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Turma da Mônica traz versão espírita do Evangelho

Novo personagem criado por Maurício apresenta doutrinas espíritas

por Jarbas Aragão

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Turma da Mônica traz versão espírita do Evangelho
Ilustração do livro “Meu pequeno evangelho”, de Maurício de Sousa, Luis Hu Rivas e Alã Mitchell (Foto: Reprodução)

Há mais de 50 anos o cartunista Mauricio de Sousa faz sucesso com as histórias de sua Turma da Mônica. Os personagens mais famosos dos quadrinhos brasileiros foram vistos nas mais diversas situações.

Quem acompanha o material, que ainda faz muito sucesso entre as crianças, já deve ter reparado que nas tirinhas do personagem Penadinho não é raro encontrar referências a doutrinas espíritas como reencarnação e comunicação com os mortos.

Agora, os personagens Penadinho e Anjinho, que sempre falam de temáticas espirituais, juntam-se a Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali em histórias de cunho declaradamente espírita. No dia 13 de dezembro será lançado um livro de 64 paginas, e custa 30 reais. As histórias tem roteiro do peruano Luis Hu Rivas e do baiano Alã Mitchell, defensores do espiritismo. O que chama mais atenção é que uma delas foi escrita pelo próprio Maurício de Souza.

Com o título de Meu pequeno evangelho, o material é uma parceria com a editora Boa Nova. Segundo seus criadores, “Meu Pequeno Evangelho traz lindas mensagens de amor, caridade e humildade”. Destacam ainda que a narrativa é conduzida por André, personagem criado especialmente para a ocasião e “que vai apresentar para as crianças conceitos do Evangelho que todos podemos usar no dia a dia, independentemente da religião que praticam”.

Quem conhece as obras de Chico Xavier, maior expoente do espiritismo brasileiro, sabe que André era o nome dado ao espírito que mais lhe “ditou” as obras psicografadas por ele.

penadinho Turma da Mônica traz versão espírita do Evangelho

Com informações de Felipe Patury e Boa Nova

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Silas Malafaia comemora: “A causa gay foi para o saco”

Frente Parlamentar pelos Direitos LGBT quer se contrapor à Bancada Evangélica

por Jarbas Aragão

  • gospelprime

O pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus-Vitória em Cristo, ainda comemora o aumento da bancada evangélica e acredita que o perfil mais conservador irá causar mudanças logo.

Embora na política muita coisa não seja tão “preto no branco”, faz uma conta rápida. Hoje, são 74 deputados conservadores, contra 88 do PT. Para 2015, serão 85 integrantes, contra 70 votos petistas.

Qual a estratégia? “Não daremos mole nos Direitos Humanos”. Irão priorizar as comissões de Direitos Humanos e de Seguridade Social e Família, pois são nelas que se discutem as questões que são vistas como prioridade pelo seu público. “Com essa bancada, a causa gay foi para o saco”, comemora Malafaia.

A declaração pode soar como bravata, mas não é. Antônio Augusto Queiroz, diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) fez a seguinte análise após os resultados da última eleição serem homologados: “Se no atual Congresso houve dificuldade para que elas [pautas como a legalização do casamento gay e a descriminalização do aborto] prosperassem, no próximo isso será muito mais ampliado. Houve uma redução de quem defendia essa pauta no Parlamento e praticamente dobrou (o número de) quem é contra”.

Cientes que apesar da reeleição de Dilma, estão perdendo força, o presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABLGBTT), Carlos Magno Silva, avisa: “Estamos tentando contato com os deputados para constituir uma Frente Parlamentar pelos Direitos LGBT forte e atuante porque a próxima legislatura vai ser de muito embate, de muita disputa política. Este setor (evangélicos) tem se organizado para impedir qualquer avanço no reconhecimento de Direitos Humanos”.

Eles esperam contar com o apoio das senadoras Marta Suplicy (PT-SP) e Lídice da Mata (PSB-BA). Na Câmara dos Deputados, os líderes devem ser Erika Kokay (PT-DF) e Jean Wyllys (PSOL-RJ).

Atualmente, um dos pontos focais para os evangélicos na Câmara Federal é a aprovação do Projeto de Lei 6.583/13, chamado de “Estatuto da Família”. Ele reitera o que reza o artigo 226 da Constituição Federal, definindo família como o núcleo formado a partir da união entre homem e mulher, por meio de casamento, união estável ou comunidade formada pelos pais e seus descendentes.

