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Cristãos podem ter atração sexual sem que se torne luxúria: conselheiros cristãos

Cristãos podem ter atração sexual sem que se torne luxúria: conselheiros cristãos

Unsplash / Travis Grossen

Os cristãos podem ter atração sexual sem que isso seja luxúria, de acordo com um par de conselheiros cristãos especializados em casamento e família.

O podcast “The Table” do Seminário Teológico de Dallas teve um episódio publicado no YouTube na semana passada intitulado ” Uma abordagem saudável para a atração sexual “.

A entrevista de especialistas do anfitrião Bill Hendricks incluiu Debby Wade, uma conselheira profissional licenciada especializada em casamento, família e dependência de sexo; e Gary Barnes, ministro ordenado e psicólogo licenciado, especializado em casamento e assuntos familiares.

Wade discordou da crença de que atração sexual e luxúria eram a mesma coisa, com ela explicando que luxúria envolve “objetivar” e “apenas ver um nível de uma pessoa”.

“Acho que a atração sexual é muito mais profunda e abrange muitas coisas”, disse Wade. “Da maneira que Deus nos projetou fisiologicamente, temos essa reação química e a química que podemos experimentar com os outros.”

“E nós sabemos que há uma atração por lá. Mas não queremos apenas basear um relacionamento nessa atração. ”

Wade acrescentou que a atração envolve um sentimento de longo prazo, usando o exemplo hipotético de um casal que está junto há 60 anos ou mais.

“Eles foram atraídos um pelo outro fisicamente. E embora o corpo deles tenha mudado fisicamente, por causa da intimidade, havendo uma atração e um conhecimento mais profundo, eles ainda diriam que, de todas as mudanças no corpo, nas rugas e tudo mais: ‘Estamos tão atraídos um pelo outro agora quanto há 60 anos ‘”, continuou ela.

Barnes também notou um contraste entre atração e luxúria, definindo luxúria como “objetivando a auto-satisfação”, enquanto a atração seria “contemplar a beleza” e “poderoso”.

“É poderoso de propósito. E poderia ser usado para fins construtivos ou destrutivos. Mas não é ho-hum. E essa é realmente a coisa boa da idéia de sexualidade de Deus é que não deveria ser ho-hum ”, disse Barnes .

Barnes também falou sobre o que ele descreveu como a “ladeira escorregadia da sexualidade”, que envolvia os extremos de “demonizar a sexualidade” de um lado e “deificar a sexualidade” do outro.

“Agora, no topo, a ladeira escorregadia que tendemos a deslizar para um lado ou para o outro é a sexualidade sagrada. E esse é o chamado de Deus para elevarmos ”, explicou.

“O que Deus nos deu é um presente que Ele deseja que elevemos. E o objetivo, novamente, é nos levar além da fisicalidade da sexualidade, embora a fisicalidade seja necessária para o desenho. E é para isso que a atração contribui. É uma parte poderosa do desenho. Mas não podemos deixar que isso nos puxe para os dois lados da ladeira escorregadia.

Para ajudar a elevar uma atração sexual saudável, Wade disse que é importante começar com “um coração de gratidão”.

“Uma gratidão que Deus escolheu para nos tornar como seres sexuais, uma gratidão que Deus escolheu para tornar homens e mulheres, que Deus escolheu, em Sua maneira criativa, nos tornar tão diferentes”, explicou Wade.

“Acho que quando ficamos em um coração de gratidão, estamos cientes disso, então não podemos reprimir, somos gratos por isso. E então, acho que quando temos uma gratidão e uma gratidão por alguma coisa, e sabemos que Ele é o Criador, isso nos ajuda a ficar na linha de manter isso elevado. ”

Carl Thomas, criador do Live Free Community App e fundador do ministério do vício em pornografia Live Free , abordou o assunto sobre o que a luxúria é e não está em um artigo de 2018 publicado pelo The Christian Post .

“Luxúria não está olhando. A luxúria está deixando sua mente vagar para pensamentos sexuais DEPOIS de olhar ”, escreveu Thomas, cuja coluna apareceu originalmente no XXXchurch.com.

