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NASA – Fraudes e Mentiras

Há 60 anos, no dia 29 de julho de 1958, a NASA era fundada em substituição a sua antecessora, o National Advisory Committee for Aeronautics (NACA). Chancelar com o nome “NASA” tudo relacionado ao espaço parte do desconhecimento de que NASA, em hebraico, significa enganar, desencaminhar e iludir, e de que NASA não passa de uma corruptela e menção velada a NAZI, já que seus principais fundadores, a começar pelo engenheiro alemão Wernher von Braun, eram nazistas “capturados” pelo alto comando americano como espólio de guerra e transferidos para os Estados Unidos sob a Operação Paperclip. Outro precursor da NASA foi o engenheiro de foguetes e satanista Jack Parsons, um dos fundadores da JPL (Jet Propulsion Laboratory), centro tecnológico fundamental no desenvolvimento da tecnologia espacial pré-NASA. Poucos sabem que quase todas as missões da NASA são regidas pela gematria, um sistema de código e numerologia assírio-babilônico-grego, que todos os astronautas são maçons, e que o vetor no símbolo da NASA é, na verdade, a língua bifurcada das serpentes, em alusão ao domínio reptiliano.

A NASA é uma agência muito mais de propaganda do que de ciência propriamente, a promover uma cosmologia baseada no ocultismo e na cabala. Mas muitos já estão acordando e não são mais enganados com efeitos especiais hollywoodianos, telas verdes, compósitos, piscinas e CGIs, além de diversas outras técnicas de ilusionismo e lavagem cerebral. Cada vez menos pessoas acreditam na farsa da ida a Lua, por exemplo. Afinal, por que a NASA e outras agências espaciais estariam criando toda essa ficção? Você irá saber a resposta a partir de agora.

Os Estados Unidos, em desvantagem na corrida espacial desde que os soviéticos colocaram o primeiro satélite artificial em órbita, o Sputnik, em 4 de outubro de 1957, resolveram criar em 29 de julho de 1958 a Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço [National Aeronautics and Space Administration (NASA)], agência militar – e não civil, como muitos pensam – para o aceleramento da pesquisa e desenvolvimento de tecnologias e programas de exploração espacial em substituição a sua antecessora, o Comitê Consultivo Nacional para a Aeronáutica [National Advisory Committee for Aeronautics (NACA)], fundado em 1915.

NASA seria uma corruptela e menção velada a NAZI, já que seus principais membros, a começar pelo engenheiro alemão Wernher Magnus Maximilian von Braun (1912-1977), pioneiro no desenvolvimento de foguetes na Alemanha Nazista e visionário das viagens espaciais, haviam sido “capturados” pelo alto comando americano como espólio de guerra e transferidos para os Estados Unidos sob o programa chamado Operação Overcast, mais tarde designado Operação Paperclip.

Outro nome ligado às origens da NASA é o do célebre pioneiro na engenharia de foguetes, o cientista-ocultista Marvel Whiteside Parsons, mais conhecido como Jack Parsons (1914-1952), um dos fundadores da JPL (acrônimo de Jet Propulsion Laboratory, ou Laboratório de Propulsão a Jato, sigla que curiosamente se presta a ser traduzida por “Jack Parsons Laboratory”), centro tecnológico fundamental no desenvolvimento da tecnologia espacial pré-NASA e até hoje responsável pelo desenvolvimento de foguetes e sondas espaciais para esta agência. Parsons, discípulo do satanista inglês Aleister Crowley (1875-1947), que se intitulava a “Besta do Apocalipse 666”, e amigo de Lafayette Ronald Hubbard, mais conhecido como L. Ron Hubbard (1911-1986), bem antes deste fundar a Cientologia (uma religião que ensina que as entidades alienígenas são responsáveis pela utilização de seres humanos como avatares e que os espíritos alienígenas usam a humanidade para fazer o mal), foi um ardoroso adepto da filosofia de Thelema [fundada por Crowley em 1904 na cidade egípcia do Cairo quando um espírito conhecido como Aiwass ditou a ele um texto profético conhecido como The Book of the Law (Liber AL vel Legis)]e membro loja maçônica Agape Lodge, braço “armado” da O.T.O. (Ordo Templi Orientis, organização ocultista germânica fundada em 1906 e reformulada em 1925 por Crowley após a sua expulsão da Golden Dawn) na Califórnia.

