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Jesus cura um menino com epilepsia:

MARK ARNOLD

Sander Weeteling (Unsplash, CC0)

A história da perspectiva do menino Os discípulos haviam se mostrado impotentes e a fé do pai era limitada. Somente Deus decide quem será curado ou não, em vez do nível de fé ou falta de fé dos pais.

No evangelho de Marcos, encontramos um garoto que é descrito como tendo um espírito maligno. Lendo o relato, é possível que esse garoto tenha epilepsia e talvez outras necessidades adicionais também. Muitas vezes lemos as histórias dos encontros que Jesus teve com as pessoas através das palavras de testemunhas em primeira ou segunda mão desses eventos, os escritores do Evangelho.

Às vezes, é útil usar o que sabemos desses encontros e nossa própria imaginação para reexaminar a história da perspectiva da pessoa que Jesus conheceu . Vamos explorar essa história dos meninos a partir de sua própria perspectiva, imaginando como poderia ter sido para ele: “Meu nome é Benjamin …” Um garoto descrito como tendo um espírito maligno   (Marcos 9: 14-29) Seu pai havia pedido aos discípulos que curassem o menino, mas eles não foram capazes de fazê-lo. O menino é levado diante de Jesus e prontamente se encaixa novamente. Há alguma discussão sobre a crença em Jesus do pai, que é repreendido por Jesus por dizer ” se você puder  fazer alguma coisa …” , Jesus respondendo que ” tudo  é possível para quem crê”.   Jesus então cura o menino e, posteriormente, responde às perguntas dos discípulos sobre por que eles não tiveram sucesso na cura do menino; “Esse tipo pode sair apenas pela oração.” “Meu nome é Benjamin e agora tenho 10 anos; Eu tinha sido assim desde que me lembro … a maioria dos dias eram os mesmos. Eu começava a me sentir um pouco estranho na minha barriga, às vezes na minha cabeça também; é difícil descrever, mas foi como uma onda passando pela minha cabeça.

Às vezes eu também me sentia ‘formigando’ e começava a ver luzes coloridas piscando; Eu ficaria assustado e sempre saberia o que viria a seguir … tudo ficaria preto. A próxima coisa que soube foi que estaria acordando e me sentindo horrível, tão cansada, protegendo desesperadamente meus olhos da luz. Às vezes, sentia dores devido a uma lesão ou queimadura que não tinha antes. Meus pais disseram que eu tinha um “espírito maligno” que me agarrou e me jogou no chão; Eu não sabia o que era um espírito maligno. Às vezes, ao cair no chão, aterrissava no fogo e me queimava; algumas vezes eu estava perto do rio e acabei nele, quase me afogando.

Eu não teria lembrança do que aconteceu comigo, apenas acordaria depois; foi horrível. Por causa do que continuava acontecendo comigo, eu não conseguia mais falar, não podia dizer às pessoas como estava me sentindo; isso me fez chorar muito. Papai me levou para ver alguns homens que ele disse que poderiam me ajudar, para me livrar do meu ‘espírito maligno’. Eles colocaram as mãos em mim e disseram algumas palavras que eu não pude ouvir direito e não entendi, mas nada aconteceu.

Houve uma grande discussão com uma multidão de pessoas ao meu redor, eu estava assustada e desejava que todas elas me deixassem em paz. Então outro homem chegou, todos ficaram satisfeitos em vê-lo e papai perguntou se ele poderia me ajudar. O nome dele era Jesus e, a princípio, ele parecia um pouco irritado com papai, fiquei um pouco assustada, mas depois comecei a me sentir mal e de repente tudo ficou escuro. A próxima coisa que lembrei foi que esse Jesus estava segurando minha mão. Era quente e eu me senti diferente. Eu não tinha os sentimentos usuais que tinha depois de cair no chão, não me sentia cansado e não estava lutando com a luz do sol. Eu me senti tão tranquilo, tão cheio de alegria, nunca me senti tão bem. Eu podia ouvir todos ao meu redor claramente. Eu não estava com medo. Jesus olhou para mim e me levantou. Quando ele olhou para mim, era como se todo o amor do mundo estivesse derramando de alguma forma em mim; foi maravilhoso. Todo mundo estava tão feliz e papai me levou para casa com lágrimas de alegria nos olhos.

