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‘Relógio do Juízo Final’ fica mais perto do apocalipse

Relógio do Juízo Final
Relógio do Juízo Final

Devido à má resposta de líderes mundiais às ameaças de uma guerra nuclear e às mudanças climáticas, um grupo de cientistas dos Estados Unidos ajustou nesta quinta-feira (25/01) em 30 segundos o “Relógio do Juízo Final” (Doomsday Clock, em inglês) e colocou o ponteiro marcando 23h58. O gesto representa o aumento das possibilidades de a humanidade chegar à sua destruição total.

Essa é a segunda vez que o relógio, criado pelo Comitê do Boletim de Cientistas Atômicos como indicador da suscetibilidade do mundo ao cataclismo, foi adiantado desde a eleição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 2016.

A dois minutos da meia-noite, o relógio indica que humanidade está no ponto mais próximo do apocalipse registrado desde 1953, em meio à corrida armamentista nuclear entre os Estados Unidos e a União Soviética, quando os ponteiros estiveram pela última vez nesta mesma posição.

Segundo a organização, esse ajuste foi necessário devido aos riscos de uma catástrofe nuclear representados pelo programa armamentista da Coreia do Norte, aos conflitos envolvendo a Rússia e à tensão no Mar do Sul da China, além de outros fatores.

“A retórica hiperbólica e ações provocativas de ambos os lados aumentaram as possibilidades de uma guerra nuclear por acidente ou erro de cálculo”, afirmou o comitê, em comunicado, numa clara referência à troca de hostilidades entre Trump e o líder norte-coreano, Kim Jong-un.

O perigo desenfreado das mudanças climáticas foi outro fator que pesou na decisão dos cientistas para adiantar os ponteiros.

Símbolo apocalíptico

Em 1947, o Comitê do Boletim de Cientistas Atômicos, criou o “Relógio do Juízo Final”, um símbolo apocalíptico que nasceu no contexto da corrida nuclear que se materializou em agosto de 1945 com as bombas lançadas pelos EUA sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki.

No primeiro ano, o ponteiro do relógio, uma metáfora visual do perigo de uma destruição deliberada do planeta, marcava sete minutos para a meia-noite. Em 1949, com o primeiro teste nuclear da União Soviética, os ponteiros começaram a ser adiantados para o ponto final.

Desde então, o relógio foi ajustado em 20 ocasiões, variando entre dois minutos para meia-noite e 17 minutos para a meia-noite, em 1991. Normalmente, os cientistas ajustavam apenas minutos completos, mas, em 2017, após o triunfo de Trump nas eleições presidenciais dos EUA, surpreenderam ao adiantarem o relógio em 30 segundos, marcando dois minutos e meio para a meia-noite.Nesta quinta-feira, o relógio voltou a ser ajustado em 30 segundos.

Fonte: Terra

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Jornalista da Band diz ter sido ameaçado pela Igreja Universal

Fabio Pannunzio é jornalista da Band TVFabio Pannunzio é jornalista da Band TV

O jornalista da Band, Fábio Pannunzio, utilizou seu perfil oficial no Facebook para revelar que foi ameaçado pela Igreja Universal e por Edir Macedo.

Ele compartilhou em suas redes sociais vídeos em que a Igreja Universal do Reino do Deus e o bispo Edir Macedo são investigados pela emissora de televisão TVI, de Portugal.

No Facebook, o Pannunzio disse: “Recebi um papelucho da Igreja Universal e outro do Edir Macedo. Não eram cartões de feliz ano novo nem nada parecido. Eram notificações extrajudiciais ameaçando me processar. O CEO da IURD está ‘bravinho’ porque eu repliquei aqui no Facebook as reportagens feitas pela TVI de Portugal denunciando um lar de acolhimento criado pela seita em Lisboa. Ele teria sido utilizado para a adoção ilegal de crianças pelos bispos e pastores — inclusive as filhas do próprio Edir Macedo”

“A notificação, que obviamente não será atendida, manda retirar do ar as menções às reportagens e me acusa de não ter dado ouvido à outra parte. Ocorre que a apuração era da TVI portuguesa, e não minha. Mas vou aceitar a sugestão dos advogados do empresário da fé e fazer a minha própria apuração. Começo amanhã cedo mesmo tentando, com a assessoria de imprensa da seita, uma entrevista com o próprio Edir Macedo para que ele tenha a chance de explicar como seu deu a adoção de seus netos. Aproveito o post para deixar o link das reportagens. Quem não viu quando a série foi veiculada poderá vê-las agora”, concluiu ele.