Para certos círculos – inclusive oficiais –, Parsons foi a figura-chave que explicaria não só o surgimento do Fenômeno OVNI na segunda metade do século XX, como também revelaria a sua origem demoníaca. Gênio megalomaníaco e brilhante, pioneiro na engenharia de foguetes, Parsons nunca viu problemas em, sendo um cientista e ciente da descrença de seus pares para com o ocultismo, direcionar suas atividades para ambas as áreas a ponto de as fazer convergir. Consta em seu diário que com apenas 13 anos de idade teria invocado Satã com sucesso pela primeira vez depois de meses de tentativas frustradas e infrutíferas. A experiência o deixou tão amedrontado que só retomaria essa seara na idade adulta. Revistas pulp de ficção científica como Amazing Stories despertaram-lhe o interesse precoce pela construção de foguetes. Adepto da filosofia de Thelema, Parsons não via nenhuma contradição entre suas atividades científicas e mágicas, tanto que antes de cada teste de lançamento de foguetes, para desespero de seus colegas, cantava o hino de invocação ao deus grego Pã. É fato assumido e mais do que patente que, desde a sua fundação, a NASA adora honrar deuses pagãos e proclamar sua lealdade a Mercúrio e Apollo.

Virgil Grissom foi piloto da Força Aérea e integrante do primeiro grupo de sete astronautas do Projeto Mercury, o primeiro do Programa Espacial dos Estados Unidos. Grissom foi o segundo norte-americano a ir ao espaço, num voo sub orbital, a bordo da cápsula espacial Liberty Bell 7, em 21 de julho de 1961. Este voo quase terminou em tragédia quando, após a descida no oceano, a porta da cápsula se abriu enchendo de água e afundando a nave no mar, por pouco não matando Grissom afogado. Em 1965, ele comandou a primeira nave com tripulação dupla dos Estados Unidos, a Gemini 3, subindo ao espaço em companhia do astronauta John Young. Grissom era um crítico assumido do programa espacial e profetizava: “Alguém um dia ainda vai morrer por causa disso.”

Quase todas as missões mais importantes da NASA são regidas pela gematria (em grego, geometria), um sistema de código e numerologia assírio-babilônico-grego, posteriormente adotado na cultura judaica, que atribui valor numérico a uma palavra ou frase na crença de que palavras ou frases com números numéricos idênticos aos valores guardam alguma relação entre si ou têm alguma relação com o próprio número, uma vez que podem ser aplicados à natureza, à idade de uma pessoa, ao ano civil ou similar. O primeiro voo tripulado à Lua, por exemplo, que partiu em 21 de dezembro de 1968 levando a bordo os astronautas James Arthur “Jim” Lovell, Frank Frederick Borman II e William Anders, teve como base o número 6:

1- Os tripulantes, Lovell, Anders e Borman tinham 6 letras nos seus sobrenomes; 
2- O voo foi planejado para durar 6 dias e o retorno foi feito no 6º dia da semana; 
3- Foram feitas 6 transmissões de televisão (autorizadas pela NASA) durante o voo; 
4- A nave Apollo 8 tinha 6 estágios e seu peso total era de 6 milhões de libras; 
5- A cápsula na qual os astronautas retornaram à Terra pesava 6 toneladas; 
6- O helicóptero que resgatou os astronautas no mar tinha o número 66. 

