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POR QUE DEVEMOS SER OBEDIENTES Á DEUS ?

Por Leandro Borges

 

 

“Quem luta com as armas da paz, da justiça, da verdade, enfim com as armas da luz e busca a vitória para glorificar a Deus, vencerá todos e quaisquer inimigos”.

( Rev. Marcos Koti – Pastor na Igreja do Evangelho Quadrangular ).

“A vida é feita de desafios, encare tudo e tenha certeza de que Deus está contigo”.

( Pra. Angela Robassa – Pastora na Igreja do Evangelho Quadrangular ).

“Você até pode escolher o milagre, mas é Deus quem escolhe os métodos e meios para que o milagre aconteça”.

( Pra. Flávia Silva – Pastora na Igreja do Evangelho Quadrangular ).

“Certo dia Jesus estava na praia do lago da Galiléia, e a multidão se apertava em volta dele para ouvir a mensagem de Deus. Ele viu dois barcos no lago, perto da praia. Os pescadores tinham saído deles e estavam lavando as redes. Jesus entrou num dos barcos, o de Simão, e pediu que ele o afastasse um pouco da praia. Então sentou-se e começou a ensinar a multidão. Quando acabou de falar, Jesus disse a Simão: – Leve o barco para um lugar onde o lago é bem fundo. E então você e os seus companheiros joguem as redes para pescar. Simão respondeu: – Mestre, nós trabalhamos a noite toda e não pescamos nada. Mas, já que o senhor está mandando jogar as redes, eu vou obedecer. Quando eles jogaram as redes na água, pescaram tanto peixe, que as redes estavam se rebentando. Simão e os outros que estavam com ele ficaram admirados com a quantidade de peixes que haviam apanhado. Então Jesus disse a Simão: – Não tenha medo! De agora em diante você vai pescar gente. Eles arrastaram os barcos para a praia, deixaram tudo e seguiram Jesus. (Lucas cap.5 vers.1,2,3,4,5,6,9,10,11).

Em mais esta matéria de mensagem e estudo bíblico, vamos aprender 7 principais motivos para obedecermos á Deus. Os pedidos simples de Deus são geralmente um passo importante para as maiores bênçãos Dele. a obediência de Simão Pedro ilustra bem o que acontece quando dizemos sim ao nosso Pai celestial.

Observe que na passagem de (Lucas cap.5) citada no começo esta matéria de mensagem e estudo, as pessoas se espremiam em torno de Jesus enquanto Ele pregava. O Senhor quis usar o barco de Pedro como uma plataforma flutuante para trazer a multidão até a praia (e falar-lhe). Então Ele pediu ao futuro apóstolo que afastasse um pouco o barco da margem.

Isso em si não foi um pedido grandioso, mas a disposição de Pedro abriu caminho para muitas bênçãos, e a partir do exemplo dele, aprendemos como é essencial obedecer a Deus nos mínimos detalhes.  Veja que imediatamente as pessoas foram abençoadas pela obediência de Pedro. Elas podiam ouvir as palavras de Jesus enquanto Ele ensinava.

A obediência é fundamental para o sucesso na vida cristã, e há muitos princípios que o ajudarão a entender isto por meio de uma perspectiva divina.

  1ª) Obedecer a Deus em relação a coisas pequenas é um passo primordial para as maiores bênçãos de Deus: Pedro poderia ter dito muitas outras coisas, arrumado várias desculpas, e até mesmo dizer para Jesus usar o outro barco que estava alí por perto. Se Pedro tivesse dito alguma outra coisa que não um sim, teria perdido a maior experiência de pesca da vida dele. Todavia por causa da obediência de Pedro, o Senhor proporcionou um milagre de que ele jamais se esqueceria.

Meus amigos, amigas, lídes ministeriais, guardem bem estas palavras que você vai ler agora: “Muitas vezes as grandes bênçãos de Deus vêm como resultado da nossa disposição para fazer alguma outra que parece ser insignificante. Então, pergunte a si mesmo: “Deus tem me desafiado a fazer algo que parece sem importancia e que eu ainda não me esforcei para realizar ??? Existe alguma coisa que você menosprezou por achar que era difícil demais ou não querer ???  Não se deve questionar se você deve mesmo orar sobre algo, ou sobre pessoas nas queis que você nunca viu. Lembre-se que no lugar onde você se encontra neste momento lendo esta matéria agora, do lado de fora existe uma nação inteira que precisa de sua intercessão. Portanto, não fique com suas orações focadas somente em suas ovelhas, pois não são somente suas ovelhas que Deus deseja salvar.

