comunicação da igreja, “Todas as afirmações são falsas, atingem de uma forma inaceitável o bom nome e a reputação da IURD. A referida instituição recebia crianças, todas elas lá colocadas no seguimento de pedidos de proteção e promoção, emitidos por tribunais ou pelas próprias comissões especializadas na proteção de menores… É falso que tenha existido qualquer manipulação dos processos ou falsificação de informação. Em momento algum ‘desapareceram menores’ retirados das famílias biológicas.

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Padre desafia a Globo: “Quero ver se tem coragem de zombar do Islã”

Religioso critica o programa “Tá no Ar”, que satirizou a Eucaristia

          Padre desafia Globo: “Quero ver se tem coragem de zombar do Islã”

Circula nas redes sociais um vídeo do padre João Marcos, da Comunidade Canção Nova, desafiando a rede Globo a zombar do Islã. No material, que tem mais de 18 mil compartilhamentos e quase meio milhão de visualizações, demonstrou repúdio pelo programa “Tá no Ar”, que apresentou um esquete ridicularizando a Eucaristia.

O alvo do padre é o humorista Marcius Melhen, a quem ele manda um recado: “O mesmo que ele fez com a fé cristã, que faça com a fé do Islã. Quero ver se ele tem a mesma coragem”.

Dizendo gostar do “verdadeiro humor”, lembrou de tantos humoristas que “nunca zombaram da fé cristã”, citando Renato Aragão.

Para o religioso, o cristianismo e os fiéis católicos merecem respeito. “Não zombe daqueles que creem, pois, um dia você pode ser condenado pelas próprias brincadeiras que você fez”, alertou.

Em tom de desabafo também lamentou. “Ficam brincando com a fé católica e nós não fazemos nada. Nós precisamos nos manifestar”. Ele lembrou aos católicos que a Eucaristia (hóstia) é um sacramento que, para eles, é “a presença real de Jesus, do seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade”.

O sacerdote lembrou também que a Rede Globo defende o “respeito às diferenças”, mas não respeita a religião da maioria da população.

A postura do padre da Canção Nova lembra o que fez várias vezes o deputado federal Marco Feliciano (PSC/SP), que denunciou a maneira desrespeitosa que o cristianismo é retratado por programas humorísticos, tanto na Globo quanto na internet.

Lembre o caso

Na abertura do Tá no Ar de 30 de janeiro, o esquete “Poligod: ofertas incríveis para os fiéis”, comparava os dogmas da Igreja Católica com produtos de valor questionável. Marcius Melhem, um dos criadores do programa, encarnou um padre/vendedor que oferecia “entrega de hóstias com litrão de vinho pelo aplicativo”, “óculos de espiritualidade virtual para assistir as missas em casa” e o “kit de primeiros socorros espirituais”.

Assista:

Sobre o ator da globo que zomba da Eucaristia…

Posted by Padre João Marcos CN on Wednesday, February 7, 2018

Bolsonaro abre queixa-crime contra Jean Wyllys pelos crimes de injúria e calúnia

Ação foi apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF)

          Bolsonaro abre queixa-crime contra Wyllys

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC/RJ) abriu junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma queixa-crime contra o também parlamentar Jean Wyllys (PSOL-RJ), acusando-o dos crimes de injúria e calúnia.

A base do pedido é uma entrevista de Wyllys ao jornal “O Povo”, em agosto do ano passado, onde ele chama Bolsonaro de “fascista”, “burro”, “ignorante”, “desqualificado”, “racista” e “canalha”.

Embora o ex-BBB não tenha citado o deputado nominalmente destacou ao jornal que tem “milhares de usuários de redes sociais” e o chamam de “mito”. Wyllys também seria responsável por uma calúnia, porque teria afirmando que Bolsonaro recebeu uma quantia ilegal da JBS.

Segundo a defesa de Bolsonaro, o parlamentar foi atacado de modo “profundamente ofensivo, atingindo-lhe a honra”. O relator do caso no Supremo será o ministro Celso de Mello.

Chama atenção o fato de o pedido requerer que seja afastada a imunidade parlamentar de Jean Wyllys no caso. A justificativa é que os comentários foram feitos fora do Congresso, e não dizem respeito ao exercício do cargo.

Bolsonaro repete assim a mesma estratégia da ação movida contra ele pela deputada federal Maria do Rosário (PT/RS), por declarações dele que não tinham “conexão direta com o desempenho do mandato”. Ele é acusado por ela de injúria e apologia ao crime por ter dito, em 2014, que “não estupraria a deputada porque ela não mereceria”. Outro processo foi aberto pelo Ministério Público Federal (MPF), que viu, na conduta do deputado, “incitação ao crime de estupro”.

Como no caso de Bolsonaro, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) alega que ele não estaria protegido pela imunidade parlamentar, pede o mesmo tratamento para o psolista.

A assessoria de Jean Wyllys garante que o deputado não cometeu nenhum ato ilícito. Com informações de Estadão