Dos livros de Júlio Verne, nenhum é tão profético quanto Da Terra à Lua, de 1865. Os que leram a “ficção” e acompanharam o desembarque dos primeiros norte-americanos no satélite, em 20 de julho de 1969, ficaram com a sensação de que a NASA seguira um roteiro traçado 104 anos antes. Tanto a Apollo 11 como a cápsula de Verne levava três tripulantes. As dimensões das cápsulas eram bastante aproximadas. A concha de alumínio, em forma de bala, media 4,8 metros de altura e 2,7 de diâmetro; a Eagle (Águia) media 3,7 metros de altura e 3,9 de diâmetro. Os pontos de lançamento diferiram em apenas 1 grau. Verne escolheu um lugar na Flórida a aproximadamente 27º de latitude; Cabo Kennedy também fica na Flórida, a 28º de latitude. A viagem de Verne durou exatamente 97 horas, 13 minutos e 20 segundos; a da Apolo 11, o dobro – 195 horas e 18 minutos.

Antes do pouso, as cápsulas orbitaram a Lua e tiraram fotografias da superfície. Os homens de Verne traçaram um mapa do Mar da Tranquilidade, onde Neil Alden Armstrong (1930-2012) e Buzz Aldrin – Michael Collins ficou no módulo de comando – permaneceriam 2 horas e 10 minutos, período em que recolheram amostras de pedras e poeira (27 kg ao todo) e instalaram uma câmera de tevê, uma bandeira dos Estados Unidos, uma placa com mensagens e saudações, um sismógrafo, um refletor de raios laser, uma antena de comunicação e um painel aluminizado para estudo da radiação solar. De volta à Terra, ambas as cápsulas caíram no Oceano Pacífico. A preocupação maior de Verne estava centrada na empreitada em si – um esforço internacional – e nos detalhes da viagem. O que poucos sabem é que Armstrong, Aldrin e Collins eram maçons, assim como quase todos os astronautas e técnicos que fizeram parte das primeiras missões da NASA. Inclusive uma bandeira do Rito Escocês do 33º da Maçonaria foi levado à Lua pelo maçom Buzz Aldrin, que usou um anel da maçonaria durante toda a viagem. Fotos mostram Christian Frederick “Fred” Kleinknecht Jr., um maçom do 33º grau, recebendo Aldrin em uma loja maçônica. No verso de um medalhão do Rito Escocês celebrando o 10º aniversário do pouso na Lua, lê-se: “O Supremo Conselho, 33º, Jurisdição Mãe do Mundo, do Antigo e Aceito Rito Escocês da Maçonaria.”

A NASA é uma agência cujo objetivo primordial é capacitar os homens a ascender ao céu, elevar-se acima das nuvens e colocar as estrelas dos céus ao alcance do homem. Essa aspiração que está na base da existência da NASA ecoa a ambição manifestada por aquele ser querubínico, a majestade angelical, que é conhecida como o diabo e Satanás. Em Isaías 14:13-14, lê-se: “Mas você disse em seu coração: ‘Subirei ao céu; Elevarei meu trono acima das estrelas de Deus e me sentarei no monte da assembleia nos recessos do norte. Subirei acima das alturas das nuvens; Eu me farei como o Altíssimo’.” O orgulho, a prepotência e a exploração espacial andam de mãos dadas. A ciência espacial é vista como a “fronteira final”, o ápice do esforço e do talento humano. Requer as maiores mentes, os maiores intelectos, os mais fortes e criativos. A exploração espacial é reservada para aqueles que se destacam acima de todos os outros. É o reino dos poderosos da Terra. Para David Franklin Noble (1945-2010), historiador crítico da tecnologia e da ciência moderna, a religião e a ciência não estão propriamente em guerra uma com a outra, muito pelo contrário, e argumenta que a ciência e a tecnologia se tornaram a religião do homem moderno que se encanta com as coisas tecnológicas transferindo-lhes as expectativas religiosas de transcendência e salvação. Por trás do impulso e dos esforços para o avanço da ciência, de acordo com Noble, estariam a convicção de que o apocalipse é iminente e que o incremento do conhecimento humano ajudaria a recuperar o que foi perdido depois da expulsão do Éden. Em seu livro The Religion of Technology:The Divinity of Man and the Spirit of Invention (New York, Alfred A. Knopf, 1997), Noble traça a história dessas ideários examinando as convicções e as ideias de padres, monges, exploradores, magos, maçons, engenheiros e cientistas em geral como Isaac Newton e Wernher von Braun.

