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Mulher é assassinada a facada enquanto limpava igreja na zona Oeste de Boa Vista

Norma Valisto Souza, de 49 anos, estava no altar quando foi esfaqueada nas costas. Suspeitos estavam de bicicleta e fugiram.

Por Valéria Oliveira, G1 RR

Mulher estava limpando o altar da igreja quando levou uma facada nas costas; ela ainda correu para pedir socorro, mas não resistiu (Foto: Valéria Oliveira/G1 RR)Mulher estava limpando o altar da igreja quando levou uma facada nas costas; ela ainda correu para pedir socorro, mas não resistiu (Foto: Valéria Oliveira/G1 RR)

Mulher estava limpando o altar da igreja quando levou uma facada nas costas; ela ainda correu para pedir socorro, mas não resistiu (Foto: Valéria Oliveira/G1 RR)

Um mulher identificada como Norma Valisto Souza, de 49 anos, foi morta com uma facada nas costas na manhã deste sábado (5) no bairro Santa Luzia, zona Oeste de Boa Vista. Ninguém foi preso.

Norma limpava o altar da igreja que frequentava quando foi golpeada nas costas. O crime foi por volta das 10h30.

O suspeitos são dois homens que estavam de bicicleta e fugiram logo após o ataque, informou a Polícia Militar. A vítima ainda conseguiu correr para pedir socorro, mas morreu na caçada.

A suspeita, segundo a PM, é que os criminosos tinham a intenção de roubar. Entretanto, nenhum objeto da mulher ou da igreja foi levado conforme levantamentos preliminares da polícia no local.

“Ela levou uma facada muito profunda nas costas, mas os suspeitos não levaram nada. O celular dela foi deixado aqui, então ainda não é possível traçar uma motivação para o crime, somente após a investigação da Polícia Civil”, disse um PM que esteve local.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e ainda tentou reanimar a vítima no local, mas ela não resistiu. Os dois suspeitos não tinham sido encontrados até a publicação desta matéria.

Familiares de Norma disseram que ela era membro da igreja e que todos os sábados a mulher fazia a limpeza na igreja pela manhã. Ela estava sozinha no prédio quando foi atacada.

Pessoas que passavam pela rua e vizinhos do prédio acionaram a polícia.

O corpo da vítima foi removido do local pelo Instituto Médico Legal. Agentes da Delegacia Geral de Homicídios (DGH) também estiveram na igreja para dar início às investigações sobre o caso.

Igreja diz colaborar com investigações

Em nota, a igreja Universal do Reino de Deus informou em nota que “está colaborando ativamente com as autoridades para que o acontecimento seja esclarecido com urgência, e os culpados sejam capturados e punidos”.

“A Igreja Universal do Reino de Deus manifesta profundo pesar pelo falecimento da Norma Valisto Souza, ocorrido, de forma trágica, neste sábado (5), em Boa Vista (RR). Nossas preces se elevam pela família”, destacou a nota, acrescentando que a vítima era disse ainda que ela era “uma dedicada e querida fiel”.

Mulher correu para fora da igreja logo após ter sido golpeada nas costas; ela morreu no local (Foto: Valéria Oliveira/G1 RR)
Mulher correu para fora da igreja logo após ter sido golpeada nas costas; ela morreu no local (Foto: Valéria Oliveira/G1 RR)
Vítima fazia limpeza de igreja na zona Oeste quando dois homens entraram no local  (Foto: Valéria Oliveira/G1 RR)
Vítima fazia limpeza de igreja na zona Oeste quando dois homens entraram no local (Foto: Valéria Oliveira/G1 RR)
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Estado Islâmico tenta implantar células terroristas na América Latina

Chancelaria russa denuncia tentativas de criar campos de treinamento jihadista na região – por Jarbas Aragão, via GospelPrime

Estado IslâmicoEstado Islâmico

O Estado Islâmico tem se espalhado pelo mundo em células que tem como objetivo promover o terrorismo. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia agora está alertando para as tentativas de criação de campos de treinamento jihadistas na América Latina.

Segundo Dmitry Feoktistov, vice-diretor do Departamento de Novos Desafios e Ameaças da chancelaria russa, há fortes indícios de que a atividade do grupo extremista está crescendo na região.

“Há a ameaça de surgirem campos de treinamento jihadistas e bases de recreação nos países da América Latina e do Caribe. Eles seriam consequência dos laços estabelecidos entre terroristas, grupos criminosos e narcotraficantes locais”, afirmou, sem citar detalhes sobre quais países se referia.

