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Vaticano anuncia "papamóvel" híbrido

 

DE SÃO PAULO

A Mercedes já desenvolve um novo "papamóvel". O veículo de transporte da maior autoridade da igreja Católica será híbrido. A informação foi divulgada pelo porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi.

O "papamóvel" híbrido combinará um motor a combustão e um propulsor elétrico, para entregar um total de 60 cv. O motor elétrico é alimentado por uma bateria de íons de lítio, recarregável em uma hora. O veículo poderá rodar a 30 km/h sem emitir poluentes.

O "papamóvel" híbrido, porém, não ficará pronto para a visita de Bento XVI à Alemanha, em setembro. A previsão é de que o veículo seja entregue apenas no final do ano.

Frantzesco Kangaris/France Presse

Entre os que estão em museus e os usados em viagens, o Vaticano conta com mais de 30 "papamóvel" espalhados pelo mundo. Nos últimos 30 anos, os veículos foram construídos usando modelos de montadoras como Mercedes, Toyota e Ford.

O "papamóvel" mais atual é construído na base do Mercedes ML 430, com motor 4.3 V8 de 272 cv e um espaço com vidros à prova de balas na traseira.

O pontífice também usa um Mercedes G500 conversível, mas apenas para rodar na Praça San Pedro, no Vaticano.

Com agências internacionais

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Parada Gay de SP vai criticar igreja que veta uso de camisinha

 

DE SÃO PAULO

"Nem os santos te protegem", dirá o slogan de um dos trios elétricos da Parada Gay de São Paulo, no próximo domingo (26).

O carro, que vai tratar de prevenção contra doenças sexualmente transmissíveis, criticará pela primeira vez as igrejas que proíbem o uso da camisinha. O carro será adornado com releituras de imagens de santos.

A cutucada em dogmas religiosos estará em toda a parada, cujo tema deste ano foi inspirado na Bíblia: "Amai-vos uns aos outros: basta de homofobia!".

Religiosos das igrejas Anglicana, Católica e Presbiteriana, além do Candomblé, Umbanda e Judaísmo confirmaram presença, segundo a organização.

Os hotéis econômicos da região da Paulista já estão com as reservas lotadas.

No resto da cidade, a lotação não vai passar de 50%, diz Bruno Omori, presidente da Abih-SP (associação de hotéis). "É um bom momento para aproveitar São Paulo, vazia com o feriado."

A estimativa é que 3 milhões de pessoas participem do desfile na Paulista. Festas e debates acontecerão paralelamente. A programação completa pode ser consultada no sitewww.paradasp.org.br.

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Juiz que cancelou união gay diz que agiu por Deus

22/06/2011 – 13h54

 

JOHANNA NUBLAT
DE BRASÍLIA

"Deus me incomodou, como que me impingiu a decidir", disse o juiz Jeronymo Villas Boas, que cancelou um registro de união estável de um casal de homens na semana passada, em Goiânia.

Decisão de juiz que cancelava união gay é anulada

A declaração do magistrado foi dada na manhã desta quarta-feira, na Câmara dos Deputados, em um ato das frentes parlamentares Evangélica e da Família e de lideranças evangélicas em defesa do juiz.

Apesar de afirmar que sua decisão não é discriminatória e "se resume ao controle de legalidade do ato" específico do casal de Goiânia, que não teria preenchido todos os requisitos necessários para o registro da união, Villas Boas deixou claro seu descontentamento com a decisão do STF que reconheceu a união estável para casais gays. "Eu respeito a Constituição como ela foi escrita."

Em vários momentos de sua fala, o juiz fez referências a Deus e à fé dos presentes. Ao argumentar que um juiz não pode ter medo ao proferir suas decisões, disse temer "a Deus, não aos homens".

Após o ato, questionado sobre a eventual influência da religião na sua decisão, Villas Boas se irritou e ensaiou deixar o local. "Eu, como você, tenho direito a expressar a minha fé e sou livre para exercer o meu ministério. Isso não interfere nos meus julgamentos. Mas sou pastor da Assembleia de Deus Madureira. E não nego a minha fé."

O juiz disse ainda que está tranquilo e seguro da decisão que tomou e que, se não for "impedido por decisão superior", vai fazer o mesmo controle com outros registros de uniões homoafetivas.

Deputados da bancada evangélica presentes declararam apoio irrestrito ao magistrado. "Essa desobediência santa nos inspira", afirmou o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ).