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O avanço do Evangelho e a perseguição contra os cristãos

Dados revelam que houve um aumento acentuado nas restrições impostas por governos à religião.

O avanço do Evangelho e a perseguição contra os cristãos

Cristão de braços abertos diante da cruz (Foto: The Digital Artist)

À medida que o Evangelho avança mundo afora, alcançando os mais longínquos lugarejos e sendo ouvido por povos de todas as raças e línguas, mais explícita se torna a perseguição contra os cristãos.

Entendo que isso pareça controverso, mas é exatamente isso que acontece: quanto mais avançam no anúncio da mensagem de Cristo, maior se torna o ódio contra os que levam as Boas Novas. E posso afirmar, que em todo o mundo, não existe comunidade mais perseguida que a Igreja.

Alguns ainda insistem em negar a existência de uma intolerância colossal contra nós, cristãos, mas trata-se de algo inegável. Ao longo da história humana nenhum povo sofreu tanto como os seguidores do cristianismo.

Pra quem reputa a narrativa como teoria da conspiração, vale lembrar como morreram os discípulos de Cristo, que em quase sua totalidade foram vítimas de martírio. Pedro, por exemplo, que era um dos mais chegados do Mestre, foi morto crucificado de cabeça para baixo.

Filosofias, ideologias, doutrinas políticas e religiosas estão entre as motivações para prender, torturar e matar os cristãos. A intolerância contra o povo da cruz é perceptível a qualquer pessoa.

Somente nas mãos de regimes totalitários comunistas foram mortos mais de 15 milhões, com o objetivo de cumprir o ideal de Lênin, que era de “extirpar o cristianismo da face da Terra”. Mas esse objetivo não será alcançado.

Richard Wurmbrand, um pastor e escritor evangélico romeno, fundador da Missão A Voz dos Mártires, denunciou em sua obra “Marx and Satan” (Bartlesville, Oklahoma, The Voice of the Martyrs, 1986), a visão satanista de Karl Marx para a implantação do Comunismo.

Segundo estudo divulgado pela Pew Rearch Center, as pressões governamentais e sociais contra prática religiosas aumentaram, principalmente contra cristãos. Os dados são referentes ao período entre 2007 e 2017.

Os dados revelam que houve um aumento acentuado nas restrições impostas por governos à religião, o que inclui “leis, políticas e ações de funcionários do Estado que restringem crenças e práticas religiosas”.

A pesquisa corresponde ao alerta feito pela Portas Abertas, organização que há anos vem denunciando o aumento da intolerância religiosa contra os cristãos, alertando para o número crescente dos casos de restrições, assédio, violência e outras ações.

Países de maioria muçulmana são os que causam maior preocupação, o que faz do Oriente Médio e Norte da África os lugares onde a pressão contra este grupo religioso está em evidência.

Mas na Europa e África Subsaariana a intolerância cresce a cada dia, o que acende o sinal de alerta sobre como a missão nestes lugares deve ser intensificada. Atualmente há 73 países com altos níveis de perseguição contra cristãos.

A Portas Abertas aponta que existem mais de 245 milhões de cristãos perseguidos hoje no mundo. A Lista Mundial da Perseguição avalia o tema em 150 países, classificando os lugares onde as restrições são maiores.

E todo esse ódio foi predito por Jesus, que disse: “E, por causa do meu Nome, sereis odiados de todos.” (Mateus 10.22). Alertando que “lançarão mão de vós, e vos perseguirão, entregando-vos às sinagogas e às prisões, e conduzindo-vos à presença de reis e presidentes” (Lucas 21.12).

Mas o que até então era negligenciado por autoridades mundiais, agora vem sendo denunciado pelos Estados Unidos e seus aliados, como Brasil e Israel. Os cristãos perseguidos ganham voz.

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10 fatos sobre a perseguição religiosa na Coreia do Norte

300 mil cristãos são perseguidos na ditadura comunista.

