Eclética - Ad Majorem Dei Gloriam -Shema Yisrael Adonai Eloheinu Adonai Ejad, = "Ouve Israel! O Senhor é Nosso Deus e Senhor, o Senhor único." PIX: 61986080227
Crianças chinesas na escola. (Foto: Philippe Lopez / Getty)
Uma lei chinesa que impede a evangelização de pessoas com menos de 18 anos tem sido usada para impedir que as igrejas façam turmas de escola dominical com crianças, segundo denúncia de Erik Burklin, da China Partner.
Segundo ele, “uma das regras que sempre estão na lei deles é que você não pode fazer proselitismo ou não pode converter alguém com menos de 18 anos de idade”.
Ele explicou ao Mission Network que antes da aplicação da lei, “as pessoas estavam criando seus filhos na igreja e muitas igrejas começaram o que chamaríamos de aulas da escola dominical”, diz Burklin.
“Eles usavam esse tempo para ensinar versículos bíblicos às crianças e ensinar-lhes canções cristãs e assim por diante.”
Mas agora, muitas igrejas foram notificadas pelos chefes do Departamento de Assuntos Religiosos exigindo que as aulas de escola dominical sejam fechadas.
“Eles até colocam sinalização na entrada de algumas igrejas para indicar isso”, diz Burklin.
Muitos pastores que antes convidavam as equipes da China Partner para ensinar como conduzir aulas para jovens entre 13 e 18 anos agora reclamam dessa lei que tem os impedido de colocar em ação vários planos de evangelismo.
Para respeitar e proteger seus parceiros locais, o China Partner decidiu descontinuar sua iniciativa YouthServe. Burklin diz que pode voltar no futuro, mas, por enquanto, é do melhor interesse de seus parceiros se eles o fecharem.
A decisão das autoridades chinesas é preocupante para a China Partner, pois os jovens são a próxima geração de potenciais líderes cristãos e, com a proibição, eles não serão alcançados e nem preparados para darem continuidade ao ministério naquele país.
O anúncio da queda da fé de alguns importantes líderes evangélicos como o pastor Joshua Harris e do cantor Marty Sampson, do Hillsong, deixou cristãos de várias partes do mundo surpresos.
Mas para a atriz Priscilla Shirer (Quarto de Guerra), essa situação é cumprimento da Palavra de Deus como lemos em Mateus 24:10-11.
“A Bíblia adverte os crentes que dias virão quando até mesmo nossos líderes vão cair, e eu acho que estamos vendo as intenções daqueles tempos até agora”, declarou ela ao Faithware.
Shirer incentivou os cristãos a se fortalecerem espiritualmente.
“Agora, mais do que nunca, é o tempo para fortalecer nossa espinha dorsal espiritual, para saber em que acreditamos, firmarmos na Palavra de Deus para que possamos permanecer firmes na verdade que realmente conhecemos – não que acabamos de ouvir através da videira”, declarou.
A atriz, que estará no filme “Mais Que Vencedores”, marcado para estrear no Brasil em setembro, também declarou que os cristãos precisam ser capazes de defender nossa fé e para evitar manchar o nome do Evangelho e o nome de Jesus.
Outro ensinamento de Shirer é sobre não adorar pessoas. “Quando eles caem, a queda é dura e dura para todo mundo”, continuou Shirer.
“Ninguém é perfeito, exceto nosso Senhor, e temos que tirar o fardo dos ombros das pessoas para sermos o que somente Jesus pode ser para nós e somente o que o Espírito Santo pode ser para nós”, completou.
O cantor e pastor Kleber Lucas falou sobre seu recente divórcio, os planos para seu novo álbum, “M.O.S.A.I.C.O.” e se queixou de ignorância no meio evangélico em uma recente entrevista.
Com 30 anos de carreira, sendo seis como pastor da Igreja Batista Soul, Kleber Lucas disse que convive com arrependimentos e que parte disso se reflete em seus casamentos que terminaram em divórcio.
“Eu me arrependo e vivo me arrependendo de coisas. O que está mais evidente e óbvio é que sou uma pessoa que está no terceiro divórcio. Estou procurando ajuda pastoral e de terapeuta para uma releitura da minha própria caminhada. Eu me arrependo, por exemplo, de ter me separado da Mabeni, quando a Michelle e o Raphael eram novinhos e ele pediu pra ir comigo. Eu tive que conviver com isso durante dez anos até o dia em que o Raphael entrou por essas portas daqui de casa com a mala dele”, desabafou.
“Também me arrependo de ter viajado enquanto meus filhos estavam nas festinhas de escola e reunião de pais. E me arrependo de não ter procurado ajuda quando vi meu casamento com a Mabeni acabando. Hoje temos um bom relacionamento e, graças a Deus, que a Mabeni teve muita misericórdia de mim e não voltou para Goiás. Eu não suportaria viver longe dos meus filhos e, apesar de ter sido deixada, ela foi muito corajosa de ficar aqui no Rio de Janeiro e estar aqui até hoje. Apesar de estarmos separados, ela sabe que nunca vai ser esquecida por mim”, acrescentou Kleber Lucas.
