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Assembleia da Igreja Presbiteriana da Irlanda, em Belfast
A Igreja Presbiteriana na Irlanda adotou uma nova política que determina que qualquer pessoa em um relacionamento do mesmo sexo não pode ser um membro pleno da Igreja.
Isso também significa que seus filhos não podem ser batizados.
O movimento vem depois que a Igreja cortou laços cerimoniais com a Igreja da Escócia, devido à sua atitude mais liberal em relação ao mesmo sexo.
Nem todos na Igreja concordaram com a adoção das novas regras de participação e batismo.
Houve um longo debate na reunião anual em Belfast da Assembléia Geral decisória, na semana passada.
O debate durou mais de uma hora e mais de 20 pessoas falaram.
O reverendo Cheryl Meban, um capelão da Universidade de Ulster, instou a Igreja a não adotar a política.
O reverendo John Dunlop, um ex-moderador, disse que era uma questão “altamente sensível” e advertiu contra a adoção de qualquer regra formal sobre o assunto.
No entanto, outro ex-moderador, o Rev. Stafford Carson, argumentou que a Igreja precisava esclarecer sua posição de que não era a favor de relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo.
A política está contida em um relatório do comitê de doutrina da Igreja.
O comitê concluiu: “À luz de nossa compreensão das escrituras e do entendimento da Igreja sobre uma profissão de fé credível, é claro que os casais do mesmo sexo não são elegíveis para a membresia comunicante, nem são qualificados para receber o batismo por seus filhos.
“Acreditamos que sua conduta exterior e estilo de vida estão em desacordo com uma vida de obediência a Cristo”.
Uma moção para arquivar o relatório foi derrotada em uma votação. Foi um show de mãos e um voto “não” registrado.
A Igreja Presbiteriana deixou claro que a nova política não impede que pessoas em um relacionamento do mesmo sexo frequentem a igreja.
Na segunda-feira, o reverendo Dr. Charles McMullen foi eleito formalmente como moderador para os próximos 12 meses.
A Igreja Presbiteriana tem mais de 220.000 membros na Irlanda do Norte e na República.
A organização cristã responsável pelo navio Logos Hope, Operação Mobilização Brasil (OM Brasil), se comprometeu, nesta segunda-feira (4), a realizar ações de reparação após se envolver na postagem em que acusou a cidade de Salvador, capital da Bahia, de ser conhecida pela crença em demônios.
De acordo com o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado com o Ministério Público estadual, a OM Brasil deverá publicar um pedido de desculpas oficial em dois jornais impressos de Salvador até a próxima quarta (6). Além disso, a organização deverá produzir e custear um vídeo de três minutos sobre a temática do racismo religioso com representantes de diversas crenças.
O vídeo deverá ser difundido nas redes sociais e nas principais emissoras locais de televisão a partir do dia 18 de novembro. O roteiro e as versões finais dos materiais deverão ser aprovados pelo Ministério Público. Em caso de descumprimento, a OM Brasil estará sujeita ao pagamento de uma multa de R$1.000 por dia.
O acordo foi assinado pela coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Direitos Humanos (Caodh), promotora de Justiça Márcia Teixeira, pela coordenadora do Grupo de Atuação Especial de Proteção dos Direitos Humanos e de Combate à Discriminação (Gedhdis), promotora de Justiça Lívia Vaz e pelo advogado Isaías Andrade, que representou o presidente da OM Brasil, o pastor Geremias Bento da Silva.
Durante a assinatura, a promotora Márcia Teixeira ressaltou a necessidade de se diferenciar o discurso ofensivo do direito de manifestar uma crença. “O discurso de ódio e a intolerância são um abuso da liberdade de manifestação de crença. O direito à liberdade religiosa não pode ser usado para autorizar a discriminação”, afirmou.
Já a promotora Lívia Vaz explicou que, apesar de não citar uma religião específica, a mensagem ofende principalmente os praticantes de religiões de matriz africana. “Algumas pessoas entendem que a mensagem não trouxe uma ofensa específica. Mas sabemos que, historicamente, são essas religiões que sofrem com essa associação a figuras como ‘demônios’ ou ‘diabo’”, disse.
