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‘Carne de porco’ feita de vegetais chama atenção na CES

Por Thiago Lavado, G1 — Las Vegas


'Carne de porco' feita de vegetais é destaque em feira; G1 provou

‘Carne de porco’ feita de vegetais é destaque em feira; G1 provou

Os produtos feitos de carne que não são carne estão crescendo no Brasil e esse é um mercado já consolidado nos Estados Unidos. Justamente por isso, um dos produtos que mais chamou atenção na Consumer Electronic Show (CES), a maior feira de tecnologia do mundo, foi o Impossible Pork, “carne de porco” falsa recém lançada pela Impossible Foods.

O produto é feito principalmente de grão de soja, óleo de coco, óleo de girassol e heme, uma espécie de composto modificado e baseado em ferro e que dá às receitas a aparência e gosto de carne — justamente a parte tecnológica da Impossible Foods.

'Carne de porco' feita de vegetais da Impossible Foods na CES — Foto: Thiago Lavado/G1'Carne de porco' feita de vegetais da Impossible Foods na CES — Foto: Thiago Lavado/G1

‘Carne de porco’ feita de vegetais da Impossible Foods na CES — Foto: Thiago Lavado/G1

Uma versão de salsicha também foi apresentada, mas ainda não há previsão para que os produtos cheguem ao mercado.

A empresa já tinha vindo à feira no ano passado, trazendo o Impossible Burger 2.0, reinvenção do seu produto original. Uma das principais concorrentes, a Beyond Meat, abriu capital em maio do ano passado, avaliada em US$ 3,8 bilhões. Hoje, essa empresa já vale US$ 5,2 bilhões.

Hamburguer vegetal da Impossible Foods na CES — Foto: Divulgação

Hamburguer vegetal da Impossible Foods na CES — Foto: Divulgação

Segundo a Impossible Foods, o intuito foi primeiro desenvolver produtos que se assemelhavam às carnes mais nocivas ao meio ambiente, principalmente gado, justamente para reduzir o consumo de carne.

Com o Impossible Pork, a empresa mira a carne de porco, que lidera os índices de consumo, com uma fatia de 36% do consumo total, segundo dados da ONU de 2012.

Venda de hamburguer vegetal em supermercado dos Estados Unidos — Foto: DivulgaçãoVenda de hamburguer vegetal em supermercado dos Estados Unidos — Foto: Divulgação

Venda de hamburguer vegetal em supermercado dos Estados Unidos — Foto: Divulgação

A carne de porco também é muito consumida em países da Ásia — mercado da empresa fora dos Estados Unidos. Atualmente a Impossible Foods está também em Hong Kong, Macau e Singapura.

Entre os próximos passos, a companhia promete outros tipos de alimentos que se assemelham a outras carnes: peixe, frutos do mar e até mesmo derivados de animais como leite e queijo.

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Samsung revela e explica seu humano virtal – Neon

A gigante da tecnologia revelou um tipo de pessoa digital super-realista, diferente de tudo o que já foi visto antes. O projeto misterioso – chamado Neon – havia sido sugerido há semanas, mas até agora ninguém tinha ideia do que realmente era ou o que poderia fazer.
Samsung revela e explica seu humano virtal - NEON
Todos esses são exemplos de ‘Neons’ – avatares digitais realistas. Crédito de imagem: Neon

Agora, finalmente, a Samsung revelou que o Neon não é uma inteligência artificial – IA, mas um humano artificial – uma reprodução por computador extremamente realista e animada de uma pessoa com movimento e emoções.

Desenvolvido pelos laboratórios de tecnologia e pesquisa avançada da Samsung e revelado na CES em Las Vegas na segunda-feira (6), o Neon foi descrito como “um ser virtual criado computacionalmente que se parece e se comporta como um ser humano real, com a capacidade de mostrar emoções e inteligência”.

A Samsung informou:

Neons não são assistentes de IA. Os neons são mais parecidos conosco, um ser vivo independente, mas virtual, que pode mostrar emoções e aprender com as experiências. Diferentemente dos assistentes de IA, os Neons não sabem tudo e não são uma interface para a Internet para solicitar atualizações meteorológicas ou tocar sua música favorita.

O que isso significa é que o Neon não substituirá diretamente algo como o Amazon Alexa, mas no futuro poderá atuar como porta-voz de assistentes pessoais e outros dispositivos similares.

Imagine uma IA médica que se pareça com um médico humano real, por exemplo.

O CEO da Neon, Pranav Mistry, disse:

Os Neons serão nossos amigos, colaboradores e companheiros, aprendendo continuamente, evoluindo e formando memórias de suas interações

Espera-se que uma versão beta da tecnologia seja lançada ainda este ano.

(Fonte)


Você poderá acabar se apaixonando pela(o) sua/seu assistente Neon. Veja mais alguns exemplos de Neons (incrível):

n3m3

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Desenho de demônio é encontrado em tábua de argila de mais de 2.700 anos

Assírios acreditavam que a epilepsia era causada por um demônio com chifres e língua de cobra.

Tábua de argila com desenho de demônio. (Foto: © Staatliche Museen zu Berlin – Vorderasiatisches Museum/ Olaf M. Tessmer)

Um pesquisador da Universidade de Copenhague encontrou o desenho de um demônio com língua bifurcada em uma tábua de argila assíria de 2.700 anos.

Troels Pank Arbøll encontrou o desenho ao analisar escritos antigos no Museu Vorderasiatisches, em Berlim, quando viu que estava diante de uma imagem de demônio retratado com chifres, cauda e língua bifurcada como de cobra.

A tábua de argila pertencia a uma biblioteca de uma família de exorcistas que viveu em Assur, hoje norte do Iraque, por volta de 650 a.C. Arbøll, porém, acredita que os escritos foram copiados de um documento muito mais antigo.

Segundo o LiveScience, a tabuleta é escrita em cuneiforme – um sistema muito antigo de letras formado pressionando uma caneta triangular na argila amolecida.

Na época o demônio era culpado por ataques epiléticos, tanto que a inscrição da tábua descreve curas para convulsões, contrações musculares e outros movimentos musculares involuntários – uma aflição chamada “Bennu” pelos assírios e agora interpretada como sintomas de epilepsia.

“Fui o primeiro a perceber o desenho, apesar de o texto ter sido conhecido pelos pesquisadores há décadas”, disse Arbøll ao Live Science, “então ele não é visto com facilidade hoje, a menos que se saiba que existe devido aos danos causados ​​no manuscrito”.

Tábua de argila redesenhada. (Foto: © Staatliche Museen zu Berlin – Vorderasiatisches Museum)

“Demônio da epilepsia”

Arbøll determinou os contornos do desenho danificado ao longo dos meses que se seguiram à sua descoberta; o texto, sugere, mostra o demônio que causa Bennu em nome do deus da lua mesopotâmico Sîn.

Os antigos assírios acreditavam que a epilepsia estava relacionada à loucura e que ambas eram causadas pelo deus da lua, disse ele. Essa ideia antiga se reflete em uma palavra em inglês para loucura que implica uma conexão com a lua, chamada “luna” em latim.

Desenhos em tabletes cuneiformes são raros, e retratos de demônios são ainda mais raros: “Este desenho específico é uma representação do demônio real, em vez de outros desenhos comparáveis, que geralmente representam uma estatueta feita durante um ritual para remover a doença”, disse Arbøll.

Os assírios não distinguiam entre magia e medicina, e remédios mágicos como rituais e encarnações eram usados ​​juntamente com remédios que seriam vistos como médicos hoje em dia, como poções ingeridas, pomadas externas e curativos.