“Veja bem, luxúria não é isso que acontece. Não é espontâneo. Não é aleatório. A luxúria cresce. É de várias maneiras orgânico. E tem seu próprio ciclo de vida. ”

Thomas acrescentou que “quando você ou eu olhamos para uma pessoa atraente, não estamos desejando … mas é nesse momento que o ciclo de vida pode começar a se desenrolar”.

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Cultos

Por que Deus criou a mulher?

Adão, ao se deparar com a mulher criada por Deus, exclamou “Esta, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne” (Gênesis 2.23).

FONTE: GUIAME, CLARICE EBERT

(Foto: Getty)
(Foto: Getty)

A narrativa bíblica da criação do homem e da mulher relata que o homem estava no paraíso, mas mesmo assim, sentiu-se só. Impulsionado por esse sentimento procurou alguém que lhe correspondesse. Evidentemente, entre os demais seres criados, não encontrou ninguém com esse perfil, que estivesse à altura de suas expectativas e até mesmo de suas necessidades psicofísicas e espirituais. Deus, que se alegrara em tudo que criara até então, percebeu a solidão do homem e disse “não é bom que o homem esteja só” (Gênesis 2.18). Assim, ele criou a mulher, moldada diretamente por suas hábeis mãos.

Adão, ao se deparar com a mulher criada por Deus, exclamou “Esta, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne” (Gênesis 2.23).

Uma leitura dessa narrativa bíblica pelas lentes da atual sociedade erotizada, interpretaria que essa exclamação de Adão revelaria que ele estaria vislumbrado com o porte físico da mulher e que estaria feliz porque, enfim, seus instintos sexuais seriam atendidos. No entanto, vislumbrar o relato bíblico da criação da mulher por essas lentes, pode levar ao equívoco de que a mulher teria sido criada para o homem apenas, ou principalmente, com o intuito de satisfazer seus impulsos sexuais masculinos. Sob essa ótica a mulher não passaria de um objeto sexual para atender o homem em suas demandas sexuais instintivas e fisiológicas, ou reprodutivas. Seria um objeto ou para o prazer ou para reprodução.

Outra leitura equivocada da exclamação de Adão, seria via lentes machistas. Nessa ótica se entenderia que a mulher fora criada como um ser subalterno para auxiliar e servir ao homem, um ser superior. Ela seria uma espécie de secretária competente que estaria disponível para auxiliar o homem na missão que Deus dera somente a ele. Por essa perspectiva, a mulher até obteria o reconhecimento de ser indispensável, mas como uma serva.  Ela serviria como uma auxiliar competente e indispensável, para que o homem pudesse cumprir com os mandatos sociais, culturais e espirituais, que, de acordo com essa ótica, teriam sido dados por Deus somente a ele.

Mas, se utilizarmos lentes menos embaçadas por erotizações e discriminações culturais e históricas, talvez seja possível nos aproximarmos um pouco mais da percepção da real intenção do criador para a relação homem e mulher. Parece que Adão percebeu que enfim estava diante do ser correspondente que estava à procura. Não um ser objetal nem subalterno, mas um ser igual a ele em sua humanidade. É como se dissesse “Enfim um ser humano igual a mim”. Enfim um ser correspondente em sua humanidade, com quem poderia manter comunhão, conversar, trocar vida e cuidar do mundo.

No original hebraico o nome dado por Deus à mulher foi Ezer Knegdo. O significado carrega o sentido de socorro, um auxílio sem o qual não seria possível viver. A humanidade estaria em risco sem esse socorro. O homem não conseguiria reproduzir a espécie humana sem a mulher e, além disso, não conseguiria ser humano sem outro humano correspondente.

Portanto, a exclamação de Adão “Esta, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne” (Gênesis 2.23) manifesta o reconhecimento de que ele e a mulher são feitos da mesma matéria e carregam a mesma essência. E Deus, o Senhor dessa bendita criação, sela essa ideia ao afirmar que ambos, homem e mulher, são portadores da sua imagem e semelhança (Gênesis 1.26). O reconhecimento por parte do homem de que a mulher que Deus acabara de criar, era um ser igual a ele, permitiu que o primeiro casal cumprisse os mandatos de Deus numa parceria no cuidado da vida e do mundo criado.

