Eclética - Ad Majorem Dei Gloriam -Shema Yisrael Adonai Eloheinu Adonai Ejad, = "Ouve Israel! O Senhor é Nosso Deus e Senhor, o Senhor único." PIX: 61986080227
Autor:Pastor Ângelo Medrado
Pr. Batista, Avivado, Bacharel em Teologia, PhDr. Pedagogo Holístico docente Restaurador, Reverendo pela International Minystry of Restoration - USA - Autor dos Livros: A Maçonaria e o Cristianismo, O Cristão e a Maçonaria, A Religião do Anticristo, Vendas Alto Nível com Análise Transacional, Comportamento Gerencial.
Casado, 4 filhos, 6 netos, 1 bisneto.
Fundador da Universal diz que “Jesus não criou uma religião”
por Jarbas Aragão
Bispo Edir Macedo
Quem assistiu ao filme “Nada a Perder”, cinebiografia do fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, bispo Edir Macedo, percebeu que ele mais de uma vez fez críticas aos sistemas religiosos, mesmo os que se dizem cristãos.
No texto mais recente de seu blog pessoal, ele declarou novamente seu repúdio às religiões. Fazendo uma série de comparações entre o que Jesus ensinou e o que os movimentos religiosos pregam, foi categórico: “Religião separa pessoas, cria atritos e divide lares e casais. Ela é a criação satânica mais nefasta da face da Terra. A religião católica, a evangélica, a espírita e qualquer outra transforma sua ‘fé’ em território privado”.
O texto assinado por Macedo assegura que “as maiores guerras da história da humanidade tinham como pano de fundo a religião” e lembrou aos seus leitores que “a fé cristã não tem nada a ver com religião”.
O entendimento do bispo é que “O Senhor Jesus não criou uma religião. Ele instituiu o Reino de Deus, isto é, a Sua Igreja” e “as pessoas que a compõem vivem sujeitas ao senhorio de Jesus. Vivem o padrão da justiça do Reino de Deus”.
Uma das bases do seu argumento é que existem dois tipos de fé: uma que não usa a inteligência e seria “fanatismo” e a fé “sobrenatural”, que depende da direção do Espírito Santo.
Ele diz que há muitos que usam o nome de cristão, mas são apenas religiosos, dando sinais de sua carnalidade através de “atritos, contendas, fofocas, maus olhos, preconceitos e críticas”.
O título de cristão, insiste o líder da Universal citando Romanos 8:9, só poderia ser usado por quem “é possuído e dirigido pelo Espírito de Cristo”.
Em nota emitida nesta sexta-feira, 6 de abril, a Aliança de Batistas do Brasil – que integra o CONIC – manifestou perplexidade acerca do que está ocorrendo com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Um dos trechos do documento, assinado pelo pastor presidente da Aliança de Batistas, Joel Zeferino, afirma, parafraseando o monsenhor Oscar Romero, “se prenderem o Lula, ele seguirá livre em cada uma e cada um de nós que se recusa a deixar que as forças do mal e da maldade tenham a última palavra. Nesse compromisso de vida, profetizamos, que a esperança há de vencer o medo”.
A seguir, leia a íntegra da nota da Aliança de Batistas do Brasil.
Carta da Aliança de Batistas do Brasil sobre a possível prisão do
Ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Salvador, 06 de abril de 2018.
“Até quando Senhor, clamarei eu, e tu não escutarás? (…)
Por esta causa a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta;
porque o ímpio cerca o justo, de sorte que a justiça é pervertida.
Então o Senhor me respondeu, e disse:
Escreve a visão e torna-se bem legível sobre tábuas,
para que a possa ler quem passa correndo. (Habacuque 1:2-4; 2:2)
Perplexidade e tristeza. Esses são alguns sentimentos mais fortes entre aquelas e aqueles que tem algum senso de compaixão e noção de justiça no Brasil de hoje. Muitos outros sentimentos também estão presentes nesses mesmos corações: indignação; revolta; desejo de lutar; vontade de desistir de tudo… Sentimentos complementares e/ou contraditórios.
Sentimentos complexos em tempos complexos que vivemos. Mas uma coisa é simples e certa: em 2016 nosso País foi assaltado por um Golpe Legislativo-Judiciário, em conluio com a elite nacional; dos altos comandos militares; da mídia hegemônica, e, por que não dizer, dos interesses de multinacionais e das potências centrais deste mundo dominado pelo Capitalismo, em especial, dos EUA, que joga com sua pesada máquina militar, seu aparato de espionagem e suas poderosas ferramentas de propaganda e de chantagem econômica.
É do meio do Golpe – e todas as suas arbitrariedades diárias – que nos encontramos hoje. Cada dia conta, mas alguns dias fazem diferença na História do Mundo. Esse é um deles. Querem levar a prisão – usando de arbitrariedade sobre arbitrariedade – a maior liderança popular de toda América Latina. Querem mais uma vez afirmar a força das botas, das armas e do dinheiro sujo de sangue contra o sonho feito de suor e lágrimas do povo em busca de liberdade e justiça.
