Dilma recebe “bênçãos de Exu” durante visita ao Piauí

Representantes de religiões afro-brasileiras receberam a presidente com a bênção para ajudá-la a resolver os problemas do país

por Leiliane Roberta Lopes – gospelprime-

 

Dilma recebe “bênçãos de Exu” durante visita ao Piauí
Dilma recebe “bênçãos de Exu” durante visita ao Piauí

Dilma Rousseff esteve em Teresina (PI) na última sexta-feira (11) cumprindo agenda política e foi recebida por representantes do Candomblé e Umbanda que deram a “bênção de Exu” durante o evento Dialoga Brasil.

Uma mãe de santo disse à imprensa que a bênção vai ajudar a presidente a resolver os problemas do Brasil. “Demos bênçãos de Exu para a nossa presidente para que ele abra os caminhos e ajude a resolver os problemas do país?”, explicou a mãe de santo Yatyllyssa, do estado de Roraima ao G1.

Os religiosos aproveitaram o encontro para pedir que Dilma ajude no combate à intolerância. “Também entregamos a ela um pedido para que vote o plano nacional a contra a intolerância religiosa, pois sofremos muito com isso. Nossas religiões são discriminadas e esquecidas pelos governos”, disse a mãe de santo.

A adolescente que foi apedrejada no Rio de Janeiro também esteve no encontro com Dilma e deu bênçãos para a presidente. “Fui apedrejada no meio da rua em minha cidade porque estava vestida de roupa da umbanda. Vim pedir para a presidente que ela aprove nosso plano de intolerância religiosa, pois nós merecemos respeito. Já fui para vários lugares vestida assim e quero que minha religião seja respeitada como faço com as demais”, afirmou a jovem.

Dilma Rousseff fez um discurso defendendo o direito de crença das pessoas em um país democrático. “Somos um país que respeitamos as diferenças religiosas, não temos guerras religiosas. Nós somos um país que tem de respeitar as diferenças étnicas, as diferenças raciais. Isso é algo que temos que superar porque ninguém que viveu a escravidão supera isso de forma fácil”, afirmou a presidente.

Clique aqui e receba o CD “Belos hinos que marcaram minha vida”

Categorias
Artigos

Sobre a “injustiça” de Deus

A “injustiça” de Deus como fruto da injusta interpretação humana.

por Cleiton Maciel Brito-gospelprime-

 

Sobre a “injustiça” de Deus

Ouvem-se muitas críticas, principalmente no meio acadêmico, mas também dentro da “roda dos evangélicos” à forma como Deus “agia” no Antigo Testamento. Essas críticas costumam  associar esse “Deus dos antigos” a um “tirano”, que “ordenava o extermínio de povos”, que se “arrependia de ter feito o homem”, que não exercia misericórdia, etc. A imagem que se forma de Deus, sob esse olhar crítico, é de um Deus  instável, movido por ira, colérico. Em uma palavra, um Deus que parece mais um homem do que um ser perfeito, transcendente.

De fato, textos como o de Josué 6:21, Deuteronômio 20:16, Juízes 1:8, e muitos outros, lidos de maneira apressada, sem uma reflexão profunda, e sob o prisma emocional, podem ser interpretados como sendo provas da ação de um Deus atroz e vingativo.

Contudo, não obstante eu entender a dificuldade de se olhar para passagens bíblicas como as indicadas acima sem ficar, primeiramente, impactado, e até sem compreendê-las a princípio, penso que devemos ir além do caráter emotivo da leitura, e arrazoarmos sobre o que significava e qual o sentido da ação de Deus no contexto da história do povo hebreu (que expressa, de forma localizada e pontual, o relacionamento de Deus com a história humana).

A ideia aqui, é, com efeito, trazer pontos pra reflexão sobre o assunto, mais do que apontar uma resposta.

Nessa perspectiva, penso que há um ponto fulcral que, enquanto cristãos,  aprioristicamente devemos levar em conta: que Deus não é injusto quando pune o homem (Romanos 3:5-7). A alma que pecar essa morrerá (Ezequiel 18:4). Logo, quando Deus pune, Ele está sendo justo. Quando não pune, é porque houve arrependimento, e Ele, assim, está sendo misericordioso.

Isso fica nítido quando olhamos os textos de Paulo (principalmente), e colocamos nossa atenção na “Teologia”. Mas mesmo se formos apanhar exemplos do mundo social, sob a luz da Sociologia, observaremos que o Direito,  a Jurisprudência, e as práticas sociais refletem (ainda que de forma imperfeita e muitas vezes, invertida) uma lógica similar a forma como Deus opera face aos atos dos homens, agindo de conformidade com a aproximação ou o distanciamento destes em relação a sua santidade.

Isso significa dizer que, de forma semelhante, há uma ação “punitiva” humana  na medida em que a sensibilidade social média de justiça é “aviltada”, e assim, considera-se a pena de um crime justa. Quer dizer, a ideia do que é justo e injusto se dá sempre dentro de uma relação entre o que a sociedade considera normal, e o que ela considera desvio. Quando há o desvio, pressupõem-se a punição. E esta é, em tese, proporcional ao tipo de desvio cometido. Há desvios que não são crimes (como não usar determinado tipo de roupa para um casamento), mas todo crime é considerado um desvio, e a pena sobre o crime terá como balizadores a forma como ele atinge a sensibilidade social, o tipo médio do que seria um bom comportamento na sociedade, e o conhecimento que quem cometeu o crime tem sobre seus atos.

