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A teoria da Terra Interior é real?

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A ideia de que existe uma civilização humana avançada vivendo no interior da Terra é uma teoria fascinante que mistura elementos de antigas tradições, esoterismo moderno, ufologia e espiritualidade contemporânea. Entretanto, é importante distinguir entre crença, mitologia e evidência científica.

1. O que afirma essa teoria?

Segundo algumas correntes da ufologia e do movimento Nova Era, existiria uma civilização subterrânea conhecida por nomes diversos, incluindo Pachimilah. Entre as afirmações mais comuns estão:

  • Cerca de 3 milhões de seres humanos viveriam em cidades no interior da Terra;
  • Esses habitantes teriam recebido tecnologia dos chamados Pleiadianos, seres extraterrestres associados às Plêiades;
  • Possuiriam aparência “nórdica”, resultado de um suposto aprimoramento genético;
  • Existiriam entradas secretas para essas cidades em diferentes partes do mundo, incluindo a região de Sedona;
  • Manteriam contato com setores militares;
  • Utilizariam tecnologias avançadas de energia;
  • Estariam acompanhando a humanidade e se manifestariam durante um período de “transição planetária”.

2. O que diz a ciência?

Até o momento, não existe nenhuma evidência científica que confirme essa teoria.

A geologia moderna descreve o interior da Terra em camadas:

  • Crosta terrestre;
  • Manto superior e inferior;
  • Núcleo externo líquido;
  • Núcleo interno sólido.

Essas estruturas são estudadas por meio da sismologia, que analisa a propagação das ondas geradas por terremotos. Se existissem enormes cidades habitadas ou vastos espaços ocos dentro do planeta, essas medições provavelmente revelariam tais anomalias.

Além disso:

  • Não há registros arqueológicos confiáveis;
  • Não há documentação governamental verificável;
  • Não existem imagens ou evidências físicas aceitas pela comunidade científica.

Portanto, do ponto de vista científico, a hipótese da Terra Interior não é confirmada.

3. De onde surgiu essa ideia?

A noção de mundos subterrâneos aparece em várias culturas:

  • Na mitologia grega, havia o reino de Hades;
  • Algumas tradições indígenas falam de povos que vivem sob a terra;
  • No século XVII, o cientista Edmond Halley propôs uma Terra composta por esferas concêntricas, hipótese posteriormente abandonada;
  • No século XIX, a literatura popularizou o tema, especialmente com o livro Journey to the Center of the Earth (Viagem ao Centro da Terra), de Jules Verne.

No século XX, grupos esotéricos passaram a associar essas narrativas a civilizações intraterrenas como Agartha, Shambhala e, mais recentemente, aos Pleiadianos.

4. E do ponto de vista espiritual?

Algumas pessoas interpretam essas histórias de forma simbólica e não literal.

Nessa perspectiva, a “Terra Interior” representaria:

  • níveis mais profundos da consciência humana;
  • sabedoria oculta;
  • um chamado à transformação espiritual;
  • a esperança de uma humanidade mais evoluída.

Essa leitura pertence ao campo da espiritualidade e da experiência pessoal, não ao da comprovação empírica.

Conclusão

A teoria da Terra Interior, tal como apresentada, não possui confirmação científica. As alegações sobre Pleiadianos, cidades subterrâneas, contatos militares e futuras revelações planetárias permanecem no campo das crenças esotéricas e das narrativas ufológicas.

Isso não impede que o tema seja estudado sob os aspectos:

  • histórico;
  • antropológico;
  • religioso;
  • psicológico;
  • simbólico.

Em outras palavras:

  • Como fato científico: não há evidências que sustentem a teoria.
  • Como tradição espiritual ou narrativa esotérica: trata-se de uma crença adotada por determinados grupos e indivíduos.

O estudo sério do assunto exige sempre discernimento: manter a mente aberta para investigar diferentes perspectivas, mas também utilizar critérios rigorosos de evidência ao distinguir fé, hipótese e realidade comprovada.

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Pr.Ângelo Medrado

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Ciência

Próximo supercontinente pode exterminar a vida de quase todos mamíferos na Terra, diz estudo

2 min de leitura
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Imagem: Getty Images

Os mamíferos são considerados animais bastante evoluídos, não é à toa que muitas espécies conseguiram sobreviver em diferentes habitats em toda a Terra. Inclusive, eles também conseguiram sobreviver a diversas extinções em massa e alguns eventos climáticos naturais, contudo, a formação de um novo supercontinente pode acabar com o reinado dos mamíferos.

