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ORANDO E VENCENDO.

Por Leandro Borges

 ora“No devido tempo, para se apresentar a oferta de manjares, aproximou-se o profeta Elias e disse; Ó Senhor, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, fique, hoje, sabido que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo e que, segundo a tua palavra, fiz todas as coisas. Responde-me, Senhor, responde-me, para que este povo saiba que tu, Senhor, és Deus e que a ti fizeste retroceder o coração deles. Então, caiu fogo do Senhor, e consumiu o holocausto, e as pedras, e a terra, e ainda lambeu a água que estava no rego. O que vendo todo o povo, caiu de rosto em terra e disse: o Senhor é Deus! O Senhor é Deus! Disse-lhes Elias: Lançai mão dos profetas de Baal, que nem um deles escape. Lançaram mão deles; e Elias os fez descer ao ribeiro de Quisom e ali os matou”. (1 Reis cap.18 vers.36 á 40).

Na vida de Elias vemos uma representação da oração de vitória. Sua oração venceu e derrotou o inimigo. Quem era esse inimigo ??? Era Baal com seus sacerdotes, o ídolo e seus servos. Eles haviam desviado o povo da genuína devoção ao Senhor, se apossado do coração de Israel e arrastado o povo a servir ao Senhor pela metade, de coração dividido. Toda a terra estava infestada com esse pecado.

Isso é uma boa imagem das forças do mal que a cada dia nos cercam com mais intensidade, e que infestam o mundo todo, atingindo muitas e muitas pessoas. São os poderes das trevas que nos tentam á preguiça, à incredulidade e à paixão pelo mundo, à idolatria, a uma vida cristã pela metade e a seguirmos ao Senhor de coração dividido.

Se observarmos com muita atenção, vemos queElias só conseguiu derrotar o inimigo através da oração !!!  Toda pessoa que ora constantemente, ela faz com que os inimigos sejam obrigados a fugir diante da santa majestade da presença de Deus, que se revelará pelas nossas orações. E o Deus de Elias vive ainda hoje.

É muito importante que a pessoa esteja sempre ciente de que isso não significa a ausência de tempestades, sofrimentos, momentos de rancor, raiva, ódio, tribulações no casamento, tribulações com os filhos, tribulações financeiras, tribulações na igreja, etc.  As lutas são necessárias para que possamos adiquirir experiência e para que possamos aprender a dar valor nas coisas que Deus faz por nós. É importante lembrar que Jesus Cristo esteve aqui na terra, e passou por diversas situações super desagradáveis no qual ninguém gostaria de passar. Se não fosse só isso, depois Ele teve que sentir a dor e o sofrimento de ser pregado em uma cruz e em seguida morto. Jesus nunca desistiu de lutar, pois se você ainda está vivo, é porque além de te amar, ainda luta por você e jamais desistirá de você !!!  Portanto se você é uma pessoa que só reclama da vida, lembre-se que é por causa Dele que você ainda está vivo.

A oração de Elias era precisa, especifica, e abrigava um grande mistério ! Jesus Cristo nos diz que não devemos usar palavras vãs, repetições, ou seja, não devemos usar muitas palavras, como fazem os gentios. A oração de uma pessoa precisa ser clara e centrada no alvo, a pessoa deve orar especificamente pelo que está em seu coração.

Muitas pessoas vivem dentro de uma bolha de religiosidade, usam um vasto repertório de palavras e frases feitas quando se dirigem ao Senhor, e quando se erguem de seus joelhos já não sabem o que oraram e quais foram, de fato, seus pedidos ao Senhor. A pessoa precida aprender a orar concretamente . Uma oração concreta não é nada mais do que contar com a presença do Salvador vivo, poderoso para interferir e ajudar neste exato momento. Elias disse: “fiquei, hoje, sabido que tu és Deus em Israel”.

ELIAS TINHA ABSOLUTA CERTEZA DE QUE IRIA SER ATENDIDO.

A motivação mais profunda do coração de Elias, nem era em primeiro lugar a conversão do povo, mas a honra do Senhor.

Elias era decidido e obediente, nas suas atitudes e ações visíveis. Primeiro, ele não teve a coragem de orar como orou antes que o altar do Senhor, que estava em ruínas, tivesse sido restaurado. Ele encontrava-se em solo sagrado, perto do altar. Portanto, nós igualmente podemos orar vitoriosamente, podemos dar esse primeiro passo de fé somente quando nos encontramos em solo sagrado, ao pé da cruz. Se continuamente entregamos nosso velho homem á morte em Jesus, podemos dizer: “Senhor, fiz tudo conforme a Tua Palavra”.

