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 “Do Ouvir ao Agir: A Palavra como Cinzel da Fé”

Estudando a Palavra de Deus


Para entender como a fé que vem pelo ouvir se desdobra na prática, podemos olhar para três dimensões:

1. A Oração como Escuta (E não apenas fala)

Muitas vezes, a oração é vista apenas como um monólogo, um momento de apresentar pedidos, angústias e agradecimentos a Deus. No entanto, se a fé é alimentada pelo ouvir, a verdadeira oração exige o silêncio.

  • O Culto ao Silêncio Interior: Para que o Rhema (a palavra viva e direcionada) seja percebido, é preciso calar o ruído dos pensamentos, das preocupações e do ego.
  • Mudar a Postura: Em vez de começar a oração com “Ouve, Senhor, porque teu servo fala”, a dinâmica de Romanos 10:17 inverte a ordem para a postura do jovem profeta Samuel: “Fala, Senhor, porque o teu servo ouve” (1 Sm 3:9). A fé é fortalecida quando saímos da oração sabendo o que Deus quer de nós, e não apenas o que nós queríamos Dele.

2. A Meditação como a “Ruminação” da Palavra

Na tradição espiritual, a meditação sobre as Escrituras não é uma especulação intelectual, mas um exercício de absorção profunda. Antigos teólogos usavam a metáfora da ruminação: extrair o nutriente da palavra aos poucos.

  • A Transição do Ouvir para o Guardar: Maria, mãe de Jesus, é o maior exemplo bíblico dessa prática. O Evangelho de Lucas repete que ela “guardava todas estas coisas, meditando-as no seu coração”.
  • O Impacto na Mente: A neurociência e a psicologia moderna mostram que aquilo que ouvimos e repetimos para nós mesmos molda as nossas crenças e comportamentos. Quando meditamos na Palavra (o ouvir repetido e focado), estamos, na verdade, renovando a nossa mente (Romanos 12:2), substituindo pensamentos de medo e dúvida por convicção e paz.

3. Fé e Atitude: O Ouvir que Transforma em Obra

Como vimos que na raiz hebraica (Shemá) ouvir e obedecer são a mesma palavra, a fé que nasce da escuta espiritual não consegue ficar estática. Ela gera movimento.
O Apóstolo Tiago complementa perfeitamente o pensamento de Paulo ao escrever:

“Sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes, enganando-se a si mesmos. Aquele que ouve a palavra, mas não a pratica, é semelhante a um homem que olha a sua face num espelho e, depois de olhar para si mesmo, sai e logo esquece a sua aparência.” (Tiago 1:22-24)

  • O Alinhamento Espiritual: A fé é a certeza interior que nasce quando ouvimos a Deus. A obra (a atitude) é a materialização visível dessa certeza no mundo.
  • O Desbastar da Pedra: Esse processo de ouvir, meditar e praticar funciona como o trabalho de um escultor. Cada palavra ouvida e praticada é um golpe suave que vai retirando os excessos, as imperfeições e as arestas da nossa natureza bruta, moldando o nosso caráter e revelando a nossa verdadeira identidade e propósito.
    Em resumo, a fé não é um sentimento místico que surge do nada; ela é uma resposta de confiança a uma Voz que se revelou. Na prática, nós nos alimentamos dessa Voz quando silenciamos para orar, guardamos a mensagem na meditação e permitimos que ela guie cada uma de nossas ações diárias.
    Como essa transição do “ouvir” para o “silenciar” e “praticar” ressoa na sua própria experiência ou nos seus estudos atuais?
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Pregadores Aprovados

 

Por Amilcar Rodrigues – gnoticias – em 19 de outubro de 2015
Pregadores Aprovados
Pregou Jesus que a semente lançada à terra produz fruto de acordo com o tipo de solo e com isto ensinou aos discípulos a dificuldade de a Palavra de Deus se reproduzir em corações preocupados com as coisas deste mundo, com os incrédulos e com aqueles que não a retiveram, Mc 4.

António Vieira ensinou, no Maranhão, que António de Lisboa apercebendo-se de que seus ouvintes estavam mais interessados nas coisas deste mundo decidiu pregar aos peixes, uma metáfora para cumprir o ensino de Jesus de que se uma cidade não se abrisse ao Evangelho que os discípulos sacudissem o pó das suas sandálias.