Fotos na Coreia do Norte. (Foto: Michal Huniewicz / Mikey.me)

A Coreia do Norte vive um regime ditatorial sob o comando de Kim Jong-un, que tem mantido o pulso firme de seu pai, Kim Jong-il, em um regime socialista autoritário.

A perseguição religiosa no país o torna o número 1 na Lista de Perseguição Religiosa, da Portas Abertas, posto alcançado desde 2002.

O governo ditatorial nega à população os direitos de liberdade de pensamento, liberdade religiosa, liberdade de expressão e de informação.

A seguir, listaremos 10 fatos sobre a perseguição religiosa na Coreia do Norte.

 1 – Nação mais fechada do mundo

Kim Jung-Un. (Foto: Reuters)

Para o regime de Jing-un, o cristianismo é uma religião ocidental e hostil.

Por conta disto, os cristãos precisam esconder sua crença e, quando são descobertos, passam a sofrer uma série de perseguição, como prisão, detenção em campos de trabalho forçado e até mesmo condenados à morte. [1]

Fotos na Coreia do Norte. (Foto: Michal Huniewicz / Mikey.me)

 2 – 300 mil cristãos perseguidos na Coreia do Norte

Cristãos na Coreia do Norte. (Foto: Portas Abertas)

Apesar da perseguição, há trabalhos missionários sendo realizados naquele país.

A expectativa da Portas Abertas é que haja ao menos 300 mil cristãos perseguidos na Coreia do Norte.

O número exato de cristãos que vivem naquele país é incerto, mas sabe-se que a maioria frequenta igrejas secretas e domésticas e vivem sob ameaças por parte do governo. [2]

 3 – Família Kim – de cristãos a perseguidores

Fotos na Coreia do Norte. (Foto: Michal Huniewicz / Mikey.me)

Kim Il-sung (primeiro presidente da Coreia do Norte) ia à igreja com sua família quando era criança, mas ao assumir o poder do país e não ter apoio dos cristãos, ele se revoltou contra eles.

Confrontos entre grupos prós e anticomunistas deixaram inúmeros religiosos mortos, pois eram eles os principais líderes contra o regime comunista e, antes mesmo de 1948, os cristãos foram presos e outros executados. [3]

 4 – Comunismo ou cristianismo

Fotos na Coreia do Norte. (Foto: Reuters)

Os comunistas ganharam a batalha e os cristãos foram obrigados a escolher entre abandonar a fé e se tornar comunista, fugir para a Coreia do Sul ou se tornar um mártir e ser morto ou preso pela fé.

Entre os anos de 1946 e 1953 mais de 1,5 milhão de norte-coreanos fugiram para a Coreia do Sul, sendo muitos deles cristãos. [4]

 5 – 70 anos de perseguição

Fotos na Coreia do Norte. (Foto: Gospel Herald)

Nos últimos 70 anos a vida dos cristãos norte-coreanos têm sido de insegurança.

Segundo o International Christian Concern, há pelo menos 50.000 cristãos presos por sua fé e outros milhares deles condenados em campos de trabalho forçado. [5]

 6 – Fé em segredo

Igreja Perseguida

Igreja Perseguida. (Foto: Portas Abertas)

Com medo do que podem acontecer, os cristãos norte-coreanos precisam manter suas crenças em segredo.

Orar e cantar hinos em voz alta não é permitido para não chamar a atenção vizinhos ou familiares que possam denunciá-los para as autoridades locais.

As igrejas são majoritariamente feita em casas ou subterrâneas, sempre com muito discrição para não serem pegos.

Ainda assim, as autoridades conseguem encontrar e punir severamente os cristãos que frequentam esses locais de culto. [6]

 7 – Prisão e tortura

Fotos na Coreia do Norte. (Foto: Michal Huniewicz / Mikey.me)

Quando são pegos, os cristãos são presos e torturados.

A International Christian Concern divulgou este ano o depoimento de uma mulher que descreveu as torturas e espancamentos que ela sofreu após ser presa por conta de sua fé.

