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Justin Bieber Vira ‘Justin Bíblia’: O Alcance dos Jovens para Deus

 

Por Amanda Gigliotti|Repórter do The Christian Post

Recentemente, foi lançado no YouTube uma versão evangelística do trabalho do cantor Justin Bieber, o vídeo ‘Justin Bíblia’.

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Recentemente, foi lançado no YouTube uma versão evangelística do trabalho do cantor Justin Bieber, o vídeo ‘Justin Bíblia’.

O Justin Bíblia tem cabelos lisos e também joga a franja caída na testa para o lado tal qual a estrela pop Justin Bieber. Suas roupas street também imitam as do famoso cantor.

O vídeo é uma paródia criada por jovens da Igreja Batista em Itabuna (BA) durante o Congresso de Jovens Evangélicos (ConJoE) com o intuito de evangelizar os jovens de uma maneira criativa.

Postada no final de julho, o vídeo mostra o Justin Bíblia dançando no estilo Bieber uma canção cuja letra é um louvor ao Senhor.

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“Eu vou louvar e adorar e nunca, nunca vou me desviar. Aos 13 anos, me batizei, Jesus Cristo eu encontrei. Agora nunca vou olhar pra trás”, diz a letra da música.

“Crente, crente, crente sou… (3) E nunca vou olhar pra trás”.

Críticos do vídeo afirmam que ele é uma ofensa ao trabalho do cantor Justin Bieber.

Outros já apoiam o trabalho como uma maneira irreverente de se alcançar os jovens.

“Não há problema algum, até posso dizer que é uma forma de aproveitar as oportunidades de atrair o jovem para o evangelho”, disse Marcos Madaleno, da Primeira Igreja Batista de São José dos Campos (SP), segundo o portal Creio.

O líder do ministério de juventude afirma que as ferramentas devem ser usadas com seriedade e de forma criativa, para que a mensagem seja comunicada com boas intenções e tenha virtude.

Segundo Madaleno, há, entretanto, pessoas que desrespeitam a crença e o material produzido para alcançar os jovens, atitude da qual ele não apoia.

“Eu não apoio e nem compactuo com essas atitudes. Até mesmo dentro da igreja há crítica quando é feito algo para ela mesma e quando se faz algo para os de fora a crítica também vem de fora”, disse o líder evangélico para jovens.

Em 2009, o ministério Jovem da Igreja Batista de Teosópolis criou outros vídeos da mesma natureza como ‘Stefhany Crossfox Missionária’ ‘Tem Anjo Aqui’, este último recebendo 20 mil vizualizações.

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Igreja de Willow Creek Não é Anti-gay, Esclarece Pastor

 

Por Alex Murashko|Repórter do The Christian Post

“Igreja de Willow Creek não é anti-gay, nem contra ninguém”, disse o pastor fundador da igreja, Bill Hybels nesta quinta-feira 11, falando sobre a decisão repentina da direção da Starbucks (a maior empresa de café do mundo) de cancelar sua palestra na igreja nesta semana.

“Jim Mellado (presidente da associação Willow Creek) passou 45minutos em uma conversa muito construtiva com os líderes da Starbucks explicando–lhes em termos que não deixa, que Willow não é anti-gay. Mas, no final do dia eles decidiram que o risco e a desvantagem dos negócios era muito alto para eles”, disse Pastor Bill Hybels no primeiro dia da cúpula de liderança anual de Willow Creek, em South Barrington IIIinois, EUA.

O diretor executivo da Starbucks foi orientado para falar de seu livro, Avante: Como Starsbucks lutou pela sua vida sem perder uma alma, na conferência de líderes, na sexta-feira. Mais de 7.000 pessoas então participando deste ano com um adicional de 65 mil pessoas assistindo a conferência em locais de reuniões em todo os EUA.

Mas, uma petição online pedindo Schultz para denunciar Willow Creek tiveram mais de 700 assinaturas.

Sob a pressão de um grupo ativista homossexual acusando a associação de hospedagem Willow Creek e sua igreja filiada de IIIinois de ter uma postura anti-gay, Schultz cancela seu discurso poucos dias antes as cúpula. No entanto, funcionários da Starbucks não aceitaram o cancelamento da campanha lançada na semana passada em change.org.