2ª) Nossa obediência sempre beneficia outros:  Pense em todas as pessoas que foram abençoadas pela obediência de Pedro. Além de a multidão ter tido a oportunidade de ver o Senhor e ouvir a Seus ensinamentos, o próprio Jesus se beneficiou: pregar do barco possibilitou-lhe o conforto de ficar sentado enquanto falava. Veja que no (vers.3) diz: “Então sentou-se e começou a ensinar a multidão”.  Além disso, os amigos de Pedro tiveram um dia muito lucrativo. Eles trouxeram 2 barcos tão cheios de peixes que ambos começaram a afundar. e mais importanto: eles tiveram a oportunidade de presenciar algo sobrenatural.

Deus com frequência recompensa outras pessoas, em especial aquelas próximas a nós, como resultado de nossa obediência. Nenhum pai, por exemplo, tem como ser obediente a Deus sem que as bênçãos sejam derramadas na vida de sua esposa e de seus filhos. E a obediência de um filho irá da mesma forma abençoar seus pais.

3ª) Obedecer a Deus pode exigir que façamos algumas coisas que parecem insensatas: Pedro era um hábil pescador que conhecia os melhores locais para a pesca e entendia dos melhores horários e condições climáticas para essa atividade. Então, Jesus, um pregador itinerante e carpinteiro, aproxima-se do experimentado homem do mar e diz: “vamos pescar”. Então Pedro decidiu obedecer, e como resultado ele experimentou uma grande demonstração do grande e maravilhoso poder divino.

Nossa obediência a Deus nunca deve ser baseada no fato de alguma coisa parecer racional ou se encaixar a maneira de pensar do mundo. Com isso não queremos afirmar que Deus sempre ultrapassa o senso comum, e sim que muitas vezes o que Ele quer de nós pode não nos parecer sensato ou pode não combinar com nossas idéias preconcebidas.

4ª) Quando obedecemos a Deus, nunca ficamos desapontados: Por causa de sua experiência em pesca, Pedro sem dúvida alguma presumiu que as instruções de Jesus seriam a mesma coisa que perder tempo esperando não ver nada acontecer. Contudo, quando concordou com aquele simples pedido, Pedro foi dominado pelo assombro que o Senhor proporcionou.

Nós, assim como Pedro, devemos reconhecer que obedecer a Deus é sempre a mais sábia das atitudes. Jesus transformou um barco vazio em um barco bem cheio de fartura. Ele também pode tomar o nosso vazio, seja ele relacionado a finanças, relacionamentos, carreira ministetial, carreira profissional, etc, e mudá-lo  para algo esplêndido e próspero.

 Talvez você esteja hesitando em obedecer, porque tem medo das consequências. Lembre-se: o mesmo Deus soberano e onipotente que mantém seu coração batendo e os planetas girando em suas órbitas é mais do que capaz de lidar com as circunstâncias de sua obediência.

 Não estamos dizendo que obedecer necessariamente levará ao resultado exato que você deseja. Na verdade, é possível que uma provação demorada sobrevenha antes de uma bênção. No entanto, mesmo quando nossas expectativas não estiverem alinhadas com os desígnios do Pai nos desapontarão; pelo contrário, o que quer que Ele escolha para abençoar nossa obediência no final se mostrará muito mais satisfatório.

  5ª) Nossa obediência permite que Deus demonstre seu poder em nossa vida: Se Pedro tivesse dito não a Jesus, teria deixado de ver uma impressionante demonstração do poder divino que fez sua fé aumentar exponencialmente e marcou o início dos 3 anos mais emocionantes que se possa imaginar.

Ao andar com o Senhor Jesus Cristo todos os dias, o discípulo testemunhou milagres maiores do que o dos 2 barcos cheios de peixes; um cégo passou a ver, o falecido Lázaro foi trazido de volta à vida; ao chamado de Jesus, o próprio Pedro saiu de um barco e foi para água, porém andando sobre ela !!!

Para você que está lendo esta matéria de mensagem e estudo, gostaria de te fazer uma pergunta:  “Porque você acha que Pedro teve coragem para sair do barco e andar sobre as águas em direção a Cristo ???  A razão é que o discípulo começou dizendo sim a um pequeno pedido do Mestre. Depois, a cada vez que o Senhor recompensava a obediência de Pedro, a fé do apóstolo crescia, ao ponto de ele crer que seu Mestre não apenas controlava os peixes, mas também tinha absoluta autoridade e controle sobre as águas !!!