Seu relator é o deputado Ronaldo Fonseca (Pros-DF). Ele entregará o projeto do Estatuto da Família esta semana. “Eu estou colocando no relatório a proibição da adoção (por casais do mesmo sexo). Se o Artigo 227 (da Constituição Federal) diz que a família é para proteger a criança, como é que dois homens, duas mulheres que são homossexuais que dizem ser pais, querem adotar? Adotar para satisfazer a eles ou a criança? A adoção é para contemplar o direito da criança, não do adotante”, esclarece.

Na prática, o direito de adoção por homossexuais foi reconhecido pelo Superior Tribunal de Justiça em abril de 2010. Ao mesmo tempo, a base do governo Dilma tenta avançar com o Projeto de Lei Suplementar (PLS) 470/13, que agora tramita no Senado. Embora tenha um nome parecido “Estatuto das famílias”, reconhece a relação homoafetiva como entidade familiar. Com informações de Felipe Patury e DM

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Dilma: O diabo veio para ficar mas, vai sair

Com informações do site Genizah – 


Sandro Vaia
Blog do Noblat

Numa campanha eleitoral “a gente faz o diabo”, mas o que não contaram é que, depois da campanha, já eleitos, o diabo continuaria sendo feito.
Dois dias depois da apuração o Banco Central aumentou a taxa Selic, o que tiraria o pão da boca das crianças, segundo a propaganda eleitoral, os combustíveis aumentaram, a presidente reconheceu que a inflação que estava “sob controle” na campanha virou um problema no dia seguinte, e várias outras surpresas que podem ser resumidas assim: todo o saco de maldades que a oposição executaria se eleita foi aberta pela presidente reeleita.
Ou seja: se reeleito, faça tudo aquilo que você dizia que a oposição ia fazer. Não descansarei na luta contra a corrupção, dizia a candidata, mas a base governista da reeleita no parlamento opera os velhos truques regimentais para que a CPI da Petrobrás morra de senilidade precoce.
Da cartola do mágico saltaram notícias que estavam represadas para não sobressaltar as urnas: o desmatamento da Amazônia avançou 122% (na campanha a candidata insinuou que estava caindo), a miséria parou de cair, o desequilíbrio fiscal passou das medidas, as montadoras demitem mil por mês, e o crescimento do PIB de 2014 aproxima-se vertiginosamente do zero e o paradoxo do pleno emprego enquanto os gastos com seguro desemprego não param de crescer indica claramente que falta um parafuso estatístico para dar sentido a essa equação.
O truque dos truques, porém, estava reservado para alguns dias mais tarde: se a bola que você chuta contra o gol não entra de jeito nenhum, trate de aumentar o tamanho das traves, até a bola entrar, o governo mandou para o Congresso um projeto de lei que o autoriza a descumprir a Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO – e as metas de superávit primário que ele mesmo, governo, tinha fixado.
Com alguns malabarismos contábeis o déficit se transforma em superávit e estamos conversados. Isso disfarça, mas não elimina o problema principal: o governo está gastando muito mais do que arrecada. Cada vez mais.
À carranca da oposição (agora vitaminada por 51 milhões de votos) no Congresso junta-se a sede de vingança de certa base aliada ma non troppo que considera ter sido maltratada pelo governo na campanha eleitoral, e corre-se o risco de uma nova hecatombe, como a do decreto 8.243, esmagado na Câmara e correndo o mesmo risco no Senado.
Enquanto a presidente, a caminho da reunião do G20 na Austrália fazia uma parada técnica no Catar, o fogo amigo disparado por Gilberto Carvalho, que a acusou de não saber dialogar com a sociedade, e Marta Suplicy, que se demitia com uma carta fazendo votos que a presidente escolha uma “equipe econômica independente, experiente e comprovada” capaz de resgatar a confiança e credibilidade de seu governo” (nem Aécio Neves seria mais contundente),fazia ressoar na alma de petistas históricos, como o professor Eugênio Bucci, a sensação de que sangra em público “um sonho que não mais se reconhece”.
Parece que o diabo resolveu prolongar indefinidamente a sua estadia, saindo da campanha para instalar-se no mundo real.