Categorias
Bíblia Estudos

O Gnosticismo e o Novo Testamento

Gnóstico e Cristãos-o embate

Aqui está o aprofundamento de como as principais correntes gnósticas reinterpretavam o Novo Testamento, utilizando as próprias passagens bíblicas para justificar sua cosmologia dualista, acompanhadas da respectiva refutação ou sentido original defendido pela ortodoxia cristã.

1. O Universo como Prisão e os Governantes Cósmicos

Para os gnósticos, a criação física não era obra do Deus Supremo, mas sim de uma divindade inferior e ignorante (o Demiurgo), auxiliado por seus ministros, os Arcontes (governantes cósmicos). Para validar essa tese de que o mundo material é governado por forças das trevas, eles recorriam fortemente às cartas de Paulo.

  • A passagem usada por eles: > “Pois a nossa luta não é contra pessoas, mas contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestes.” (Efésios 6:12)
  • A Reinterpretação Gnóstica: Eles liam “principados, potestades e dominadores” como seres cósmicos reais (os Arcontes) que vigiavam as esferas celestes para impedir que as almas humanas escapassem da matéria.
  • A Visão Ortodoxa: Na teologia paulina, essas expressões referem-se a forças demoníacas e estruturas espirituais caídas que influenciam o comportamento humano na Terra, e não a deuses criadores do mundo físico. A criação material continua sendo de Deus, embora afetada pelo pecado.

2. O Dualismo Radical: “Carne” versus “Espírito”

Os gnósticos defendiam que o corpo e a matéria são intrinsecamente maus e incapazes de redenção, enquanto o espírito divino interior é puramente bom. Eles encontraram nos fortes contrastes feitos por Paulo o argumento perfeito.

  • A passagem usada por eles:

“Porque a carne luta contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes se opõem um ao outro…” (Gálatas 5:17)
e também:
“Irmãos, o que afirmo é isto: a carne e o sangue não podem herdar o Reino de Deus…” (1 Coríntios 15:50)

  • A Reinterpretação Gnóstica: Para eles, isso era uma prova científica e teológica de que o corpo físico (“carne e sangue”) é uma abominação que deve ser descartada, e que apenas a centelha espiritual invisível pode se salvar.
  • A Visão Ortodoxa: Na antropologia bíblica, “carne” (sarx) na maioria das vezes não significa o músculo ou o corpo físico em si, mas sim a natureza humana decaída, inclinada ao egoísmo e ao pecado. Tanto é que o cristianismo ortodoxo defende rigidamente a ressurreição do corpo no fim dos tempos, transformado e glorificado, e não a destruição da matéria.

3. O “Pleroma” e a Plenitude Divina

O gnosticismo ensinava que o Deus Supremo habita no Pleroma (termo grego para “Plenitude”), uma região de luz pura composta por várias emanações divinas (Éons). O Cristo seria uma dessas emanações que desceu ao mundo material. Eles usavam os textos que mencionavam essa palavra para provar que a própria Bíblia validava o conceito.

  • A passagem usada por eles:
    “Porque aprouve a Deus que nele habitasse toda a plenitude [Pleroma]…” (Colossenses 1:19)
  • A Reinterpretação Gnóstica: Eles interpretavam que Cristo carregava dentro de si a totalidade das emanações do reino da luz superior, servindo como um guia enviado diretamente do Deus Verdadeiro (e desconhecido) para nos resgatar do mundo material criado pelo Demiurgo.
  • A Visão Ortodoxa: O autor de Colossenses usa a palavra justamente para combater o proto-gnosticismo que estava surgindo naquela igreja. Ao dizer que toda a plenitude habita em Cristo, o texto afirma que o crente não precisa buscar conhecimentos secretos ou intermediários celestes (como os gnósticos propunham); em Jesus, Deus se revelou de forma total, corpórea e definitiva.