Criador do Site Verdade Mundial, fotógrafo por amor e profissão. Um inquieto da sociedade! Acredito que podemos mudar o pensamento das massas com a informação. Temos as ferramentas e a vontade de ver um Mundo melhor e livre. Estamos nessa luta há dez anos e em frente!

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Bispo Dom Freitas Afirma Que Daciolo Está Louco E Precisa De Um Psiquiatra

dom freitas falou que daciolo precisa de um psiquiatra
Depois das afirmações que o candidato Cabo Daciolo vem fazendo nas redes sociais, muitos estão dizendo que ele é louco. A mais contundente e do bispo da Igreja Anglicana Continuante, Dom Freitas, que está afirmando que ele precisa de um psiquiatra.

Se isto é loucura com necessidade de um psiquiatra, ainda  é mistério. Mas, após o final do debate na Band Cabo Daciolo acabou sendo uns dos assuntos mais comentados nas redes sociais. Contudo, ao contrário dos demais candidatos, ele não está correndo o país para encontros políticos. Daciolo foi para um monte e, ao melhor estilo pentecostal, dizendo que jejuará e orará por 7 dias.

Surpreendentemente, ao subir o monte, ele  afirmou que “vão tentar me matar”. citou claramente a maçonaria  e os iluminatis. Isto seria uma tentativa de impedi-lo de chegar ao Palácio do Planalto. Reclamou ainda das mentiras e calúnias contra ele, principalmente da Rede Globo.

Fim do sonho do pastor e deputado Cabo Daciolo a Presidência da Republica

No entanto, Dom Freitas, maçon, da Igreja Anglicana, afirmou que Daciolo é louco e tem necessidade de um psiquiatra.

Segundo o  Bispo, ele resolveu gravar um vídeo após ver a live de Dacilo, onde afirma que muitos tentarão tirar a sua vida.

” Esse rapaz , tem todo direito de ser candidato a presidente da republica, presidente da Papuda , de onde ele quiser. Porem eu tenho observado que ele esta com um problema muito sério. Um problema psiquiátrico. Deste quando ele começou a atacar a maçonaria para adquirir votos dos evangélicos, eles que são ante-maçons. Mas uma maneira muito vil, muito covarde, totalmente sem conhecimento de causa alguma”, disse ele. ( veja o vídeo)

Segundo ainda o religioso, estava ouvindo que a maçonaria e os iluminatis estavam tendo mata-lo, ” mas isso é só na cabeça de quem não regula bem do juízo”.

Também afirmou que o Cabo precisa de um psiquiatra, e sendo assim nunca vai ser presidente da republica. Acrescentou dizendo, ” que onde a maçonaria vai perder tempo com pessoas que tem problemas mentais como o senhor, nunca?

De acordo ainda com Freitas , Daciolo é um daqueles pastores pentecostais sem informação, principalmente que o evangelho está instalado primeiramente agradecendo a Deus. E que a própria maçonaria muitas vezes defendeu pastores, missionários e evangelistas contra as atrocidades da igreja católica e daqueles que odiavam os evangélicos.

Maçonaria e o Rito Moderno – Um pouco de sua história

Ir.´. Antonio Onias Neto (+ 2013)