A empresa de café está atualmente investigando as alegações, que um membro da equipe declarado gay em um local de Nova York foi despedido por causa da discussão da sua vida pessoal. A política de Starbucks inclui a tolerância zero para quaisquer tipos de discriminação.

Depois de dar a palestra de abertura na quinta-feira, Hybels mais tarde fez um anúncio especial abordando a questão. Hybels começou dizendo:

“Nos últimos sete dias uma petição online começou a boicotar o Starbucks, seHoward Schultz não cancelar o contrato assinado para este evento. A questão dirigida à essa petição, que até agora foi assinada por 717 pessoas, é a homossexualidade. A petição afirma que a igreja de Willow Creek é anti-gay, portanto se o presidente da Starbucks se pronunciar os Starbucks devem ser boicotados, ou então não mudamos nossa idéia.

Asher, Huey ativista de Washington, DC criticou Schultz por sua aparência planejada na igreja por causa de sua associação com o Exodus International. No entanto, a igreja corta seus laços com Exodus Intenational, considerado o maior ministério do mundo abordando especificamente a questão da homossexualidade,em 2009.

“Se os organizadores desta petição tivessem tomado simplesmente a iniciativa de nos ligar, teríamos explicado a eles que não só Willow mas muitas outras não são anti-gay. Willow não é contra ninguém”. Disse Hybels sob aplausos. “Nossa igreja foi fundada na idéia de que todas as pessoas são importantes para Deus, todas as pessoas, todas as pessoas de todas as origens, cores etnias e orientações sexuais.

“Nos tapetes das portas deste corpo sempre estará escrito ‘Bem Vindo’. Por mais de 35 anos escancaramos as portas deste corpo aberto para a maior variedade humana que eu já presenciei em uma igreja local , e milhares, dezenas e milhares de pessoas vem para aprender os ensinamentos de Jesus” ele contou.

“Então, a sugestão que verifiquemos a orientação sexual ou qualquer outro tipo de problema simplesmente é falso, basta perguntar às centenas de pessoas que tem atração pelo mesmo sexo que frequentam nossa igreja toda semana.

O Pastor passou a esclarecer a posição da igreja sobre a homossexualidade.

“Agora, o que é verdade é que nós desafiamos os homossexuais e heterossexuais a viverem a ética sexual ensinada nas escrituras que incentiva a expressão sexual completa entre um homem e uma mulher, no contexto do casamento, e prescreve a abstinência sexual e da pureza para todos os outros.

“Mas, mesmo que nós desafiamos todos os povos a estes padrões bíblicos fazemos-o com espírito de graça sabendo da confusão e do quebrantamento que é muito comum no nosso mundo caído “frisou. “No Salgueiro, honramos a jornada de todos aqueles que realmente estão tentando seguir a Cristo. Então, é lamentável que não poderíamos ter explicado isso, para aqueles que nos chamaram de anti-gay e começou esta petição.

Hybels também disse que estava triste com o aumento decorrente dos EUA “ para atirar pedras primeiro e fazer pergunta depois”.

“Vemos isso em nosso sistema político e está tornando nosso pais ingovernável”, acrescentou.

Hybels terminou seu pronunciamento que ele e sua liderança planeja se reunir com o grupo ativista para chegar a “algum entendimento mútuo”. Ele também pediu aos participantes da conferência para enviar um e-mail positivo para Schultz como uma resposta aos vários e-mail ameaçando a diretoria recebida dos ativistas homossexuais.

Além disso, ele encorajou os presentes a comprar uma cópia do seu livro, e disse que “é um dos melhores livros sobre liderança que eu já li”. Finalmente, comprar uma xícara de café Starbucks no próximo final de semana e apenas mostrar algumas boas condutas cristã”, disse para concluir o discurso especial.

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36 argumentos para a existência de Deus. Ou contra…

 

Em entrevista ao site de VEJA, a "ateia com alma" Rebecca Goldstein critica o radicalismo de crentes e descrentes e comenta seu novo livro, uma saborosa "cilada" para os fanáticos de ambos os lados

Marco Túlio Pires

"Os ateus têm que acabar com o pedantismo. Eles não têm que ensinar como as pessoas religiosas devem pensar"

"As pessoas religiosas têm que parar de pensar que ateus são imorais e não sabem a diferença entre o bem e o mal, o certo e o errado"

Uma ateia em missão de paz. É assim que Rebecca Goldstein, doutora em filosofia pela Universidade de Princeton e pesquisadora na área de psicologia em Harvard (EUA), se posiciona nas discussões, sempre acaloradas, entre ateus e religiosos.