6ª) Obedecer a Deus sempre resulta num conhecimento mais profundo: Antes desse incidente, Pedro poderia ter sabido que Jesus era carpinteiro. Ele com certeza o conhecia como uma espécie de rabino e tinha ouvido as verdades profundas que o Senhor ensinava às multidões.

Todavia, obedecer ao pedido de Cristo preparou o terreno para Pedro receber um novo insight (intuição); a santidade e a soberania do Senhor sobre a natureza ficaram claramente evidentes naquela pesca maravilhosa. Em contrapartida, o pescador provavelmente reconheceu seu próprio pecado. Quando obedecemos a Deus, descobriremos que alguma coisa acontece em nosso coração.

 7ª) Obedecer a Deus resultará em mudanças dramáticas em nossa vida: Simão Pedro provavelmente tinha a intenção de passar o resto de sua vida pescando. No entanto, tudo mudou com um simples ato de obediência dele. Pedro, de boa vontade, baixou suas redes e aceitou um estilo de vida completamente novo ao seguir o Senhor Jesus Cristo.

Meus queridos: Deus pode revolucionar nossa vida. Para algumas pessoas, isto poderia significar uma mudança na carreira, um novo lugar, um relacionamento diferente. Você está disposto a fazer o que Deus diz, quando e como Ele disser para fazer ??? Está disposto a deixar que Ele cuide de todas as consequências ???

 Crer e observar tudo o quanto ordenar. O fiel se alegra e obedece ao que Cristo mandar. Não existe felicidade longe de Jesus. Sem um relacionamento real com Cristo, você nunca sentirá o verdadeiro contentamento, paz, ou segurança. Nada mais nesse mundo jamais conseguirá ser verdadeiramente satisfatório.

 Para tornar-se um discípulo de Cristo totalmente dizer: “Bem está, servo bom, porque no mínimo foste fiel, sobre dez cidades terás a autoridade”. (Lucas cap.19 vers.17). A não ser que você e seu ministério digam sim a cada pedido do Senhor, nunca saberá como sua vida poderia ter sido ou que bênção maravilhosa teriam sido suas se você apenas tivesse obedecido a Deus.

 Porque se arriscar a perder, quando você pode ter a certeza da vitória ???

 

QUE DEUS TE ABENÇOE…

 

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Rev. Ângelo Medrado, Bacharel em Teologia, Doutor em Novo Testamento, referendado pela International Ministry Of Restoration-USA e Multiuniversidade Cristocêntrica é presidente do site Primeira Igreja Virtual do Brasil e da Igreja Batista da Restauração de Vidas em Brasília DF., é autor de diversos livros entre eles: Maçonaria e Cristianismo, O cristão e a Maçonaria, A Religião do antiCristo, Vendas alto nível, com análise transacional e Comportamento Gerencial.

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O Poder do ódio no ser humano

Leandro Borges

biblia

“Manter a mente aberta significa não tentar afunilar os pensamentos em afirmações que implicarão julgamentos, como em brigas em que o ódio transborda agressividade. Não sabendo como, ORE. Simplesmente, LOUVE”.

(Rev. Davi Rodrigues – Superintendente Regional, Secretário, e Pastor títular na Igreja do Evangelho Quadrangular).

‎”NUNCA OLHE PARA TRÁS, A NÃO SER QUE VOCÊ QUEIRA IR NAQUELA DIREÇÃO”.

(Rev. Pedro Almeida – Conferencista, Superintendente Regional, e Pastor titular na Igreja do Evangelho Quadrangular).

“A AMBIÇÃO UNIVERSAL DOS HOMENS É VIVER COLHENDO O QUE NUNCA PLANTARAM”.

(Rev. Herminio Guimenes – Pastor tilular na Igreja do Evangelho Quadrangular).

“O SENHOR Deus diz: – O meu povo é malicioso, e com as suas mentiras eles enganam o rei e os governadores. Todos eles são traidores. O ódio queima neles como fogo no forno, que o padeiro não atiça até que a massa tenha crescido e esteja pronta para assar. No dia da festa do rei, eles deram tanto vinho a ele e aos governadores, que eles ficaram bêbados, e o rei fez todo tipo de tolices. O ódio continuou a queimar nos corações deles, enquanto planejavam intrigas contra o rei. A noite toda, abafaram o seu ódio, mas de manhã ele acendeu como fogo. Queimando a raiva, eles mataram os seus chefes; todos os seus reis foram mortos, um do outro. Mas não há ninguém que ore a mim”. (Oséias cap.7 vers.3 á 7).

