Categorias
Artigos

Rob Bell afirma não estar arrependido de ter escrito o polêmico livro “Love Wins” (O Amor Vence)

 

A polêmica do livro explodiu ainda semanas antes de ser lançado, com um curta-metragem anunciando a publicação do livro.

Rob Bell afirma não estar arrependido de ter escrito o polêmico livro “Love Wins” (O Amor Vence)

Seu livro Love Wins (O Amor Vence) tem voado das prateleiras, atingindo o número 2 da lista dos mais vendidos de Nova York Times e top 10 no Amazon.

Muitos críticos combateram o livro denunciando Bell como um universalista ou um herege. Ele acusam Bell de distorcer as verdades bíblicas sobre o julgamento, a ira e o inferno, e menosprezando o significado do sangue e da cruz de Jesus Cristo para a salvação. A adoção dessa perspectiva segundo eles, leva a consequências potencialmente devastadoras para o destino espiritual daqueles que a adotam.

A polêmica do livro explodiu ainda semanas antes de ser lançado, com um curta-metragem anunciando a publicação do livro.

Nesta segunda-feira, Bell declarou em entrevista a jornalistas, que foi “duro” ser mal compreendido, mal interpretado e “acusado de todo o tipo de coisas incorretas.”

“Algumas das coisas que as pessoas dizem e da maneira que eles agem isto não pode ser o caminho de Jesus. Tem que ser um padrão mais elevado de discurso civil,” disse ele.

Para ele, uma discussão de nível teria que ser com as pessoas que realmente leram o livro desabafando “quando as pessoas falaram [sobre] a controvérsia, eu pensei ‘ninguém sequer leu o livro?’ Porque então há algo substantivo para combater.”

Apesar de tudo, Rob Bell não se arrepende de haver escrito o livro afirmando que “isto é apenas parte do custo de capturá-lo e escrevê-lo e colocá-lo lá fora.”

Mais tarde na noite, Bell subiu ao palco para falar sobre seu livro na frente de cerca de 3.000 pessoas na Igreja Metodista Central Hall, em Westminster.

Em seu discurso ele declarou que não foi sua intenção ser controverso, mas sim de “recapturar o Evangelho” e apontar que o Cristianismo tem uma “grande variedade de perspectivas” no julgamento e reconciliação.

“Eu estou interessado no que é verdadeiro o que pode ser confiável, a caça, a descoberta, a exploração e, se isso acaba por ser polêmico, vou aceitar isso, mas essa nunca foi à intenção.”

Esta exploração levou Bell a concluir que os Cristãos devem estar abertos à possibilidade de que o arrependimento pode vir tarde.

Existe um inferno, sublinhou, e este inferno é o que as pessoas experimentam quando eles rejeitam o amor de Deus e optam por um caminho diferente.

Bell explicou as razões de por que chamou o livro de Love Wins (O Amor Vence), “é que a natureza do amor é a liberdade. Você pode escolher, pode resistir, pode rejeitar, pode se rebelar contra Deus.”

Entretanto, ele afirma que Deus quer que todos sejam salvos, mas há pessoas que resistem à esse amor. “é por isso que no livro eu falo sobre o inferno e a realidade do inferno. Acho que devemos deixar espaço [para isso] porque a Bíblia deixa espaço para as pessoas rejeitarem e resistirem a Deus.”

“é por isso que eu deixo espaço para o inferno como a realidade de nossa liberdade de dizer que eu não quero isso (o amor de Deus),” disse o pastor Grand Rapids, Michigan.

Mas ele afirma que ainda há possibilidade de arrependimento e, portanto, a salvação poderia vir em um ponto além desta vida.

Perguntado sobre se ele acredita em um inferno eterno para as pessoas que não respondem nesta vida a Cristo, Bell disse que já podia ver um “inferno muito vivo, respirando na terra” sendo vivido pelas pessoas agora sob tais formas como a ganância, o estupro, genocídio, abuso e tráfico de sexo.

Para ele, ainda é possível que as pessoas desejem seguir buscando tais coisas mesmo depois de morrer e haverá aqueles que vão decidir parar e dizer “não, eu quero ter nada a ver com a festa, eu quero ter nada a ver com o convite,” disse ele.