Em seu novo livro, 36 Argumentos Para a Existência de Deus (Companhia das Letras, tradução de George Schlesinger, 536 páginas, 59 reais), Rebecca faz uma crítica ao radicalismo de ambos os lados. E um convite à conciliação. "Ateus têm que deixar o pedantismo de lado e parar de dizer como os religiosos devem pensar", diz ao site de VEJA. "E religiosos têm que parar de pensar que ateus são imorais e não sabem a diferença entre o bem e o mal."
Mistura de romance, ensaio filosófico e divulgação científica, 36 Argumentos… é uma saborosa provocação – para crentes e descrentes – dividida em duas partes. Na primeira, conta a história do "ateu com alma" Cass Seltzer, um psicólogo subitamente famoso por causa de um livro em que refuta… 36 argumentos sobre a existência de Deus. Ao final da aventura de Seltzer, que inclui experiências transcendentais, um apêndice reúne os 36 argumentos e os desmonta, um a um, com base em razões da biologia, astronomia, geologia, matemática, filosofia…
A tensão entre a parte ficcional e os argumentos científicos faz de 36 Argumentos… uma divertida cilada para fanáticos de ambos os lados. "Incluí os aspectos emocionais da discussão filosófica no formato de romance para servir de contraste ao apêndice", diz Rebecca. "Ao final de tudo, uma nova visão pode emergir do encontro entre esses dois lados antagônicos." Confira abaixo a entrevista:

Confira alguns dos argumentos a favor da existência de Deus refutados no fim do livro

Divulgação

Rebecca Goldstein: "Ateus e religiosos concordam mais sobre o mundo do que imaginam"

Rebecca Goldstein: "Ateus e religiosos concordam mais sobre o mundo do que imaginam"

De que Deus a senhora fala em 36 Argumentos…? É o Deus das religiões abraâmicas – Judaísmo, Cristianismo e Islamismo -, que tem três características principais. Primeiro, esse Deus existe fora do espaço e do tempo e decidiu criar o mundo e as leis da natureza a partir do nada. Segundo, ele tem um interesse moral nesse mundo — na diferença entre o bem e o mal, naquilo que devemos ou não fazer. Por fim, esse Deus interfere nesse mundo por meio de revelações, escrituras ou milagres.
A senhora acredita nesse Deus que acabou de descrever? Não. Penso que podemos estabelecer moralidade sem teologia. Mas amo a definição de Deus do filósofo holandês Spinoza (1632-1677). Ele admite experiências transcendentais, mas não as justifica a partir da existência de um Deus abraâmico. Para ele, Deus e a natureza — o próprio universo — são a mesma coisa.
É possível ser um "ateu com alma", como o personagem principal de seu livro, o psicólogo Cass Seltzer? Sim, é possível. O que faz de Cass meu herói ateu é que ele se mostra aberto a experiências transcendentais. É esse amor pelo universo que se expressa tão facilmente como religião. É aquela sensação grandiosa, magnífica, difícil de verbalizar, que às vezes nos toma completamente. É o combustível da grande arte, por assim dizer. É algo que o mundo secular não consegue traduzir ainda. Mas isso é porque o idioma religioso está pronto. A humanidade está há milênios exercitando essa linguagem. Já a tradução secular dessas experiências ainda está sendo desenvolvida.
Existe alguma explicação racional para essas sensações transcendentais? Não acho que entendemos o suficiente a mente humana — ainda — para explicar por que somos capazes de experimentar essas coisas grandiosas. É uma área misteriosa. Contudo, não acho que isso coloque o ateísmo em contradição.
Em que diferem as experiências de ateus e religiosos? Filosoficamente, penso que temos muitas personalidades. Quando estamos lidando com questões que estão além de uma resposta definitiva, como a existência de Deus, então nossa ‘personalidade filosófica’ entra em cena. É a maneira como encaramos o mundo, a forma como nos orientamos. Algumas pessoas escolhem canalizar suas experiências transcendentais em termos religiosos. Outras, em termos seculares. Seja qual for a decisão tomada, precisamos considerar as limitações dos dois lados. Os seculares precisam entender os limites da ciência e tolerar os mistérios. Já os religiosos, que a ciência pretende dar respostas honestas sobre a natureza e não deturpá-la.
Existe um meio-termo? Com certeza. Mas primeiro os ateus têm que acabar com o pedantismo. Eles não têm que ensinar como as pessoas religiosas devem pensar. Isso é revoltante e tem que parar. Além disso, as pessoas religiosas têm que parar de pensar que ateus são imorais e não sabem a diferença entre o bem e o mal, o certo e o errado. Isso é falso – existe toda uma filosofia moral que fez muito bem ao mundo e nos tirou da idade das trevas, por exemplo. Quando os dois grupos deixarem de fazer essas coisas, será ótimo. As pessoas poderão ver que o modo como enxergam o mundo é muito semelhante. Se você é religioso, tente se aproximar de um ateu e entender, sem reservas, como ele enxerga o mundo moralmente, independente de suas convicções fundamentais. Se for ateu, faça o mesmo com uma pessoa religiosa. (continue lendo a entrevista)