Uma das maneiras do ódio chegar á mente e ao coração de uma pessoa é através do rancor e da raiva: Mas para que você entenda melhor mais esta matéria de mensagem e estudo bíblico, você precisa primeiro aprender que existe uma certa diferença entre o ódio, o rancor, e a raiva. Observem:

ÓDIO: É um sentimento de conflito, de tempestade, de força, e de arrogância. O ódio é um combustível que alimenta a violência, o ciúme, a inveja, o sentimento, o desejo, a loucura, o medo, e a vingança.

RANCOR:  É um Ressentimento profundo e reservado decorrente de mágoa, que se sofreu sem protesto; aversão não manifestada.

RAIVA:  É um sentimento de protesto, insegurança, timidez ou frustração, contra alguém ou alguma coisa, que se exterioriza quando o ego se sente ferido ou ameaçado. A intensidade da raiva, ou a sua ausência, difere entre as pessoas. A raiva aponta o desenvolvimento moral e psicológico do indivíduo como determinante na maneira como a raiva é exteriorizada.

No caso de um ministério (igreja), o ódio, o rancor, e a raiva, trazem divisões e facções, que se resultam em um grande banquete oportuno no qual Satanás entra como principal convidado.

Observe que em (Oséias cap.10 vers.1,2,4,7,8), fala sobre a destruição dos altares pagãos em Israel, quando o profeta denunciou a idolatria e a falta de justiça, e logo depois ele avisa que os altares pagãos seriam destruidos. Observem abaixo:

“O povo de Israel é como uma parreira cheia de uvas. Quanto mais ricos ficaram, mais altares construíram; e, quanto mais a nação progredia, mais colunas do deus Baal foram levantadas. Eles não são fiéis a Deus e agora eles terão de pagar pelo seu pecado. O SENHOR quebrará os seus altares e derrubará as colunas do deus Baal. Eles só dizem mentiras; todos juram falso e fazem acordos que não pretendem cumprir. E aquilo que chamam de justiça é tão perigoso como a erva venenosa que cresce em campo arado. O rei de Israel será levado embora, como um cisco que é carregado pela correnteza. Os altares dos montes de Avém, onde o povo adora ídolos, serão destruídos e ficarão cobertos de mato e de espinhos. O povo dirá às montanhas: “Caiam em cima de nós!” e aos montes: “Caiam em cima de nós!”

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Já no novo testamento, o apóstolo Paulo, mais precisamente nos livros de (Gálatas) e (2ª Coríntios) classifica o ódio como (inimizades) resultado de (obras da carne).

No grego, (ódios), no plural, significam: “Antipatias, falta de amor, produzindo contendas e dissensões”.
O apóstolo Paulo, também nos mostra que todos nós estamos debaixo do julgamento de Deus. Observe que em (Romanos cap.3 vers.19,20), diz o seguinte: “Nós sabemos que tudo o que a lei diz é dito para os que vivem debaixo da lei. Isso a fim de que todos parem de se justificar e a fim de que todas as pessoas do mundo fiquem debaixo do julgamento de Deus. Pois ninguém é aceito por Deus por fazer o que a lei manda, porque a lei faz com que as pessoas saibam que são pecadoras”.

A palavra (ódio), é o oposto da palavra (agape) que significa: (amor).

O ódio é vingativo, retaliatório, produzindo rancor e mágoa em relação às outras pessoas. Além de causar dano às outras pessoas, é prejudicial para aquele que o nutre no coração. Torna-o amargurado e o corrói por dentro. Praticar essa obra da carne é possuir as qualidades que produzem inimigos. Podemos ter inimigos, mas eles não podem surgir por causa da nossa malfeitoria. Observe bem a lição que o apóstolo Paulo diz em (Romanos cap.12 vers.18): “No que depender de vocês, façam todo o possível para viver em paz com todas as pessoas”. (Romanos cap.12 vers.18).

As seitas e as facções brotam das inimizades. Os problemas nas congregações muitas vezes se atribuem a “conflitos de personalidade”. Isso também pode ser chamado de “inimizades”.