O início da Maçonaria na França

François Marie Arouet, Voltaire, o demolidor de mitos, desapareceria logo depois de iniciado na Loja “Neuf Soeurs”, em 1778, no mesmo ano em que, coincidentemente, desaparecia Jean Jacques Rousseau, sendo, ambos, os intelectuais que mais influenciaram o pensamento da sociedade francesa – – – e da mundial – – – nas épocas posteriores. Eles mostravam, todavia, grandes diferenças de pensamento. Voltaire tinha, por base de sua obra, o racionalismo, como, no dizer de Diderot, um verdadeiro filósofo setecentista, que se conduz pela razão, juntando, ao espírito de reflexão e de justeza, os costumes e as qualidades sociais. Isso o coloca em oposição à inteligência mística de Rousseau, filósofo e moralista, nascido em família calvinista e convertido, ainda adolescente, ao catolicismo. Voltaire tem o melhor do seu pensamento exprimido no “Dictionnaire Philosophique”, de 1764, no “Lettres Anglaises”, de 1734, e nos diversos contos, entre os quais “Cândido”, de 1754, é sua obra prima. Rousseau tem, como sua obra fundamental, “Du Contrat Social”, onde formula a teoria do Estado baseado na convenção entre os homens, defendendo o princípio da soberania do povo. Publicada em 1762, essa obra, junto com o restante da produção literária de Rousseau, teve grande influência revolucionária, por exprimir as injustiças sociais da época, numa crítica violenta ao cristianismo dogmático e ao ceticismo filosófico.

Assim, a obra de Rousseau foi muito mais importante, no ideário da Revolução Francesa, do que a de Voltaire, que, dentro da atitude racional da inteligência, desejava não a revolução, mas a reforma das instituições monárquicas, pregando a tolerância ideológica e defendendo os direitos civis. Ambos, entretanto, influenciariam, um século depois, a grande reforma institucional de 1877, no Grande Oriente da França, que sepultou o dogmatismo, combatido por Rousseau, e implantou a tolerância ideológica, pregada por Voltaire.

Em 1778, ano da morte de ambos, havia 554 Lojas no território francês, surgidas da primeira Loja genuinamente francesa, criada, em Paris, a 3 de abril de 1732, já que, antes, as existentes eram mais britânicas, surgidas na esteira do séquito dos Stuarts, refugiados na França, após a revolta de 1649. Depois dessa primeira Loja, outras foram sendo criadas, ocorrendo, no caso, um fato importante, em setembro de 1734 : no dia 7 desse mês, um jornal de Londres relata que, no castelo da duquesa de Portsmouth, em Paris, Charles Lennox, duque de Richmond, junto ao qual se encontrava Montesquieu, procedeu à recepção de muitos neófitos da mais alta nobreza francesa. A 20 de setembro de 1735, nova reunião, com a presença de Théophille Désagulliers – – – um dos fundadores da Premier Grand Lodge, em Londres, em 1717 – – – e lord Waldegrave, embaixador de Sua Majestade britânica, ao lado de Montesquieu. A Maçonaria, assim, espalhou – se pelo território francês, no século XVIII, sob a égide de Montesquieu, o grande filósofo e autor de “´L´Esprit des Lois” (O Espírito das Leis), obra de fundamental importância no desenvolvimento da Ciência Política.

Em 1737, cinco Lojas existiam em Paris. Em 1741, já eram vinte e duas, quando a propaganda maçônica já atingia a província, tendo sido fundada uma Loja em Lions, em 1740, além de outras em Rouen, Caen, Nantes, Bordeaux, Montepellier e Avignon. Em 1738, o duque d´Antin é nomeado Grão – Mestre vitalício dos maçons franceses, embora ainda não houvesse, oficialmente, uma Obediência francesa, o que só aconteceria em 1765. Em 1743, Henri de Bourbon, conde de Clermont, o sucede, apesar dos muitos votos dados ao príncipe de Conti e ao marechal de Saxe. Um outro nobre sucede ao conde de Clermont, em 1771, o duque de Chartres, que, com a morte de seu pai, tomou o título de duque de Orleans, cuja cadeira de Grão – Mestre é conservada no museu do Grande Oriente da França e cujo retrato, com todas as insígnias da Ordem, acha – se no castelo de Chantilly.