Em segundo lugar, Elias somente começou a orar quando era tempo de trazer a oferta de manjares, que inclusive era um dos 5 sacrifícios do Antigo Testamento onde não havia derramamento de sangue. A oferta de manjares é uma indicação da vida a Jesus, que não precisava de sangue para sua própria expiação pois não tinha pecado.

Estar em solo sagrado, estar ao pé da cruz e viver conscientemente uma vida de santificação é a expressão prática de nossa obediência a Deus, através da qual o Senhor atende nossas orações e envia fogo do céu.

Em muitos casos, mesmo que o Senhor, em Sua graça, ouça os pedidos, a resposta é adiada e freada por causa da motivação egoísta da própria pessoa.

Existem mulheres que oram pela conversão de seus maridos, mas muitas vezes a motivação mais profunda de seu coração é ter uma vida mais fácil e usufruir a companhia do marido na hora de ir à igreja, e não a glória de Deus em primeiro lugar.

Deus é paciente !!! Quando uma pessoa ora pelos seus familiares, o impulso prioritário deveria ser: “Senhor, Teu Nome está sendo blasfemado pela vida perdida de meu esposo (ou de meu filho, etc). Por favor, salva-o para que Tu sejas honrado e glorificado e para que Tu recebas o fruto do penoso trabalho de Tua alma”.  A glória do Senhor deve ser o alvo supremo de nossas orações.

O QUE ACONTECEU QUANDO ELIAS OROU ???

Elias, como também o diz Tiago, era um homem como nós. Mas Elias era tão poderoso em oração porque fazia o que o Senhor queria. Elias teve um resultado triplo sobre sua da oração:

1) O FOGO DO SENHOR CAIU E CONSUMIU TUDO:  Não apenas o sacrifício, mas inclusive as coisas materiais: a lenha, as pedras, a terra, e a água. É maravilhoso quando uma pessoa aprende a orar como Elias orava: estar em solo sagrado, ao pé da cruz, com vidas santificadas ! Então, o Senhor aceitará nossa oferta, e tudo o que é terreno será consumido por Seu fogo.

2) ATRAVÉS DA ORAÇÃO DE ELIAS O POVO CEGO RECONHECEU O SENHOR:  Pois exclamou: “o Senhor é Deus! O Senhor é Deus!”. Se quisermos que este mundo endurecido e obstinado, religioso e cego para as coisas de Deus venha a reconhecer outra vez a glória do Senhor, é necessário que homens e mulheres orem como Elias.

3) DERROTA E ANIQUILAÇÃO DOS INIMIGOS: Outra conseqüencia da oração de Elias foi que, na mesma hora os inimigos teimosos, que seduziam e enganavam o povo, foram derrotados e aniquilados.

REFLITA:  Já que o Deus de Elias vive e é o mesmo ainda hoje, pergunte: Quem quer orar como Elias ??? Você quer ??? Então ajoelhe-se e consagre-se ao Senhor agora mesmo !!!

QUE DEUS TE ABENÇOE…

06-06-16 013

Rev. Ângelo Medrado, Bacharel em Teologia, Doutor em Novo Testamento, referendado pela International Ministry Of Restoration-USA e Multiuniversidade Cristocêntrica é presidente do site Primeira Igreja Virtual do Brasil e da Igreja Batista da Restauração de Vidas em Brasília DF., ex-maçon, autor de diversos livros entre eles: Maçonaria e Cristianismo, O cristão e a Maçonaria, A Religião do antiCristo, Vendas alto nível, com análise transacional e Comportamento Gerencial.

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A consciência e o naufrágio da fé

 

Conservando a fé e a boa consciência,

rejeitando a qual alguns fizeram naufrágio na fé.” 1Tm 1.19

Quando pecamos, o Espírito se entristece em nós. É importante manter o coração limpo. A Bíblia diz que devemos conservar a fé e a boa consciência. O que é uma boa consciência? Quando pecamos, o Espírito se entristece, e vai se apagando (1Ts 5.19,22). Nossa consciência, se for boa, quer dizer, se funciona bem, nos chama a atenção. Quando pecamos, acende-se uma luz vermelha em nosso interior. É como o apito do árbitro que soa em uma partida. É importante que obedeçamos a nossa consciência. Quando ela nos diz: “o que fizeste é errado”, o Espírito Santo se entristeceu dentro de você; se endurecermos o coração ao chamado da consciência, vamos ficando insensíveis.

