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A Imposição de Mãos

Imposição de mãos

O versículo exato está em

1 Timóteo 5:22

“A ninguém imponhas precipitadamente as mãos, nem participes dos pecados alheios; conserva-te a ti mesmo puro.”

Em versões com uma linguagem mais atual, como a Nova Versão Transformadora (NVT), o sentido fica ainda mais claro: “Não se apresse em nomear um líder. Não participe dos pecados alheios. Mantenha-se puro.”

O contexto original: O que Paulo quis dizer?

Na igreja primitiva, o ato de “impor as mãos” sobre a cabeça de alguém tinha um significado muito específico: era a forma solene de consagrar, ordenar ou aprovar alguém para um cargo de liderança (como pastores, presbíteros ou diáconos).
O conselho de Paulo para o jovem líder Timóteo era prudencial e administrativo:

  • Não tenha pressa: Não consagre um líder para a igreja sem antes conhecer muito bem o seu caráter, o seu testemunho e a sua maturidade espiritual.
  • Cumplicidade espiritual: Se Timóteo colocasse as mãos sobre alguém despreparado ou de má índole, estaria validando aquela pessoa e, de certa forma, tornando-se cúmplice ou responsável pelos erros e pecados que aquele novo líder cometesse no ministério.

A interpretação nos dias de hoje

Embora o texto original fale sobre a escolha cautelosa de líderes na igreja, muitas pessoas e comunidades cristãs expandiram essa lição para o lado espiritual e pessoal.
Sob essa ótica devocional, entende-se que a imposição de mãos envolve uma transferência de autoridade ou uma comunhão espiritual profunda. Por isso, prega-se que devemos ter zelo com o nosso corpo e com a nossa mente, não permitindo que qualquer pessoa que não conhecemos, ou em quem não confiamos na caminhada de fé, ore tocando a nossa cabeça.
No fim das contas, seja na aplicação teológica original (escolha de líderes) ou na prática pessoal de oração, o princípio bíblico por trás desse versículo é o mesmo: prudência, discernimento e vigilância.

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Pr. Ângelo Medrado

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Estudos

A CAPACITAÇÃO DE PASTORES E MESTRES.

Por Leandro Borges

“O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração, a apregoar liberdade aos cativos, e dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor”. (Lucas cap.4 vers.18,19).

Pastores e méstres devem servir à comunidade cristã, portanto os santos devem ser capacitados para fazer o trabalho da igreja em duas áreas: (a obra do ministério e a edificação do Corpo de Cristo).

A diferença entre a obra do ministério e a edificação do Corpo de Cristo é a diferença entre serviço no mundo e serviço no interior da comunidade cristã. É importante estabelecer a primeira delas porque a igreja sempre corre o risco de esquecê-la. Como acontece com as famílias, a igreja se torna tão preocupada consigo mesma que esquece que está no mundo para servir ao mundo. Ela deve ministrar ao mundo como Jesus ministrou.

1) É preciso que haja um trabalho de evangelismo descrito como pregar as boas-novas aos pobres.

2) É preciso um serviço ministerial, no qual os cativos são libertos, e os cegos, curados. Esse serviço pode ser literal, equivalente á trabalho entre os prisioneiros e formas variadas de serviço médico. Também é importante que haja um serviço espiritual no sentido de que aqueles que estão cativos do pecado sejam libertos pela verdade da Palavra de Deus, e aqueles que estão cegos espiritualmente venham a enxergar.

3) É preciso um ministério de misericórdia para com aqueles que estão oprimidos, o chamado ministerial de libertação.

4) É preciso uma proclamação de esperança para o mundo que praticamente já a perdeu de vista. É um ministério da certeza de que este é o tempo da graça de Deus e que Ele está recebendo aqueles que se convertem do pecado para a fé em Seu Filho, o Senhor Jesus Cristo.

Cada uma destas formas de ministério evangélico pode ser vista espiritualmente, mas não devemos perder de vista o fato de que elas envolvem também um serviço físico real no mundo.

Nunca devemos esquecer a história de nosso Senhor sobre as ovelhas e os bódes. O ponto crucial da história é que os cristãos não devem esquivar-se das atividades que os projetam nas feridas do mundo. O faminto deve ser alimentado, o nú deve ser vestido, o doente, visitado, e os prisioneiros, consolados. É preciso colocar os dons em movimento. não se pode ousar em escondê-los no chão como aquele servo infiel fez na parábola dos talentos, contada por Jesus, pois iremos encontrá-lo algum dia para o acerto de contas.

Os cristãos podem praticar essas formas de ministério em muitas situações: em casa, no trabalho, voluntariamente e até mesmo por projetos da igreja voltados para a população. O ponto importante é que os cristãos as pratiquem como parte de seu chamado do alto.

A segunda finalidade para a qual os cristãos devem ser capacitados é a edificação do Corpo de Cristo. Esse é o setor do ministério voltado para a igreja. Ele inclui afazeres como ensinar às crianças, descobrir e desenvolver os dons espirituais de todos os membros da igreja, carregar o fardo, orar, encorajar e ajudar uns aos outros a crescer no conhecimento e no amor de Jesus.

O objetico tem que ser a maturidade cristã, não apenas para o indivíduo, embora isso seja um degrau necessário para um propósito maior, mas para toda a igreja.Observe que em (Efésios cap.4 vers.13), Paulo colocou da seguinte maneira: “Até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, á medida da estatura completa de Cristo”.

A saúde da Igreja está relacionada a essa primeira esfera de serviço, uma vez que uma Igreja enferma não pode ministrar ao mundo com eficiência. o que impede a Igreja de ser a influência boa e divina que Jesus desejou que ela fosse é a desunião, que é um dos fatores.

Uma igreja que gasta todas as suas energias com disputas entre si dificilmente poderá ter alguma utilidade lá fora.

Uma outra causa do fracasso é a ignorância. Se a igreja não entende os assuntos do cotidiano e seus problemas, tampouco as soluções oferecidas pelo evangelho, ela não pode ajudar o mundo, ainda que não esteja dividida internamente e seu desejo seja ajudar.

A igreja pode também ser paralisada pela imaturidade. Pode ser derrotada pelo pecado. Cada uma dessas deficiências pode arruinar a eficácia da igreja.

O segredo para alcançarmos a maturidade que Paulo descreveu como ideal é cada cristão ajudar o outro. Isso não é dever apenas do pastor.

QUE DEUS TE ABENÇOE…