O Grande Oriente e o Rito Moderno 

A Maçonaria francesa passaria, porém, por grandes vicissitudes. A federação denominada Grande Loja da França, oficialmente existente a partir de 1765, para reunir as Lojas esparsas, não chegara a uma boa gestão, o que fez com que, em 1771, ocorressem reuniões destinadas a preparar uma nova organização, culminando, a 24 de dezembro daquele ano, com a assembleia das Lojas, que, depois de declarar extinta a antiga Grande Loja, anunciava que ela era substituída por uma Grande Loja Nacional, que seria denominada, dali em diante, Grande Oriente da França. A 17 de junho de 1773, a Grande Loja protesta, declarando o Grande Oriente cismático, degradando o título de maçom de todos os componentes deste. Sem se preocupar com esses ataques, o Grande Oriente persiste, sendo solenemente instalado a 24 de junho de 1773.

E foi tão grande o desenvolvimento do Grande Oriente, que, das 547 Lojas francesas existentes em 1778, 300 estavam sob a sua jurisdição e ele mantinha correspondência com 1.200 Lojas estrangeiras. Nessa altura já existia o Rito Francês, ou Moderno, que havia sido criado em 1761, constituído a 24 de dezembro de 1772 e proclamado pelo Grande Oriente, a 9 de março de 1773, chegando, já na época da Revolução Francesa, à maior importância, dentro do Grande Oriente da França. E desde essa época, começava a rivalidade entre o Grande Oriente e a Grande Loja inglesa, que exigia ser reconhecida como Grande Loja Mãe, embora isso não fosse mais do que uma satisfação moral, não criando laço de subordinação. O Grande Oriente desejava tratar de igual para igual, sob todos os pontos de vista e solicitava que as Lojas anteriormente fundadas, sob patente inglesa, lhe fossem repassadas, com o que Londres não concordava. Embora a Grande Loja inglesa reconhecesse o Past – Master e o Royal Arch, como “complementos do mestrado”, considerava irregulares os Altos Graus escoceses, que haviam, anarquicamente, proliferado na França, causando desordem. E o Rito Moderno nasceu, exatamente, do desejo do Grande Oriente de remediar a situação, perseguindo uma política de unidade, aceitando os diferentes ritos, à qual Londres fez oposição.

O rito, embora criado sob moldes racionais, seguia a orientação dos demais, em matéria doutrinária e filosófica, baseada, entretanto, na primitiva Constituição de Anderson, com tinturas deístas, mas largamente tolerante, no que concerne à religião, como se pode ver na primeira de suas Antigas Leis Fundamentais (Old Charges): “O maçom está obrigado, por vocação, a praticar a moral; e, se bem compreender os seus deveres, jamais se converterá num estúpido ateu nem em irreligioso libertino. Apesar de, nos tempos antigos, os maçons estarem obrigados a praticar a religião que se observava nos países que habitavam, hoje crê – se mais conveniente não lhes impor outra religião senão aquela que todos os homens aceitam e dar – lhes completa liberdade com referência às suas opiniões particulares. Essa religião consiste em serem homens bons e leais, ou seja, honrados e justos, seja qual for a diferença de nome ou de convicções”.

A Revolução Francesa – – – da qual a Maçonaria, nas palavras de Henri Martin, foi o laboratório – – – não interrompeu totalmente os trabalhos do Grande Oriente. a Loja “La Bonne Amitié”, de Marmande, recebeu sua constituição a 20 de dezembro de 1792; mesmo no auge do Terror, três Lojas da capital, “Le Centre des Amis”, “Les Amis de la Liberté” e “la Martinique des Frères Réunis” não deixaram de promover reuniões. Mas houve uma grande diminuição da atividade maçônica, prejudicando as relações com a Grande Loja inglesa. Passado o auge do movimento, Roettiers de Montalau – – – cujo retrato orna a sala do Conselho da Ordem, em Paris, acima da cadeira do Presidente – – – empenha – se, a partir de 1795, na reconstituirão do Grande Oriente, tentando conciliá – lo com a Grande Loja. Graças aos seus esforços, a 21 de maio de 1799, as duas Obediências redigem um tratado de união, completando a união maçônica na França, a qual pouco iria durar, já que, em 1804, ela seria comprometida pela introdução do Rito Escocês Antigo e Aceito, de 33 graus, com a fundação do Supremo Conselho do conde de Grasse – Tilly (o primeiro Supremo Conselho foi fundado em Charleston, Carolina do Sul, EUA, em 1801).