No MP, 90% das denúncias de intolerância religiosa recebidas pelo aplicativo Mapa do Racismo tiveram como vítimas praticantes de religiões afro brasileiras. Segundo informações dos representantes da OM Brasil, a postagem discriminatória foi elaborada por integrantes da equipe alemã da OM e postada na rede social. Mas o escritório brasileiro, que representa a organização no país, assumiu o compromisso de reparar os danos causados.
Na manhã desta segunda-feira, 4, no Terminal da França, no porto onde o navio Logos Hope está atracado, um grupo de defesa das religiões de matriz africana realizou um protesto contra a declaração da OM Ships International, organização responsável pelo navio, considerado a maior livraria flutuante do mundo.
O caso
Com a chegada do navio Logos Hope, que abriga uma “livraria flutuante”, a Salvador, uma postagem, considerada preconceituosa, feita pela proprietária da embarcação começou a circular nas redes sociais.
“Ore por uma partida segura e uma simples viagem de dois dias para Salvador. Ore pela proteção, força e sabedoria para os membros da tripulação durante a estadia do navio em Salvador – uma cidade conhecida pela crença das pessoas em espíritos e demônios. Ore pela equipe de eventos enquanto eles se preparam para um novo porto e que Deus possa ser glorificado através de cada um dos eventos que estão chegando”, diz a organização em uma mensagem postada no Facebook na manhã de terça-feira, 22 de outubro.
Em meio a diversos comentários de pessoas dizendo “amém” ou que estão “orando”, tinha também uma série de comentários de brasileiros, em português e inglês criticando o trecho em que afirmam que a cidade de Salvador é “conhecida pela crença das pessoas em espíritos e demônios”.
Após a publicação desta nota, às 11h40 de sexta (25), a postagem foi apagada. Mas o site Bahia Notícias fez um registro antes da exclusão. (imagem abaixo)
Aberto na sexta-feira, 25 de outubro, o Logos Hope deve ficar em Salvador até hoje, 5 de novembro.
Templo da IURD em São Tomé e Príncipe. (Foto: Reprodução)
Os protestos contra Igreja Universal do Reino de Deus em São Tomé e Príncipe, na África, continuam e elevaram o caso para uma crise diplomática.
Segundo a BBC, chefes de Estado africanos, congressistas brasileiros e o Itamaraty se envolveram nesse caso e a IURD pode ser expulsa do país, um dos 23 países africanos onde a denominação mantém igrejas.
Os protestos começaram em setembro após a prisão de uma pastor são-tomense em Costa do Marfim. Ele foi preso após investigações policiais contra perfis na internet que faziam graves acusações contra a IURD.
O pastor preso foi identificado como Iudumilo da Costa Veloso, que era pastor em São Tomé e foi transferido para Costa do Marfim. Ele ainda era pastor quando iniciou os ataques pela internet contra a denominação.
As mensagens diziam que a IURD priorizava pastores brasileiros e os obrigava a fazer vasectomia para que não tivessem filhos. Usando um perfil falso, o pastor também dizia que bispos e pastores brasileiros se apropriavam de dízimos, além de “humilhar, insultar, esmagar e escravizar os (pastores) africanos”.
Após sua prisão, a esposa do pastor voltou para o país de origem e levou a população a se revoltar contra a IURD, exigindo que a igreja agisse para que ele fosse solto. O que não aconteceu.
Em comunicado divulgado, a IURD disse que não poderia interferir na decisão judicial das autoridades em Costa do Marfim.
“Foi a polícia, a Justiça da Costa do Marfim que investigou, abriu o processo e determinou a prisão dele”, disse o bispo Gonçalves da Costa, responsável pela Universal nos países africanos de língua portuguesa.
Por conta das revoltas contra os templos da IURD no país, o Parlamento de São Tomé e Príncipe passou a discutir a expulsão da Universal.
Em defesa do pastor preso, a parlamentar Alda Ramos, uma das principais líderes da oposição, disse a jornalistas que a Iurd deveria repatriá-lo ou sofrerá as consequências da expulsão do país.
O embaixador brasileiro em São Tomé e Príncipe, Vilmar Júnior, tem tentado solucionar o problema com diplomacia, assim como o deputado federal bispo Márcio Marinho (Republicanos-BA) que foi até o país africano conversar com autoridades locais.