Sabe como se produz um naufrágio? Imaginemos um bote e alguém que vai remando e de repente percebe que se fez em seu barco um pequeno furo e que está entrando água. Quando pecamos, se faz um furo em nosso bote e começa a entrar água. Que temos que fazer? Consertar, e não seguir assim. A princípio, parece que tudo vai bem, e o bote flutua. Mas continua entrando água devagar.

Assim é quando pecamos: a consciência nos adverte, e nós a rejeitamos. E seguimos pregando, cantando, e orando. Parece que tudo segue igual, nada muda. Mas de um momento a outro, o que acontece com esse bote? Quando o peso da água já é suficiente, em um instante o bote afunda.

É importante ter esta prática em nossa vida: obedecer à voz da consciência, obedecer ao Senhor em Sua Palavra, confessar nossos pecados. Se você ofendeu sua esposa, seu marido, se disse alguma mentira a algum irmão, a seu patrão, ou a algum empregado, se cometeu algum pecado sexual em segredo, se viu na televisão ou na Internet alguma coisa imprópria, sua consciência foi manchada, sua consciência o incomoda, fez o que não devia, olhou o que não devia. Deus não o condena, mas guia-o ao arrependimento.

"Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, e ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão…" Mt 5.23-24

Se você deseja crescer espiritualmente, precisa aprender a lidar com o pecado. Certa vez um jovem perguntou a um homem de Deus sobre como crescer na vida espiritual. Este lhe respondeu: “Quantos dias se passaram, sem você ter lidado com o pecado?”

Esta é, portanto, uma lição que você deverá praticar por toda a sua vida. É como lavar o rosto. Precisamos aprender a lavar o rosto e devemos fazê-lo todos os dias. Se lavamos o rosto há três anos e, depois disso, nunca mais o lavamos, então o nosso rosto deve ter uma aparência horrível.

A Palavra de Deus diz muito sobre lidar com o pecado. Em Mateus 5.23-26 lemos:

“Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, e ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta. Entra em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás com ele a caminho, para que o adversário não te entregue ao juiz; o juiz, ao oficial de justiça, e sejas recolhido à prisão. Em verdade te digo que não sairás dali, enquanto não pagares o último centavo.”

Repare nas expressões “te lembrares”, “reconciliar-te”, “entra em acordo sem demora”, “sejas recolhido à prisão”. O texto ensina, dentre outras coisas, que devemos nos ater aos pecados dos quais lembramos. Imediatamente devemos procurar reconciliação, seja com Deus, seja com o próximo. Esse texto nos apresenta um “adversário”, que é o pecado. Se não resolvermos a questão em tempo hábil, esse “adversário” nos entregará ao juiz; o juiz, ao oficial de justiça, e este nos lançará na prisão. Já vimos que quando cedemos ao pecado e somos vencidos por ele, nos tornamos seu escravo (2Pe 2.19). Somos lançados na prisão.

Em 1Jo 1.9 lemos: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”.

Em Provérbios 28.13 lemos:

“O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia”.

1. O alvo ao lidar com o pecado

Quando a Bíblia usa a palavra pecado no singular ela se refere à natureza pecaminosa dentro de você. Com relação a isso você não tem muito o que fazer, é uma obra exclusiva de Deus (Ef 2.8). Mas quando ela usa a palavra pecado no plural, ela se refere aos atos pecaminosos que cometemos. Com relação aos pecados nós temos responsabilidade diante de Deus e das pessoas.

Cada pecado que cometemos é registrado diante de Deus. No futuro, Deus nos julgará de acordo com esse registro. O ato de tratar com o pecado deve então envolver esses dois aspectos: o registro do pecado diante de Deus e o ato diante das pessoas. Por um lado precisamos do perdão de Deus e por outro a reconciliação com aquele contra quem pecamos. Quando fazemos isso dizemos que tratamos com o pecado.

2. A base para lidar com o pecado

O nosso tratar com o pecado está baseado apenas na nossa consciência quando estamos em comunhão com Deus. Por exemplo, pode ser que tenhamos cometido muitos erros, mas quando estamos em comunhão com Deus, Ele nos dá a consciência de apenas dois. Devemos lidar com esses dois. Se lembrarmos de três, tratamos dos três. Nós já lemos em Mateus: “se pois, ao trazeres ao altar a tua oferta ali te lembrares…” Se você não lembrar de nada, então a comunhão não será quebrada.