Infelizmente após a queda relatada na narrativa bíblica, ocorreu uma ruptura dessa parceria. Homens e mulheres não conseguem mais se ver como iguais em sua humanidade. A história da trajetória humana nos conta que a mulher passou a ser vista como um ser criado nas trevas, inclinado para o mal, para o pecado e perigosamente a serviço do descaminho do homem. Ela foi destituída de razão e de alma, e considerada um ser menor, de segunda categoria. Por isso, foi segregada sem direitos à voz e expressão, tanto no ambiente familiar, como no contexto social, laboral e religioso.

No entanto, a história nos faz refletir. As reconexões promovidas pelo ato salvífico de Cristo nos convidam a reconectar com o criador e ao outro correspondente também. Dessa forma, já é possível retomar o intento do criador em promover a parceria entre o homem e a mulher. Que acabem as guerras entre os sexos e possamos ouvir em alto e bom som a exclamação que reconhece: “Enfim um ser humano igual a mim”.

Para lembramos desse reconhecimento é que existe o Dia Internacional da Mulher na agenda anual. Os mimos nesse dia podem até ser muito bem-vindos, mas sem esse reconhecimento essencial não passam de homenagens triviais com poucas ressonâncias de uma reflexão mais profunda. Que ao final, ambos, homens e mulheres, possam perceber que foram criados com a mesma matéria e essência, e que em sua missão parceira de cuidar do mundo, possam refletir a imagem e semelhança do Criador.

Por Clarice Ebert, Psicóloga (CRP0814038), Terapeuta Familiar, Mestre em Teologia, Professora, Palestrante, Escritora. Sócia do Instituto Phileo de Psicologia, onde atua como profissional da psicologia em atendimentos presenciais e online (individual, de casal e de família). Coordenadora e palestrante, em parceria com seu marido, do Ministério Vida Melhor (um ministério de cursos e palestras). Membro e docente de EIRENE do Brasil.

* O conteúdo do texto acima é uma colaboração voluntária, de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

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O Legado Congregacional e os Conclaves Assembleares

Pastor Emérito no Coração Pr. Walter Santos & Profª. Zeni Santos
Pastor Emérito no Coração Pr. Walter Santos & Profª. Zeni Santos

Os Batistas tem sua estruturação religiosa fundamentada no Governo Congregacional, submetendo-se a orientação do Espírito Santo personificada na manifestação de vontade da membresia, especialmente dos membros-efetivos, que tem direito a assento, voz e voto nas deliberações religiosas-administrativas, com sua fé em Jesus Cristo como único e suficiente salvador das ´almas´ das pessoas, embasando-se na Bíblia Sagrada como Regra de Fé e Prática, subordinando-se exclusivamente a direção de Deus, com a proposição de esperança, de transformação, de “uma vida em abundância”, como ensina o Cristianismo.

Enfatizamos que foi neste salutar ambiente eclesiástico, ainda adolescente, na década de 1970, que tivemos a satisfação de aprender com o “Pastor-Emérito do Coração”, Pr. Walter Santos, eis que, por este Homem de Deus recebemos o batismo em 1980 na PIB em São João de Meriti/RJ, o qual, juntamente com sua esposa, proficiente auxiliadora, Profa. Zeni Santos, diretora de escolas, liderou a Igreja por quase 32 anos, tendo durante seu Ministério Pastoral edificado um Moderníssimo Santuário, inaugurado em 1971, até a ocasião, pela maior Assembleia da Convenção Batista Fluminense, uma das inúmeras marcas de sua profícua liderança espiritual e comunitária, inclusive reconhecida junto à Sociedade Civil Meritiense.

Ele, que sempre teve uma respeitada atuação denominacional, seja na Associação Meritiense, na Convenção Fluminense, e ainda, na Convenção Brasileira, compartilhou vivencialmente ensinamentos da democracia batista, praticando as regras parlamentares na assembleias da Igreja, além de incentivar os membros a participar da vida eclesiástica, sobretudo dos Conclaves Deliberativos Denominacionais, em todos os níveis, pelo que, com satisfação prestamos este ‘Preito de Gratidão’ e estimamos com afeto de filho na fé a este amado Casal de Obreiros da Causa do Senhor, pelo ensino do legado congregacional, sistema de governo eclesiástico em que os membros efetivamente participam nas deliberações da Igreja.

