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Casal de negros fica chocado com o nascimento de filho branco e loiro

 

Apesar de ter explicação genética, homem é alvo de suspeitas quanto à sua paternidade

   Reprodução

Um casal de negros contou ao jornal Daily Mail o quão surpreso ficou com o nascimento de Daniel, ummenino branco e loiro. O pai, Francis Tsibangu, admitiu: “meu primeiro pensamento foi: será que ele é mesmo meu?”. Ele e Arlette já eram pais de Seth, 2 anos, um garoto que, assim como eles, reflete as características da ascendência africana.
A explicação para o caso está na genética, pois houve uma ligeira mutação, o que não significa que Daniel seja albino. Francis, que nasceu no Congo, explicou que até mesmo os médicos suspeitaram de suapaternidade. “Então olhei para Arlette e tive certeza de que o filho era meu. Estamos juntos há 3 anos e nunca houve problemas de infidelidade entre nós.
A certeza de que Daniel era mesmo seu filho veio quando Francis abaixou-se para beijar o menino. Nesse momento, ele pode perceber traços dele e da mulher na criança. “Ele tem o meu nariz e a boca da Arlette”, afirmou o homem ao jornal britânico.
A mãe disse que a reação na sala de cirurgia foi de silêncio, todos estavam chocados, inclusive ela. “Os olhares dos médicos e enfermeiras diziam tudo: todos se perguntavam como é que eu podia ter tido um bebê branco. No entanto, como qualquer mãe que acaba de dar à luz, a minha principal preocupação era se ele era saudável”, afirmou ela.
Francis afirmou que sabe sobre as suspeitas que irão acontecer em torno da família. “Eu sei que vai existir quem diga que minha mulher teve um caso, mas eu confio nela completamente e sei que isso não aconteceu. Mesmo se ela tivesse se envolvido com um homem branco, o bebê nasceria mestiço, com os cabelos pretos, por exemplo, e não lisos e loiros como os de Daniel.”
Apesar de toda a especulação, o casal afirma que a cor da pele do menino não é o mais importante. “O que vale é que temos um filho saudável e que é muito amado”, acrescentou Francis.

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Kit anti-homofobia nas escolas não prevê treinamento de professores

 

Especialistas criticam material por focar apenas na discriminação contra os gays

Do R7

ThinkstockThinkstock

O material do kit anti-homofobia é dirigido para o ensino médio, com alunos entre 14 e 18 anos

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O kit anti-homofobia que será entregue a escolas públicas brasileiras não vai incluir nenhum tipo de curso ou preparação para os professores, segundo apurou o R7. O material é dirigido para o ensino médio, com alunos entre 14 e 18 anos, e deve ser enviado para 6.000 colégios a partir do segundo semestre.

O próprio kit, segundo o MEC (Ministério da Educação), servirá de preparação para os professores. Nele estarão orientações para que o tema possa ser tratado nas salas de aula. O material não será de uso obrigatório e não vai ser entregue aos alunos, afirma o ministério. Cada escola escolherá como adotar o conteúdo no currículo escolar.

Sobram críticas e dúvidas com relação ao kit. A falta de preparação dos professores é uma das grandes preocupações de Simon Schwartzman, ex-presidente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e pesquisador do Iets (Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade).

Para Schwartzman, os professores deveriam ser preparados para lidar com a temática homossexual com ou sem o kit. Não dá para introduzir a questão na escola de forma artificial e distanciada dos alunos, por um material escrito e gravado em DVD, pondera ele.

– O tema da questão sexual entra na sala de aula naturalmente, assim como entra o amor, o sexo e a amizade. Os jovens são curiosos, fazem perguntas. Mas como é um assunto íntimo, [as dúvidas] deveriam ser tratadas com naturalidade, caso a caso, e não de forma padronizada e externa na sala de aula, por um kit.

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Diversidade

O kit deveria ser contra todos os tipos de discriminação e não só com relação a homossexuais, diz o senador Cristovam Buarque (PDT-DF). Ele ressalta que o preconceito contra negros, nordestinos e outros deveria estar incluído em um material maior, que fosse enviado às escolas.

Cristovam, assim como o ex-presidente do IBGE, considera que o tema é delicado e que pode ser mal-interpretado pelos alunos. Tanto o senador quanto Schwartzman não tiveram acesso ao conteúdo do kit.

– É preciso tomar cuidado para não passar à frente da curiosidade do jovem. Não pode ser uma coisa jogada [o kit anti-homofobia], somente distribuída, sem preparo [dos professores].

A presidente da Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação), Cleuza Repulho, diz que o foco muito específico do kit na violência contra gays deixa de lado questões importantes, como os direitos humanos. A entidade, no entanto, participa da preparação do pacote anti-homofobia.

Chamado de Escola sem Homofobia, o kit contém vídeos polêmicos, que tratam de transexualidade, bissexualidade e do namoro gay. Além de cinco vídeos em DVD, o material vai incluir um caderno com orientações para professores, uma carta para o diretor da escola, cartazes de divulgação nos murais do colégio e mais material.

Polarização

A polarização do debate – de um lado, defensores dos direitos dos gays, e de outro, gente como o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) – não ajudam na formulação do kit, diz o pesquisador Schwartzman. O ideal, na opinião dele, é que o material fosse discutido por mais um ano ou dois em vários níveis da sociedade.

– Como outros países tratam esse tema? Há iniciativas dessas em outros lugares? Não se sabe de nada. É preciso discutir o assunto por mais tempo, pelo menos um ano. A distribuição não precisa ser realizada de uma hora para outra.

O pesquisador pondera que o material pode dar margem a interpretações erradas entre os próprios alunos, se for mal utilizado em sala de aula.

– Uma coisa é discutir a orientação sexual com adultos, outra é trazer isso para adolescentes e crianças. É preciso cuidado para não ser mal-interpretado, para não expor os estudantes de alguma forma diante dos colegas.

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Vaticano exige que suspeitos de pedofilia sejam entregues à Justiça civil

16/05/2011 – 08h20

 

DA FRANCE PRESSE, NA CIDADE DO VATICANO

O Vaticano exigiu nesta segunda-feira, em uma carta a todos os bispos, que os membros do clero suspeitos de pedofilia sejam entregues às autoridades civis competentes.

Em uma carta circular, o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o cardeal americano William Levada, destaca a necessidade de “julgamentos claros e coordenados” contra “os abusos sexuais de menores” e pede aos bispos que adaptem as normas para isto até 2012.

O documento considera indispensável que os países coordenem diretrizes para levar em consideração as recomendações do Vaticano.

A carta resume as experiências adotadas pelos países que registraram escândalos graves de pedofilia de padres: Estados Unidos, Irlanda, Alemanha, Bélgica e Áustria.

A onda de escândalos por abusos de menores começou no fim de 2009 na Irlanda e chegou a Alemanha, Áustria, Itália, Holanda, Bélgica, além de Estados Unidos e vários países da América Latina.

O escândalo, que abalou o prestígio da instituição milenar, gerou reações dentro da hierarquia da Igreja.