Entretanto, ele disse que também é possível ler nas Escrituras sobre um Deus que quer que todos sejam salvos e admitiu que não sabe o que pode acontecer depois da morte, se Ele prosseguirá infinitamente buscando a salvação das pessoas ou não.

“Será que Deus prossegue infinitamente? Existe algum ponto onde Deus diz: ‘Olha, você teve sua chance e agora não há mais esperança de redenção para você?’”

“E eu não tenho idéia, não estive lá, e quando estiver lá e vir isso, então eu vou te dizer,” brincou.

“O que acho que é importante é que Deus quer que todos sejam salvos e devemos desejar as coisas que Deus deseja.”

Bell acredita que algo decisivo como “nós estamos dentro e eles estão fora, fim de papo,” não parece revelar o Deus que Jesus fala que sai em busca da ovelha, dracma e o filho.”

“Pode você se arrepender em algum momento? Há ainda a possibilidade ou Deus criou um mundo onde não há esperança, onde Ele diz ‘o arrependimento não funciona para mim?’” colocou ele.

Além de toda a polêmica, discussão e debate, Bell estava certo de que a única coisa que a maioria das pessoas quiseram tirar do seu livro foi o entendimento de que Deus é amor e que, idealmente, o amor deve ser respondido “agora.”

“As pessoas estão mais interessadas em compartilhar sua fé e contar a história porque a história pode realmente ser a melhor maneira mais do que percebemos no início,” observou. “As pessoas dizem ‘ah, isso é uma história que eu posso contar e posso contar essa história agora,” porque o Deus por trás dessa história é bom.”

Bell continua o circuito de seu livro em Cheltenham na terça-feira. Depois, irá para Liverpool no dia seguinte e terminará sua turnê em Cambridge, na quinta-feira.

Fonte: The Christian Post

Categorias
Noticias

Padre que pagou a realização de abortos para meninas novas inocentado por bispo

 

Matthew Cullinan Hoffman

BARCELONA, Espanha, 19 de abril de 2011 (Notícias Pró-Família) — Um padre católico que financiou a realização de abortos em duas meninas novas que estavam sob seus cuidados não sofrerá excomunhão nem sofrerá nenhum tipo de punição, a Arquidiocese de Barcelona declarou ontem no nome do Cardeal Arcebispo Lluís Martínez Sistach.

A arquidiocese também afirma que, para sua decisão, tem o apoio da Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano, que diz que decidiu em favor do padre em 2009.

Pe. Manel Pousa

O Pe. Manel Pousa, que se gaba de que pagou a realização dos abortos e tem abençoado uniões homossexuais, foi interrogado no mês passado para se apurar se ele havia ganhado uma excomunhão automática ou “latae sententiae” da Igreja Católica.

De acordo com o direito da Igreja, cânon 1398, qualquer um “que realmente solicite aborto incorre numa excomunhão latae sententiae (automática)”. O Papa João Paulo II acrescentou que “A excomunhão se aplica a todos aqueles que cometem esse crime conhecendo a penalidade, inclusive os cúmplices sem cuja cooperação o crime não teria sido produzido”, em sua carta encíclica “O Evangelho da Vida” de 1995.

Contudo, o tribunal designado para examinar o caso concluiu “com certeza apropriada” que “o padre acima citado não incorreu na pena de excomunhãolatae sententiae estabelecida pelo cânon 1398, por não ter estado em acordo com a intenção de solicitar o aborto e por não ter uma cumplicidade principal nos abortos, que foram completamente decididos e executados por duas meninas numa situação econômica muito precária”, de acordo com a diocese.

Pousa afirma que as meninas, cujos abortos foram financiados, teriam de todo jeito assassinado seus bebês em gestação, de modo que ele decidiu “cometer um mal menor para evitar um (mal) maior” e garantir que o aborto fosse feito com segurança. Um argumento semelhante é feito pela Federação Internacional de Planejamento Familiar para justificar a legalização do aborto no mundo inteiro.

