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Astrônomos descobrem moléculas de oxigênio no espaço profundo

 

DE SÃO PAULO

Astrônomos confirmaram, pela primeira vez, a existência de moléculas de oxigênio no espaço profundo. Elas se encontram na área da nebulosa Órion, a aproximadamente 1.500 anos-luz da Terra.

A descoberta, no entanto, não indica a presença de planetas ou outros objetos habitáveis.

A presença de oxigênio no espaço foi detectada há mais de 200 anos e a presença de átomos indivíduais do elemento são comuns no espaço, principalmente em torno de conglomerados de estrelas.

O ineditismo da descoberta atual –de autoria do Observatório Espacial Herschel, mas com grande colaboração da Nasa– é ter detectado moléculas de oxigênio que são praticamente 20% semelhantes às existentes na Terra.

Os cientistas estimam que o oxigênio estaria dentro de gelo e, ao ser aquecido pelas estrelas, liberou água que se converteu, depois, em moléculas de oxigênio.

"O Universo ainda guarda muitas surpresas", comentou o cientista Paul Goldsmith, do Jet (Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, na sigla em inglês), que publicou os resultados do estudo na revista especializada "Astrophysical Journal".

"O gás de oxigênio foi descoberto por volta de 1770, mas levamos mais de 230 anos para finalmente afirmar, com certeza, que essa simples molécula existe no espaço", disse Goldsmith.

Com o achado, os pesquisadores vão dar seguimento à procura de moléculas de oxigênio em outras regiões de formação de estrelas como é a Órion.

Nasa

Telescópio espacial Herschel descobriu moléculas de oxigênio em uma nuvem de gás e poeira de nebulosa

Telescópio espacial Herschel descobriu moléculas de oxigênio em uma nuvem de gás e poeira de nebulosa

Sineta de ouro da época do Segundo Templo é encontrada em Jerusalém

No século I, o local das escavações era considerado a principal via de Jerusalém

25 de julho de 2011 | 10h 24

Efe

Jerusalém – Arqueólogos israelenses descobriram em Jerusalém uma sineta de ouro que data da época do Segundo Templo (século I) e que, segundo os pesquisadores, pode ter pertencido a uma figura de destaque na escala social da época, como um sacerdote.

Sebastian Scheiner/AP

Sebastian Scheiner/AP

Acredita-se que a joia tenha pertenciado a um sacerdote

A descoberta foi realizada em escavações feitas pela Autoridade de Antiguidades de Israel (AAI) em um canal de escoamento que se iniciava nas denominadas Piscinas de Siloé, atravessava a Cidadela de David e hoje termina em um parque arqueológico adjacente ao Muro das Lamentações, na Cidade Antiga de Jerusalém.

Os diretores da escavação, Eli Shukron e o professor Ronny Reich, da Universidade de Haifa, estimam que “o pequeno sino devia estar costurado à roupa utilizada por uma pessoa de destaque de Jerusalém na época do Segundo Templo, relata um comunicado da (AAI).

As pesquisas estão sendo realizadas no local que no século I era a principal rua de Jerusalém, que transcorria sobre o canal de escoamento onde foi achada o sino.

A via partia das Piscinas de Siloé, entrava na Cidadela de David e chegava a um ponto conhecido hoje como “Arco de Robinson”, no qual havia uma escada de vários lances pela qual os sacerdotes e peregrinos podiam ter acesso ao Templo de Jerusalém para rezar e conduzir sacrifícios.

Os arqueólogos acreditam que o proprietário da sineta pode ter caminhado por essa rua da cidade e ter perdido a joia, que acabou indo parar no canal de drenagem.

“Sabemos que os altos sacerdotes que serviam no Templo empregavam pequenos sinos de ouro que penduravam em suas túnicas”, esclareceram os diretores das escavações. Com informações do Gospel Prime.

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“Frankenstein”: Cientistas da Inglaterra alertam sobre pesquisas secretas de híbridos de seres humanos com animais

 

Thaddeus Baklinski

LONDRES, Inglaterra, 25 de julho de 2011 (Notícias Pró-Família) — Num cenário que um grupo de cientistas da Academia de Ciências Médicas avisou se assemelha ao “Frankenstein” de Mary Shelley, cientistas britânicos criaram mais de 150 embriões híbridos de seres humanos com animais em pesquisas secretas conduzidas em laboratórios britânicos.