Ela teve a cabeça raspada e enfrentava questionamentos repetitivos e violentos dos guardas sobre sua viagem para a China, sobre quem ela conheceu naquele país, sobre a igreja que ela frequentava e se tinha algum exemplar da Bíblia. [7]

 8 – Violência aos direitos humanos

Kim Jung-Un. (Foto: Reuters)

Além das prisões, há relatos de cristãos que foram torturados, estuprados, executados e até mesmo crucificados por não aceitarem abandonar a fé cristã.

A ONG inglesa CSW já denunciou em um relatório as atrocidades cometidas pelo ditador comunista.

“Os cristãos sofrem de modo significativo por que o partido comunista que lidera o país os rotula como antirrevolucionários e imperialistas”. [8]

 9 – Entidades internacionais defendem a liberdade religiosa

Fotos na Coreia do Norte. (Foto: Reuters)

Várias ONGs tentam pressionar o governo comunista a garantir a liberdade de expressão e religiosa.

Este ano foi criada a Coalizão Internacional pela Liberdade Religiosa na Coreia do Norte que tem como objetivo introduzir e fomentar a questão naquele país. [9

 10 – Igreja segue crescendo

Kim Jung-Un. (Foto: Reuters)

Apesar das tentativas do governo de acabar com o cristianismo no país, as atividades religiosas continuam sendo realizadas no país, com vários missionários evangelizando e com igrejas secretas sendo implantadas até mesmo dentro das prisões. [10]

[1]https://www.portasabertas.org.br/categoria/lista-mundial/coreia-do-norte
[2]https://www.persecution.org/2018/10/14/ngos-urging-north-korea-improve-human-rights/
[3]https://www.portasabertas.org.br/categoria/lista-mundial/coreia-do-norte
[4]https://www.portasabertas.org.br/categoria/lista-mundial/coreia-do-norte
[5]https://www.persecution.org/2018/10/14/ngos-urging-north-korea-improve-human-rights/
[6]https://www.persecution.org/2019/02/05/north-korean-christians-preserve-faith-staying-low-profile/
[7]https://www.persecution.org/2019/02/17/north-korean-christian-imprisoned-faith-tells-torture-beatings-prison/
[8]http://www.csw.org.uk/2016/09/22/report/3263/article.htm
[9]https://www.persecution.org/2019/06/16/activists-call-religious-freedom-north-korea/
[10]https://www.persecution.org/2019/02/17/north-korean-christian-imprisoned-faith-tells-torture-beatings-prison/

 Com informações do gospel prime
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Bretas critica referência a igrejas em caso de intolerância contra terreiro

Em reportagem da Rede Globo babalorixá mencionou segmentos religiosos.

Orixás de terreiro destruídos. (Foto: Reprodução / TV Globo)

O juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, no Rio de Janeiro, criticou uma reportagem do RJ TV, da Rede Globo, em que o babalorixá Ivanir dos Santos faz referência a igrejas cristãs e sinagogas em caso de intolerância contra terreiro de candomblé.

“A referência feita na reportagem a igrejas cristãs ou sinagogas é absolutamente indevida e lamentável”, comentou o magistrado através do Twitter.

 

A reportagem falava sobre o ataque de traficantes contra um terreiro do Parque Paulista, em Duque de Caxias, Baixada Fluminense.

Os traficantes armados obrigaram a responsável pelo espaço que funciona há 50 anos a destruir todos os símbolos que representavam os orixás.

Entrevistado durante a reportagem, Ivanir dos Santos, que é o representante da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) do estado, afirmou que “se fosse em uma sinagoga ou uma igreja cristã a atitude do Estado seria outra totalmente diferente”.

“Vamos ter que fazer uma vigília na porta do governador”, disse

A referência de Ivanir a igreja e sinagoga desagradou ao juiz, que disse que devem ser respeitadas as liberdades individuais, assim como o livre arbítrio religioso.

Segundo relatos as autoridades, os traficantes teriam ameaçado voltar ao local para atear fogo no terreiro. O caso foi registrado na Delegacia de Combate a Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) e corre em sigilo. Com informações do gospel prime