Na tarde desta quinta-feira, 25, o jornalista publicou em sua perfil: “Conforme prometi, comecei a apurar as denúncias feitas pela TVI de Lisboa sobre o que ocorreu numa casa de acolhimento de crianças mantida pela Igreja universal do Reino de Deus em Portugal. De lá saíram ao menos nove crianças que foram adotadas por bispos, pastores e também pelas duas filhas do bispo Edir Macedo. Reuni os primeiro documentos e enviei um questionário com 57 perguntas à assessoria de comunicação social da IURD. Eles acusaram o recebimento e solicitaram uma previsão de deadline. Deixei a critério deles. Mais tarde vou postar no meu blog o texto das notificações extrajudiciais e também o questionário. Cumprindo minha promessa, isso atende em parte ao que os advogados da organização me solicitam nas notificações, ouvir a versão deles, embora a obrigação de ouvir o outro lado seja dos produtores da série O Segredo dos Deuses. Aviso quando o material estiver pronto para ser divulgado.”

Fonte: TV Foco

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John Piper é criticado após defender que mulheres não podem ensinar homens

Teólogo reacendeu debate ao dizer que seminários deveriam ter só professores homens

           John Piper defende que mulheres não podem ensinar homens

O pastor batista John Piper, conhecido em todo mundo por seus livros, está no centro de um debate nos Estados Unidos por causa de suas declarações sobre o ministério feminino. Em um programa de rádio recente, publicado em seu site, ele falou sobre os papéis de liderança das mulheres na Igreja.

O centro do seu argumento é que as mulheres não deveriam ensinar em escolas de teologia. Piper disse que a base do seu raciocínio era o texto bíblico. Ele citou diferentes textos, dando ênfase a 1 Timóteo 2:12, que diz: “Não permito que a mulher ensine, nem que tenha autoridade sobre o homem. Esteja, porém, em silêncio”.

O teólogo disse não ver dificuldades que as mulheres estudem em um seminário ou façam cursos, “procurando obter o melhor fundamento bíblico possível”. Para ele, “A questão é se as mulheres podem mentoras e professoras daqueles que se preparam para desempenhar o papel projetado biblicamente para homens espirituais”.

Piper fez questão de enfatizar que não está questionando “a competência das mulheres, nem sua inteligência, conhecimento ou habilidade pedagógica”, mas sim a “natureza do ofício de ensino das Escrituras”.

Para o teólogo, que ajudou a fundar o seminário ligado à sua igreja, “Se não é bíblico termos mulheres como pastores, como pode ser bíblico vermos mulheres envolvidas no ensino formal e na orientação de pastores para uma própria vocação da qual elas estão excluídas?”.

Como era esperado, os comentários de Piper geraram grande controvérsia. A autora e líder de adoração Kaitlin Curtice tentou rebater, dizendo que não ficou surpresa em ouvir esses argumentos.

“Esta entrevista me lembrou de um dos pastores da minha infância, um homem a quem amo muito, mas que nunca me valorizou como líder”, cutucou Curtice. “Então, somos desafiados a não apenas tentar desfazer essa mentalidade, mas também tentar corrigir o risco dessas repercussões em nossa sociedade”.

Ela usou as redes sociais para pedir que seus seguidores do sexo masculino publicassem algo mencionando exemplos de mulheres líderes de igrejas que “contribuíram para sua teologia através de seu ministério”. Em pouco tempo, ela recebeu muitas respostas.

Várias pastoras disseram ter ficado contrariadas e levantaram questões sobre a importância do ministério infantil, dominado pelas mulheres, que ajuda a formar meninos, ensinando a eles sobre as Escrituras.

Também falaram sobre as missionárias que trabalham em locais onde muitas vezes os homens não querem ir. Outro argumento comum foi o sucesso de várias pregadoras, como Aimee Semple McPherson, fundadora da Igreja Quadrangular; Anne Graham Lotz, filha de Bill Graham; Joyce Meyers, autora de dezenas de livros; entre outras.

O debate sobre o assunto começou a se multiplicar nas mídias sociais e foi destaque de grandes sites voltados para o público evangélico como a Relevant, a Charisma e o Christian Post.