Posso falar de novo agora e nunca mais fui jogado ao chão desde então, todo mundo diz que meu ‘espírito maligno’ se foi … para sempre. ” Você pode ler a passagem completa do Evangelho de Marcos aqui .

O que essa história, essa passagem, nos ensina? Bem, olhando através da experiência do próprio garoto, é uma história maravilhosa de cura e restauração. O garoto é levado a Jesus e é milagrosamente curado. Ele experimenta o amor de Jesus de uma maneira muito pessoal e maravilhosa e é restaurado, inteiro, à sua família. Mas é uma passagem que também é frequentemente usada hoje, incorretamente, para repreender os pais de crianças com necessidades adicionais por sua falta de fé.

O argumento errado é que se os pais tivessem mais fé, o filho seria curado, comparando os pais com o pai do menino nesta história. Jesus aqui nos mostra que a cura depende do poder e da vontade de Deus, não da extensão de nossa fé . Os discípulos haviam se mostrado impotentes e a fé do pai era limitada. Somente Deus decide quem será curado ou não, em vez do nível de fé ou falta de fé dos pais. A explicação de Jesus sobre a oração mostra que a vitória sobre o inimigo, da qual essa cura é mostrada como exemplo, não deve ser conquistada a baixo custo, mas a um grande custo, ensinando os discípulos sobre sua morte e ressurreição.

Foco Evangélico
See more: http://evangelicalfocus.com/blogs/4909/Jesus_heals_a_boy_with_epilepsy_The_story_from_the_boys_perspective
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Onde nascem os valentes

“Estes são os nomes dos valentes que Davi teve…”

Armadura. (Foto: Nik Shuliahin / Unsplash)

A seleta guarda pessoal de Davi era formada por homens valentes, a tropa de elite, com habilidades bélicas das mais avançadas da época.

Eram hábeis no uso do arco e flecha, usavam a mão direita e esquerda para atirar pedras; soldados com essas técnicas, no período dos juízes, eram capazes de acertar um fio de cabelo sem nunca errar (Jz 20.16).

Tinham uma resistência incomum nas batalhas, quando lutavam, mesmo cansados, não soltavam suas armas, ficavam com a mão pegada à espada até tombar o último inimigo. Incríveis! Invencíveis! Verdadeiros supersoldados, exterminando não apenas homens, mas também feras e gigantes.

Em alguns casos, a proporção era de um valente para trezentos, até oitocentos homens da linha inimiga – um dos capitães de Davi se opusera a oitocentos e os feriu de uma vez. Soldados ligeiros como corças e com o aspecto mais de leões do que de homens. Somava-se – porque não dizer a razão de todos esses feitos? – a essas habilidades titânicas, a presença soberana do SENHOR, o qual sempre operava grande livramento.

Mas quem realmente eram esses gladiadores israelitas? Quais suas origens antes das épicas batalhas davídicas? Foram sempre vencedores e colecionadores de troféus? Será que nunca tiveram medo, fraquezas, dificuldades?

Onde, como e por quem foram forjados para alcançarem tão glamorosas vitórias e proezas, a ponto de serem laureados nos anais sagrados da galeria dos heróis-guerreiros de Israel? Enfim, quais suas origens, onde nasceram esses valentes?

Não se forja um valente nas brisas suaves das campinas melancólicas da vida. Os valentes – guerreiros, vencedores, homens de fé, pessoas de sucesso e vidas solidificadas – são resultados de resistência em muitas provações, tentações e tribulações, como disse Paulo: “…possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes” (Ef 6.13).

A origem dos valentes de Davi não foi diferente. Tiveram, também, uma vida de superação, partindo de um passado obscuro de opressões, pobrezas, dívidas, perseguições e depressão. Eram homens que talvez ninguém acreditasse em sua recuperação e que um dia seriam tão bem-sucedidos, ainda mais no campo de batalha.

No entanto, suas dívidas, conflitos emocionais e frustrações não foram suficientes para barrar a busca de um recomeço. Iniciaram com o desprendimento das cadeias psicológicas de inferioridade que os atormentavam; soltas as amarras, levantaram-se e fizeram uma viagem rumo ao sucesso. As crises existenciais que os oprimiam foram, na verdade, combustíveis que os levaram para um lugar não tão óbvio, uma caverna. Ali suas vidas seriam mudadas para sempre, ou melhor, eles nasceriam de novo – agora como valentes!

