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Papa explica crescimento evangélico por falta de proximidade entre sua Igreja e o povo

Segundo papa Francisco, pastores ocupam espaços, onde faltam sacerdotes, fiéis ficam desassistidos e pessoas buscam o Evangelho

Por Maria Carolina Caiafa | Correspondente do The Christian Post

O repórter Gerson Camarotti, da GloboNews, foi o primeiro jornalista do mundo a conseguir entrevistar o papa Francisco, desde que o argentino foi eleito pontífice em março deste ano (2013). O encontro foi na residência do Sumaré (RJ) na quinta-feira (25) e a entrevista foi ao ar no dominical Fantástico no domingo (28). Entre os diversos temas abordados, o religioso falou sobre a perda de fiéis pela Igreja Católica, principalmente para as religiões evangélicas.

  • repórter Gerson Camarotti papa
    (Foto: Reprodução/ TV Globo)
    Repórter Gerson Camarotti, da GloboNews, foi o primeiro jornalista no mundo a entrevistar papa Francisco em julho de 2013.

“Pra mim é fundamental a proximidade da Igreja. Porque a Igreja é mãe e nem você, nem eu [referindo ao repórter], conhecemos uma mãe por correspondência. A mãe dá carinho, toca, beija, ama. Quando a Igreja, ocupada com mil coisas, se descuida dessa proximidade, se descuida disso e só se comunica com documentos, é como uma mãe que se comunica com seu filho por carta”, explicou o líder católico.

Pesquisas recentes, como a do Data Popular, apontam para um maior engajamento dos cristãos evangélicos, demonstrado em diversos aspectos, como maior frequência nos cultos e fé em Deus para uma vida melhor.

Francisco disse que não conhece detalhes da realidade brasileira: “Não conheço as causas e tampouco as porcentagens. Não conheço a vida do Brasil o suficiente para dar uma resposta”. No entanto, a falta de proximidade entre Igreja e povo foi a hipótese elaborada pelo papa, partindo do seu conhecimento na Argentina, para explicar a queda no número de fiéis.

Segundo ele, faltam sacerdotes e alguns locais, sobretudo os mais pobres, acabam ficando desassistidos.

Ele contou uma história do país vizinho. “As pessoas buscam, sentem necessidade do Evangelho. Um sacerdote me contou que foi como missionário a uma cidade no sul da Argentina, onde não havia um sacerdote há quase 20 anos. Evidentemente, as pessoas ouviam o pastor. Porque sentiam a necessidade de escutar a palavra de Deus. Quando ele foi até lá, uma senhora muito culta disse-lhe: ‘Tenho raiva da Igreja porque nos abandonou. Agora vou ao culto todos os domingos ouvir o pastor, que foi quem alimentou nossa fé durante todo esse tempo’.”

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“[…] Falaram sobre isso, o sacerdote a ouviu, e quando ia se despedir, ela disse: ‘Padre, um momento, venha’. E foi até um armário, onde havia a imagem da Virgem. E disse a ele: ‘Eu a escondo aqui, para o que o pastor não a veja’. Essa mulher ia ao pastor, respeitava o pastor, ele falava a ela de Deus, e ela aceitava. Porque não tinha seu sacerdote. Mas as raízes de sua fé, ela as conservou escondidas num armário. Estavam lá. Esse é o fenômeno para mim mais sério. Este episódio me mostra muito bem o drama da fuga, desta mudança. Falta de proximidade”, repetiu.

Francisco ainda defendeu o encontro entre as diversas religiões. “Cada religião tem suas crenças. Mas, dentro dos valores de sua própria fé, trabalhar pelo próximo. E nos encontrarmos todos para trabalhar pelos outros. Se há uma criança que tem fome, que não tem educação, o que deve nos mobilizar é que ela deixe de ter fome e tenha educação. Se essa educação virá dos católicos, dos protestantes, dos ortodoxos ou dos judeus, não importa. O que me importa é que a eduquem e saciem a sua fome. Temos que chegar a um acordo quanto a isso”.

“Hoje a urgência é de tal ordem que não podemos brigar entre nós, à custa do sofrimento alheio. Primeiro trabalhar pelo próximo, depois conversar entre nós, com muita grandeza, levando em conta a fé de cada um, buscando nos entender […] Acredito que as religiões, as diversas religiões, não podem dormir tranquilas enquanto exista uma criança que morra de fome, sem educação. Um só jovem ou idoso sem atendimento médico. Mas o trabalho das religiões não é beneficência. É verdade. Mas pelo menos na nossa fé católica, e em outras fés cristãs, vamos ser julgados por essas obras de misericórdia”.

Papa Francisco participou na semana passada da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), realizada no Rio de Janeiro (RJ).

