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Ateus lançam campanha publicitária contra a bíblia nos EUA

 

“A Bíblia e o Alcorão contém coisas horríveis, e dizer que você baseia sua moralidade neles é um problema”, disse um dos líderes da Associação Humanista Americana (AHA) na última terça-feira, 9. Eles estão lançando o que consideram a maior e mais ampla campanha publicitária já feita por um organização ateísta.

O grupo colocou anúncios em jornais como USA Today, Seattle Times, Village Voice, Atlanta Journal Constitution, The Independent Triangle e o San Francisco Chronicle e em revistas como Reason e The Progressive. Haverá também publicidade em canais de TV a cabo e uma chamada no horário nobre da rede NBC. Propaganda no metrô de Washington-DC, em ônibus de cidades selecionadas e outdoors em rodovias também estão programados. “Trata-se de uma campanha de 200 mil dólares”, disse à rede CNN Roy Speckhardt, diretor executivo da AHA.

O objetivo “é desafiar os fundamentalistas que defendem suas idéias retrógradas”, disse ele. O público-alvo são as pessoas que não sabem que são humanistas, explica Speckhardt. ”Estamos fazendo críticas aos que leem a Bíblia de forma literal, não àqueles que escolhem do que gostam nela”, disse ele. “Estamos dizendo (aos que escolhem): ‘Você é mais parecido conosco”. Os que interpretam literalmente a Bíblia e o Alcorão estão nos atrasando. ”Sabemos que você pode ser bom sem Deus, mas muitas pessoas nos EUA não sabem disso”, disse ele.

A campanha apresenta citações violentas ou sexistas dos livros sagrados, em contraste com frases mais compassivas de pensadores humanistas, incluindo o físico Albert Einstein, o biólogo Richard Dawkins e o ex-embaixador Carl Coon.

“Não esperamos converter as pessoas a partir de mensagens num outdoor”, disse Speckhardt. Contudo, “há milhares de pessoas – cerca de 34 milhões – que não estão ligadas a uma religião nos Estados Unidos”. Apenas um em cada 20 americanos não acredita em Deus, segundo o Fórum Pew de Religião e Vida Pública. Deste grupo, apenas um quarto se considera ateu. O resto se diz agnóstico, “sem religião” ou pertencem a uma confissão de fé.

Mais de metade dos norte-americanos ora todos os dias. E mais de 20% da população dos EUA faz o mesmo, embora afirmem não estar afiliados a uma religião, segundo a Pesquisa de Panorama Religioso do Fórum Pew.

Speckhardt conhece esses números. ”Houve apenas um membro do Congresso, em toda história dos Estados Unidos, que veio a público dizer que não acredita em Deus”, ressalta o líder da AHA, identificando o deputado Pete Stark, um democrata da Califórnia. A Coalizão Secular pela América, disse que Stark respondeu a uma consulta deste grupo em 2007, dizendo que era um “não-teísta.”

“Sentimos que essas pessoas (os não afiliados) ainda não sabem que podem admitir que não acreditam em Deus“, falou Speckhardt.

Data: 10/11/2010 09:07:45
Fonte: Pavablog

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Egito cultiva florestas no deserto com água reaproveitada

Água usada diariamente por 80 milhões de egípcios transforma o deserto em terra fértil

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09 de novembro de 2010 | 14h 49

EFE

Cairo – O Governo egípcio desafia a natureza ao regar áreas desérticas com água reaproveitada para convertê-las em florestas, cuja superfície já equivale ao território do Panamá.

A diferença verificada após a intervenção humana é dramática: onde antes havia uma paisagem desértica e inóspita, agora há áreas verdes cobertas de árvores de alto valor econômico como álamos, papiros e eucaliptos.

Tudo isso foi possível graças à água que utilizam, poluem e desperdiçam todos os dias os 80 milhões de egípcios. Ironicamente, esta é a melhor opção para as chamadas "florestas feitas à mão".

"A água residual pode transformar o que não é fértil, como o deserto, em algo fértil, já que contém nitrogênio, micronutrientes e substâncias orgânicas ricas para a terra", disse à Agência Efe o professor do Instituto de Pesquisa de Solo, Água e Meio Ambiente Nabil Kandil, especializado na análise de terrenos desérticos adequados para o florestamento.

A opinião é compartilhada pelo professor do Departamento de Pesquisa de Contaminação da Água, Hamdy el Awady, que até ressalta a superioridade das plantas regadas com água reaproveitada.

"Esse tipo de água tem muito mais nutrientes do que a água tratada e, por isso, é uma fonte extra de nutrição que pode fazer com que as plantas resistentes aos climas hostis cresçam mais rápido e, inclusive, tenham folhas mais verdes", explica El Awady

Os dois professores sabem bem a importância de equilibrar a oferta e a demanda em um país que produz 7 milhões de metros cúbicos de água residual ao ano e que, ao mesmo tempo, tem 95% de seu território coberto por desertos estéreis ou com pouca vegetação.

Ao todo, há 34 florestas ao longo do país, localizadas em cidades como Ismailia e Sinai, no norte, e em regiões turísticas do sul, como Luxor e Assuã, num total de 71.400 quilômetros quadrados que equivalem à superfície total do Panamá.

