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Morre Doriel de Oliveira, fundador da Igreja Casa da Bênção

Apóstolo estava internado desde o fim de agosto no Hospital Brasília

por Jarbas Aragão

Morre Doriel de Oliveira, fundador da Igreja Casa da BênçãoMorre Doriel de Oliveira, fundador da Igreja Casa da Bênção
O apóstolo Doriel de Oliveira faleceu nesta quinta-feira (17/11), aos 77 anos. Era o fundador e presidente da Igreja Tabernáculo Evangélico de Jesus (ITEJ), mais conhecida como Casa da Bênção.
Segundo o site da denominação o ministério começou em 1964, no interior de Minas Gerais. Hoje são mais de 3 mil igrejas em vários estados do Brasil e 25 no exterior, em países como Estados Unidos, Angola, Alemanha, Itália, Suíça, Japão, Portugal e Espanha.

O líder religioso deixa a esposa, missionária Ruth Brunelli de Oliveira e três filhos: Lílian Brunelli, o pastor Júnior Brunelli e Samuel Wesley de Oliveira.

Doriel estava internado desde o fim de agosto no Hospital Brasília.

O corpo será velado durante a próxima quarta-feira (23), à tarde, na Catedral da Bênção, em em Taguatinga, DF. O enterro está programado para a manhã de quinta-feira (24).

Segundo a liderança da igreja, a ideia de esperar uma semana entre a morte e a cerimônia fúnebre é oferecer tempo para que os fiéis de todo o país possam ir até Brasília prestar as últimas homenagens. Com informações do Gospel prime.

“O cristianismo está sendo podado. Quero devolver o poder à igreja”, declara Trump

Entrevista volta a circular após apoio maciço dos evangélicos

por Jarbas Aragão

 

“O cristianismo está sendo podado. Quero devolver o poder à igreja”, declara Trump“O cristianismo está sendo podado. Quero devolver o poder à igreja”, declara Trump
Em fevereiro, Donald Trump então pré-candidato à presidência dos EUA, concedeu uma entrevista ao The Brody File, uma coluna de opinião de base conservadora. Na ocasião, o bilionário afirmou que desejava ver pastores que falando com mais ousadia nos púlpitos. Por causa das políticas inclusivas do governo Obama, pairavam ameaças sobre aqueles que se posicionavam abertamente contra a ideologia de gênero e agendas liberais. Bandeira defendida pelos democratas, temia-se que seriam ampliadas com uma possível eleição de Hillary.
Agora que as pesquisas mostraram como o voto evangélico foi decisivo para a eleição de Trump, ainda que a mídia só divulgava pesquisas dando como certa sua derrota, as declarações contundentes voltaram a ser noticiadas.

Falando sobre a lei norte-americana que impede discursos políticos em organizações que não pagam impostos, como as igrejas, Trump afirmou estar preocupado que com isso “A igreja evangélica precisa ter mais poder. Já tiraram muito desse poder”, assegurou.

Para o presidente eleito, essa regulamentação nunca deveria ter sido aprovada, pois contribui para diminuir a influência da igreja. “Quero devolver o poder à igreja”, prometeu. “O cristianismo está sendo podado. Pouco a pouco estão acabando com ele”, declarou o republicano. “Quero ver pastores e ministros que se levantem com poder e defendam o cristianismo agora mesmo, pois não precisam ter medo de perder a isenção de impostos. Nós vamos cuidar disso”, insistiu.

Logo no início da campanha ele publicou um vídeo onde agradecia o apoio que recebera dos evangélicos e afirmou: “Não vou decepcionar vocês”.

Durante sua campanha, Trump prometeu defender os cristãos de todo o mundo. Ele já recebeu um pedido de cristãos do Oriente Médio que aja para impedir o genocídio religioso.

