Categorias
Ciência

CIENTISTAS ISRAELENSES DESCOBREM OS MAIS ANTIGOS FÓSSEIS HUMANOS MODERNOS FORA DA ÁFRICA

 

          POR DANIEL K. EISENBUD

           Jawbone coloca a migração de Homo sapiens 50 mil anos antes, dizem pesquisadores.
Cientistas israelenses fazem uma descoberta sem precedentes do mais antigo humano moderno fora da África (Faculdade de Medicina Sackler da Universidade de Tel Aviv)

  Cientistas israelenses fazem uma descoberta sem precedentes do mais antigo humano moderno fora da África (Faculdade de Medicina Sackler da       Universidade de Tel Aviv)

 Uma mandíbula com dentes descobertos recentemente na caverna de Misliya, do Monte Carmelo, que remonta a 177.000 a 194.000 anos, prova que o Homo sapiens estava presente no Levant pelo menos 50.000 anos antes do que se acreditava, disseram cientistas israelenses na quinta-feira. 

Até agora, os primeiros restos de seres humanos modernos encontrados fora da África, nas cavernas Skhul e Qafzeh em Israel, datavam de entre 90.000 e 120.000 anos atrás.

“Este achado muda completamente nossa visão sobre a dispersão humana moderna e a história da evolução humana moderna”, disse o Prof. Israel Hershkovitz, do departamento de anatomia e antropologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Tel Aviv. 

Hershkovitz liderou uma equipe internacional de antropólogos que incluiu a Prof. Mina Weinstein-Evron, do Instituto Zinman de Arqueologia da Universidade de Haifa, que descobriram a antiga mandíbula superior adulta em um dos locais da caverna pré – histórica na área.

A maxila (maxilar superior) encontrada em uma caverna no Monte Carmelo.  (TRIBUNAL DE ISRAEL HERSHKOVITZ / TEL AVIV UNIVERSITY)A maxila (maxilar superior) encontrada em uma caverna no Monte Carmelo. (TRIBUNAL DE ISRAEL HERSHKOVITZ / TEL AVIV UNIVERSITY)

Os cientistas aplicaram várias técnicas de namoro ao fóssil para determinar que a mandíbula tem pelo menos 170 mil anos de idade. A equipe também analisou os restos usando micro-tomografia computadorizada e modelos virtuais 3D para compará-lo com outros fósseis homininos descobertos em partes da África, Europa e Ásia.

Com base em fósseis encontrados na Etiópia, o consenso comum entre os antropólogos foi que os humanos modernos apareceram na África há cerca de 160.000 a 200.000 anos de idade e que os humanos modernos evoluíram em África e começaram a migrar do continente há cerca de 100 mil anos.

“Mas se o fóssil em Misliya data de cerca de 170.000 a 190.000 anos atrás, toda a narrativa da evolução do Homo sapiens deve ser repelida em pelo menos 100.000 a 200.000 anos”, disse Hershkovitz.

“Em outras palavras,” ele continuou “, se os seres humanos modernos começaram a viajar para fora da África há cerca de 200 mil anos, segue-se que eles devem ter se originado na África há pelo menos 300 mil a 500 mil anos.”

A localização dos fósseis humanos modernos precoce em África e Oriente Médio.  (COURTESY OF ROLF QUAM / BINGHAMTON UNIVERSITY)A localização de fósseis humanos modernos precoce em África e o Oriente Médio. Universidade de

Hershkovitz, que também dirige o Dan David Center for Human Evolution e Biohistory Research no Museu Steinhardt de História Natural da Universidade de Tel Aviv, disse que a pesquisa faz sentido muitas descobertas antropológicas e genéticas recentes.

“Há cerca de um ano, cientistas relataram encontrar os restos de humanos modernos na China que datam de cerca de 80.000 a 100.000 anos atrás”, observou. “Isso sugeriu que sua migração ocorreu antes do que se pensava anteriormente, mas até nossa descoberta em Misliya, não conseguimos explicá-lo”.

Hershkovitz continuou: “Numerosas peças diferentes do enigma – a ocorrência do mais antigo humano moderno em Misliya, evidência de mistura genética entre os neandertais e os humanos, e os humanos modernos na China – agora estão em vigor. ”

O Oriente Médio era um corredor importante para as migrações homininas, ocupadas em diferentes momentos tanto pelos humanos modernos quanto pelos neandertais. A descoberta sugere uma substituição demográfica anterior, ou mistura genética, com populações locais do que se pensava anteriormente.

A área escavada onde o fóssil foi encontrado.  (UNIVERSIDADE DE COURTESY OF MINA WEINSTEIN EVRON / HAIFA)A área escavada onde o fóssil foi encontrado. (UNIVERSIDADE DE COURTESY OF MINA WEINSTEIN EVRON / HAIFA)

“Todos os detalhes anatômicos no fóssil de Misliya são totalmente consistentes com humanos modernos, mas alguns recursos se assemelham aos encontrados nos restos de Neandertais e outros grupos humanos”, disse Hershkovitz. “Isso sugere que, embora a África seja a origem de nossa espécie, alguns de nossos traços devem ter evoluído ou foram adquiridos fora da África”.

De acordo com Weinstein-Evron, os habitantes da caverna de Misliya eram relativamente sofisticados na época, também como caçadores capazes de espécies de grandes jogos, como aurochs, veados persas e gazelas.

“Eles rotineiramente usaram fogo, fizeram um amplo uso de plantas e produziram um kit de ferramentas de pedra Paleolítico Médio precoce, empregando técnicas inovadoras sofisticadas semelhantes às encontradas com os primeiros humanos modernos na África”, disse ela.