4. O Cristo Espiritual e o Combate ao Docetismo

Como os gnósticos não aceitavam que um ser divino pudesse se contaminar tocando em um corpo material ou sofrendo fisicamente, eles reinterpretavam os relatos dos Evangelhos. Diante disso, os escritos do apóstolo João tornaram-se o principal campo de batalha.

  • A passagem de combate:
    “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai.” (João 1:14)
  • A Reinterpretação Gnóstica (Docetismo): Eles argumentavam que o Verbo parecer ter se feito carne era uma condescendência pedagógica — uma ilusão para que os olhos humanos pudessem suportar sua luz, ou que o espírito do Cristo divino desceu sobre o homem Jesus no momento do batismo e o abandonou pouco antes da crucificação.
  • A Visão Ortodoxa: João insiste na palavra “carne” (sarx) exatamente para aniquilar qualquer interpretação abstrata ou mística. Para a ortodoxia, a salvação depende do fato histórico e físico de que Deus realmente se tornou um ser humano, sangrou, morreu na cruz e ressuscitou fisicamente, provando que o corpo material não é intrinsecamente mau, mas sim digno de redenção.
    Como você pode ver, as mesmas cartas e evangelhos serviam de munição para os dois lados. O que determinava o resultado era a premissa: os gnósticos liam a Bíblia tentando escapar do mundo material; a ortodoxia lia a Bíblia enxergando a redenção do homem dentro do mundo material.
  • Se este estudo lhe foi interessante ajude este pastor.
  • Faça um PIX de qualquer valor :
  • Chave: 61986080227
  • Pr. Ângelo Medrado

Encuentran en Roma las inscripciones gnósticas más antiguas

Arqueología

 

Encuentran en Roma las inscripciones gnósticas más antiguas

Se trataría del objeto físico con referencias al cristianismo más antiguo que hay en la actualidad.

08 DE OCTUBRE DE 2011, ROMA (ITALIA)

Una piedra, parte de la colección de los Museos Capitolinos de Roma, podría tratarse del objeto tallado con referencias cristianas más antiguo conocido.Los investigadores han identificado en la inscripción referencias a una antigua secta que seguía las enseñanzas de un teólogo gnóstico del siglo II, Valentín.
“Si en realidad es una inscripción del siglo II, como creo que probablemente lo sea, se trata del objeto material con referencias cristianas más antiguo que poseemos”, explicó a LiveScience el investigador Gregory Snyder, del estudio Davidson College en Carolina del Norte.
La inscripción, conocida con el nombre técnico de NCE 156, está en griego y alude a creencias cristianas. Según Snyder podría ser un epigrama fúnebre por la incorporación de elementos cristianos y paganos. Los otros escritos cristianos de la época conocidos son algunos fragmentos de papiros escritos en tinta que citan parte de los evangelios.
La piedra tallada fue encontrada en las afueras de Roma. Los investigadores sugieren que una comunidad de seguidores de Valentín pudo haber vivido allí durante el Siglo II.
VALENTÍN, EL GNÓSTICO
“Sabemos que Valentín era un famoso maestro gnóstico del siglo II que vivió en Roma durante unos 20 años. Era poeta, pensador, orador, escritor”, explicaron fuentes de la investigación.
Según Tertuliano, el primer autor de la literatura latina cristiana, Valentín era candidato a obispo, pero después de que no fuese elegido, comenzó su propio grupo. Se cree que algunas de sus enseñanzas se encuentran en el Evangelio de Felipe, uno de los evangelios apócrifos que contiene enseñanzas gnósticas.
Valentín fue luego declarado hereje.  Entre otras enseñanzas, defendía que había tres tipos de personas: las de carácter espiritual tenían la “gnosis” o conocimiento para alcanzar la salvación mientras que los de naturaleza psíquica – cristianos corrientes – podrían alcanzar sólo una forma menor de la salvación. Por último, los de carácter material – paganos y judíos – serían condenados.

Fuentes: Christian Post

© Protestante Digital 2011