Tudo começou sim, em uma caverna. Davi, ao fugir de Saul, refugiou-se na caverna de Adulão (1Sm 22.1,2). Ali, se viu solitário e, em um dado momento, ele próprio sentiu-se desvalorizado; clamou pelo Senhor, queixando-se que ninguém se interessava em cuidar dele (Sl 142.4), mal sabia que ele mesmo era quem cuidaria de um exército vitorioso.

Logo, sua família, todo homem que se achava em aperto, todo homem endividado e todo homem de espírito desgostoso juntaram-se a ele, totalizando uns quatrocentos homens (1Sm 22.2). Foi em Davi que aqueles homens encontraram inspiração e uma liderança para o sucesso, os quais retribuiriam com fidelidade devocional irrestrita (2Sm 21.17).

O próprio Davi, enquanto sozinho se achava, desacreditava acerca de uma possível superação da perseguição que estava sofrendo. Chegou a confessar para Deus, naquela gélida caverna, que estava muito fraco (Sl 142. 6). Mas, ao ver a determinação daqueles homens, chegando a ele naquele estado – superando suas frustrações e buscando ajuda –, entendo que isso o motivou de tal maneira que ele próprio se fez chefe deles (1Sm 22.2).

Foi na caverna de Adulão que os valentes começaram travar suas primeiras batalhas, não com armas, mas com a mente; sem armaduras, mas com a emoção inspirada pelo trovador de harpas; sem exércitos, mas com o Senhor dos exércitos que os confortava através das respostas dos clamores de seu futuro líder (Sl 142.5).

Davi legou a estes homens princípios de vida ­– resultado de um relacionamento pessoal entre ele e Deus – que os tornariam valentes – os Valentes de Davi! (2Sm 23.8-23). Estes não seriam simplesmente vencedores, porque vencedores buscam vitórias, mas quando perdem oprimem-se; valentes, tanto ganhando como perdendo, continuam lutando; vencedores buscam prêmios, valentes buscam sobrevivência; vencedores querem conquistar o pódio mais alto, valentes conquistam superação; vencedores são apenas vencedores, valentes são mais que vencedores (Rm 8.37).

A tão admirada e respeitada história de vida ministerial que você, caro pastor, a cada dia vem construindo e, atualmente, já é reconhecido e laureado, talvez ofusque o início de onde e como tudo começou, impossibilitando o vislumbre de sua origem – provações e superações – indesejada por aqueles que almejam somente ser, mas nunca vivenciar o real nascimento como valente! Porque muitos não esperam – ou não querem – passar pelo “deserto de Midiã”, pelo “calabouço do Egito”, pela “cova dos leões” ou mesmo pela “caverna de Adulão” para tornarem-se valentes!

Os valentes não nascem em jardins arborizados e deleitosos regados por rios, como Adão; mas em quarentena de desertos, sombreados por tentações e provações, como Jesus. Não nascem nos afagos e preferências da casa paterna, mas em covas e calabouços, como José. Valentes não nascem em cortes correligionadas de reis e súditos, mas em cortes constituídas de espias, invejosos, cova de leões e fornalhas, como Daniel, Misael, Azarias e Ananias. Eles não nascem em faculdades e palácios reais, mas em desertos cuidando de ovelhas e ouvindo a voz inconfundível de Deus, como Moisés.

“E que mais direi? Faltar-me-ia o tempo contando de Gideão, e de Baraque, e de Sansão, e de Jefté, e de Davi, e de Samuel, e dos profetas, os quais, pela fé, venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões, apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fugida os exércitos dos estranhos. As mulheres receberam, pela ressurreição, os seus mortos; uns foram torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição” (Hb 11.32-35). ­­­

Bacharel em Teologia pela FAETAD/GLOBAL UNIVERSITY. Licenciado em Biologia pela Universidade Estadual Vale do Acaraú-CE. Pós-graduando em Liderança e ADM. Eclesiástica. Pastor na Assembleia de Deus em Barroquinha-CE

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