Moscou vem expressando preocupações quanto à “intensificação da propaganda de recrutamento dos extremistas, especialmente nos países do Caribe, onde há muitos cidadãos muçulmanos”, assegurou Feoktistov durante a 18ª sessão do Comitê Interamericano contra o Terrorismo, realizada em Washington.

O diplomata russo indica que os recrutamentos pelo Estado Islâmico na América Latina por enquanto são raros, mas que há riscos de ele se beneficiar das redes de outros grupos terroristas que agem na região.

Durante o evento, Feoktistov afirmou que “Vários países latinos expressam interesse em se unir a um banco de dados comum sobre terrorismo, particularmente Argentina e Brasil. Estamos discutindo modalidades concretas de sua adesão ao projeto para reunir uma enorme quantidade de informações sobre terroristas”.

  Hezbollah possui laços com o PCC

Apesar do silêncio da grande mídia sobre ao assunto, na região fronteiriça que separa Brasil, Argentina e Paraguai, nas cercanias de Foz do Iguaçu (PR), a atuação de grupos ligados ao terrorismo internacional já foi denunciada repetidas vezes pelas autoridades norte-americanas.

associação de membros do grupo terrorista libanês Hezbollah com o Primeiro Comando da Capital (PCC) se desenvolveu a partir de 2006. Somente dois anos depois as provas disso apareceram, após uma operação realizada pela Polícia Federal que reuniu os primeiros indícios dessa ligação.

Conforme indicavam as autoridades americanas, o dinheiro da droga é uma das fontes de financiamento de grupos terroristas. A PF encontrou indícios que membros desse grupo libanês que lidavam com o tráfico abriram canais para o contrabando de armas destinadas à organização criminosa brasileira.

O governo brasileiro sempre evitou admitir que não possui qualquer controle sobre o que acontece do lado de cá da Tríplice Fronteira. Somente em 2014 os serviços de inteligência do país reuniram indícios concretos que traficantes de origem libanesa ligados ao Hezbollah se ligaram ao PCC, maior organização criminosa do país.

 Reconhecimento do Hezbollah como grupo terrorista

Durante a reunião do Comitê Interamericano contra o Terrorismo, Robert Singer, vice-presidente do Congresso Judaico Mundial pediu que os países da Organização dos Estados Americanos, da qual o Brasil faz parte, reconheça oficialmente o Hezbollah como grupo terrorista.

“O Hezbollah não é apenas um perigo para o Líbano, Israel e a Europa, mas uma ameaça à segurança de todos nós. Terroristas não visam apenas minorias específicas, mas atacam nossa sociedade como um todo – judeus, cristãos e até muçulmanos”, afirmou Singer.

“É extremamente importante que o Comitê Interamericano Contra o terrorismo, assim como a OEA e seus Estados membros formalmente reconheçam o Hezbollah como uma organização terrorista para dar à lei internacional as ferramentas necessárias para rastrear o sistema financeiro e a captação de recursos do Hezbollah na região, seu sistema de recrutamento e suas outras atividades globais”, insistiu.

Até o momento o Brasil não se pronunciou sobre as colocações relativas à região fronteiriça durante o evento em Washington. Com informações de SputinikHispan TV e World Jewish Congress

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Cresce o número de judeus messiânicos em Israel, indica pesquisa

Missão One for Israel apresenta dados sobre a evangelização no Estado judeu
por Jarbas Aragão – via gospelprime

One for IsraelOne for Israel

Através de uma parceria com o Israel College of the Bible, a missão One for Israel [Um por Israel] fez uma pesquisa junto aos líderes do movimento de judeus messiânicos, identificando um inegável crescimento no número daqueles que reconhecem a Jesus como o Messias prometido no Antigo Testamento.

De acordo com levantamentos anteriores, em 1948, quando Israel voltou a ser uma nação independente, haviam aproximadamente dez milhões de judeus em todo o mundo. Cerca de 600.000 moravam em Israel e eram conhecidos apenas 23 messiânicos. Havia algumas igrejas evangélicas e missionários operando em Israel, mas não havia congregações messiânicas.

Já em 1989, a população judaica de Israel havia crescido para 3,5 milhões. Naquela altura, o número estimado de judeus messiânicos chegava a 1.200, que pertenciam a 30 congregações. Dez anos depois, o número de judeus vivendo em Israel era 4,8 milhões, com 81 congregações messiânicas reunindo cerca de 5 mil messiânicos.