Em (Deuteronômio cap.19 vers.4,5,6,11,12,13) também nos traz uma outra situação fundamental para esta matéria de mensagem e estudo que vocês estão lendo agora, observem: “Se um homem, sem querer ou por engano, matar alguém que não era seu inimigo, poderá fugir para uma dessas cidades, onde ninguém poderá matá-lo. Por exemplo, dois companheiros entram no mato para cortar lenha. Um deles, ao cortar uma árvore, dá um golpe tão forte com o machado, que o ferro salta do cabo e bate no companheiro, e ele morre. Então aquele homem irá para uma dessas cidades, e ali ninguém poderá matá-lo. Ora, se houvesse somente uma cidade para fugitivos, ela poderia estar tão longe, que o parente estaria tão furioso, que mataria o homem, embora este não merecesse a morte, pois foi sem querer que matou o companheiro. Mas pode acontecer que um homem tenha ódio de outro. Ele fica de tocaia e ataca e mata o inimigo. Aí ele vai para uma dessas cidades a fim de não ser morto. Nesse caso, os líderes da cidade em que ele mora mandarão buscá-lo e o entregarão ao parente encarregado de vingar aquela morte, e o criminoso será morto. Não tenham dó nem piedade. Tirem do meio de Israel o criminoso a fim de que tudo corra bem para vocês”.
Iras, surtos, ou ataques de raiva, estas obras da carne são perigosas para os cristãos como o é o cabo solto do machado numa floresta cheia de homens trabalhando.
Nos ataques de raiva, a língua se solta e as coisas são ditas sem que se possa voltar atrás. Observe que em (Tiago cap.3 vers.5,6), a língua é comparada ao fogo, do qual uma só faísca pode causar um grande incêndio: “É isto o que acontece com a língua: mesmo pequena, ela se gaba de grandes coisas. Vejam como uma grande floresta pode ser incendiada por uma pequena chama. A língua é um fogo. Ela é um mundo de maldade, ocupa o seu lugar no nosso corpo e espalha o mal em todo o nosso ser. Com o fogo que vem do próprio inferno, ela põe toda a nossa vida em chamas  ”.

A pessoa que se ira com facilidade age tolamente, atiça a contenda e transborda na transgressão. Algumas pessoas se orgulham de ser iracíveis, achando que isso denota resistência ou força, mas preste atenção no que o escritor de Provérbios afirmou no (cap.16 vers.32): “Melhor é o langânimo do que o herói da guerra, e o que domina o seu espírito, do que o que toma uma cidade”.

Outras pessoas justificam os seus acessos de raiva dizendo: “Eu sou assim mesmo, nasci desse jeito”, passando a culpa para Deus, que os fez, os para os antepassados de quem pensam ter herdado esse traço. Mas podemos controlar-nos observando (Colossenses cap.3 vers.8), onde diz que nós devemos despojar-nos da ira: “Mas agora livrem-se de tudo isto: da raiva, da paixão e dos sentimentos de ódio. E que não saia da boca de vocês nenhum insulto e nenhuma conversa indecente”. Não nos seria mandado fazer algo de que não fôssemos capazes.
As obras da carne e o fruto do Espírito não se combinam. Não é possível produzirmos o fruto do amor e ao mesmo tempo nutrir inimizades no coração, e não podemos exercer o domínio próprio, um fruto do Espírito, e ter acessos de raiva. Mas o amor, fruto do Espírito, eliminará as inimizades, e o domínio próprio nos impedirá de “estourar”.

Os cristãos jovens devem crescer nisso bem como em outras áreas. Antes de relacionar as obras da carne e o fruto do Espírito, o apóstolo Paulo disse: “Quero dizer a vocês o seguinte: deixem que o Espírito de Deus dirija a vida de vocês e não obedeçam aos desejos da natureza humana”. (Gálatas cap.5 vers.16).

Alguém que por um instante fracasse na questão das inimizades e da ira pode encontrar o perdão de Deus por meio do arrependimento, da confissão e da oração.

QUE DEUS TE ABENÇOE…

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O Dinheiro ou o Céu? um estudo bíblico

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O tema “Jesus e as riquezas” nos leva, sem dificuldades, a reflexões interessantes, sobretudo em face do que ouvimos frequentemente dos púlpitos alinhados à teologia da prosperidade, cujo mote central tem sido levar os ouvintes a entenderem que o crente que não possui riquezas materiais visíveis não vive a plenitude de Deus em sua vida. Afinal de contas, temos a promessa de que Jesus dá vida, e vida em abundância (João 10.10).