A PIB São João de Meriti/RJ, onde há mais de quatro décadas congregamos, juntamente com a esposa Diác. Soraia Garcia, com quem enamoramos há trinta anos, e, a filha Alana Garcia, que é a 5ª Geração de Batistas na Família, celebra neste Ano de 2020, ‘Jubileu de Sândalo’ de Organização Denominacional pela PIB Jacarepaguá, Rio/RJ, sob a orientação do pioneiro Pr. Salomão Ginsburg, sendo que, neste período de 95 Anos de Instituição Eclesiástica foi praticamente presidida por quatro Líderes Espirituais: Pr Joaquim Rosa (29a), Pr. Walter Santos (32a), Pr. José Maria de Souza (20a), e, pelo Pr. Claudio de Souza, nos últimos 10 anos; cultivando ao longo da história o legado congregacional deliberativo dos batistas.

É de se ressaltar que Igrejas tradicionais se mantém praticando os princípios do Governo Congregacional, e até encontrando estratégias de ressignificação a indispensável participação dos membros nas deliberações, inclusive através da implementação de ferramentas digitais, modernização no formato das assembleias, além da conscientização dos membros da participação nos destinos da Grei, enfatizando a intrínseca relação do Sistema de Governo com a Igreja, eis que, este identifica os batistas ao longo da história, seja nos Cultos, EBD, Reuniões, Treinamentos etc; em algumas Congregações tem-se adotado um sistema de governança representativo, onde os membros elegem pessoas que atuam em Conselhos Administrativos, sejam de áreas ministeriais, de grupos etários, por funções eclesiásticas etc, os quais deliberam assuntos temáticos atinentes a governança, embasado no Estatuto Associativo da Igreja.

Estas pessoas assumem o comprometimento de compartilhar as referidas decisões, numa proposição de transparência com a prestação de relatórios etc, através participação da Diretoria Estatutária, Ministério Diaconal, Conselho Fiscal, Conselho de Ética, Diretores de Departamentos, Professores da EBD etc, socializando as informações que devem ser conhecidas dos fiéis, sendo estas deliberações submetidas a homologação de toda a membresia, o que não desobriga a Igreja a exercer a governança com transparência, buscando a aprovação da Congregação nas decisões de impacto na Comunidade de Fé.

As Assembleias Denominacionais se realizam no município, Associação Regional, no estado, Convenção Estadual, no país, Convenção Brasileira, no continente, União Latino-Americana, e, internacional, a Aliança Batista Mundial, que após 60 anos volta a se reunir no Brasil em 2020, não havendo hierarquia entre estas Entidades Denominacionais e a Congregação Batista, à luz do princípio da Autonomia da Igreja Local, e sim uma atuação cooperativa e voluntária, de sinergia de esforços em prol do Reino de Deus.

Com esta proposição os Batistas Fluminenses se reuniram na Cidade de São Gonçalo/RJ para a realização de mais uma Assembleia Convencional, que em 2019 ocorreu sob a presidência do Pr. Vanderlei Marins (PIB Alcântara/RJ), onde tivemos a alegria de completar 35 anos de participação na condição de ‘delegado’ da Igreja às Assembleias da Convenção Batista Fluminense (CBF), tendo como mensageiro direito a assento, voz, voto, igualmente a outros irmãos em Cristo, nos debates convencionais, usufruindo do legado congregacional construído ao longo da história, desde os protestantes holandeses.

Destacamos, com alegria, que há mais de duas décadas temos contribuído com os Conclaves Assembleares dos Batistas Fluminenses, e, dos Batistas Brasileiros, inclusive na presidência da Comissão de Assessoria Jurídico-Parlamentar, provendo suporte legal preventivo à Mesa Diretora e ao Plenário Convencional, retribuindo o aprendizado recebido ao longo dos anos de diversos líderes denominacionais, cooperando para que o Legado Congregacional deliberativo seja usufruído plenamente, pelos civilmente capazes, à luz do Ordenamento Jurídico Nacional, embasados na Constituição Federal, Código Civil, Estatuto Associativo, Regimento Interno e Regras Parlamentares aprovadas pelos Mensageiros das Igrejas, que elegeram o Pr. Elildes Macharete (PIB Barra de São João, São Pedro da Aldeia/RJ) para conduzir os destinos da CBF, e presidir a Assembleia de 2020, na Cidade de Campos dos Goytacazes/RJ.

Dr. Gilberto Garcia