Pensando nestes termos, e buscando traçar um paralelo com a discussão teológica e bíblica, acredito que seja mister a formulação das seguintes questões com vistas à reflexão sobre a “injustiça” de Deus: qual seria a sensibilidade de Deus em relação aos nossos atos “criminosos”? O que é a justiça para Ele? Como nossas práticas o “atingem”? Será que essa crítica ao modus operandi de Deus não é fruto de olhamos mais para a “punição” do que para o crime que se cometeu? Será que se refletíssemos sobre a profundidade do crime que é o negar Deus, o não submeter-se a sua vontade, não acharíamos sua punição justa?

 É importante pontuar que no Antigo Testamento, onde estão a maioria dos texto que os críticos usam com maior frequência para apontar a “injustiça de Deus”, Ele revelava-se  ao povos,  mas estes negavam-no. Observavam o testemunho de Deus no passado, o que Ele havia realizado, mas queriam viver seu próprio tempo. Dito de outra forma, possuíam um conhecimento de qual era a vontade de Deus, tinham o passado como registro histórico dessa vontade, dispunham do presente como aguda voz chamando-os ao arrependimento, viam como seria o futuro sem o Senhor, mas mesmo assim preferiram “andar com suas próprias pernas”. (Como registro, vale lembrar que muitos hebreus, os escolhidos para uma”experiência arquétipa”, também seguiram esses passos, por isso, como punição, foram prostrados no deserto (1 Coríntios 10:1-11), enquanto os obedientes chegaram a Canaã).

Isso mostra que, ao contrário do que alguns críticos dizem, não havia vários “Deus” no passado. Ele era o mesmo. O que havia eram vários homens, diferentes respostas humanas ao chamado de Deus ao arrependimento. Abraão creu, e se tornou “amigo de Deus”, mas logo ali, em Sodoma e Gomorra, muitos não creram; preferiram ser inimigos de Deus, não obstante o testemunho de Ló, e a constante oração de Abraão em favor deles. Em Jericó, a maioria não creu, mas Raabe creu, e se tornou parte da ascedência de Jesus. Em Nínive, o próprio Jonas não creu que o povo creria, mas este creu, e foi polpado da ira de Deus.

E poderíamos continuar citando outro exemplos, e mostrando que não é que Deus é diferente, mas é o homem que, indiferente, prefere andar por seus próprios caminhos, o que, em relação à perfeição e à santidade do Criador, é a maior injustiça do universo, posto ser uma abominação à “sensibilidade da justiça divina”. Sob essa visão, qualquer punição efetuada por Deus é justa. Arriscaria-me a dizer que, dada a sua santidade, até a morte eterna como pena pela rebeldia humana ainda é um ato misericordioso. Uma pena o homem não compreender isso. 

Categorias
Cultos Noticias

Falso Cristo é preso e seguidores libertados

Homem que afirmava ser Deus mantinha uma espécie de harém com várias esposas.

por Jarbas Aragão-gospelprime-

 

Falso Cristo é preso e seguidores libertados
Falso Cristo é preso e seguidores libertados

A polícia russa finalmente prendeu o chefe de uma seita radical acusado de chicotear e torturar seus seguidores, na maioria mulheres. As autoridades encontraram o equivalente a US$ 4 milhões escondidos em seus sete apartamentos em Moscou.

Andrey Popov, 38 anos, é famoso na Rússia por suas afirmações. “Eu sou o Deus que criou Cristo. Já fiz oito vezes o que Cristo fez”, é a mais famosa. Ele possui várias “identidades religiosas”. Por várias vezes afirmou ser a reencarnação de Jesus Cristo, mas também a encarnação do Arcanjo Gabriel. Usa também o nome de “Deus Kuzya”.

Por causa das leis de liberdade religiosa, a polícia tinha dificuldade em prendê-lo, apesar das denúncias. Testemunhas afirmam que durante uma reunião com seus seguidores, chicotou 300 vezes uma pessoa, batendo mais de 100 vezes no rosto de outras. A punição seria por que eles o desobedeceram, comunicando-se com o mundo exterior, tomando remédios ou fazendo uma ligação para os parentes.

Ex-membros que abandonaram o culto fizeram as denúncias que resultaram na ação policial. Popov mantinha uma espécie de harém com várias esposas. Ele também tinha obsessão por dinheiro. Todos os que se juntavam à seita eram obrigados a doar todos os seus “bens materiais” para Popov.

De acordo com alguns relatos, ele enchia banheira com notas de dinheiro para se “banhar”. Ele possuía vários apartamentos em seu nome que um dia foram de seus seguidores. Dezenas de seguidores foram libertados, embora afirmem que estavam ali voluntariamente. Não há data marcada para o julgamento ainda.

A Igreja Ortodoxa Russa acusa Popov de frequentar eventos e fingir representar alguma catedral ou mosteiro, oferecer para executar vários serviços religiosos, cobrar por eles e sumir com o dinheiro.

No vídeo mostrado pela polícia, ele tinha mais de 43 milhões de rublos (cerca de 2.5 mi de reais) em dinheiro escondido. Nos vários computadores e notebooks apreendidos, toda a contabilidade de suas ações ilegais. Tinha ainda animais raros na Rússia, como um crocodilo, um tatu e um papagaio. Com informações de Russia Today