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A oração para “ligar e desligar“ a Alma

Oração com propósito

Diretamente na Bíblia, não existe um texto com o título ou a fórmula exata de uma “oração de desligamento da alma”. Essa expressão e as orações específicas ligadas a ela fazem parte da teologia de batalha espiritual e de movimentos de cura interna e libertação, que ganharam muita força em ambientes evangélicos e católicos carismáticos nas últimas décadas.
Embora o termo técnico “desligamento da alma” (ou quebra de vínculos de alma) seja uma construção teológica posterior, os ministérios que realizam essa oração se baseiam em princípios e conceitos contidos em vários versículos bíblicos.
Abaixo estão as principais bases bíblicas usadas para fundamentar essa prática:

1. O Princípio de “Ligar e Desligar”

A palavra “desligamento” é frequentemente extraída das declarações de Jesus sobre a autoridade espiritual dada à Igreja:

“Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu.”
Mateus 18:18 (Veja também Mateus 16:19)

Aplicação na oração: Ministros usam esse texto para fundamentar a autoridade em “desligar” ou romper legalidades, pactos, amizades tóxicas ou influências espirituais do passado.

2. Tornar-se “Uma Só Carne” (Vínculos por Relacionamentos)

A ideia de que a alma pode ficar presa a relacionamentos passados (especialmente sexuais ou afetivos muito profundos) baseia-se na advertência do apóstolo Paulo sobre a união física e espiritual:
“Ou não sabeis que o que se ajunta com a meretriz faz-se um corpo com ela? Porque serão, disse, dois numa só carne.”
1 Coríntios 6:16 (Citando Gênesis 2:24)

Aplicação na oração: Defende-se que, quando um relacionamento termina, a união física e emocional gera um laço que precisa ser desfeito espiritualmente através do arrependimento e da renúncia, purificando a alma de resquícios daquela antiga união.

3. Almas “Enlaçadas” ou Unidas

A Bíblia usa expressões poéticas para descrever amizades e afetos profundos que unem o interior de duas pessoas, como no caso de Davi e Jônatas:
“E sucedeu que, acabando ele de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a alma de Davi; e Jônatas o amou, como à sua própria alma.”
1 Samuel 18:1

Análise: Enquanto no caso de Davi e Jônatas o vínculo era saudável e baseado em uma aliança santa, a teologia de libertação argumenta que o oposto também ocorre: relacionamentos abusivos, manipulações ou jugos desiguais criam “laços de alma” prejudiciais que aprisionam as emoções.

4. A Necessidade de Renúncia e Purificação

As orações de desligamento geralmente focam na libertação de julgos hereditários ou influências do passado, baseando-se em textos sobre a renovação que há em Cristo:
“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.”
2 Coríntios 5:17

Como essa oração costuma ser estruturada?

Como não há um modelo pronto nos evangelhos, os livros e manuais de libertação (como os de Márcio Mendes na linha católica, ou de diversos autores de batalha espiritual na linha evangélica) sugerem passos práticos baseados na palavra:

  1. Confissão e Arrependimento: Confessar pecados ou envolvimentos do passado (1 João 1:9).
  2. Perdão: Liberar perdão a pessoas que causaram traumas ou prenderam as emoções (Mateus 6:14-15).
  3. Renúncia e Quebra: Declarar verbalmente, em nome de Jesus, o rompimento de todo vínculo emocional, espiritual ou contratual remanescente de relações passadas.
  4. Clamor pelo Sangue de Cristo: Pedir a purificação da mente e das memórias (Hebreus 9:14).

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Pr. Ângelo Medrado

Frei Betto compara Lula a Jesus e diz que Cunha traiu o ex-presidente “por 30 dinheiros”

 Publicado por Tiago Chagas – gnoticias – em 8 de dezembro de 2015

Frei Betto compara Lula a Jesus e diz que Cunha traiu o ex-presidente “por 30 dinheiros”

O ex-presidente Lula foi comparado ao Messias pelo ex-padre Frei Betto, que é conhecido por seus livros em defesa do comunismo e do regime ditatorial mantido pelos irmãos Castro em Cuba.

Carlos Alberto Libânio Christo, o Frei Betto, é membro da Juventude de Esquerda Católica, entidade política que atua entre fiéis católicos fazendo apologia política às ideologias de esquerda.

Na entrevista concedida ao site Brasil 247, que adota linha editorial também de esquerda, Betto comparou o atual cenário político do país com o cenário retratado por Leonardo Da Vinci no quadro “A Última Ceia”, colocando Lula como Jesus Cristo, cercado por seus apóstolos.

“Lula ainda é o Messias que, na esperança de muitos, poderia salvar o Brasil do retrocesso, e promover a partilha do pão e do vinho, da comida e da bebida. Dilma, a discípula que deveria dar ouvidos ao Mestre. Temer, o apóstolo que aguarda pacientemente a oportunidade de ocupar o lugar do Mestre. Renan, o discípulo que ora fica ao lado do Mestre, ora de Caifás. E Cunha, o Judas, que se vendeu por 30 dinheiros”, disse Betto.

A criatividade irresponsável de Betto ao comparar Lula a Jesus pode ser resultado de anos de militância na vertente extrema dos adeptos da teologia da libertação, movimento com profundas raízes políticas existente há décadas no meio católico.

O ex-padre segue com sua sandice afirmando que, assim como Lula, Jesus e o papa Francisco “são de esquerda”, e justifica o motivo de atribuir ao Messias um status de colega ideológico do ex-presidente observando apenas a posição de seus julgadores: “Morreu como prisioneiro político. Preso, torturado, julgado por dois poderes políticos e condenado à pena de morte dos romanos, a cruz”, disse o escritor comunista, demonstrando ter se desvinculado do sentido primário profetizado para a figura messiânica personalizada em Jesus.

Sobre os evangélicos, Betto afirma que os políticos oriundos dessa tradição religiosa no país são fundamentalistas: “Qualquer participação é legítima, desde que não queira impor ao conjunto da sociedade valores e preceitos que são próprios de um determinado segmento religioso. Isso é fundamentalismo”.