A associação da maxila Misliya com essas tecnologias evoluídas no Levant sugere que sua emergência está ligada à aparência do Homo sapiens na região, observaram Hershkovitz e Weinstein-Evron.

As descobertas dos pesquisadores foram publicadas na edição de quinta-feira da revista Science .

Categorias
Artigos

John Piper é criticado após defender que mulheres não podem ensinar homens

Teólogo reacendeu debate ao dizer que seminários deveriam ter só professores homens

           John Piper defende que mulheres não podem ensinar homens

O pastor batista John Piper, conhecido em todo mundo por seus livros, está no centro de um debate nos Estados Unidos por causa de suas declarações sobre o ministério feminino. Em um programa de rádio recente, publicado em seu site, ele falou sobre os papéis de liderança das mulheres na Igreja.

O centro do seu argumento é que as mulheres não deveriam ensinar em escolas de teologia. Piper disse que a base do seu raciocínio era o texto bíblico. Ele citou diferentes textos, dando ênfase a 1 Timóteo 2:12, que diz: “Não permito que a mulher ensine, nem que tenha autoridade sobre o homem. Esteja, porém, em silêncio”.

O teólogo disse não ver dificuldades que as mulheres estudem em um seminário ou façam cursos, “procurando obter o melhor fundamento bíblico possível”. Para ele, “A questão é se as mulheres podem mentoras e professoras daqueles que se preparam para desempenhar o papel projetado biblicamente para homens espirituais”.

Piper fez questão de enfatizar que não está questionando “a competência das mulheres, nem sua inteligência, conhecimento ou habilidade pedagógica”, mas sim a “natureza do ofício de ensino das Escrituras”.

Para o teólogo, que ajudou a fundar o seminário ligado à sua igreja, “Se não é bíblico termos mulheres como pastores, como pode ser bíblico vermos mulheres envolvidas no ensino formal e na orientação de pastores para uma própria vocação da qual elas estão excluídas?”.

Como era esperado, os comentários de Piper geraram grande controvérsia. A autora e líder de adoração Kaitlin Curtice tentou rebater, dizendo que não ficou surpresa em ouvir esses argumentos.

“Esta entrevista me lembrou de um dos pastores da minha infância, um homem a quem amo muito, mas que nunca me valorizou como líder”, cutucou Curtice. “Então, somos desafiados a não apenas tentar desfazer essa mentalidade, mas também tentar corrigir o risco dessas repercussões em nossa sociedade”.

Ela usou as redes sociais para pedir que seus seguidores do sexo masculino publicassem algo mencionando exemplos de mulheres líderes de igrejas que “contribuíram para sua teologia através de seu ministério”. Em pouco tempo, ela recebeu muitas respostas.

Várias pastoras disseram ter ficado contrariadas e levantaram questões sobre a importância do ministério infantil, dominado pelas mulheres, que ajuda a formar meninos, ensinando a eles sobre as Escrituras.

Também falaram sobre as missionárias que trabalham em locais onde muitas vezes os homens não querem ir. Outro argumento comum foi o sucesso de várias pregadoras, como Aimee Semple McPherson, fundadora da Igreja Quadrangular; Anne Graham Lotz, filha de Bill Graham; Joyce Meyers, autora de dezenas de livros; entre outras.

O debate sobre o assunto começou a se multiplicar nas mídias sociais e foi destaque de grandes sites voltados para o público evangélico como a Relevant, a Charisma e o Christian Post.

Categorias
Cultos

Cruzada da filha de Billy Graham reúne 500 mil pessoas na Índia

Anne Graham Lotz segue a tradição da família e relata “milhares de conversões”

          Cruzada da filha de Billy Graham reúne 500 mil pessoas na Índia

A evangelista Anne Graham Lotz, filha de Bylly Graham, reuniu cerca de 500 mil pessoas em uma cruzada na Índia, no início deste mês. O objetivo era reunir as igrejas para oração pelo país. Em um evento posterior, seu ministério calcula que 10 mil pessoas levantaram as mãos quando foram convidadas a aceitar Jesus Cristo como Salvador.

De acordo com Vicki Bentley, membro do Ministério AnGeL, liderado por Anne, o convite foi para a evangelista ser preletora do segundo “Dia Nacional de Oração”, realizado na cidade de Hyderabad.

“Anne pregou sobre o profeta Daniel. Ela explicou, a partir de Daniel 9, como um homem que conhecia Deus orou, moveu o céu e mudou sua nação. Então ela desafiou os presentes a orar como Daniel fez”, contou Bentley. Após a pregação, ocorreu um longo período de intercessão, pedindo um avivamento tanto pessoal quanto nacional.

 O encontro foi organizado pelo conselho cristão de Telangana, que reuniu diferentes denominações evangélicas, incluindo algumas igrejas católicas. Eles     calculam que mais de 450 igrejas estavam representadas.

Seguindo a tradição da família, ela também organizou uma cruzada evangelística, onde milhares de pessoas lotaram a tenda que hospedava o evento, a resposta foi “tremenda”, afirma Bentley, pontuando que foram cerca de 10 mil decisões.

A fé cristã ainda é minoritária na Índia, onde a maioria é hindu. Nos últimos anos, a perseguição religiosa cresceu de maneira significativa por causa da ação de extremistas, que defendem uma nação só para hindus. Segundo o ranking anual da Portas Abertas, a Índia é o 11º país que mais persegue os cristãos no mundo.

Samuel e Benida, dois líderes da igreja subterrânea contaram ao The Christian Post que pastores são comumente espancados quando há notícias que hindus se converteram em suas igrejas. Há casos de templos sendo incendiados.

Este mês um pastor foi encontrado enforcado dentro da igreja que pastoreava e a polícia tratou o caso como suicídio, embora o corpo dele tivesse vários sinais de tortura, o que revoltou os cristãos da região.