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“Não podemos deixar a esquerda voltar ao poder”
José Wellington. (Foto: Reprodução / Facebook)
Na reta final da campanha, o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, continua ganhando apoio de lideranças evangélicas. Depois do bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus, foi a vez do pastor José Wellington, presidente emérito da Assembleia de Deus (CGADB).
Bolsonaro, que lidera com folga as pesquisas de intenção de voto dentro do segmento, recebeu publicamente apoio de José Wellington.
Durante o culto que celebrava seu aniversário de 84 anos ontem (1/10), ele anunciou aos presentes que votaria no militar. “De todos os candidatos, o único que fala o idioma do evangélico é Bolsonaro. Não podemos deixar a esquerda voltar ao poder”, justificou.
Espera-se que os eleitores evangélicos desempenhem um papel decisivo nas eleições presidenciais do Brasil no dia 7 de outubro, visto que novas regras proibiram as corporações de fazerem contribuições diretas depois dos escândalos de corrupção.
Com o crescimento de seus números e influência, e a “bancada evangélica” no Congresso representando 15% dos legisladores federais, os apoiadores evangélicos se tornaram o foco dos principais candidatos de acordo com o Longview News-Journal.
Um dos líderes das pesquisas eleitorais foi fotografado chorando em um culto numa igreja, enquanto outro prometeu manter a proibição do aborto no país.
“O voto evangélico é muito orgânico, no sentido de que os pastores e bispos têm uma relação com os seguidores que influencia como eles votam”, disse o autor Antonio Lavareda segundo relatos.
“É o oposto da Igreja Católica, onde, apesar de ter mais fiéis, os padres têm menos influência direta”, acrescentou Lavareda, que escreveu extensamente sobre a política brasileira.
O Brasil tem o maior número de católicos do mundo – 123 milhões de acordo com o censo de 2010 – enquanto que os evangélicos agora somam 42 milhões, ou 20% da população.
No entanto, eles ajudaram a derrubar a ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, por manobrar ilegalmente o orçamento federal e são amplamente considerados responsáveis pela eleição de Marcelo Crivella, bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, como prefeito do Rio de Janeiro naquele ano.
O fundador da Universal, igreja de Crivella, Edir Macedo, também é proprietário de uma das maiores emissoras do Brasil, dando uma ideia de sua forte influência na mídia.
Enquanto isso, o pastor Silas Malafaia disse recentemente à Associated Press que ajudou a eleger 25 deputados e cinco senadores, apoiado pelas mais de 50 igrejas sob sua jurisdição.
“Eu ajudo os candidatos a serem eleitos emprestando-lhes minha imagem e palavras”, disse ele, acrescentando que este ano está apoiando o congressista de extrema-direita e ex-capitão do Exército Jair Bolsonaro.
“No Brasil, precisamos de um machão como ele… para defender todos os valores e princípios da família católica”, disse ele.Com informações do Folha Gospel