A perícope de Mateus 19.16-22 (relida em Marcos 10.17-22 e Lucas 18.18-23), que trata do caso de certo “jovem rico”, é seguida por explicações preciosas que vão até o vs. 30, quando Jesus discorre sobre o perigo das riquezas.

De forma geral, o texto pode dar a entender que os ricos (conceito vago), ou melhor, aqueles que são mais bem servidos de bens materiais neste mundo, terão dificuldades a ponto de não herdarem o reino dos céus. Contudo, um olhar mais atento nos levará a concluir que isso não é verdade. Na riqueza em si não há mal algum. O dinheiro é inerte, e dele podemos fazer o bem ou o mal, a depender do lugar que para ele destinamos na vida.

Temos exemplos clássicos de homens e mulheres na Bíblia que foram ricos nos seus contextos e nem por isso deixaram de ser canais poderosos de Deus em suas respectivas gerações. É o caso de Abraão, José, Davi, Salomão, Zaqueu, Mateus e outros. Há relatos de mulheres que sustentaram o ministério de Jesus, do que se pode inferir que possuíam bens em abundância.

Portanto, o problema reside não em possuir dinheiro, mas em amá-lo a ponto de destinarmos a ele lugar proeminente na vida. O cristão desperto precisa compreender que o dinheiro é um recurso necessário para vivermos nesse mundo, e que a riqueza pode ser entendida como bênção de Deus para uma finalidade. O dinheiro foi feito para o homem e a mulher, e não o contrário.

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“Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.” 1 Timóteo 6.10

Por outro lado, Lucas 8.14 ensina que os cuidados excessivos com as riquezas e os prazeres que elas podem nos oferecer são impeditivos ao fluir da vida de Deus em nós. Em Mateus 6.19-21, Jesus nos estimula a avaliarmos sempre onde está o nosso coração, nossos esforços, nossas energias. Ele alerta que as riquezas deste mundo são perecíveis, facilmente consumíveis pela “traça” e pela “ferrugem”, mas que a verdadeira riqueza reside nos valores eternos do reino de Deus. Há pessoas que gastam a vida para acumular riquezas, e infelizmente acabam perdendo a vida tentando mantê-las, num ambiente de cobiça e avareza, cercando-se de prazeres efêmeros deste mundo, alheios aos menos favorecidos.

“E a que caiu entre espinhos, esses são os que ouviram e, indo por diante, são sufocados com os cuidados e riquezas e deleites da vida, e não dão fruto com perfeição.” Lucas 8.14

“Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.” Mateus 6.19-21

O apóstolo aos gentios – Paulo – ainda nos lembra o fato de que nascemos nus, desprovidos de tudo que é material, e da mesma forma nos despediremos desta vida. A busca desenfreada por bens e riquezas, portanto, seria como loucura e cegueira, constituindo-se em verdadeira armadilha carnal, ou mesmo satânica, para manter preso aquele por quem Jesus morreu e ressuscitou.

“Mas é grande ganho a piedade com contentamento. Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele. Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes. Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. ” 1 Timóteo 6.6-9.

Por fim, dentre outras diretrizes bíblicas, Lucas ainda se ocupou em registrar as palavras de Jesus, quando investia contra os valores seculares dos seus dias, que já eram permeados pelo consumismo e pela ostentação de bens e supervalorização do dinheiro. Jesus advertiu que a verdadeira vida não está ligada à ideia de posses ou de confortos fugazes, que, mesmo obtidos honestamente e de ser legítima a sua busca, jamais deverão ser esteio em nossa vida.

“E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui.” Lucas 12.15.

Devemos, pois, compreender que nossa suficiência vem de Deus e que Ele supre nossas necessidades em Cristo Jesus. A verdadeira riqueza consiste na ausência de necessidade.

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Rev. Ângelo Medrado, Bacharel em Teologia, Doutor em Novo Testamento, referendado pela International Ministry Of Restoration-USA e Multiuniversidade Cristocêntrica é presidente do site Primeira Igreja Virtual do Brasil e da Igreja Batista da Restauração de Vidas em Brasília DF., é autor de diversos livros entre eles: Maçonaria e Cristianismo, O cristão e a Maçonaria, A Religião do antiCristo, Vendas alto nível, com análise transacional e Comportamento Gerencial.