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Asaph Borba canta na Jornada Mundial da Juventude e é criticado por evangélicos

Além do cantor gaúcho, Bené Bomes e Mike Herron participaram do evento católico.

por David de Gregório Neto

 

Asaph Borba canta na Jornada Mundial da Juventude e é criticado por evangélicosAsaph Borba canta na Jornada Mundial da Juventude e é criticado por evangélicos

Na última quarta-feira (24) o cantor Asaph Borba esteve participando da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), evento organizado pela Igreja Católica no Rio de Janeiro, com a presença do papa Francisco.

A participação do cantor dividiu opiniões nas redes sociais. Alguns cristãos defendiam a participação do cantor evangélico no evento católico, enquanto outros dispararam críticas contra o cantor gaúcho.

O pastor Júnior Souza usou sua conta no Twitter para criticar o cantor: “Deixando de seguir @asaphborba você envergonha o sangue dos que morreram nas arenas por leões defendo a exclusividade da adoração a Cristo (sic)”, escreveu.

Borba publicou um texto em seu site oficial questionando “onde Jesus iria”. Na postagem o cantor chamou a igreja evangélica de “preconceituosa” e destacou que Jesus também foi criticado por “andar com publicanos, pecadores, prostitutas e a escória social de sua época”.

O cantor também lembrou que os religiosos da época de Cristo sempre tinham pedras nas mãos. “Lembro de um fato em que Jesus ter sido também criticado por andar com publicanos, pecadores, prostitutas e a escória social de sua época, e por isso sem dó, foi condenado, pela religiosidade insípida e sem vida dos judeus, que não se importavam com o futuro das Marias Magdalenas, e Zaqueus. Tinham pedras nas mãos sempre prontas para atirar sem conhecer portanto o coração do Mestre que sem dúvida amava e ama a todos sem distinção”, escreveu.

Asaph criticou também os líderes evangélicos que não saem às ruas, ficam inertes “quando deveria estar na rua acolhendo, compartilhando e mostrando amor”.

Após participar do evento Asaph usou sua conta no Twitter para comemorar: “Só digo uma coisa: Ontem o Reino de Cristo avançou na direção certa”.

Entre os evangélicos convidados para o evento estava Asaph Borba, Bené Bomes e Mike Herron.

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Evangelista é detido na Inglaterra por pregar que homossexualidade é pecado

 

Palavras da Bíblia trouxeram consolo nos momentos na cadeia e o fiel cantou hinos dentro da cela

Por Maria Carolina Caiafa | Correspondente do The Christian Post

O xerife aposentado, Tony Miano, foi preso em Londres, na Inglaterra, no início da semana passada, por estar pregando sobre imoralidade sexual, em Winbledon, aproximadamente a 16 quilômetros da capital inglesa. Ele estava discursando por cerca de 25 minutos sobre os pecados sexuais, quando foi abordado pela polícia local e, em seguida, foi detido

  • Evangelista americano Tony Miano foi preso por pregar contra a imoralidade sexual, acusado de violar a seção 5 do Ato de Ordem, por usar "discurso homofóbico", em Londres, Inglaterra, 01 julho de 2013.

Segundo o direito inglês, Miano feriu a seguinte ideia: “usando o discurso homofóbico, que pode levar as pessoas à ansiedade, à angústia, ao alarme ou ao insulto”.

Segundo a polícia, pregar em si não é uma ofensa. No entanto, a parte específica da Bíblia, utilizada pelo xerife em sua fala, foi interpretada como homofóbica por uma mulher, que fez a reclamação. O americano explicou, então, que não odeia os homossexuais. Ele reiterou que estava pregando sobre diversas formas de imoralidade sexual, como luxúria e vício em pornografia. Miano disse ainda que “ama os homossexuais o suficiente para trazê-los a verdade do Evangelho”.

Na delegacia, o xerife foi fotografado e teve suas impressões digitais colhidas. Ainda foi coletada uma amostra de seu DNA para garantir que ele não era um criminoso procurado.

Miano passou cerca de sete horas na cadeia. Nelas, o cristão foi interrogado sobre a sua fé em Jesus Cristo e foi feita uma série de indagações: “Perguntaram se acredito que a homossexualidade é um pecado. Pediram para mostrar a parte da Bíblia, que eu estava lendo. E respondi também a seguinte questão: se um homossexual estivesse com fome e se aproximasse de mim, se eu lhe daria algo para comer”, relembrou.

As palavras da Bíblia trouxeram consolo nos momentos na cadeia. Ele contou ter cantado hinos dentro da cela.

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Miano vive na Califórnia, na região de Los Angeles, nos Estados Unidos (EUA), e tem três filhas. Ele tem um blog e mais de 7,6 mil seguidores no Twitter, segundo dados coletados nesta segunda-feira (8). Na página dele no microblog, é possível acessar vários vídeos sobre a prisão em Londres.