Diante disso, com o coração tremendo de indignação diante das arbitrariedades, nos perguntamos qual o profeta: “Até quando Senhor?”.
Ainda não sabemos qual a resposta final.
Ao mesmo tempo, ouvimos o eco das outras palavras do profeta, que como sopro Divino, nos instiga a não desistir. Pelo contrário, qual outro poeta-profeta, insistimos em dizer que “atordoado eu permaneço atento”. Mais que atentos: tomando a História nas mãos, ousamos a escrevê-la em tábuas, com a mais forte de todas as tintas: o sangue das e dos mártires, “dos quais o mundo não era digno” (Hb. 11:38)
Sangue das mulheres em luta por sua dignidade ao longo de milhares de anos, muitas das quais anônimas, seguem se ouvindo falar; sangue de negras e negros que foram submetidos a escravidão, mas se rebelaram tantas vezes, criando resistência, e deixando um legado de coragem até a última gota de sangue. Sangue do Dr. Rev. Martin Luther King Jr. Sangue de Dorothy Stang. Sangue de Chico Mendes. Sangue de Marielle Franco. Sangue do profeta Nazareno, torturado e morto pelo império vigente, Jesus.
É com esse sangue, que hoje escrevemos, parafraseando o Monsenhor Oscar Romero: se prenderem o Lula, ele seguirá livre em cada uma e cada um de nós que se recusa a deixar que as forças do mal e da maldade tenham a última palavra.
Nesse compromisso de vida, profetizamos, que a esperança há de vencer o medo!
Joel Zeferino
Presidente da Aliança de Batistas do Brasil
Fonte: CONIC – Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil
“Precisamos dialogar não só com pessoas de outra fé, mas também com pessoas da nossa própria fé”, afirma imã.
por Jarbas Aragão
House of One
A ideia é construir um espaço que agrade judeus, islâmicos e cristãos. No coração de Berlim, capital da Alemanha, o House of One [Casa de Um] começará a ser edificado no início de 2019, ficando pronto dois anos depois.
“Você já viu rabinos, imãs e padres juntos em uma foto, mas nunca os viu compartilhando uma casa ou construindo uma casa”, afirmou o imã Osman Örs, um dos líderes do projeto. Segundo ele, um dos principais desafios é “mostrar a diversidade de nossas tradições”.
“Precisamos dialogar não só com pessoas de outra fé, mas também com pessoas da nossa própria fé”, filosofa, admitindo que a ideia certamente não agradará a todos.
O projeto é gerido conjuntamente pela Congregação Protestante de St. Petri-St. Marien, a Comunidade Judaica de Berlim e o Fórum Diálogo, uma entidade muçulmana. Desde 2011, líderes das três religiões monoteístas se reúnem para discutir um possível templo na Petriplatz, numa ilha no rio Spree.
O local foi escolhido por seu simbolismo. Ali viveu o primeiro morador de Berlim conhecido, pastor da igreja Petrikirche. Seu nome é mencionado em documento de 1237, o ano de fundação de Berlim.
O projeto do templo, que já está concluído, procurou respeitar as tradições dos grupos religiosos. Pela tradição, mesquitas e sinagogas precisam estar voltadas para o leste. O salão para reuniões islâmicas precisa ser quadrado, enquanto o espaço judaico precisa de pé-direito alto para receber as cabanas da Festa dos Tabernáculos.
Conforme explica o imã Örs, o local visto como o mais importante será o átrio central, que ligará os espaços de cada religião. “É um lugar de encontro onde podemos dialogar, também com pessoas de outras fés e mesmo ateus. Precisamos ter uma ponte com os seculares”, assegura.
Para uma das orientadoras do grupo, Corina Martinas, a ideia é “manter vivo o espírito do local” desde antes da construção começar. Ela, que é cristã, já trabalhou em Jerusalém, e afirma ter ficado “fascinada pela convivência dessas três religiões em um espaço tão pequeno”.
A ideia não é tentar apagar as tradições, mas mesclar várias delas como uma “religião mundial única”. A situação de intolerância religiosa, crescente na Alemanha também seria um impulsionador para o templo, pois advogaria uma suposta convivência harmônica.
Desde janeiro, um pavilhão de madeira foi erguido no terreno. Ali são feitas diferentes atividades. Uma delas reúne fiéis e não fiéis para uma hora de meditação, todas as semanas.
A House of One tem um custo total de € 43 milhões (R$ 177,6 mi). Até agora já foi levantado € 3,4 milhões (R$ 14 mi) dos governos local e federal. Doadores podem ajudar com a oferta mínima para um tijolo, a € 10 (R$ 41) cada. Mais de 2.500 pessoas, de 25 países, estão participando. A maioria (72%) vem da Alemanha. Do Brasil foram nove doações, totalizando 32 tijolos. O total arrecadado chega a € 8,6 milhões. Com informações Folha