Em 2017, o número de congregações já chegava a 300. Embora haja dificuldades de identificar com precisão o número de judeus crentes em Jesus vivendo em Israel, uma estimativa conservadora é que sejam 30.000 atualmente.

Em termos matemáticos, trata-se de um crescimento exponencial. Do ponto de vista social, afirma o One for Israel, a atitude em relação aos messiânicos melhorou muito. Embora muitos judeus israelenses rejeitem a ideia de que aqueles que acreditam em Jesus continuem sendo judeus, a rejeição diminuiu bastante.

Quem são os messiânicos?

O estudo descobriu que 60% são crentes de “primeira geração”, ou seja, foram os primeiros em sua família a aceitar Jesus. Um grupo menor é de segunda geração, pois seus pais também são crentes.

O levantamento indica ainda que os messiânicos em Israel tendem a ser muito comprometidos: 95% vão aos cultos pelo menos 3 finais de semana por mês, e 60% também compareceram às reuniões no meio da semana.

Apesar das críticas sobre as igrejas serem muito “ocidentais”, 93% dos entrevistados dizem que suas congregações são “muito israelenses” e que há muito eles superaram as acusações de perda de identidade judaica.

Por exemplo, quase todas (92%) das congregações celebram em hebraico, embora a maioria oferecesse tradução (para russo, inglês, espanhol e outros idiomas). Da mesma forma, a imensa maioria celebra os feriados judaicos, sendo que 100% comemoram a Páscoa.

Há um forte sentimento nacionalista, uma vez que 99% disseram que são encorajados a servir no exército, o que em Israel é geralmente considerado uma marca de ser parte da sociedade israelense.

Nas Forças de Defesa de Israel (IDF), sabidamente há judeus messiânicos servindo como pilotos, oficiais, participando de unidades de elite e de unidades de inteligência.

Relacionamento com a igreja global

Os messiânicos de todo o mundo vivem em dois “mundos” simultaneamente, tendo dificuldades de aceitação tanto pelas comunidades judaicas quanto das cristãs. Tanto judeus tradicionais quanto alguns líderes cristãos acreditam que eles não podem mais ser chamado de judeus, e deveriam se denominar apenas “cristãos”.

Conforme lembra o One for Israel, “Alguns cristãos supõem erroneamente que o povo judeu de alguma forma deixa de ser judeu quando acredita em Yeshua, mas crer no Messias é a coisa mais judaica que poderíamos fazer”.

Outros dados da pesquisa mostram que 68% dos judeus messiânicos sentem uma identificação congregacional completa ou significativa com o povo judeu. Ao mesmo tempo, 63% identificam-se completa ou significativamente com a igreja evangélica, mostrando uma sobreposição de identificação com ambas as comunidades.

Evangelismo e perseguição no século XXI

Essa identificação, via de regra, é um problema para os messiânicos, que são constantemente lembrados que o povo judeu foi perseguido por cristãos ao longo da história da igreja. Os argumentos mais recorrentes são os massacres da Inquisição Espanhola, os pogroms da Europa Oriental e, obviamente as Cruzadas.

Contudo, há uma percepção crescente de que os evangélicos são atualmente os melhores amigos de Israel. Fato esse reconhecido inclusive pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Outro elemento a ser considerado é que 80% dos judeus messiânicos vivendo em Israel relataram histórias de algum tipo de perseguição, seja marginalização social, discriminação no local de trabalho, passando por intimidação e ameaças. Alguns viram cartazes com seus nomes e fotos exibidos em sua vizinhança, alertando o público que eles são “perigosos” e devem ser evitados. Há os que sofreram agressões físicas.

Existem grupos “antimissionários”, preocupados com o anúncio de que Jesus seria o Messias. Uma revista chamada Searching [Buscando], voltada para os judeus que “se perderam”, é enviada diretamente para os endereços pessoais dos messiânicos.

O One for Israel, em resposta, começou a publicar uma revista chamada Finding [Encontrando], onde oferece respostas a cada uma dessas críticas e objeções. Também produz vídeos mostrando o testemunho de judeus que encontraram a Jesus.

“Há pouco mais de sete milhões de judeus em Israel, mas nossos vídeos em hebraico foram vistos mais de quatorze milhões de vezes!”, comemora a missão.

O ministério identificou também que, em média, 22.000 israelenses procuram todos os meses por “Yeshua” ou “Messias” em hebraico, mostrando uma curiosidade contínua pelo tema. Com informações One for Israel