Deus é o que opera em nós, tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade (Fl 2.13). É certo que nossas falhas serão gradativamente tratadas pelo Senhor, no ritmo adequado a cada um, com o objetivo de gerar em nós a imagem do “varão perfeito”, seu Filho Jesus Cristo (Ef 4.13 e Gl 4.19).

“Porque é preceito sobre preceito, preceito e mais preceito; regra sobre regra, regra e mais regra; um pouco aqui, um pouco ali.” Is 28.10

Não precisamos lidar com pecados dos quais não estamos conscientes. Isto não quer dizer que não temos pecado, mas que Deus trata conosco com base naquilo que temos consciência. Na medida que avançarmos na comunhão com Deus a Sua luz trará à tona outros pecados. Algumas vezes acontece de outras pessoas terem consciência do seu pecado, mas você mesmo não percebeu. Por isso, sua consciência está sem acusação, e, conseqüentemente, sem culpa perante Deus. Por essa razão sua vida e comunhão com Deus continuarão sem ser afetados. Mas sempre que você tiver consciência de pecado e não tratar com Ele, sua consciência o acusará e você não poderá manter a comunhão com Deus (Is 59.2).

Quanto mais comunhão você tiver com Deus, mais sensível você será para o pecado. É por isso que algumas pessoas fazem coisas erradas e não se lembram quando vão orar. É por que a comunhão delas é superficial e assim a luz que recebem é fraca. Você está num quarto e pensa que o ar está limpo, mas basta a luz do sol entrar e você percebe quanta poeira está pairando no ar. Para manter a comunhão com o Pai, é preciso ler a Palavra sistematicamente e manter-se “limpo”, por meio da oração de confissão, e Deus fará o resto.

Assim, lidar com o pecado depende de uma consciência sensível. A consciência será sensível a depender da sua comunhão com o Senhor. Se o grau de comunhão for profundo, a sua consciência será aguçada e forte. Por outro lado, se a comunhão é superficial a sua consciência fica embotada e entorpecida.

Desta forma, nunca meça outras pessoas com o critério da sua própria consciência, nem aceite a consciência de outros como critério para medir a você mesmo. Você deve aprender a lidar com o pecado apenas de acordo com a sua consciência. Mas, cuidado! Se a sua consciência não o acusa por algo expressamente condenado pela Palavra de Deus, isto é um sinal de que você tem a consciência cauterizada ou talvez ainda não tenha nascido de novo.

3. Como lidar com o pecado

a. Lidando com o registro do pecado

O apagar do registro do seu pecado diante de Deus está baseado na obra redentora de Cristo na cruz. É pelo sangue que todo registro do pecado é apagado diante de Deus.

Contudo, para esse fato se tornar a sua experiência é necessária a sua aplicação. Essa aplicação acontece em dois momentos: pelos pecados que você cometeu antes de se converter e pelos que comete depois de convertido.

Os seus pecados que foram cometidos antes de você ter sido salvo foram perdoados pela fé. É isso que lemos em Atos 10.43: “por meio de seu nome, todo aquele que nele crê recebe remissão de pecados”. Apagar o registro de seus pecados cometidos antes de se converter depende apenas de crer. Se você manifesta fé em Jesus e na Sua obra redentora, eles já foram apagados. Mas depois que você se converte fica um pouco diferente. Já não basta crer, é necessário também confessar. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo 1.9). Estas palavras foram escritas para os crentes,

portanto, para apagar o registro de seus pecados cometidos depois de convertido você precisa confessá-los diante de Deus. Deus não o perdoará ou purificará, até que se arrependa e confesse a falta.

b. Lidando com o ato

Como você deve lidar com o ato do pecado? Se você ofendeu a Deus, trate com ele diante de Deus e peça o Seu perdão. Se, além de pecar contra Deus você pecou contra o homem, você deve lidar com ele diante do homem pedindo o perdão do homem.

Se o seu pecado diante do homem envolve apenas uma questão moral, você tem apenas de confessá-lo e se desculpar diante do homem. Mas, se envolve dinheiro ou prejuízos, você tem, então, de pagar a quantia que deve ou ressarcir os prejuízos.

Esse é o princípio geral, mas eu gostaria de lhe dar quatro regras que você pode seguir ao lidar com o pecado.

