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MANTENDO A COMUNHÃO UNS COM OS OUTROS

Pastor Ivo Lidio Köhn

Texto base: Gênesis 3:8

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No começo Deus criou Adão e Eva. Eles eram inocentes de qualquer pecado e viviam em comunhão com seu Criador (Gênesis 3:8). Contudo, eles pecaram ao comerem o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal e ficaram espiritualmente separados de Deus (Gênesis 2.16-17).

Além de perderem sua comunhão com Deus, eles também foram expulsos do Jardim do Éden. Isso trouxe seus reflexos sobre toda a criação de Deus, mas especialmente sobre a comunhão entre os seres humanos.
A Bíblia é a história do desenvolvimento do plano de Deus para restaurar a comunhão dele com o homem e deste com o seu semelhante.

Deus não deseja estar afastado do homem e assim ele providenciou, através de Jesus Cristo, um meio do  ser humano ser restaurado na comunhão com seu Criador. A comunhão divina é um privilégio, mas precisamos entender como é estabelecida e mantida.

A palavra grega mais freqüentemente traduzida como “comunhão,” por definição e uso bíblico, dá o sentido de participação num interesse ou projeto comum. No Novo Testamento, a palavra é sempre usada em assuntos espirituais, nunca para atividades sociais. A palavra envolve, usualmente, dois elementos: relação e ação.

Quando duas ou mais pessoas têm um interesse espiritual em comum por causa de sua relação espiritual, elas têm comunhão ao participarem desse interesse comum. Sem essa relação, a participação em algum interesse ou trabalho não constitui comunhão no sentido bíblico da palavra. Duas pessoas que são cristãs têm uma relação de comunhão; ambas pertencem à família espiritual de Deus.

Quando elas co-participam de responsabilidades espirituais, elas têm comunhão entre si e com Deus. As palavras “comunhão” e “irmandade” são confundidas, às vezes, mas “comunhão” quase sempre significa co-participação, enquanto “irmandade” ressalta a relação.

O apóstolo João escreveu o seguinte: “Ora, a mensagem que, da parte dele, temos ouvido e vos anunciamos é esta: que Deus é luz, e não há nele treva nenhuma. Se dissermos que mantemos comunhão com ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado” (1 João 1:5-7). O homem não pode caminhar na escuridão, isto é, viver no pecado, e ter comunhão com Deus. A pessoa que nunca pecou está caminhando na luz, como estavam Adão e Eva antes de seu pecado no Jardim.

O problema com a humanidade é que, com exceção de Jesus, todas as pessoas responsáveis têm pecado! Paulo concluiu em sua carta aos Romanos, “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (3. 23).

Jesus obedeceu a vontade do Pai perfeitamente (Hebreus 4.15), mas todos os outros homens, tanto judeus como gentios, têm pecado e assim não podem ter comunhão com Deus, baseados nas suas próprias obras perfeitas.

Quando o homem peca, seu pecado o separa de seu Criador e ele não pode gozar da comunhão com Deus (Isaías 59.1-3). O profeta Amós perguntou, “Andarão dois juntos, se não houver entre eles um acordo?” (3:3). Deus não será parceiro no pecado. Se andarmos nas trevas, teremos de andar sem Deus!

Felizmente, Deus providenciou outro meio para o homem ser justificado. Para todos os que têm pecado, a comunhão com Deus só é possível através da fé, isto é, através do evangelho.

Somente aqueles que foram perdoados de todos os pecados passados podem ser participantes com Deus. Podemos ser perdoados de nossos pecados através do sacrifício de Jesus Cristo, uma manifestação da graça de Deus (Romanos 3.21-26).

Uma vez que tenhamos estabelecido esta relação espiritual com nosso Pai do céu, tornamo-nos participantes de nossa salvação com ele. Tornamo-nos participantes da divina natureza, isto é, temos que ser santo como aquele que nos chamou é santo (1 Pedro 1.15-16).

Tornamo-nos participantes dos sofrimentos de Cristo quando suportamos a perseguição por sua causa (1 Pedro 2:21 ). Tornamo-nos participantes com nossos companheiros cristãos na meta comum de glorificar Deus (Efésios 3. 20-21)

A manutenção de nossa comunhão com Deus exige que continuemos a andar na luz, como ele está na luz (1 João 1.7). Andar na luz não significa perfeito conhecimento das Escrituras. Nossa comunhão com o Pai não foi estabelecida na base do perfeito conhecimento das Escrituras, nem é mantida nessa base. Um dos exemplos de conversão a Cristo no livro de Atos é a do carcereiro filipense (Atos 16.19-34).

Ele ouviu a mensagem da salvação e obedeceu ao evangelho na mesma noite, estabelecendo uma comunhão com Deus. É óbvio que ele não tinha perfeito ou completo conhecimento da Palavra de Deus inteira. Contudo, aqueles que estão em comunhão com Deus precisam estudar a Palavra e crescer em conhecimento.