Estava eu a analisar estes ensinamentos e a preciosidade da Palavra de Deus que é bendita para sempre e o juízo para aqueles que a rejeitarem aos quais está reservado maior castigo do que para Sodoma e Gomorra, Mt 10:15.

Mais considerei a pregação de alguns pregadores cuja palavra por vezes é trangénica no seu conteúdo, adulterada e poluída de falsas doutrinas e isenta de sinais os quais o Senhor se comprometeu a confirmar, como está escrito:

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas que não crer será condenado. E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; Pegarão nas serpentes;e, se beberem alguma coisa mortífera,não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão. Ora o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu, e assentou-se à direita de Deus. E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais
que se seguiram. Amém. Mc 16:15-20“.

 

A advertência de que a Palavra de Deus não consiste em sabedoria humana mas em manifestação de poder é pois o sinal para os que a ouvem porque nada mais é desprezível o Senhor não a confirmar com sinais, maravilhas, prodígios. Ora o Senhor é o Espírito.

Fraternalmente,
casal com uma missão,
Amílcar e Isabel Rodrigues
“As opiniões ditas pelos colunistas são de inteira e única responsabilidade dos mesmos, as mesmas não representam a opinião do Gospel+ e demais colaboradores.”
Por Amilcar Rodrigues
Amilcar Rodrigues foi ordenado pastor em 1978 na “Apostolic Faith Mission” na República da África do Sul, onde fez estudos teológicos. Como missionário em Portugal, fundou três igrejas e foi Presidente Nacional da Comissão de Programas da Aliança Evangélica Portuguesa, para a televisão, RTP2. Foi formado produtor de televisão “Broadcast” pela “Geoffrey Connway Broadcast Academy” Toronto, Canadá, é filiado do “Crossroads Christian Comunication”. Em 1998 veio para o Brasil convidado pelo Ministério Fé Para Todos, Rio de Janeiro. No ano 2000 fundou em Cabo Frio uma congregação do mesmo Ministério e foi nomeado Vice-Presidente do Conselho de Pastores até ao ano de 2004. Em 2006 ficou cego. Escreveu o livro “Deus da Aliança” , Evangelho dos Sinais aos Hebreus” e “Contos do Apocalipse”. Foi convidado pelo Gospel+ para participar como colunista em Maio de 2012.

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Pastor presbiteriano chama atos proféticos de inúteis

Para o reverendo Augustus Nicodemus, o que vale é a Palavra de Deus e nãos as encenações nos púlpitos

por Leiliane Roberta Lopes

  • gospelprime

 

Pastor presbiteriano chama atos proféticos de inúteis
Pastor presbiteriano chama atos proféticos de inúteis

O vídeo onde a cantora e pastora Ana Paula Valadão aparece encenando uma “transição de gerações” se espalhou pela internet e gerou diversos debates e polêmicas.

Nesta quarta-feira (23) o reverendo Augustus Nicodemus Lopes resolveu falar exatamente sobre atos proféticos tentando mostrar que não há necessidade de realizá-los.

“Atos proféticos? Após Deus ter se revelado em Jesus Cristo, ter estado entre nós e transmitido ao vivo a sua Palavra, após os apóstolos terem registrado esta mensagem de maneira infalível e suficiente nas Escrituras, pergunto qual a necessidade de profecias encenadas e atos simbólicos para que Deus nos fale através deles?”, questiona.

O líder presbiteriano também fala que o cristão deve se firmar somente no que a Bíblia diz. “Se alguém não entende a fala de Deus registrada claramente na Bíblia vai entender através do simbolismo ambíguo de gestos e encenações de gente que alega falar no nome dele? Sola Scriptura!”

Não é a primeira vez que ele comenta atos proféticos realizados por Ana Paula Valadão. Em 2012 ele escreveu um artigo em seu blog falando sobre o vídeo em que a líder do Diante do Trono aparece imitando um leão.

Contando a história desse “ato profético”, Nicodemus alerta para o fato dos atos proféticos bíblicos serem o suficiente, não devendo ser usado de base para serem realizados nos dias atuais.

“Para mim, estes ‘atos proféticos’ atuais e profecias encenadas nada mais são que uma tentativa inútil – para não ser crítico demais – de imitar os profetas e apóstolos, na mesma linha destes que hoje reivindicam, em vão, serem capazes de fazer a mesma coisa que aqueles fizeram”, escreveu.