De acordo com o Governo egípcio, há outras dez florestas em processo de "construção", em uma área de 18.600 quilômetros quadrados.

Os mais de 71 mil quilômetros quadrados de floresta plantados até agora são resultado das análises de solo, clima e água que possibilitaram a escolha das espécies de árvores capazes de sobreviver em condições extremas.

"A boa notícia é que as plantas são seletivas. São elas que selecionam a quantidade de água e os nutrientes necessários para sobreviver", explica El Awady.

A maioria das espécies cultivadas até agora são árvores como álamos, papiros, casuarinas e eucaliptos, semeadas para responder à demanda de madeira do país, além plantas para produzir biocombustíveis como a jatrofa e a jojoba, e para fabricar óleo, como a colza, a soja e o girassol.

Para Kandil, estes resultados são a prova de que "o problema não é a terra, pois no Egito há de sobra, mas de onde extrair a água".

E obtê-la das estações de tratamento primário – onde são eliminados os poluentes sólidos – foi a saída mais barata, especialmente porque os sistemas de irrigação que transportam e bombeiam o líquido são os mesmos utilizados há anos pelos camponeses egípcios.

Apesar desta água exigir precaução devido à presença de poluentes e os impactos da mudança no ecossistema para a biodiversidade sejam desconhecidos, o projeto, implementado pelo Ministério de Agricultura em parceria com o de Meio Ambiente, parece ter obtido sucesso.

De acordo com Kandil, as "florestas feitas à mão" não só combatem as secas, a desertificação e a erosão, mas "aproveitam a água residual, maximizam o benefício para os agricultores e satisfazem as necessidades de madeira do Egito, gerando benefícios econômicos para o país", acrescenta.

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BARACK OBAMA – Presidente dos EUA visita Indonésia e fala de sua ligação com islã

 

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De volta ao país onde viveu quando criança, o presidente americano Barack Obama disse que a cooperação entre os EUA e a Indonésia –nação com a maior comunidade muçulmana do mundo– reforça a nova relação que Washington quer construir com os países islâmicos.

Ao lado do presidente indonésio Susilo Bambang Yudhoyono, Obama começou seu pronunciamento transmitindo suas condolências aos afetados pelas recentes desastres registrados no país — um tsunami nas Ilhas Mentawai e as erupções do vulcão Merapi, em Java, que deixaram centenas de mortos.

O presidente americano salientou que a Indonésia é hoje uma das maiores democracias do mundo, um membro do G20, uma importante economia do sudeste asiático e um dos países que pode ser mais afetado pelas mudanças climáticas, pelo fato de ser um grande arquipélago formado por centenas de ilhas.

Obama destacou três áreas que devem dominar o aumento da cooperação entre Washington e Jacarta: os investimentos externos e o comércio bilateral, a parceria e a aproximação das duas sociedades e o aprofundamento das alianças no setor de segurança.

"No momento somos o número três entre os parceiros comerciais da Indonésia, e não gostamos de ser o número três, queremos ser o número um", disse.

Obama disse ainda que pretende voltar à Jacarta no ano que vem, quando o país deve sediar o encontro da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático).

Comentando as eleições em Mianmar, Obama declarou que o pleito "não foi transparente nem justo" e que o governo precisa libertar todos os prisioneiros políticos imediatamente.

Ao fim do discurso, o líder cumprimentou os presentes com uma tradicional saudação em em árabe, "Salaam Maleiku" e relembrou momentos de sua infância.

"A paisagem mudou completamente desde 1967, quando eu morei aqui. Muita coisa mudou. As pessoas andavam com "auto-rickshaws" [triciclo que leva passageiros, típico do sudeste asiático]. Agora como presidente, nem vejo trânsito algum porque eles bloqueiam todas as estradas, mas acho que Jacarta tem muito mais carros e altos arranha céus", disse.

"Espero que quando eu voltar por mais tempo possa trazer meus filhos para ver templos antigos, o interior, lugares que me são caros e de onde tenho grandes lembranças".

Barack Obama viveu na Indonésia durante quatro anos de sua infância, de 1967 a 1971, depois de um novo casamento de sua mãe com um indonésio. Esta é a primeira vez que retorna ao país, 39 anos depois.

MUNDO ISLÂMICO

Respondendo a perguntas dos jornalistas locais, Obama disse que os esforços dos Estados Unidos quanto à aproximação com o mundo islâmico têm sido "sólidos e constantes", e que por mais que não possam eliminar todos os mal entendidos gerados durante anos, "caminham na direção certa".

"Temos cientistas e professores americanos visitando países muçulmanos, aumentado a cooperação. Estamos construindo alianças para que nossas relações não sejam baseadas somente no tema da segurança", declarou.

"Aqui, por exemplo, no maior pais muçulmano do mundo, estou certo de que as pessoas não estão interessadas somente em assuntos de segurança", indicou.

O líder americano afirmou que uma maior proximidade entre os EUA e o mundo islâmico certamente beneficiará o setor de segurança internacional mas não elimina e nem substitui a necessidade de um "diálogo concreto" sobre políticas importantes.

Data: 10/11/2010
Fonte: Folha Online