1º – Você deve ir a quem quer que tenha ofendido e lidar com a questão. Se você pecou apenas contra Deus, trate apenas com Ele. Se tiver pecado contra o próximo, lide com ele.

2º – Você deve lidar com o pecado de acordo com a circunstância em que pecou. Se você pecou abertamente, lide com ele abertamente; se pecou secretamente, lide secretamente. Se você pecou contra uma pessoa sem ela saber, não precisa lidar com ela face a face. É suficiente que trate disso por si mesmo. Se odeia uma pessoa secretamente, não precisa confessar a ela, basta arrepender-se no coração. Mas, se você odeia alguém e isso se tornou conhecido, então você tem de procurá-lo e confessar o seu pecado, de modo que a barreira possa ser eliminada.

3º – Você deve lidar com o pecado apenas na parte pela qual é responsável. Nunca envolva outras pessoas. Por exemplo, você e outra pessoa cometeram juntas um pecado. Quando você tratar do pecado não denuncie ou exponha a outra parte, trate apenas da sua parte, deixe que ela trate com a parte dela. Cada um é responsável por si mesmo, perante Deus (Rm 14.12).

4º – Se o pecado que você cometeu envolve coisas materiais ou prejuízo a outras pessoas, você deve reembolsá-las. É preciso restituir aquilo que você deve ou o prejuízo que causou. Caso você não possa pagar de forma alguma as dívidas antigas, pelo menos procure a pessoa prejudicada, reconheça o seu erro e peça perdão. Caso você tenha condição de restituir, faça-o.

c. O pecado oculto

Existem práticas inadequadas das quais conseguimos nos desvencilhar com certa facilidade, porém alguns pecados têm raízes mais profundas, e é necessário algo mais que boa-vontade para resolver o problema. Dessa forma, pode existir algum pecado que você comete em secreto, do qual você tem consciência do erro, mas não consegue impedir, e sente vergonha de si mesmo por praticá-lo. Você passa algum tempo sem tropeçar nele, mas de vez em quando ele ressurge, deixando-o triste e desanimado, pois percebe que seus esforços para vence-lo tem sido infrutíferos e somente imaginar que tal prática poderá ser conhecida por alguém, causa-lhe imenso pavor.

Neste caso, a Bíblia diz que precisamos confessar a alguém, não ocultar, para sermos curados. Seus votos, jejuns e orações não funcionam, é preciso confessar. A Bíblia diz que quando confessamos e deixamos, alcançamos misericórdia. Tudo aquilo que precisamos manter oculto, pertence às trevas, pois a luz de Cristo ainda não alcançou. Exemplificando, é como um quarto de nossa casa que permanece fechado. Abrimos todas as portas e janelas para a luz do sol entrar, mas existe um quarto, no fundo da casa, que permanece trancado, na escuridão. Neste caso, é necessário não somente o perdão, mas também a cura.

“Não participem das obras infrutíferas das trevas; antes, exponham-nas à luz; porque o que eles fazem em oculto, até menciona-lo é vergonhoso.” Ef 5.11-12

“Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para serdes curados: a oração feita por um justo pode muito nos seus efeitos.” Tg 5.16

“O que encobre as suas transgressões, nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia.” Pv 28.13

Concluindo, o propósito de lidar com o pecado é que você mantenha a consciência limpa, livre de culpa. Sempre que Deus o iluminar, você deve estar disposto a lidar com o seu pecado, qualquer que seja ele, não importando a sua imagem diante dos homens nem levando em conta o prejuízo. Lembre-se: temos mais de Deus, quando Deus tem mais de nós.

Ercilio R Oliveira

www.batistarestaurar.org.br

ercilioribeiro.blogspot.com

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A Peregrinação à Kaaba: quinto pilar do Islam

 

Por: Sami Isbelle, em 05/07/2011 às 18:32 – G1

Depois de analisarmos os 6 pilares da crença islâmica, hoje estamos concluindo a abordagem dos 5 pilares da religião, conforme prometemos no primeiro post deste blog. Esses pilares resumem o que é o Islam, mas se Deus quiser continuaremos postando textos com temas relacionados à nossa religião e aos muçulmanos.

Este quinto pilar consiste em empreender a peregrinação à Kaaba, localizada na mesquita Al Haram, na cidade de Makka, na Arábia Saudita, pelo menos uma vez na vida. Mas o cumprimento desta adoração somente é obrigatório para o(a) muçulmano(a) que tenha atingido a puberdade, goze de plena condição de saúde física e mental, e tenha possibilidades financeiras de realizar tal viagem. Aquelas pessoas que não preencherem esses requisitos
estão isentas desta obrigação.