De acordo com o jornal Daily Mail, 155 embriões “mesclados”, contendo material genético tanto humano quanto animal, foram criados durante os passados três anos por cientistas que disseram que dava para se colher células-tronco para serem usadas em pesquisas com a finalidade de alcançar possíveis curas para uma grande variedade de doenças.

As pesquisas secretas foram reveladas depois que uma comissão de cientistas alertou sobre um cenário de pesadelo em que a criação de híbridos de seres humanos com animais poderia ir longe demais.

O Prof. Robin Lovell-Badge do Instituto Nacional de Pesquisas Médicas e coautor de um relatório feito pela comissão de cientistas, avisou sobre os experimentos e pediu uma vigilância mais rigorosa desse tipo de pesquisa. De forma especial ele concentrou a atenção em material genético humano que vem sendo implantado em embriões animais, e tentativas de dar atributos humanos aos animais de laboratórios injetando células-tronco nos cérebros de macacos.

Revelou-se que os laboratórios da Universidade King’s College de Londres, da Universidade de Newcastle e da Universidade de Warwick receberam autorizações para realizar as pesquisas após a introdução da Lei de Embriologia e Fertilização Humana de 2008 que legalizou a criação de híbridos de seres humanos com animais, bem como “cíbridos”, em que um núcleo humano é implantado numa célula animal, e “quimeras”, em que células humanas são misturadas com embriões animais.

Entretanto, os cientistas não pediram nenhuma lei adicional para regulamentar tais pesquisas polêmicas, mas pediram, em vez disso, uma comissão de especialistas para supervisioná-las. O Prof. Martin Bobrow, presidente do grupo de trabalho da Academia que produziu o relatório, disse: “A vasta maioria dos experimentos não apresenta questões além do uso geral de animais em pesquisas e esses experimentos devem prosseguir sob os regulamentos atuais. Um número limitado de experimentos deveria ser permitido e sujeito a análises por parte do órgão de especialistas que recomendamos; e só um número muito pequeno de experimentos deveria ser empreendido, até que pelo menos as consequências potenciais sejam mais plenamente compreendidas”.

Peter Saunders, presidente da Federação Médica Cristã, uma organização com sede na Inglaterra com 4.500 médicos ingleses, expressou ceticismo acerca de tal órgão regulador.

“Cientistas regulando cientistas é preocupante porque os cientistas geralmente não são especialistas em teologia, filosofia e ética e muitas vezes têm interesses especiais de natureza ideológica ou financeira em suas pesquisas. Além disso, eles não gostam que coloquem restrições em seu trabalho”, observou Saunders.

Numa sessão de perguntas e respostas no Parlamento sob a direção do Lorde David Alton depois da divulgação do relatório, revelou-se que as pesquisas envolvendo híbridos de seres humanos com animais pararam devido à falta de financiamento.

“Argumentei no Parlamento contra a criação de seres meio humanos e meio animais como assunto de princípio”, disse lorde Alton. “Nenhum dos cientistas que apareceu diante de nós conseguiu nos dar qualquer justificativa em termos de tratamento. Em toda fase a justificação dos cientistas foi: se tão somente vocês nos derem permissão para fazer isso, encontraremos curas para todas as doenças que a humanidade conhece. Isso é chantagem emocional”.

“Eticamente, nunca dá para justificar isso — isso nos tira o crédito como um país. É envolver-se com coisas bizarras”, acrescentou lorde Alton. “Dos 80 tratamentos e curas que ocorreram a partir das células-tronco, todos vieram das células-tronco adultas, não das embrionárias. Na base da ética e moralidade, [os experimentos com células-tronco embrionárias] fracassam; e na base da ciência e medicina também”.

Josephine Quintavalle, da organização pró-vida Comment on Reproductive Ethics (Corethics), disse para o Daily Mail, “Estou horrorizada com o fato de que isso esteja ocorrendo e não sabíamos nada disso. Por que eles guardaram isso como segredo? Se eles têm orgulho do que estão fazendo, por que precisamos fazer ao Parlamento perguntas para que isso seja trazido à luz?”

“O problema com muitos cientistas é que eles querem fazer coisas porque querem fazer experiências. Essa não é uma justificativa boa o suficiente”, concluiu Quintavalle.