O novo presidente, que toma posse em janeiro, sempre se declarou cristão e conservador. Além disso, escolheu o evangélico Mike Pence como seu vice-presidente. Intransigente sobre questões como o aborto e o casamento homossexual, Pence esteve 12 anos no Congresso norte-americano e é governador do estado de Indiana desde 2013. Em entrevista recente, ele se descreveu como “cristão, conservador e republicano, por esta ordem de importância”. Com informações do Gospel Prime.

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Cardeais pedem que papa mude ensinamentos sobre questões de família

Na tradição da Igreja existe a prática da correção ao Sumo Pontífice, explica o cardeal Raymond Burke

por Jarbas Aragão

Cardeais pedem que papa mude ensinamentos sobre questões de famíliaCardeais pedem que papa mude ensinamentos sobre a família
Alguns dos ensinamentos do papa Francisco na encíclica “Amoris Laetitia” [A Alegria do Amor], estão sendo questionados por quatro cardeais conservadores católicos. Para eles, esse é documento de peso sobre a família, mas que semeia confusão sobre temas morais importantes, como o divórcio e a homossexualidade.
Os cardeais estão vindo a público com sua reclamação, pois o Papa não respondeu ao pedido feito por eles em abril. Na encíclica, Francisco pede que a igreja católica seja menos rígida e mais compassiva com os membros “imperfeitos”. Cita como exemplo aqueles que se divorciaram e voltaram a se casar. Seu argumento é que “ninguém pode ser condenado para sempre”.

Ele pediu aos sacerdotes de todo o mundo que “acolham” gays, lésbicas e outras pessoas que vivem em situações que a igreja considera “irregulares”. Não disse que considera válido o casamento gay, mas a linguagem dúbia afirma que devem ser valorizados os “sinais de amor de que, de algum modo, refletem o amor de Deus”.

Na época que foi publicado o documento de 260 páginas, argumentou-se que era uma tentativa de tornar a igreja “mais inclusiva” e “menos condenatória”.  Os cardeais — dois alemães, um italiano e um norte-americano — tomaram uma postura considerada extrema.

No passado, o pontífice teve desentendimentos com os mais conservadores dentro do Vaticano. Eles temem que Francisco esteja enfraquecendo os ensinamentos milenares sobre a família, preferindo se dedicar a defender problemas sociais como a mudança climática e a desigualdade econômica.

Segundo a lei da igreja, quem se divorcia e volta a casar não poderia receber a comunhão, uma vez que seu primeiro casamento ainda é válido e por isso eles estão vivendo em adultério. Na encíclica, o Papa fica ao lado dos progressistas que deixam a cargo do padre ou bispo decidir, juntamente com o fiel, se ele ou ela pode ser reintegrado plenamente e receber a comunhão.

Grave erro papal

Em uma entrevista ao National Catholic Register, o Cardeal Raymond Burke explicou que a decisão de confrontar publicamente o papa é justificada pela ‘tremenda divisão’ que a encíclica pode causar no seio da Igreja.

Segundo ele, a Igreja Católica neste momento “passa por uma enorme confusão em relação a vários pontos da encíclica… esses pontos críticos estão relacionados com princípios morais irreformáveis”. Assegura ainda que os cardeais acreditam ser sua responsabilidade “pedir um esclarecimento a respeito dessas questões, com o objetivo de colocar fim à propagação da confusão que, de fato, está levando o povo ao erro”.

Burke alega que o papa “é o fundamento da unidade dos bispos e de todos os fiéis. Essa ideia, por exemplo, de que o papa deva ser algum tipo de inovador, que está conduzindo uma revolução na igreja ou algo do tipo, é completamente alheia ao Múnus Petrino [autoridade passada por Pedro]”.

Citando o versículo de Gálatas (1:8), lembra que ninguém pode “pregar qualquer evangelho diferente do qual eu [Paulo] vos preguei”. Logo, existe na tradição da Igreja, a prática da correção ao Sumo Pontífice. Embora seja algo muito raro, os cardeais estão dispostos a exigir que Francisco corrija o que seria “um grave erro”.Com informações do Gospel Prime.