5 argumentos refutados para a existência de Deus

Confira alguns dos argumentos rebatidos por Rebecca Goldstein no apêndice de seu novo livro36 Argumentos Para a Existência de Deus

«O argumento cosmológico

1. Tudo que existe deve ter uma causa
2. O universo deve ter uma causa
3. Nada pode ser causa de si mesmo
4. O universo não pode ser causa de si mesmo
5. Algo fora do universo deve ter causado o universo
6. Deus é a única coisa que está fora do universo
7. Deus causou o universo
8. Deus existe

Falha: Se tudo que existe deve ter uma causa, quem causou Deus? Os teístas dizem que suas premissas têm ao menos uma exceção, mas não explicam por que Deus precisa ser a única exceção. O próprio universo poderia existir sem causa. Já que a responsabilidade precisa ir para alguém, por que não para o universo?


O seu livro seria então uma tentativa de pacificar o debate? Com certeza. E as reações das pessoas têm sido muito agradáveis. Tanto de pessoas muito religiosas quanto de ateus fervorosos. Acredito que isso acontece por causa da maneira como apresento os elementos desse debate. A ficção, nesse caso, é sorrateira. O romance é capaz de seduzir pessoas de ambos os lados e superar o preconceito. Ateus e religiosos acabam achando pontos em comum e no fim percebem que concordam mais do que discordam sobre o mundo.

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36 Argumentos Para a Existência de Deus - Capa

Por que misturar a forma do romance com um apêndice científico? O apêndice do livro mostra como eu penso. Eu queria que ele exercesse uma tensão na história que o precede. É uma forma honesta de mostrar os argumentos mais comuns a favor da existência de Deus e as falácias de cada um deles. Já o romance retrata a emoção que envolve esse debate. A emoção raramente está presente nesses debates justamente por ser tão complicada de retratar. Isso depende do modo como vemos o mundo, as decisões que tomamos, nossa experiência de vida e assim por diante. Tudo isso fica fora das discussões filosóficas sobre a existência de Deus. Contudo, incluí a emoção no formato de romance para servir de contraste ao apêndice. Ao final de tudo, uma nova visão pode emergir do encontro entre os dois lados antagônicos.

Alguns ateus consideram pessoas religiosas intelectualmente inferiores, e alguns religiosos consideram imorais os ateus. Qual a sua opinião? É algo muito, muito triste. As duas afirmações são falsas. Venho de uma família judaica muito religiosa. E muitos de meus parentes religiosos são muito mais espertos do que eu, que sou ateia. Por isso, sei que experimentar o mundo de um jeito religioso e colocar essas sensações na linguagem religiosa não é um sinal de inferioridade intelectual.

Onde a senhora acha que esse debate irá nos levar? Espero que o debate seja respeitoso e honesto. Que as pessoas consigam encontrar as semelhanças e trabalhar a partir daí. A civilização é tudo o que temos.