Apesar da ruptura no casamento citada pelo cantor e pastor, seu filho Raphael Lucas colaborou na música No Olho do Furacão, que fará parte do repertório do novo disco de Kleber Lucas. Segundo ele, a relação é estreita: “Eu me separei da Mabeni, mas nunca me separei do Rapha nem da Michele. A gente sempre foi cúmplice na criação dos filhos. Sempre fui uma voz paterna na vida deles mesmo à distância nas viagens. Eu tenho a alegria de ter os meus dois filhos hoje morando comigo”, contou.
“É muito bom perceber uma relação de amizade com os meus filhos, mas eu sou pai, não sou o melhor amigo dos meus filhos. Assim como a Mabeni é a mãe, eu sou um pai que tem uma voz forte na vida deles, mas ao mesmo tempo tem esse lugar do pertencimento e do acolhimento. Tê-los por perto é uma cura para a minha vida. Eu não poderia ser mais grato a Deus por ter os meus dois filhos morando comigo e ver as coisas acontecendo na vida deles. O Raphael está fazendo o maior sucesso compondo para famosos, mas tem amigos milionários e tem amigos que o pai é porteiro de prédio. Eu criei meus filhos para serem humanos e não para serem filhos de cantor famoso. Criei para tratar todo mundo bem”, afirmou o pastor.
Sobre o trabalho de aconselhamento com pastores e terapia, Kleber Lucas disse que vem encontrando fraquezas que havia ignorado antes: “Sou o protagonista da minha própria história, então, não posso transferir a causa da minha fraqueza, dos meus fracassos. Não vou colocar esse débito na conta de ninguém. Então, eu vou descobrindo uma pessoa que não soube lidar bem, por exemplo, com fragmentações de família, com um ambiente social de esquecimento, alguém que sempre fez perguntas para respostas para as quais não teve”.
O divórcio mais recente, de Danielle Favatto, é um caso ainda em aberto em termos de sentimento para o pastor: “Ainda estou no processo de repensar a vida e a trajetória. Desses três casamentos, duas decisões de terminar foram minhas e, por isso, não dói só em quem é deixado, mas também dói em quem deixa e vai embora. Fica uma lacuna na alma, um luto que você tem que conviver, um sentimento de fracasso enorme e você tem que dar conta da vida com essas lacunas”.
Kleber Lucas falou ainda sobre sua relação com Deus, enfatizando que tudo se baseia na fé: “É complexo pensar em Deus porque Ele é Pai, Filho e Espírito Santo e essa experiência com o sagrado tem que ser desenvolvida pela fé. Ao longo desses 33 anos de caminhada cristã, sempre penso que a minha caminhada tem sido de ouvir Deus pela meditação na Palavra, pelas orações, pelo sermão que é pregado, pelas circunstâncias que me ocorrem”.
Na entrevista ao portal Pleno News, o pastor comentou sua relação de proximidade com sacerdotes de outras religiões, principalmente de matriz africana: “Fui criado na favela com uma mãe solteira, criando três filhos, morando de favor. Fui criado sendo despejado de barraco em barraco feito de pau a pique com telhado de zinco. Às vezes, batia a chuva e levava tudo. A gente morou em porões de casas, na cozinha ou no quarto de pessoas e muitas delas eram da Assembleia de Deus, de Igreja Católica, de igreja nenhuma e muitas eram de terreiro de candomblé. As mães de santo se preocupavam em saber se os filhos de Maria tinham comida em casa. Quando você está com fome na favela e a comida chega, você não faz pergunta se ela chegou da igreja evangélica ou do centro de candomblé. Você quer comer e come com alegria. Fui muito abençoado por Deus através de mães e pais de santo, de pastores evangélicos, de ateus, de agnósticos, de bêbados e até de bandidos.
“Eu fui criado nesse ambiente plural e aprendi a respeitar a opinião das pessoas. Conviver pacificamente é um princípio democrático e aprendi isso, não na minha orientação do Mestrado pela UFRJ, mas na favela onde você aprende a compartilhar espaços. Quero conviver pacificamente com essas pessoas, inclusive as que pensam diferente de mim. Esse é o meu lugar respeitoso de convivência pacífica. Não estou falando de Salvação, mas de respeito. Eu quero respeitar o sagrado do irmão porque quero que o meu sagrado seja respeitado”, argumentou.
Em outra resposta, o pastor acusou setores da igreja evangélica de conviver confortavelmente com a falta de conhecimento: “A ignorância é um prato servido, muitas vezes, em escolas e nessa mídia nociva que a gente tem. As informações são tendenciosas com um cunho extremamente ideológico e polarizado pra sustentar um projeto, seja ele religioso ou político. A informação está recheada dessa coisa de sustentar uma ideia, então, a gente vai se alimentando disso. Nós vivemos dias desafiadores porque, ao mesmo tempo em que todo mundo tem esse lugar de fala nas redes sociais, as informações vão circulando da forma mais esdrúxula possível e as pessoas vão engolindo sem fazer perguntas. A gente vê uma nação toda se alimentando de esterco e isso é complicado”, opinou.