Além disso, a arquidiocese também revela que o caso de Pousa já tinha sido levado diante da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé (CDF), do Vaticano, liderada pelo Cardeal William Levada, em 2009. Depois de sua confissão inicial em 2008 de que ele havia financiado os abortos, a CDF deu como decisão que “este discatério, depois de haver examinado as respostas que foram enviadas, considera que o Rev. Pousa não parece ter incorrido em nenhuma penalidade canônica” de acordo com a arquidiocese, que aponta para a decisão para justificar a sua própria.

Além de sua cooperação nos abortos e uniões homossexuais, Pousa apoia a formação de padres do sexo feminino na Igreja Católica, rejeita o celibato clerical e admite ter uma namorada com quem afirma ter um relacionamento celibatário. No entanto, Pousa foi acusado apenas por sua cooperação no assassinato de dois bebês em gestação, e agora foi inocentado duas vezes. Ele caracteriza aqueles que criticam sua conduta como membros da “extrema direita”.

De acordo com a arquidiocese, o Cardeal Sistach “reitera para Manel Pousa que seu trabalho que ele faz a serviço dos mais pobres e mais marginalizados da sociedade seja feito sempre de acordo com o ensino da Igreja, com sua doutrina social, e respeitando toda vida humana desde sua concepção até sua morte natural”.

Pousa continuará a dirigir uma paróquia na região de Barcelona.

Informações de contato:

Sua Santidade, Papa Bento 16
[email protected]

Sua Eminência Marc Ouellet
Prefeito, Congregação dos Bispos
Piazza Pio XII 10
00193 Roma, Itália
Europa
Tel.: 011-3906-6988-4217
Fax: 011-3906-6988-5303

Sua Eminência Mauro Piacenza
Prefeito
Congregação do Clero
Piazza Pio XII 3
00l93 Roma, Itália
Europa
Tel.: 011.3906.69.88.4l.5l
Fax: 011.3906.69.88.48.45

Categorias
Artigos

Justiça proíbe ‘procissão ateia’ em Madri

 

Seis organizações laicas protestariam contra a ‘hipocrisia social e moral’ da Semana Santa.

20 de abril de 2011 | 13h 36

O Tribunal de Justiça de Madri proibiu nesta quarta-feira a realização, prevista para a quinta-feira desta Semana Santa, de uma manifestação antirreligiosa organizada por seis instituições laicas espanholas.

Chamada oficialmente de "procissão ateia", a manifestação levaria às ruas faixas com dizeres como "Congregação da Cruel Inquisição", "Irmandade da Santa Pedofilia" e "Confraria do Papa do Santo Latrocínio" com o objetivo de "derrubar a hipocrisia social e moral que representa a Semana Santa Católica".

Os organizadores disseram que irão acatar a decisão judicial, mas acrescentaram que convocariam uma manifestação similar em outra data simbólica para o Catolicismo.

Eles também prometem realizar um grande evento no próximo mês de agosto durante a visita do Papa Bento 16 a Madri.

Por outro lado, a associação anti-aborto Faz-te ouvir anunciou que analisa o material de divulgação da procissão ateia para saber se é possível abrir um processo, alegando incitação ao ódio.

Chamas

Os organizadores da "procissão ateia" anunciaram com cartazes pelo centro da capital espanhola a hora e percurso do evento, convocado para passar diante de igrejas e ao lado de procissões católicas.

Os cartazes traziam imagens do papa e ilustrações sacras alteradas. Também foram distribuídos folhetos com a frase "a única igreja que se ilumina é a que arde (em chamas)".

O presidente da Associação Madrilenha de Ateus e Livres Pensadores, Luis Veja, disse à BBC Brasil que a proposta da manifestação era "mexer com a ideologia e a consciência católica".

"Queremos uma procissão sim, porque a palavra procissão não é exclusiva do Catolicismo. E vamos continuar combatendo a hipocrisia e o fundamentalismo", afirmou.

As críticas dos laicos se concentram especialmente na intervenção do Vaticano em assuntos políticos como a liberdade religiosa, leis de aborto e casamento gay, além dos escândalos de pedofilia dentro da igreja.

Entre os críticos ao protesto estava o prefeito de Madri, Alberto Ruiz Gallardón, que disse ser contra "provocações contra a fé".

No entanto, ele disse que a prefeitura que "não se considera competente para autorizar ou recusar a celebração desta procissão" e recomendou uma decisão judicial sobre o caso. BBC Brasil – Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.