Quando o muçulmano realiza esta peregrinação, ele está relembrando os rituais praticados pelos profetas Abraão e seu filho Ismael (que a bênção e a paz de Deus estejam sobre eles). Deus, o Altíssimo, incumbiu ambos de erguerem os pilares da Kaaba, que consideramos ter sido o primeiro local onde se adorou a Deus, quando Adão e Eva, após descerem do paraíso, ali fizeram as suas orações. Com o passar do tempo foram perdidos os vestígios da localização exata, então Deus informou a Abraão (que a benção e paz de Deus estejam sobre ele) que enviaria uma pedra do céu para indicar o local de
sua construção. Assim foi feito, e essa pedra encontra-se até hoje posicionada em uma das quinas da Kaaba.

A peregrinação pode ser considerada como o maior congresso anual de paz no mundo, pois para que ela seja aceita por Deus o muçulmano não pode causar nenhum tipo de dano à natureza – como matar plantas ou animais que não sejam para o consumo ou que impliquem em perigo para o ser humano – nem às pessoas que o cercam, sendo vedado discutir, brigar, ofender, etc. Logo, ali se pratica a paz da forma mais plena e abrangente possível, onde se encontram muçulmanos das mais variadas partes do mundo, de diferentes cores, etnias, status social, culturas, idiomas, costumes, níveis de educação, todos com um único objetivo: adorar a Deus.

Os muçulmanos não idolatram a Kaaba. Ela é apenas uma construção cúbica, que não possui nenhuma santidade ou sacralidade, não beneficia nem prejudica ninguém, sendo tão somente a indicação do local para onde todos os muçulmanos do mundo se dirigem em suas orações diárias. Os principais rituais da peregrinação, todos praticados em Makka e em locais próximos, são:

• Circundar a Kaaba no sentido anti-horário sete vezes;
• Percorrer a distância entre os montes de Al Safa e Al Maruá por sete vezes, relembrando o ato de Agar, esposa do profeta Abraão, ao procurar água para o seu filho Ismael (que a bênção e a paz de Deus estejam sobre eles) naqueles locais, onde surgiu neste episódio o poço de Zamzam, que jorra água ininterruptamente até os dias de hoje;
• Arremessar sete pedras pequenas em três pontos distintos, devidamente demarcados, na cidade de Mina, simbolizando o ato realizado pelo profeta Abraão quando foi sacrificar o seu filho Ismael (que a bênção e a paz de Deus estejam sobre eles) seguindo a determinação de Deus. Satanás então apareceu para ele nesses três pontos, tentando dissuadilo de seguir adiante para não obedecer a ordem de Deus, e o profeta Abraão (que a bênção e a paz de Deus esteja sobre ele) reagiu atirando sete pedras pequenas nele, fazendo com que sumisse.

Durante a peregrinação todos os muçulmanos se vestem de forma semelhante, com apenas dois pedaços de pano: um cobrindo da cintura para baixo e outro envolvendo a parte de cima. Desse modo fica evidente que somos todos iguais, ou seja, não somos superiores devido à nossa riqueza, beleza, poder, nível intelectual ou cor. O que irá nos diferenciar diante do nosso Criador é a temência: quem for mais temente a Deus e coerente na prática do Islam, será o melhor perante Ele.

Em Arafat, que é o único local onde todos os peregrinos ficam juntos no mesmo ponto, é o momento em que temos uma ideia de como será o Dia do Juízo Final, onde estarão todos os humanos reunidos aguardando o julgamento. Assim, nós aproveitamos a parada em Arafat para fazer uma autoanálise da nossa vida, verificando se estamos sendo coerentes com os ensinamentos do Islam e quais aspectos em que podemos nos aperfeiçoar. Afinal, é melhor nos autoavaliarmos aqui, enquanto temos a oportunidade de evoluir, do que aguardarmos estagnados a avaliação no Dia do Juízo Final. Além disso, aproveitamos esses preciosos instantes em Arafat para intensificar as nossas súplicas a Deus, o Altíssimo, pedindo perdão pelo que cometemos de errado.

Sami Isbelle é o autor dos livros "Islam: a sua crença e a sua prática" e "O Estado islâmico e a sua organização" e diretor do departamento educacional e de divulgação da Sociedade Beneficente Muçulmana do Rio de Janeiro (SBMRJ – http://www.sbmrj.org.br/).