De acordo com um estudo publicado na revista científica Nature Geoscience, os atuais dados apontam que os gases do efeito estufa podem atingir um nível irreversível, algo que pode auxiliar na extinção dos animais vertebrados. Isso pode ser ainda pior quando o próximo supercontinente estiver formado.

A última vez que a Terra passou pelo processo de se tornar um supercontinente aconteceu entre 250 e 330 milhões de anos, um período conhecido como Pangeia. Agora, o conceito de ‘Pangeia 2.0’ ou ‘Pangeia Última’ foi utilizada para estudar o clima da Terra durante a formação do próximo supercontinente; os resultados não foram nenhum pouco animadores, principalmente, para os mamíferos.

“A formação e decadência de Pangeia Última irá limitar e em última análise, acabar com a habitabilidade dos mamíferos terrestres na Terra, excedendo as suas tolerâncias térmicas [de temperaturas mais] quentes, milhares de milhões de anos antes do que se supunha anteriormente”, explicam os pesquisadores no estudo.

Próximo supercontinente e os mamíferos

Durante a primeira pangeia, os níveis de dióxido de carbono aumentaram significativamente na atmosfera, aproximadamente para 2.100 partes por milhão (ppm), resultando em um aumento de 10°C na temperatura média. Atualmente, os níveis estão em cerca de 416 ppm em relação aos níveis pré-industriais, contudo, pode haver um problema de extinção em massa caso o número ultrapasse 560 ppm.

Apesar de a maioria não conseguir sobreviver, mamíferos migratórios especializados e roedores noturnos podem sobreviver ao clima intenso do supercontinente.

Superfície terrestre com alta concentração de CO2 durante um mês quente em Pangea Ultima.Superfície terrestre com alta concentração de CO2 durante os meses quentes em Pangea Ultima.Fonte:  Farnsworth et al., Nature Geoscience , 2023 

Conforme explica o estudo, o modelo sugere que o nível de carbono na atmosfera deve ultrapassar esses números durante a formação do próximo supercontinente. Por exemplo, a temperatura média em um mês quente pode ser de até 46,5 °C, possivelmente, causando estresse térmico e a morte da maioria das espécies conhecidas de mamíferos; os cientistas também não acreditam que esses animais evoluirão suficientemente rápido para enfrentar essas temperaturas altas.

Zonas consideradas habitáveis em um cenário de aumento de CO2 na atmosfera de Pangea Ultima.Zonas consideradas habitáveis em um cenário de aumento de CO2 na atmosfera de Pangea Ultima.Fonte:  (Farnsworth et al., Nature Geoscience , 2023) 

“Embora não possamos descartar a adaptação evolutiva ao estresse térmico e frio, estudos recentes mostraram que os limites superiores da termotolerância dos mamíferos são conservados ao longo do tempo geológico e não aumentaram durante eventos passados de aquecimento rápido ou lento”, acrescentam os cientistas.

Gostou do conteúdo? Fique por dentro de mais curiosidades sobre o planeta Terra aqui no TecMundo. Aproveite também para saber sobre a pesquisa,  que reavalia a formação dos continentes da Terra.

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As dores do parto começam? NASA procura desviar asteróide que vai para a Terra

 Diário Cristiano web

A Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) e a NASA reuniram esforços para realizar um Teste de Redirecionamento de Asteróides Duplos (DART), considerado um teste do sistema de defesa planetária, que está prevista para o mês de dezembro de 2020, explicou o site oficial da ESA.

Este é o único projeto que usará a técnica de impacto cinético para mudar o caminho de um asteróide supostamente perigoso pela primeira vez. O principal objetivo do teste é chamado de asteróide Didymoon, localizado a cerca de 11 milhões de quilômetros da Terra. Especificamente sua pequena lua (em termos especiais), Didymoon tem cerca de 150 metros de diâmetro, um tamanho comparável à Grande Pirâmide de Gizé, no Egito.

Os cientistas planejam enviar uma sonda especial para o espaço para colidir com o asteroide e mudar o curso. O desvio do corpo celeste pelo impacto do satélite será medido e analisado, a fim de avaliar se este método tem algum potencial no caso de uma ameaça real surgir. Quanto ao Didymoon, ele foi selecionado como um objeto de teste especificamente por ser tão pequeno, já que não representa uma ameaça.

“Vamos entender muito melhor se esta técnica poderia ser usada para asteróides maiores, dando-nos a certeza de que poderia proteger o nosso planeta, se necessário”, escreveu Michael Kuppers, um dos cientistas da ESA envolvidos no projeto ambicioso.

O vídeo representa o plano do DART emitido pela NASA, onde o impacto cinético que poderia redirecionar um asteróide no âmbito do programa de defesa planetária da agência é claramente visto.

Fonte: RT