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Missa negra atrais mais cristãos que satanistas

Evento realizado em Oklahoma ofendeu católicos e evangélicos

por Leiliane Roberta Lopes

  • gospelprime

 

Missa negra atrais mais cristãos que satanistas
Missa negra atrais mais cristãos que satanistas

Desde que foi anunciada a realização de uma “missa negra” no dia 21, a cidade de Oklahoma tornou-se o centro de um debate nacional sobre liberdade de expressão. Um grupo chamado Dakhma of Angra Mainyu Syndicate anunciou que havia roubado uma hóstia consagrada de uma igreja católica e a usaria no ritual. Ameaçados de processo, devolveram a hóstia.

Depois, conseguiram alugar uma sala no Centro Cívico que já abriga uma igreja evangélica. Fariam seus rituais de adoração ao diabo bem ao lado de onde os cristãos glorificavam a Jesus. Contudo, o evento foi um fracasso de público. Inicialmente, os satanistas venderam 88 ingressos, mas apenas 42 pessoas foram até o local.

Curiosamente, do lado de fora do Oklahoma City Civic Center, cerca de 1.600 cristãos, na maioria católicos se reuniram para protestar. Vindos de diferentes cidades do Estado, cantaram e fizeram orações para que o diabo fosse embora da cidade. Muitos carregavam crucifixos, Bíblias e cartazes de protesto.

O Dakhma tem como fundador Adam Daniels, que já foi preso por agressão sexual. Ele convidou bandas de heavy metal e punk para iniciar a adoração satânica. Usando um manto negro, deitou sua esposa nua em um altar onde realizou um ritual que ridicularizava a santa ceia, ensinada por Jesus aos seus seguidores. O evento durou cerca de duas horas e incluiu uma espécie de sermão.

Em entrevista à TV local, ele afirmou que “Pedimos a bênção e fizemos ofertas a Satanás… Tomamos todas as coisas que normalmente são feitas para lembrar o corpo de Cristo e reconsagramos da maneira que o diabo quer”.

Explicou ainda que o ritual conhecido como “missa negra” é uma tradição que vem desde o século XIV e que é uma manifestação religiosa legítima. Com diferentes manifestações na internet, um abaixo-assinado já reúne cerca de 100 mil assinaturas pedindo que o governo municipal não alugue mais o espaço para os satanistas. Com informações Huffington Post e KSN

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Estudos

Jovens evangélicos são mais liberais, aponta estudo surpreendente nos EUA

Estudo indica o que faz os jovens evangélicos serem menos conservadores

PorLuciano Portela | Repórter do The Christian Post

Um estudo feito nos EUA, sobre o que leva alguns evangélicos da chamada “geração do milênio” a ter menos pontos de vista conservadores que os mais velhos, trouxe resultados surpreendentes.

  • oração
    (Foto: Reuters)
    Jovem cristão orando em igreja dos EUA.

Em uma análise de redes sociais mais seletivas para gerações mais novas, foi possível observar que jovens brancos e evangélicos são os mais propensos a se distanciar dos evangélicos mais velhos em questões culturais, enquanto jovens evangélicos de redes sociais mais diversificadas estão predispostos a ter visões semelhantes aos crentes mais experientes.

Em outras palavras, quanto mais esses jovens evangélicos estavam imersos na chamada “subcultura evangélica” e quanto menos interação com os não-crentes, mais eles são inclinados a demonstrar atitudes diferentes de seus pares com mais idade.

Esta foi a principal conclusão da pesquisa realizada pelo Instituto de Público de Pesquisas da Religião (em inglês, PRRI), uma organização de pesquisa liberal, apartidária que estuda a relação entre religião e vida pública, e que apresentou no encontro anual da Associação Americana de Ciência Política, em 30 de Agosto, a pesquisa “Semeando as sementes da discórdia: Fontes da divisão entre os brancos evangélicos”, de autoria de Juhem Navarro-Rivera.

Navarro-Rivera é pesquisador associado do PRRI, e desenvolveu o estudo em conjunto com Daniel Cox, diretor de pesquisa do PRRI, Robert P. Jones, CEO do PRRI, e Paul Djupe, professor associado de Ciência Política na Universidade de Denison e estudioso afiliado à organização.

Para o estudo das redes sociais de evangélicos, a pesquisa da PRRI perguntou aos entrevistados sobre sete “pessoas com quem você discute assuntos importantes”. E dentro da análise, os autores argumentaram que os evangélicos com mais exposição à subcultura evangélica estão reagindo negativamente a essa subcultura.

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“Por isso, reunimos algumas evidências de que é sugestivo sobre o porquê de jovens evangélicos serem diferentes dos seus antecessores – eles estão reagindo negativamente à conturbada subcultura política de seus pais”, escreveram eles.

Os autores admitem que as divergências que encontraram são pequenas e pouco prováveis de fazer a diferença em uma eleição qualquer no futuro próximo, mas sugerem que essas disparidades poderiam importar em longo prazo, enquanto mudam as redes sociais dos evangélicos.

“Mas, enquanto jovens evangélicos crescem, mudam, e começam a exercitar mais discrição em suas relações sociais, suas opções políticas podem crescer para corresponder às suas orientações políticas. Dito de outro modo, um movimento político, certamente não pode ser mantido principalmente pela pressão social”, eles escreveram.

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Artigos

“PT pratica preconceito religioso boçal contra a fé de Marina Silva”, escreve jornalista

Avatar de Tiago ChagasPublicado por Tiago Chagas em 5 de setembro de 2014

“PT pratica preconceito religioso boçal contra a fé de Marina Silva”, escreve jornalistaO jornalista Reinaldo Azevedo criticou o que chamou de “preconceito religioso boçal” que a campanha petista e parte da imprensa tem praticado contra a candidatura de Marina Silva (PSB).

Num artigo publicado em sua coluna no site da revista Veja, Azevedo afirmou que é correto propor o debate na campanha, e confrontar a ex-senadora com seu passado e suas propostas atuais, e que a própria Marina deve lidar com isso da melhor maneira possível.

“Marina tem de aprender a ser confrontada. Afinal, a vida pública é distinta da militância numa ONG, em que todos partilham do mesmo propósito. É forçoso lidar com o contraditório”, escreveu Azevedo.

O texto do jornalista reforça que é obrigação dos demais candidatos expor os pontos que acham frágeis ou incongruentes nas propostas do programa de governo do PSB: “Dilma e Aécio têm o dever de confrontar Marina, porque não é menos verdade que Marina os confronta, dizendo por que tem de ser ela, não eles, a assumir a Presidência da República em 2015”, ponderou.

Porém, o jornalista – que é católico praticante – afirmou ser uma “baixaria” os questionamentos e ataques feitos a Marina por ela ser uma evangélica, membro da Assembleia de Deus Plano Piloto, em Brasília (DF).

Em sua conclusão, o jornalista – que é um notório crítico do governo petista – diz que os militantes do Partido dos Trabalhdores dizem combater o preconceito usando outro pensamento simplista e pejorativo: “Tenta-se fazer blague com ela [Marina}, ridicularizá-la, porque leria a Bíblia antes de tomar decisões. Se ela lesse bula de remédio, seria melhor? E se lesse os Diários de Che Guevara ou alguma obra sobre budismo? Aí poderia ser incensada ou por esquerdistas ou por cultores de orientalismos? Qual será o paradigma do PT? Combater o suposto preconceito contra gays com o preconceito contra evangélicos?”, questionou.