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Brasil tem mais de 4 milhões de desigrejados, segundo IBGE

Grupo se reúne em uma casa para cultoGrupo se reúne em uma casa para culto

É inegável o crescimento da Igreja evangélica no Brasil nos últimos anos. Ao mesmo tempo, também avança o número de crentes que se desvinculam das estruturas denominacionais e vão viver a fé de forma diferente, fora do sistema e de tudo que ele representa. Há quem os chame de “desigrejados”, “crentes reconfigurados” ou “Igreja orgânica”.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre os anos de 2003 e 2009 o número de brasileiros que se declaram evangélicos, mas não frequentam igrejas cresceu de 0,7% para 2,9%.

Esse grupo são os chamados desigrejados, evangélicos que continuam a seguir os preceitos da religião, mas que não pertencem a nenhuma denominação. Esse número é algo em torno de 4 milhões de pessoas.

Entre essas pessoas estão tanto aqueles que frequentam 2 e até mesmo 3 igrejas, sem criar vínculo com nenhuma, como quem desistiu de se tornar membro de uma igreja e prefere não ir para nenhuma denominação.

Ainda que não sejam confundidos com os “desviados” (quem deixa de praticar a fé evangélica), os desigrejados enfrentam diversas críticas, pois para muitos pastores e teólogos é impossível ser cristão sem estar ligado à uma igreja.

“Viver sem igreja está errado. Tentar ser crente em casa, sozinho, tá errado também”, declarou o reverendo Augustus Nicodemus da Igreja Presbiteriana do Brasil em um vídeo postado em seu canal do Youtube.

Com todo o seu repertório histórico e conhecimento, o reverendo lembrou que os desigrejados não são uma invenção da modernidade, pois na história da igreja houve vários grupos de pessoas que queria se organizar de forma informal.

A diferença de hoje é que muitos dos desigrejados estão decepcionados com a forma que as denominações estão organizadas e criticam o perfil mercadológico de muitas delas. “Criticar a igreja organizada, como se ela fosse a mãe de todos os males, tá errado, é ingratidão e desconhecer a história da igreja também. O que devemos fazer é reconhecer a necessidade de estarmos juntos com nossos irmãos e obedecermos ao que Jesus mandou em termos de membresia”, declarou.

Nicodemus ensina que jamais podemos deixar a igreja e achar que ela é desnecessária para a vida de um cristão. “Jesus mandou batizar, Jesus mandou discipular, Jesus disse que tinha de ter disciplina, que se o irmão pecasse e não se arrependesse tinha de ser excluído, Jesus falou da liderança da igreja, o apóstolo Paulo constituía presbíteros e diáconos. Então, tudo isso implica um mínimo de estrutura para que você obedeça essas ordens do Senhor Jesus”, disse.

Desigrejados: fenômeno vira tema de livros

O pastor Daniel de A. Durand é autor do livro “Desigrejados”, que traça o perfil do evangélico que resolve deixar a igreja para viver uma fé longe das organizações. Além de explicar que são essas pessoas e o que as levam a tomar essa atitude, o autor refuta as heresias sobre não precisar estar incluso em uma igreja para viver a vida cristã.

Como professor de teologia, tem lecionado voluntariamente na Missão Ceifa em Pacajus (CE), Durand usa o livro para alertar os líderes sobre as mudanças que ele precisa fazer para evitar que o número de desigrejados continue crescendo.

Outra obra sobre o tema é o livro “Os Sem-Igreja”, de Nelson Bomilcar. O livro tenta responder questões e lança reflexões sobre os principais pontos que afastam as pessoas das igrejas e questiona: esta nova geração de cristãos não deveria buscar e insistir em novos caminhos para ser igreja, em vez de simplesmente abandoná-la?.

Fonte: JM Notícia
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Espiões da KGB tentam fechar igreja, no Tajiquistão

Culto no TajiquistãoCulto no Tajiquistão

No domingo, 11 de março, alguns homens visitaram uma igreja no Tajiquistão. A princípio eles se comportaram normalmente e ficaram apenas ouvindo. Depois um deles começou a gravar vídeos e outros dois começaram a andar pelo terreno da igreja, entrando em cada sala.

Quando o pastor e os diáconos perguntaram o que eles estavam fazendo, a resposta foi rude: “Não é da sua conta quem somos e o que queremos. Vocês têm que abrir todas as portas e nós vamos checar”.

Só depois um deles mostrou sua identificação como membro da KGB, serviço secreto, e o mandado para averiguar a igreja.

O pastor e os líderes da igreja foram interrogados pelos oficiais do serviço secreto. O processo de interrogação durou cerca de quatro horas. Enquanto dois dos homens questionavam os líderes e o pastor, outros dois averiguaram todas as salas. Eles chegaram a apreenderam vários livros “para pesquisa”.

Sabe-se que diversos líderes da igreja serão intimados para estar presentes no escritório da KGB, nos próximos dias. De acordo com o pastor, os homens da KGB estavam com a missão de achar motivos para fechar as portas da igreja e de tirar a licença oficial de funcionamento.

É importante que as igrejas tenham autonomia para pregar o Evangelho com liberdade. As organizações Portas Abertas pede aos cristãos ao redor do mundo que orem pela proteção e segurança da igreja no Tajiquistão.

“Interceda para que aqueles que forem convocados à KGB tenham sabedoria e segurança no Espírito Santo para responder a todos os questionamentos. Clame para que não percam o registro oficial. Peça também que o governo permita o livre funcionamento de igrejas e seja tolerante com cristãos ex-muçulmanos”, coloca.

Fonte: Missão Portas Abertas e Guia-me

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Patrícia Shedd, viúva do pastor Russell Shedd, descansou no Senhor

A viúva do pastor e missionário Russell Shedd, Patrícia Shedd, faleceu na noite da última segunda-feira, 26 de março, no Hospital A. C. Camargo, em São Paulo (SP).

Patrícia Dunn Shedd sofria com um linfoma – câncer que atinge as células do sistema linfático – e estava em tratamento há mais de um ano. Ela estava internada desde fevereiro, mas seu quadro se agravou nos últimos dias.

“Ela resistiu até a chegada de Timothy, o mais velho de cinco filhos do casal (Timothy, Nathanael, Pedro, Helen e Joy). [Ele conseguiu] chegar ontem à noite de uma longa viagem internacional, para que ele pudesse sentir o seu calor e poder afagá-la, acariciá-la em seus últimos momentos”, comentou Larissa Vaz, uma amiga da família.

Segundo informações do portal Comunhão, o funeral foi realizado na manhã da última terça-feira, 27 de março, e o culto fúnebre em agradecimento pela vida de Patrícia Shedd às 13h00, na Igreja Bíblica Evangélica da Comunhão.

O sepultamento aconteceu no Cemitério da Paz, bairro do Morumbi, mesmo local onde o corpo do pastor Russell Shedd foi enterrado. Familiares e amigos compareceram para a despedida final.