 A regressão dogmática

Em 1815, ocorreria a regressão dogmática, que tanto influiria nos destinos da Maçonaria francesa: a Grande Loja Unida da Inglaterra, que surgira em 1813, da fusão da Grande Loja dos “Modernos” (de 1717) e a dos auto – denominados “Antigos”, de 1751, alterava a primitiva Constituição de Anderson, tornando – a absolutamente dogmática e impositiva, como se pode ver no texto da primeira das Antigas Leis (que, aí, deixou de ser antiga lei):

“Um maçom é obrigado, por seu título, a obedecer à lei moral e, se compreender bem a Arte, nunca será ateu estúpido, nem libertino irreligioso. De todos os homens, deve ser o que melhor compreende que Deus enxerga de maneira diferente do homem, pois o homem vê a aparência externa, ao passo que Deus vê o coração. Seja qual for a religião de um homem, ou sua forma de adorar, ele não será excluído da Ordem, se acreditar no glorioso Arquiteto do Céu e da Terra e se praticar os sagrados deveres da moral….”

Ou seja: ao liberalismo e à tolerância da original compilação de Anderson, foram sobrepostos os teísmo pessoal, o dogmatismo e a imposição, incompatíveis com a liberdade de pensamento e de consciência.

Apesar disso, quando o Grande Oriente promulgou, em 1839, seus primeiros “Estatutos e Regulamentos Gerais da Ordem”, estes conservavam o melhor da tradição da Maçonaria dos Aceitos, dentro do espírito da original Constituição de Anderson, de 1723, como se pode ver em seus três primeiros artigos, sem qualquer dogmatismo:

“Art. 1º – A Ordem Maçônica tem por objeto o exercício da solidariedade, o estudo da moral universal, das ciências, das artes e a prática de todas as virtudes.

Art. 2º – Ela é composta de homens livres, que, submissos às leis, reúnem – se em Sociedade constituída de acordo com estatutos gerais.

Art. 3º – Não pode alguém ser maçom e gozar os direitos inerentes a esse título:

1. se não tiver 18 anos completos, se não for livre e de bons costumes e se não obteve o consentimento de seu pai, ou de seu tutor; essa última condição só será exigida até à idade de 21 anos;

2. se não for livre e honrado;

3. se não for domiciliado há pelo menos seis meses no local em que se encontra a Loja à qual se apresenta;

4. se não tiver grau de instrução necessário para cultivar sua razão;

5. se não for admitido nas formas determinadas pelos Regulamentos e Estatutos Gerais”.

Todavia, em 1849, por obra e graça dos partidários de uma reaproximação, que degelasse As relações com a Grande Loja Unida da Inglaterra, eram reformados esses estatutos – – – e transformados em Constituição – – – sendo incluídos, neles, as cláusulas inspiradas pela revisão de 1815, das Constituições de Anderson, como se pode ver no texto aprovado:

“Art. 1º – A Francomaçonaria, instituição essencialmente filantrópica, filosófica e progressista, tem por base a existência de Deus e a imortalidade da alma…”

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Art. 3º – Para atingir esse objetivo, eles (os maçons, referidos no Art. 2º) devem, respeitando a consciência individual, empregar todos os meios de propaganda pacífica, dos quais os principais são o exame e a discussão de diversas questões que podem esclarecer os espíritos e, sobretudo, conciliar os corações”.

A incoerência salta aos olhos, pois, à exigência dogmática do Artigo 1º, era aposto, no Artigo 3º, o respeito à consciência individual. Diante disso, foi feita, em 1865, uma pequena alteração, sem mudar o texto dogmático, na parte referente à liberdade de consciência, assim redigida:

“Ela (a Maçonaria) vê a liberdade de consciência como um direito próprio de cada homem e não exclui a ninguém por suas crenças”.