A palavra de Deus está disponível para nós e não podemos usar a ignorância como uma desculpa para a desobediência. Os novos cristãos precisam alimentar-se com o “leite,” isto é, as bases da Palavra e, com o crescimento, estarão aptos a aceitar a carne da Palavra (1 Coríntios 3:1-2 ) O filho de Deus tem que estar sempre pronto para se arrepender de qualquer pecado cometido em sua vida e confessá-lo, buscando o perdão (1 João 1:9).

Arqueólogos descobrem igreja de mais de 300 anos na Flórida

 

Material foi encontrado em região onde foi estabelecida a primeira missão franciscana do estado

03 de junho de 2011 | 17h 04

Efe

Miami – Uma equipe de arqueólogos americanos da Universidade da Flórida descobriu em Santo Agostinho as ruínas de uma igreja de mais de 300 anos que pertenceu a uma missão da época colonial espanhola, informou nesta sexta-feira o centro.

Efe/Divulgação

Efe/Divulgação

Pesquisador do Museu de História Natural, Gifford Waters, tira a terra da estrutura da igreja

Os arqueólogos acreditam que pode se tratar da estrutura de pedra mais antiga da época colonial espanhola e de uma das maiores igrejas de missões construídas nesse período na Flórida.

Os pesquisadores do Museu de História Natural da Flórida descobriram pedras de coquina e alicerces pertencentes a uma estrutura de 27 metros de comprimento por 12 de altura, que seria "a única missão construída a base de pedra", afirmou a UFA em comunicado.

Os restos foram encontrado no lugar onde se estabeleceu a primeira missão franciscana na Flórida, chamada "Nombre de Dios", a que ficou mais tempo no sudeste do atual estado, já que permaneceu ativa desde 1587 até 1760.

"Esta é uma descoberta muito emocionante de uma construção que ficou perdida por muito tempo", disse Kathleen Deagan, responsável pelo Museu Natural de História.

Kathleen destacou que a missão "Nombre de Dios" foi a primeira e a de mais longa duração de todas as que os franciscanos espanhóis protagonizaram na Flórida.

Como a cidade mais antiga dos Estados Unidos, Santo Agostinho abrigou alguns dos primeiros assentamentos de europeus no país e é muito possível que as ruínas sejam de uma igreja encarregada pelo governador da Flórida em 1677, acrescentou.

Sob a direção da diocese católica de Santo Agostinho, a igreja foi construída em homenagem a Nossa Senhora do Leite e do Bom Parto, que foi erguida ao redor de 1650.

Depois que assaltantes ingleses a destruíram em 1728, as ruínas ficaram enterradas e esquecidas.



Tópicos: Arqueologia, Igreja, Vida, Ciência

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Egito julgará 48 pessoas por confrontos em igreja

04/06/2011 – 17h18

 

Fonte: Folha.com

DA REUTERS, NO CAIRO

A promotoria pública do Egito informou que encaminhou 48 muçulmanos e cristãos para a corte criminal neste sábado, por sua participação em violência sectária que resultou no incêndio de uma igreja no bairro de Imbaba, no Cairo, em 7 de maio.

O conflito, no qual 12 pessoas foram mortas e 52 ficaram feridas, foi desencadeado por rumores de que cristãos haviam sequestrado uma mulher, Abeer Fakhry, que se convertera ao islamismo.

Entre as acusações formuladas pela promotoria se incluem incitar à violência sectária, assassinato premeditado, terrorismo e provocação de incêndio.

Esse tipo de confronto representa um desafio para o novo governo militar do Egito, que está sob pressão para impor segurança ao país e reavivar a debilitada economia, ao mesmo tempo que evita adotar duras medidas contra grupos islamistas, como as impostas pelo ex-presidente Hosmi Mubarak.

O porta-voz da promotoria, Adel Said, disse que antes dos confrontos um grupo de muçulmanos se havia concentrado diante de uma mesquita em Imbaba para incitar a população a revistar edificações próximas a uma igreja, em busca da mulher.

Enquanto isso, boatos entre os cristãos do bairro indicavam que a multidão de muçulmanos planejava atacar a igreja. Os cristãos formaram, então, grupos para proteger o templo e algumas pessoas atiraram contra a multidão de muçulmanos, disse o porta-voz.

Alguns muçulmanos também portavam armas e responderam aos disparos. Um outro boato, de que um clérigo muçulmano havia sido morto, levou depois um grupo a incendiar a igreja, acrescentou.

O promotor disse que 22 dos acusados estão detidos e foram dadas ordens de captura dos outros 26. Ainda não foi marcada a data do início das audiências.

Conflitos religiosos são motivo frequente de tensão no Egito, onde os cristãos representam cerca de 10% dos 80 milhões de habitantes.